O Sonho utópico do exterior
Durante toda nossa vida somos bombardeados com os problemas do nosso país. Seja por brigas de família envolvendo política ou uma simples reclamação de um buraco na rua.
Essa visão talvez estereotipada e pessimista de um Brasil real, mas que não representa 100% do que acontece no país, fica enraizada na mente de muitas pessoas, de modo que as leva a crer que os países no exterior podem proporcionar a elas coisas inacessíveis aqui.
Bruno Toledo, estudante de 22 anos, sempre teve o sonho de morar fora, e aos seus 20 anos, no auge de sua juventude, deixou uma vida estável para trás para viver seu sonho europeu. “Eu vejo que hoje foi uma decisão muito difícil, na época eu estava cego pelo sonho, e isso é inexplicável, eu fiz de tudo pra conseguir, e é isso que me manteve lá.”
Ele diz que seu objetivo inicial era uma vida nova, mudar completamente seu estilo de vida. “Eu fui sem intenção de voltar, com aquele ideal de utopia, como se minha vida fosse começar a fazer sentido ali”, mas que chegando lá sua percepção mudou.
“A partir do 1/2 mês, você começa a sentir falta, no meu caso o único motivo para voltar foi meu apego pela família. Ficar sozinho em um país é difícil, porque em nenhum lugar do mundo existe gente como a gente, brasileiro”. Condizendo com muitos relatos pela internet, o maior problema de Bruno é o mesmo que da maioria que faz essa viagem, a saudade.
Mas se os países lá fora são tão melhores assim, por que não conseguimos ficar longe de casa? Na realidade de hoje, grande parte dos imigrantes brasileiros estão ilegalmente nos países onde moram. Sempre com o objetivo de ganhar dinheiro, esse pensamento de enriquecimento fácil está muito atrelado a cultura brasileira.
“A grama do vizinho sempre parece mais verde”, a famosa frase reflete a situação vivida nesse contexto, onde brasileiros deixam o país sem planejamento ou emprego, pensando que vão ganhar dinheiro assim que chegar lá fora. “Se você for com oportunidades desde já aqui do Brasil, você consegue ganhar dinheiro. A maioria trabalha com serviço braçal, e acabam conseguindo uma vida boa também, mas continuam ‘pobres’, porém na Europa.”, afirma Bruno.
Isso significa que os países europeus são iguais ao Brasil? Não! É claro que a qualidade de vida geral nesses países são melhores que aqui, mas estão longe de ser essa “vida fácil” e sem trabalho que a maioria pensa, de modo que sem estudo e oportunidade, não se consegue nada em lugar nenhum.















