Marielle, presente! by @AnarcoFino
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@mariellefrancopresente
Marielle, presente! by @AnarcoFino
#JustiçaParaMarielle #MariellePresente #NaoFoiAssalto
Eu, como artista e mulher periférica do Rio de Janeiro, não posso e não devo deixar passar em branco as atrocidades que estão ocorrendo com quem luta à favor dos direitos humanos, e denuncia as ações violentas da PM contra moradores das comunidades. Só quem mora na favela vê que bandido também usa farda.
Marielle Franco foi executada após denunciar ações violentas e abuso de autoridade da PM, ações que incluem corpos de jovens encontrados mortos em valão, especificamente em Acari.
Ela era feminista, negra, socióloga, deputada e cria da favela, nomeada relatora da Comissão que iria acompanhar a intervenção federal no Rio.
A VOZ DA FAVELA INCOMODA
Marielle Franco, a councillor who dedicated her life to fight against institutional racism and police brutality, was shot dead in targeted killing in Rio de Janeiro today.
Franco was a black woman who defied the odds of Rio politics to win the fifth highest vote count among council members when she was elected in 2016. She was an expert on police violence, and on Saturday accused officers of being overly aggressive in searching residents of gang-controlled shantytowns. Being killed only a few days later, there are clear signs that this might have been the motivation for her execution.
It really makes you feel hopeless, to see how little the lives of black women matter in Brazil. Marielle, you shall never be forgotten! We bleed for you!
(an article about it, in English: https://www.theguardian.com/world/2018/mar/15/marielle-franco-shot-dead-targeted-killing-rio?CMP=twt_gu)
Arte de Lela Brandão.
crédito: https://www.instagram.com/p/BgWeZUlhllS/?taken-by=fridafeminista
Arte de Perola Navarro.
crédito: https://www.instagram.com/p/BgY_uMGg_fh/?taken-by=navarroperola
Arte de Isabel Svoboda.
crédito: https://www.instagram.com/p/BgYvqOzn2G8/?taken-by=isvobodart
Arte de Tatudona
Crédito: https://www.facebook.com/tatudona/photos/a.606208449494507.1073741828.273867596061929/1583016255147050/?type=3&theater
Dia triste. Nossas vozes continuarão ecoando contra o genocídio da população negra e de periferia.
Clima tenso, hostil, pesado.
Não há muito pra falar. Apenas que toda a luta que Marielle cravou, continue ecoando, que ela se faça sim presente, que a imagem dela não se apague da memória de cada um assim como tantos já apagaram.
Não conhecia 1/3 da sua luta e tampouco da sua história, confesso. Mas devagar fui sabendo, e fiquei impressionado com tamanha braveza.
Fiquei horrorizado por saber que a maior parte dos tiros foram na cabeça, o que impediu que a família e amigos a vissem pela última vez, não puderam tocar seu rosto.
Perdemos a luta, essa é a verdade. E lamento demais saber que só conheci mais sobre Marielle durante o horror de sua morte.
They murdered Marielle Franco, but her struggle lives on. Marielle Franco presente !
Tem muita gente por aí argumentando que a execução de Marielle Franco confirma a necessidade de uma intervenção militar no Rio de Janeiro. Vale lembrar que Marielle, além de ser mulher negra periférica que entendia bem a vivência diária com a violência policial nas favelas, também era socióloga e escreveu sua dissertação de mestrado sobre as políticas de segurança pública nas favelas do Rio. Vivências são importantes, mas o trabalho acadêmico de Marielle também é: para indivíduos que compreendem somente fatos e instituições, a dissertação de Marielle deixa claro que ela conhecia profundamente o contexto político-histórico do Rio. Em sua tése, Marielle analisou a segurança pública do Rio usando as UPPs como ponto focal, e argumentou que a “guerra às drogas” propagada pelo Estado é maquiagem para esconder uma política de exclusão e punição dos pobres. Ainda em tempo, escreveu que a política das UPPs “atuou como força auxiliar no fortalecimento de um modelo de cidade centrada no lucro privado e não na sua população”. O resumo disso tudo é que Marielle era contra a corrupção e exploração da população no setor privado, e via as políticas de segurança como parte deste problema. Descartar o conhecimento acadêmico de Marielle, que com certeza informava suas decisões e posicionamentos como vereadora, é dar crédito demais a violência e o ódio que a assassinou. Quando falamos dos posicionamentos de Marielle de forma redutiva, apagando o quanto ela estudou e quanto ela lutou para ser ouvida, estamos tratando seu legado de forma injusta, e não estamos valorizando seu trabalho e seu intelecto propriamente. Em sua dissertação, Marielle rastreia as histórias políticas, sociais e econômicas que construíram o sistema de segurança público do Rio. Com esse contexto, ela explica que as políticas de segurança no Rio são historicamente feitas “pela força e não por meio de políticas públicas que apostem na mobilidade, nos encontros dos corpos, na participação e na ocupação de ruas.” Por isso, a ocupação policial ostensiva de favelas e periferias que vivem sob controle de grupos criminosos traz “risco permanente e medo para os moradores”. A falta de políticas públicas abrangentes e a brutalidade das autoridades policiais aprofunda então as desigualdades da cidade e agrava ainda mais o maltrato de moradores periféricos. Assim, Marielle argumentava contra a repressão, contra a segurança pública “pela força,” que causa mais medo, mais assassinatos e mais desconfiança na cidade. É impossível negar que Marielle conhecia bem o assunto quando falava sobre a polícia e o exército--ela sabia a história do Rio e sua violência a fundo. E soluções ela também tinha: “O fundamental, ao se pensar em uma política de segurança cidadã, está em manter o foco em investimentos em iluminação, pessoas nas ruas, praças ocupadas, esquinas de encontro, atividades públicas de esporte e lazer, como demonstrações de práticas de segurança pública. Políticas públicas nesse campo devem predominar nas ações das várias instâncias do Estado (no caso do Brasil, prefeituras, estados federativos e nível federal).” Não deixe ninguém apagar ou esquecer o trabalho e intelecto de Marielle com argumentos que instrumentalizam a violência sofrida por ela e milhares de outros cariocas periféricos. Com o objetivo de manter a memória de Marielle viva, o Além das Sombras publicará uma série de textos que engajam com sua dissertação de mestrado. Este foi o primeiro texto de vários. Marielle Franco, presente! #mariellefrancopresente
(de https://www.facebook.com/alemdassombr4s/)
Let us be reminded freedom ain’t free and it will never be. Brazilian Councilwoman and Activist Marielle Franco was assassinated Wednesday for speaking out against police brutality. “For Afro-Brazilians, Franco proved that a black person from a favela could be educated, have dignity and also fight against the social injustice that black Brazilians suffer from every day. For women, she proved that they could overcome sexism and machismo in Brazil. But her death is hitting Afro-Brazilian women, who suffer the most from Brazil’s violent, racist and sexist society, the hardest.” #sayhername #mariellefranco #restinpower
#Repost @daisyodell with @get_repost ・・・ “With those nine shots, Franco became one more statistic in this genocide. Just over 50 percent of Brazil’s population of 200 million is black. But blacks account for 2 out of every 3 murders. They are also overrepresented in favelas where violence and murder of blacks by police are rampant. Last year, the Rio de Janeiro police force killed more than 1,000 people. Black women in Brazil also disproportionately suffer violence—a recent study revealed that young black women are twice as likely to suffer from murder as their white counterparts.” #sayhername #mariellefranco #mariellepresente #naofoiassalto