LOCAL: Casa que Mark divide com Andrew, Haven e Natalie.
DATA: 29/12/13
Mark: Tinha terminado de por todos os DVDs em ordem alfabética e por gênero do terror quando lhe deu fome. Sentiu a barriga roncar e fez uma careta vendo que não tinha outra escolha a não ser cozinhar algo já que não tinha mais ninguém em casa. Saiu de seu quarto se certificando se estava mesmo sozinho e foi até a cozinha providenciar alguma coisa. Olhou na geladeira e tudo que encontrou foi alguns refrigerantes e umas loucuras dessas light que as meninas gostavam. Abiu um dos armários e por sorte encontrou o ultimo pacote de salgadinho da casa, estava tão feliz que acabou virando um pouco o pacote sobre a boca pra por vários de uma vez nela. Escutou batidas frenéticas em sua porta e nem terminara de mastigar ou limpar a boca quando correra pra abri-la. Pelo barulho só podia ser alguma coisa séria. Abriu a porta de uma vez e com um susto encontrou Samantha parada em sua soleira toda molhada - Velho, se levar chuva desse jeito foi algum plano seu pra me fazer sentir pena você acertou nessa. Vem, sai dessa chuva - Olhou pro céu vendo-o ainda mais escuro do que da última vez que o vira e deu espaço pra que a loira entrasse antes de perguntar o que ela estava fazendo ali. Só podia ser algo urgente pra a ter a feito levar chuva desse jeito.
Sammy: Eu já estava sentindo todo meu corpo tremer graças ao frio, e acabei espirrando, segundos depois a porta foi aberta. Se eu não estivesse tão preocupada em trincar os dentes para não tremer, teria o respondido a altura, mas apenas consegui murmurar baixo. - Vai sonhando. - Falei rápido, sentindo os dentes baterem violentamente. Entrei na casa do garoto, balançando os braços, e depois passando a mão em toda extensão do mesmo. Soltei o ar, arqueando as sobrancelhas na direção dele. - Você não vai pegar algumas toalhas? Eu estou congelando aqui. - Disse aquilo em um tom baixo, meio sibilando, com medo de abrir a boca e não consegui controlar a tremedeira, já que a do corpo eu já nem tentava. Tirei a bolsa das costas, ficando do joelhos no carpete mesmo, procurando por alguma peça de roupa, porém ao não encontrar, levantei, trincando os dentes, passando as mãos no cabelo. Ótimo, agora eu estava na casa de Mark e agregados, sem nada para vestir, e morrendo de frio, a vida que pedi aos deuses.
Mark: Revirou os olhos enquanto enchia mais a boca de salgadinhos vendo a loira tremer. Ele sentiria pena de verdade dela se a mesma não fosse tão petulante, não sabia o que ela tinha que sempre o tirava do sério - Desde quando eu assinei algum contrato te dando os direitos em me ter como empregado, madame? - Tinha acabado de engolir o que estava em sua boca antes de responder a garota, mas ela estava mesmo toda molhada e ele não queria ser culpado dela pegar alguma gripe. Virou-se sem dizer nada e foi até seu quarto pra pegar uma de suas toalhas, andou mais rápido até a sala e se aproximou da loira a estendendo a peça e observando o quanto de estrago a chuva tinha feito - O que você veio fazer aqui além de molhar o meu tapete?
Sammy: Revirei os olhos na direção dele, fazendo sinal para que ele se movesse. Respirei devagar novamente, sentindo frio até nos pensamentos, mesmo sabendo que isso não era possível, começando a tentar tirar o excesso de água da roupa. Primeiro me livrei da jaqueta, a colocando no canto da parede, onde não iria fazer muito estrago, depois começou a espremer a calça. Por sorte a minha camiseta, a que eu usava por baixo da jaqueta estava seca, ou só um pouco molhada, então eu não teria que se preocupar com a parte de cima, já a debaixo. Peguei a toalha, já começando a enxugar os cabelos, dando os ombros antes de o responder. - Eu não tive minha dose de Mark Jones hoje, vim me reabastecer. - Sorri de forma cínica, enrolando a toalha nos ombros, falando com uma expressão mais séria agora. - Não tem ninguém em casa, e como eu nunca levo as chaves, fiquei na rua. Achei que talvez o Andrew pudesse me abrir, mas como é você aqui... Eu só vou me enxugar e já vou pra casa. Acho que deve ter um colchonete na garagem. - Falei a última parte para mim mesma, procurando na mente algo que pudesse sustentar aquela hipótese.
Mark: Mark detestava desorganização mesmo que aquilo fosse contraposto a sua personalidade, esticou-se pra pegar a jaqueta de Sammy quando a viu tirar sem querer acabou prestando atenção demais na blusa que ela usara por baixo. Terminou o saco de salgadinho mais rápido do que era necessário pra que sua barriga estivesse satisfeita e foi se livrar dele no lixo e estender o casaco dela escutando a menina - Sempre soube que você apreciava minha companhia lindinha - Sorriu da mesma forma já de volta a sala - Isso tem acontecido muito por aqui, mas isso é típico seu mesmo, depender das meninas e tal - Provocou vendo que só a blusa da menina estava seca, se continuasse assim, além de molhar a casa inteira ia acabar ficando mesmo doente - Só porque o Andrew, Haven e a Nat não estão em casa não quer dizer que eu vá te por pra fora nessa chuva. Além do mais, se você se enxugar aqui e for pra casa vai chegar lá molhada - Cruzou os braços com uma cara de tédio - Pode ficar aqui até as meninas chegarem, o pessoal daqui vai demorar eu acho, mas eu não vou te negar um lugar longe da chuva - Mark não se dava bem com Sam, mas ele não era idiota ao ponto de expulsar alguém naquela chuva - Você quer alguma coisa que te sirva minha? Eu pegaria alguma roupa das meninas, mas eu não gosto de mexer nas coisas delas. Não precisa ficar molhada e também não quero que você manche o meu sofá com essa calça molhada.
Sammy: Peguei o casaco, e também coloquei uma das alças da mochila na mesma mão, enquanto tentava enxugar as pernas com a outra. Abri um sorriso largo, falando com a voz de entusiamos fingido. - Você descobriu meu segredo, pobre de mim. - Me abaixei para secar as pernas, já que era minha única opção, tentar secar o jeans para que ficasse um pouco mais quente, e não me deixasse doente. Estava alcançando a barra da calça quando ouvi o que ele disse, levantando de uma vez. - Eu, depender das meninas? Que engraçado você Mark, se eu não estivesse tão preocupada em não morrer de hipotermia eu riria da sua piada. - Voltei a levar a toalha ao cabelos, na esperança que eles parassem de pingar. Eu não gostava de ter que incomodar as pessoas, na verdade, eu odiava pedir ajuda, mas não me sobrava ninguém fora aqueles quatros. - Eu sempre esqueço que as garotas moram aqui também. Deve ser por isso que é tudo arrumadinho aqui. E eu não duvido que você me ponha para fora, ainda mais se estiver de tpm. E isso é verdade. - Apontei para o garoto, mordendo o lábio. Mesmo não gostando nem um pouco da companhia de Mark, eu preferia ficar ali do que voltar para a chuva. - Parece um plano. Eu vou agradecer se você puder fazer isso. A coisa lá fora não tá muito agradável. - Senti calafrios no corpo, espirrando duas vezes seguidas. - Arg. - Espirrei novamente, mas acabei olhando para Mark confusa. - É muito gentil da sua parte, gentil demais. - Estreitei os olhos na direção dele, mas o resto completou e eu bufei, revirando os olhos. - Eu não estou em posição de negar, então, é, eu quero algo seu que sirva em mim. O que vai ser difícil. Porque olha o meu tamanho e o seu.
Mark: Não se preocupou em responder a ironia de Samantha enquanto a observava se secar. Encostou na poltrona da sala esperando que ela estivesse menos molhada pra poder transitar pela casa sem que tudo ficasse molhado, mais do que já estava. Sabia que não era só com ela que ele tinha que se preocupar, tinha quase certeza de quando os outros chegassem ia ser ainda pior - Ah e não é? Foi irresponsabilidade mesmo? - De um sorriso provocante e suspirou irritado quando ela comentou da organização da casa - Na verdade quem gosta da casa arrumada sou eu, mas isso não vem ao caso vem logo buscar alguma coisa que sirva em você - Não esperou pela loira e foi até seu quarto vasculhar seu guarda-roupas afim de achar algo que coubesse nela - Eu sou gentil, mas não se acostuma - Achou uma camisa de botão que não usava a muito tempo porque ficara apertada nos braços e uma cueca samba canção que nunca usara - Usa isso porque acredito que minhas calças não deem em você e essa coisa aí eu nunca usei porque é feia demais pra que outra pessoa me veja usando porque nunca se sabe quando eu vou precisar tirar as calças.
Sammy: Não vou discutir sobre o quanto eu sou e não sou irresponsável com você, Jones. - Falei aquilo, caminhando logo atrás dele. Soltei uma risada alta de deboche, cruzando os braços sobre o peito. - Eu sempre soube que você tinha esse lado mocinha. - Usei um tom de implicância, me encostando na parede esperando que ele procurasse o que tinha de procurar. Ele realmente parecia gostar de tudo arrumado, o quarto dele era um exemplo disso. - Aham, super gentil. - Me aproximei dele, pegando as peças que ele havia selecionado, o ouvindo sem muito interesse. - Ok, obrigada. E eu não sabia que você fazia alguns trabalhos como gogo boy. - Falei puxando o tecido da minha própria calça, imitando o movimento dos dançarinos. - Onde é o banheiro? Ou o preço que eu vou ter que pagar vai ser me trocar na sua frente?
Mark: Tanto faz - De de ombros pouco interessado na vida da loira, mas sentiu a raiva o assumir quando ela o chamou mais uma vez de mocinha - Desde quando ser organizado é coisa de mocinha? Eu só não gosto de dormir no lixo e se eu esperar que arrumem alguma coisa vai ser uma vez no ano - Fechou o guarda-roupas já que a garota parecia satisfeita com a roupa que ele tinha oferecido e tirou as sandálias pra se jogar na cama - Eu sou muito gentil, a diferença é que eu não gasto minha benevolência com você - Ergueu um pouco a cabeça pra fita-la - Não preciso dançar pra ter que tirar a calça pra alguém - Olhou o movimento da garota e cruzou os braços atrás da cabeça com um sorriso maroto nos lábios - Tem essa porta aí perto do guarda roupas, mas não seria ruim te ver trocando de roupa aqui na frente. Não tem nada demais.
Sammy: Ri do tom do garoto, levantando as mãos em rendição. - Calma, garoto. Não precisa vir com sete pedras na mão, eu hein. - Olhei torto para ele quando ele deitou na cama. - Eu já percebi isso, Ombros. Eu já percebi. - Revirei os olhos ao ouvir o garoto, fazendo uma careta na direção dele. - Ok, garanhão. - Discutir com Mark sempre me deixava cansada, e mesmo eu amando implicar com as pessoas, no momento eu não estava muito afim. - Não tem nada demais? Não tem nada demais. - Resmunguei, abrindo a porta que me fora indicada, mas me virei, com um sorriso maroto no rosto. - Quer saber, realmente não tem nada demais aqui. - Joguei as roupas secas dele em cima da cama, tirando minha camisa, depois desabotoei a calça, descendo a mesma com dificuldade, graças a quantidade de água ainda presente nela. A chutei com o pé, praguejando ao ver que a calcinha também estava molhada, mas não ao bastante para me fazer tirá-la. Peguei a blusa, abrindo a mesma, para depois a vestir, fechando os botões rapidamente. Depois vesti a cueca do garoto, ajustando a mesma ao meu corpo, abrindo um sorriso inocente na direção de Mark. - Obrigada. - Peguei minhas roupas, saindo do quarto dele, indo de volta a sala.
Mark: Estava olhando o teto e só escutava a garota, mas não moveu-se ou falou de início - Não estou com pedras na mão, só me justifiquei. Sempre tiram onda quando eu começo a arrumar as coisas - Deixou um braço embaixo da cabeça e deixou o outro livre pra passar por seu próprio abdômen por dentro da camisa sem motivo maior - Não, não tem... - Estreitou os olhos quando a viu voltar do banheiro logo depois que entrara e os relaxou quando a mesma começou a tirar a própria roupa. Mordeu o lábio ao ver que as peças íntimas da garota também estavam molhadas e torceu pra que ela as tirasse, uma coisa Mark não podia negar, a loira tinha um corpo muito foda, desses que ele não ia se importar nem um pouco em ter em sua cama mesmo que tivesse que aturar as chatisses dela depois. Observou suas curvas por um tempo até Sammy ficar vestida de novo - Belo show - Optou por se levantar da cama não querendo deixar a "visita" sozinha, mesmo que Sam não merecesse sua educação.
Sammy: Eu estava brincando Mark, céus. - Alcancei a mochila, tirando os livros de dentro para poder colocar as roupas molhadas, logo colocando ela sobre os mesmos. Ela não tinha ideia do que iria fazer agora que estava ali. Aquela hora da noite ela sabia que a programação não era das melhores, e assistir TV não era uma das atividades favoritas da garota. Sentou no sofá em posição de índio, pegando a toalha que havia deixado na sala, enxugando os cabelos. Vi Mark na sala, o olhando de forma desconfiada. - Eu sei que a casa é sua, mas o que você quer aqui? Pensei que fosse dormir, assistir TV, ou sei lá. - Disse enquanto me sentava mais na ponta do sofá, se por um acaso decidisse sentar ali, o que eu achava pouco provável.
Mark: Chegou espreguiçando-se na sala vendo Sammy no sofá, era um pouco estranho ver uma garota usando suas roupas sem ter dormido com ela - Eu não costumo deixar as pessoas sozinhas pela casa quando to recebendo visita, mesmo que seja você. Se for doer em você a minha companhia é ainda melhor te ver sofrer e tal - Brincou dando um sorrisinho maroto. Sentou-se no braço da poltrona sentindo sua barriga voltar a roncar e cruzou os braços pensando como seria ótimo encontrar outro salgadinho daquelas - Quer comer alguma coisa? Acho que se eu vasculhar a dispensa eu encontro mais besteiras por ela.
Sammy: Vi Mark se espreguiçar, mordendo o lábio. Era incrível como alguém tão irritante podia ter um corpo tão gostoso. É claro que eu não vivia olhando para o garoto dessa forma, mas depois que ouvi algumas colegas de classe comentarem, comecei a prestar mais atenção. Estava analisando a barriga dele, quando vi que ele estava falando comigo. - Mesmo que seja eu. Você tem sorte de me ter aqui, mocinha. Não são todos que conseguem esse feito. Não vou sofrer por isso, desculpa te decepcionar. - Dei um sorriso como quem se desculpa, mas voltando minha atenção ao cabelo. Fiquei de joelhos no sofá, apontando para ele. - O que tem de errado com você? Me ofereceu roupa, ta me oferecendo comida. Quem é você e o que fez com o Mark? - Falei num tom leve, cutucando o peito dele. - Mas eu aceito comida sim, porque eu não como nada desde o almoço.
Mark: Fez uma careta quando fora chamado de mocinha, queria relevar mas aquilo realmente o irritava - Eu ouvi você me chamar de mocinha de novo? - Colocou uma mão no ouvido como se não tivesse escutado direito - Te surpreende tanto assim eu ser legal com alguém que tá preso fora de casa? Isso é pra você ver a ideia totalmente errada que você tem de mim - Revirou os olhos indicando com a cabeça que ela o seguisse até a cozinha e caminhou até lá abrindo os armários de novo procurando por alguma coisa. Achou umas caixas de biscoito, desses sem recheio, e vasculhou a geladeira pela única coisa que não podia faltar em sua casa, requeijão. Tirou o pote e o colocou sobre a mesa ficando em pé próximo a ela em seu costume estranho de comer em pé pouco se importando se a menina gostava ou não daquilo que ele tinha oferecido - Come aí se quiser outra coisa procura pelos armários porque eu nunca sei onde tem nada por aqui já que nunca fica do jeito que eu arrumei.
Sammy: Penteie os cabelos com os dedos, sorrindo de lado. - Ouviu sim, mocinha. - Falei aquilo, com uma expressão desafiadora. Assenti mediante as palavras dele, levantando do sofá para o seguir. - Na verdade sim. Sendo essa pessoa, eu. Oh, pobre Mark, a Samantha má acha que ele não é gentil. Boo hoo. - Fiz um bico exagerado, revirando os olhos. Sentei em um dos bancos que haviam por ali, ficando o mais confortável possível, apoiando o pé no banco, e descansando o rosto no joelho, que ficava daquela forma numa altura propícia para aquilo. Vi ele pegar biscoitos, e depois o requeijão, o que me fez fazer uma careta. - Eu sou alérgica a isso. - Afastei o pote com a embalagem do biscoito, lembrando da última vez que fiquei perto de requeijão.
Mark: Bufou ao ouvir a loira o chamar de mocinha de novo. Parou o que estava fazendo pra se inclinar segurar a cintura da garota, a olhou um pouco sério e com o rosto a centímetros do seu falou com os dentes trincados - Vou te mostrar o mocinha - Não pensou duas vezes em levar uma das mãos até a nuca de Samantha e unir seus lábios aos dela de uma vez, ela era tão implicante que ele nunca pensara que faria isso, mas odiava se provocado. Podia parecer besteira, mas não deixaria isso passar em branco. Segurou o cabelo molhado da loira com firmeza trazendo o seu rosto pra ainda mais perto e a mão que estava em sua cintura foi até suas costas pra inclinar um pouco o corpo dela pra encontrar-se mais com o seu. Sabia que não podia considerar aquilo um beijo prazeroso por não ser consensual, mas a sensação que os lábios dela proporcionavam era algo que ele não imaginava que seria tão bom. Fechou os olhos com um pouco mais de força antes de se afastar e soltou o ar de uma vez tirando as mãos dela e as erguendo mostrando-lhe as palmas - Pelo jeito é impossível querer ser legal com você - Se afastou de uma vez da garota sentindo-se frustrado por Sammy sempre o tirar do sério. Voltou sua atenção a comida e continuou sem ligar se ela comeria ou não - Come só o biscoito então ou procura alguma coisa por aí - Encheu a boca de biscoito como se nada tivesse acontecido a segundos.
Sammy: Estava reparando que o esmalte das unhas estava saindo quando vi ele se aproximar de uma vez, me assustando. - Mas que merda você acha que tá fazendo? - Falei com a voz baixa, sentindo as mãos firmes dele na minha cintura. Eu estava me preparando para o empurrar, quando senti a mão dele na minha nuca, paralisando. Não, ele não ia fazer isso. Quando senti os lábios dele nos meus, minha primeira reação foi o empurrar, com o ombro, e depois espalmando as mãos no peito dele. Mas quando levou a mão até meus cabelos eu sabia que aquilo era luta perdida, então acabei agarrando o tecido da blusa dele, o trazendo para mais perto, enquanto fechava os olhos, correspondendo ao beijo. Ele podia ser irritante o quanto fosse, e se ele não tivesse feito aquilo com raiva, algo como aquilo nunca iria acontecer, mas eu não podia mentir dizendo que ele não tinha pegada, ou que o beijo dele não acendia algo em mim. Abri os olhos em surpresa ao ele se afastar, tomando uma lufada de ar, mordendo o lábio. Minha mente estava uma bagunça, e droga, algo dentro de mim havia gostado daquilo. Eu ainda o encarava surpresa, me dando conta do que havia acontecido. Desci do banco, puxando o rosto para que ele olhasse para mim. - Nunca mais me beije de novo sem o meu consentimento. - O soltei de forma grosseira, dando as costas para ele, voltando para sala. Bufei, me odiando por ter permitido aquilo, voltei a sentar no sofá, pegando o celular, começando a digitar uma mensagem para as garotas.
Mark: O fato de Sammy ter correspondido ao beijo, mesmo que tenha resistido de início, fez Mark ter gostado mais do que deveria daquilo. Tinha a desculpa de que beijar alguém era sempre muito bom e que ela era muito gostosa, era muito provável que se não a conhecesse sentiria-se atraído por ela, então o ato não fora ruim, mas aquilo não podia acontecer de novo sobre hipótese alguma. Era irritante demais pra que valesse a pena. Estava de boca cheia quando ela segurou seu rosto e a olhou indiferente enquanto mastigava e a escutava. Engoliu tudo de uma vez e deu de ombros antes de responder - Isso nunca mais vai acontecer, você querendo ou não - Empurrou a mão da menina da mesma forma grosseira com que ela soltara seu rosto, não dava mesmo pra ser legal com a garota, mas ainda sim ela estava em sua casa. Deixou ela um tempo sozinha na sala enquanto comia e quando terminou pegou um pacote de biscoito recheado que nem sabia que ainda existia e jogou do lado dela no sofá pra que ela comesse. Sem falar nada, jogou-se no sofá e ligou a televisão após se sentar.
Sammy: Eu não quero. - Falei num tom alto, para que ele me ouvisse. Eu não sabia com o que estava na cabeça para bater na porta daquela casa. Eu deveria ter ficado na garagem, pelo menos não teria ficado com aquela sensação de culpa. Grunhi, me mexendo com raiva no sofá, balançando a perna várias vezes, mordendo o lábio. Não, não, era Mark Jones, ele era um jogador de futebol irritante que só me fazia ter raiva, meu corpo não ia gostar daquilo, eu me recusava. Olhei assustada para o lado, quando o pacote de biscoito foi jogado na minha direção. Levei a mão ao peito, respirando devagar. Ponderei antes de pegar o biscoito, sem olhar para Mark. Encolhi as pernas, ficando o mais afastada dele que eu podia, enquanto levava um biscoito ao lábios. Senti o celular vibrar, o pegando rapidamente. Xinguei baixo, respirando devagar. Lola havia dito que iria dormir na casa de amigas, enquanto Court havia dito que ia passar a noite acabando um trabalho, e não era em casa. O que significava que eu ainda não tinha onde ficar.
Mark: Ficou zapeando os canais enquanto tentava manter a cabeça ocupada pra não pensar na merda que tinha feito. Ela merecera aquilo, mas esse clima estranho era um saco, ele estava mesmo querendo ser legal, um bom anfitrião. Olhou com o canto do olho pra loira quando ela xingou baixo e voltou sua atenção pra frente sem querer se preocupar com o que tinha acontecido. Achou um canal que passava o jogo em que ele tinha jogado e aproveitou pra ver suas jogadas já que sempre curtiu se analisar pra não errar de novo. Ele não ia falar nada com a loira, não ia dar o braço a torcer, então tentou ao máximo não virar o rosto na direção dela e fingiu que estava sozinho no cômodo apenas fazendo companhia presencial.
Sammy: Eu estava checando meus emails quando ouvi o barulho de jogo. Levantei o olhar devagar, respirando fundo, e assentindo para mim mesma. Eu odiava futebol, tipo, eu realmente odiava futebol americano. Mesmo tendo sido líder de torcida por dois anos, fora graças aos idiotas do time e das garotas da torcida que eu tinha tido que trabalhar numa creche, e desde então eu prometi a mim mesma que nunca mais iria perder meu tempo com futebol, ou animação de torcidas. Bufei, vendo o garoto ao meu lado correndo pelo campo. Toda aquela situação era patética, Mark estava claramente me ignorando, quando fora ele quem havia me beijado num surto de tpm. Revirei os olhos, fechando os olhos ao ouvir o locutor anunciar o touchdown. Eu já havia visto aquele jogo, não realmente visto, já que passei boa parte do jogo cochilando, enquanto era acordada com os gritos de Courtney e Lola. Eu não entendia o interesse em Mark, ele era, bem ele era ele, nada mais. Tentei ignorar as pessoas comemorando, me focando no Candy Chrush.
Mark: Xingou quando viu um erro péssimo seu e revirou os olhos sentindo raiva de si mesmo. Sabia que se continuasse errando jogadas seu salário nunca ia chegar a dos grandes jogadores. Os olheiros estavam no jogo e ele sabia que tinha que os impressionar, o touchdown podia ter surtido alguma boa impressão, mas ele precisava de muito mais. Voltou a colocar um braço por trás da cabeça e uma mão dentro da camisa como sempre ficava quando estava deitado. Escutou o barulho irritante do joguinho que provavelmente Sammy estava jogando e aumentou o volume querendo abafar os "delicious" que uma voz grossa falava.
Sammy: Revirei os olhos quando ouvi o volume da TV aumentar, respirando fundo e aumentando também o volume do celular. Eu particulamente odiava ouvir os ganhos do jogo, mas tudo para irritar Mark. Acabei me movendo no sofá, deitando com a cabeça no assento, já que o mesmo era grande ao bastante para comportar nós dois. Trouxe o cabelo para frente, enrolando uma mecha de cabelo na ponta do dedo, continuando a jogar. Virei o rosto para TV, vendo ele perder o lance, soltando um risinho baixo. - A Court ficou muito puta quando você perdeu esse lance aí. - Falei sem perceber, parando o jogo ao perceber que havia quebrado o silêncio.
Mark: Mark, só de implicância aumentou ainda mais o volume e olhou a loira com um olhar de desafio. Estivou mais seu corpo pra que deixasse menos espaço pra ela e colocou as pernas esticadas no estofado. Voltou a prestar atenção na televisão achando aquele silêncio incômodo, mas era melhor do que ser ele a dar o braço a torcer quando ela que estava sendo contrária a pequena e esforçada simpatia dele. Viu mais um lance errado seu e estava se preparando pra xingar de novo quando a voz da garota chamou sua atenção e ele acabou soltando uma risada baixa, a contragosto, imaginando a cena das garotas - Voc~e deve ter comemorado bastante - Se aconchegou um pouco mais no sofá olhando rapidamente da garota pra tela da tv de novo.
Sammy: Abri a boca em choque ao ver ele aumentar o volume, voltando a atenção para o jogo com uma expressão emburrada. Arqueei as sobrancelhas, sorrindo de lado, ao levantar as minhas pernas, descansando sobre as dele, ficando totalmente deitada no sofá. Soltei uma risada alta, dando os ombros. - Eu estava dormindo. A Court me acordou com os xingamentos. Eu não assisto seus jogos, Jones. - Falei de modo desinteressado, continuando com o jogo. Levantei o celular, para poder ter uma visão melhor, ao me entusiasmar com ele, fiz um movimento errado, sentindo o celular cair no meu rosto. Minha face esquentou gradativamente, e revirei os olhos, para minha lerdeza. Peguei o celular do rosto, esperando que Mark ainda estivesse prestando atenção na TV e não em mim, e voltei a jogar como se nada tivesse acontecido.
Mark: Mordeu o lábio pra não sorrir quando ela colocou as pernas sobre as suas achando aquilo engraçado e se mexeu colocando as suas por cima ainda sem olhar a loira fingindo prestar atenção só no jogo. Virou o rosto pra ela descansando as mãos na própria barriga - A Court xingando? Essa nova. É, eu suspeitei que não - Continuou a olhando por um tempo e quando estava prestes a mudar sua atenção viu o celular cair sobre o rosto de Sammy. Sua risada fora tão alta que se contorceu no sofá jogando a cabeça pra trás e apertando a própria barriga - Você... - Deu outra gargalhada - Caralho que lerda - Rolou um pouco no sofá, sem tirar as pernas do lugar, ainda rindo.
Sammy: Ri baixo quando ele mudou de posição, mas não me movendo. As pernas deles não eram tão pesadas assim, e por mais que eu não quisesse admitir, estava quase confortável. Continuei enrolando o cabelo, dando uma risada, fazendo uma careta em seguida. - Tudo bem, não chegava a ser um xingamento. Era mais um "Poxa Mark, porque você não pegou a bola", "Caramba, olha pra isso Sammy, ele errou feio, não curti". - Imitei a voz da garota, gesticulando. O olhou de forma descrente, enquanto ouvia a risada dele. - Tá bom, não foi engraçado assim. - Tirei minhas pernas debaixo das deles, e colocando-as onde estavam antes, mas sentando no sofá, para o cutucar. - Eu não sou lerda, só foi um momento de deslize. Para de rir. - Estreitei os olhos, empurrando o ombro dele, sabendo que não surtiria nenhum efeito, voltando a deitar, agora tomando mais cuidado para que o celular não caísse no meu rosto.
Mark: Sabia que ia ser difícil de ficar muito tempo na posição que estava porque deixar as pernas pra cima faziam seus pés formigarem. Mexeu-se de novo no sofá intercalando suas pernas de forma que uma das pernas de Sammy ficasse entre as suas. Acabou soltando mais uma risada enquanto olhava a loira - Ah sim, isso faz mais sentido quando se trata da Court - Deitou-se de frente pra Sammy de vez colocando os braças embaixo da cabeça pra poder vê-la melhor e ainda rindo, respondeu - Foi sim, se você tivesse visto riria comigo - Revirou os olhos quando ela tirou as pernas dela do sofá e se ajeito dando mais espaço pra ela também baixando as suas - Aham se você prefere acreditar nisso, onw tão fofa ficou até corada - Deitou a cabeça um pouco pra trás de novo voltando a rir. Segurou a mão dela quando ela empurrou seu ombro, mas não conseguiu falar nada contra aquilo porque não parava de rir, estava tendo um ataque de riso - Ai, acho que chorei - Passou a mão livre no rosto pra enxugar uma lágrima por ter rido demais.
Sammy: Sorri discretamente ao ver minhas pernas entre as deles, achando aquilo tão surreal sendo nós dois ali. Assenti quando ele falou, não prestando mais tanta atenção no jogo. A conversa recém iniciada estava bem mais interessante do que fazer trincas de doces. - Não, não teria. Eu teria me compadecido com a situação da pobre criatura de se empolgou e deixou o celular cair no rosto. Fato que provavelmente deve ter deixado o nariz dela dolorido. - Falei, analisando o nariz, fazendo uma careta, ainda desacreditada que aquilo tinha acontecido. - Eu não fico fofa corada, céus. - Levei as mãos ao rosto, fazendo uma careta. Eu iria me arrepender desde o meu berço por ter corado na frente dele. - Revirei os olhos por ouvir ele voltar a rir, o olhando com uma expressão de raiva fingida. - Mark, para de rir. Não tem graça, para de rir. - Levei a minha mão que ele não estava segurando até os lábios dele, colocando-a por cima, sorrindo de forma vitoriosa. - Parou de rir.
Mark: Sua barriga já doia com as gargalhadas e ele se inclinou pra frente, sentado, pra ver se conseguia parar, mas foi inútil - Tadinha da dita cuja, to rolando de pena aqui. Pera, deixa eu doutor analisar o nariz dela - Olhou pro rosto da menina, mas sua crisa de riso tava tão descontrolada que a ver fazer careta o fez voltar a rir - Fica uma gracinha, até acreditei que você é um amor - Sentiu seu maxilar doer e realmente ela tinha ficado "bonitinha" corada, mas nada que o fizesse fraquejar em achar aquilo engraçado. Era bom ver ela passar vergonha e ele ter motivo pra encher mais o saco - Tem graça sim, muita graç - Foi interrompido pela mão da garota em sua boca e uniu as sobrancelhas pela surpresa. Tentou falar mesmo com a mão dela em sua boca e aquilo deixo sua voz sair enrolada - Você apelou - A olhou de forma desafiadora e passou a língua na palma dela sorrindo igual a ela, vitorioso.
Sammy: Cruzei os braços sobre o peito, o olhando com uma expressão emburrada. Eu tinha certeza de que ele iria usar aquilo contra mim mais vezes, e o pensamento de o ver rindo da minha cara em público já me irritava. Fiz uma careta para o garoto, mostrando a língua. - Nossa, que engraçado, to rolando no chão de tanto rir. Ha-ha. - Bufei, balançando a perna sem paciência. - Eu sou um amor. - Disse com desdém, balançando a cabeça em descrença. Não era possível que ver o celular cair na minha cara ter sido tão engraçado. Ele só podia estar afetado graças a algo que havia comido. Continuei com a mão na boca dele, ainda ostentando o sorriso superior. Pelo menos a crise havia parado, e eu não iria precisar passar mais vergonha. Franzi o cenho quando ele falou, estreitando os olhos ao ver o modo como ele me olhava. Senti a língua dele entrar em contato com a minha mão, fazendo com que eu me afastasse rapidamente, com uma expressão de choque no rosto. - Eca, eca, eca, eca, eca, eca! - Levantei pulando do sofá, indo lavar a mão, e voltando para a sala decidida. - Você apelou. - Subi em cima dele, lambendo a bochecha dele, também com um sorriso vitorioso no rosto.
Mark: Quem mostra a língua quer beijar - Falou piscando pra loira de forma forçada dando uma risada menos histérica - Eu só não rolei no chão porque, bem, é bem melhor rolar no sofá - Nunca se imaginou achando algo na menina que o fizesse rir tanto, mas estava se divertindo a beça da irritação dela com a sua reação. Era ainda melhor irritar ela quando ela não sabia como revidar - Sim, nossa, um amooor - Respondeu com um sarcasmo exagerado e caiu no sofá dando outra gargalhada quando a viu correr até o banheiro pra lavar a mão. Ai como era bom tirar a loira do sério, já tinha esquecido a tv e estava só olhando na direção do banheiro quando ela voltou pondo-se encima do moreno - É o que? Eu não apelei - Olhou-a sem entender e se assustou com a lambida em seu rosto - Você - Passou as mãos freneticamente em seu rosto pra limpar - Você me lambeu? Por que você lambeu meu rosto? Quem lambe o rosto dos outros?
Sammy: Fiz uma careta na direção do garoto, balançando a cabeça negação. Fui abrandando a expressão enquanto ele diminuía a intensidade das risadas. - Se continuar assim eu posso te fazer rolar no chão sem problema. - Encenei um empurrão, bufando. Era confuso como minutos atrás nós nem ao menos conseguíamos olhar um para o outro e agora eu o estava fazendo rir, mesmo que contra minha vontade. Sorri de forma inocente, ainda em cima dele. - Eu lambo as pessoas. Você teve sorte de ter tido esse privilegio. - Pisquei para ele. - E tem um pouco de saliva aqui. - Limpei a bochecha dele, segurando uma risada, enquanto descia dele. Voltei para meu local de antes, pegando o celular e voltando para o meu jogo, rindo baixo da expressão do moreno.
Mark: Mostrou as mãos e forçou pra tremessem - Estou morrendo de medo, incrível - Ergue as sobrancelhas numa expressão engraçada e deu de ombros por fim. Olhou ainda um pouco abismado por ela ter mesmo subido encima dele e o lambido, aquilo era muito estranho, parecia outra Sammy. A olhou como se ela fosse a coisa mais estranha do mundo ainda com a mão no rosto - Ficar babado é um privilégio? - Deixou que ela o limpar sem se importar muito com isso porque ser lambido não era tão incomum assim, o incomum era ter sido Sam a o lamber - Isso vai ter troco - Apontou pra loira quando ela saiu de seu colo a "ameaçando".
Sammy: Deveria ter medo. - Disse aquilo, sem tirar os olhos da tela, já concentrada no jogo novamente. Eu não queria me deixar envolver com aquela brincadeira toda. Aquele era Mark, alguém com quem eu brigava constante, e ficar relaxada perto dele me deixava um tanto assustada. Baixei o celular, sentindo o olhar dele, arqueando as sobrancelhas em uma pergunta muda. Eu havia lambido ele. Grande coisa. Ok, era realmente uma grande coisa, porque eu não costumava sair lambendo as pessoas por aí, e eu com toda certeza não deveria ter o lambido. Engoli com dificuldade, forçando um sorriso. - Eu não tenho medo de você, Jones. - Mordi o lábio, voltando minha atenção para o celular, tentando encaminhar meus pensamentos para qualquer lugar que não fosse o garoto ali deitado perto de mim.
Mark: Deveria ter medo - Imitou a garota com a voz fina e pensou numa forma de "se vingar". Sam não era alguém que ele odiasse, mas de fato nunca tivera uma amizade sólida com ela como tinha com a Court então era bem estranho ele está se sentindo confortável pra brincar assim com ela. Pelo menos agora. Ficou de joelhos no sofá e a puxou pelo pé de uma vez só pra que ela deitasse e se inclinou sobre a loira pra lamber seu rosto aproveitando pra tirar uma casquinha da situação. Ela era chata, mas era gostosa. Parou de lamber do rosto dela deixando seus corpos se encostrarem por completo e mesmo gostando da sensação se afastou de uma vez sabendo que seriam mais cem anos de mal humor se ele se aproveitasse mais disso. Se afastou rápido voltando a se sentar no estofado jogando a cabeça pra trás pra rir de novo - Meu troco.
Sammy: Estava me balançando com a vitória, quando ouvi a imitação do garoto. Olhei para ele apenas para soltar uma risada debochada, voltando minha atenção para o jogo. Em outras ocasiões eu não estaria sequer sentada no mesmo sofá que ele, mas agora, eu não me importava que era ele ali sentado, provavelmente bolando uma forma de se vingar da lambida. Senti um movimento no sofá, e levantei o olhar para ver Mark de joelhos. Senti o puxão dele, o olhando com uma expressão ultrajada. - Ei! - Esfriei quando vi ele se inclinar sobre mim, prendendo a respiração. Senti a língua do garoto entrar em contato com o meu rosto, abrindo a boca em choque. Engoli com dificuldade ao sentir o corpo dele próximo do meu, e novamente rápido demais ele se afastou. Se era pra me torturar com aquele corpo que me deixasse tirar proveito. Sentei rápido, o olhando com raiva. - Vamos fazer assim. Sua língua fica na sua boca, e eu mantenho a minha guardada também. Assim paramos de agir feito cachorros. E eca, você me babou todo. Eu sei que sou gostosa, e que babar é uma reação natural, não precisa levar isso tão a sério. - Levantei a blusa, limpando o rosto. - Ai eca, sério, eca!
Mark: Levantou-se achando tudo engraçadamente estranho, ele acabara de lamber Sam e aquilo era muito estranho, pois é, mas não tinha sido ruim. Olhou a menina deitada da forma que ele tinha deixado e mordeu o lábio prolongando o olhar sobre as pernas dela cobertas em partes apenas por sua cueca. Se aprumou ainda esfregando o rosto - Acordo fechado - De de ombros alongando o braço já sentindo sono - É, você é gostosa, mas nada que valha a pena de aguentar esse seu jeitinho maravilhoso - Fez uma careta olhando pra seu quarto pelo corredor e voltando sua atenção a tv - Eu tenho treino cedo amanhã então... Vou deixar umas coisas pra você dormir aqui até a hora que as meninas aparecerem beleza? Se bem que daqui a apouco o Andy ou as garotas chegam e você não vai conseguir dormir até eles caírem no sono - Falou como um pensamento alto - Já volto - Mark arrumou um travesseiro e um lençol pra que a loira ficasse mais confortável e deixou sobre o sofá desejando um boa noite rápido pra ela. Foi pro seu quarto dormir, mas por ironia, mesmo que estivesse com sono acabou por demorar a dormir intrigado pela forma como a noite acabara.
Sammy: Coloquei os cabelos para trás, levantando os polegares ao ele aceitar o acordo. Revirei os ao ouvir o garoto, sorrindo sem entusiasmo. - Conheço gente que faria muito mais do que só aguentar meu "jeitinho maravilhoso" se fosse me manter por perto. Me arrumei no sofá, ouvindo o garoto. -Ah claro, claro. E elas não vão aparecer. Parece que você vai ter o prazer de me ver amanhã de manhã, olha que maravilha. - Falei com uma animação fingida na voz. - Eu durmo rápido, provavelmente eles não vão sequer me perceber. - Vi ele ir na direção do quarto, bocejando também. Toda aquela conversa tinha desviado meu cansaço, mas agora eu conseguia sentir ele chegando. Agradeci os lençóis, os arrumando da melhor forma que podia, antes de desejar boa noite para Mark. Mordi o lábio ao ver ele se afastar, descansando a cabeça no travesseiro, desacreditada no que havia acontecido naquela noite.
Você não quer que eu me importe, tudo bem eu posso fazer isso. Que você acabou de fazer. Sammy não fica nem muito tempo na própria casa né. Eu já disse que vou levar, além do mais to com saudade do Bruce, aposto que ele está com saudades de mim também.
Depois eu que sou o dramático, onw, tá, fiquei feliz com a sua chegada. Melhor assim? Não fiz cara de nada. Não sei da vida da Sammy, Lola, mas deve ser se você tá dizendo. Eu não duvido, aquele cachorro é vendido, agradou ele um pouquinho a mais e ele se vende pra quem for.
Não, mas mais que a Sammy com certeza. Beleza então, se é pra mandar, manda pela Court porque eu confio nela, na Sammy não. A galera adora mimar o meu cachorro.
Você não quer que eu me importe, tudo bem eu posso fazer isso. Que você acabou de fazer. Sammy não fica nem muito tempo na própria casa né. Eu já disse que vou levar, além do mais to com saudade do Bruce, aposto que ele está cm saudades de mim também.
Acho que todos foram enganados com a história do Santa. Eu podia jurar que você gostava de sentar no colo do velhinho. Nossa Mark, que coisa mais romântica a se dizer para uma garota, como você consegue? Mas não vou negar, é muito bom sentar.
Maldito, mesmo que um pouco, todo mundo já foi enganado pelo velho. Podia né? Mas as aparências enganam, eu realmente aprecio muito mais o inverso e com certeza sem ser com velhinhos. Pode não parecer romântico, mas se você pensar bem, romantismo é proporcionar prazer por meio de palavras e gestos simples. No meu caso, eu prefiro proporcionar prazer por outro jeito e sem enrolar. Pra quem gosta é, prefiro que sentem.
Quem não adora filmes de Natal? Acho que eu tenho pipoca de microondas em algum lugar, vou separar e no final da festa teremos Grinch. E como vai seu Natal, Mark? Já recebeu muitos presentes?
Boa pergunta. Olha aí, não é algodão doce, mas é tão bom quanto. Recebi alguns de umas pessoas que eu não conheço, mas das pessoas próximas ninguém me deu ainda e você Emily?
Pobre do seu coração, diz pra ele que eu sinto muito. E claro que não é só pelo macarrão, Bruce ia entrar em depressão e eu não ia querer isso pra ele. Não vai me levar pra jantar antes? Não sou tão fácil assim
Você sempre faz isso com ele, assim não da. Ah claro, me preservando por causa do meu cachorro... Tisc tisc. Poxa, pensei que porque moramos juntos já tínhamos pulado essa etapa.
Quem não adora filmes de Natal? Acho que eu tenho pipoca de microondas em algum lugar, vou separar e no final da festa teremos Grinch. E como vai seu Natal, Mark? Já recebeu muitos presentes?
Boa pergunta. Olha aí, não é algodão doce, mas é tão bom quanto. Recebi alguns de umas pessoas que eu não conheço, mas das pessoas próximas ninguém me deu ainda e você Emily?
Eu não passo tanto tempo lá assim.. Ou passo? Não é má vontade, não fica de drama Mark, se eu fui até a loja comprar algo para você não for esforço eu não sei mais o que você gostaria. Tá chega de drama, eu levo o seu presente e comprei um pro Bruce também.
Não, mas mais que a Sammy com certeza. Beleza então, se é pra mandar, manda pela Court porque eu confio nela, na Sammy não. A galera adora mimar o meu cachorro.
Ou seja, que a minha presença não fez tanta diferença no seu nível de felicidade.
Porque eu não levo? É exatamente, meu braço vai cair se eu for leva-lo, mas também porque eu não costumo ir a sua casa, já a Court e a Sammy vão quase sempre, então elas aproveitam o caminho. Enquanto eu arrumo a bagunça delas.
A Sammy na minha casa mais que você? Desde quando? Tá, se a sua má vontade em me dar o presente é tanta que ao menos faz o esforço de me dar pessoalmente eu não faço questão. Não precisa se incomodar.