mccalmist:
Oliver nunca pensou que teria uma segunda chance para reescrever toda a confusão que havia passado. Ele tinha um sonho, é claro, mas parecia tão distante para o rapaz que ele não dava a mínima, já que queria evitar mais sofrimento que passava naquela época. Era como se ele tivesse desistido daquele amor, e isso doía toda vez que ele admitia para ele mesmo ou para qualquer outra pessoa. Porém, naquele exato momento, ele sabia que tinha cometido um erro e era algo que não planeja agir novamente, não agora nem futuramente. Lutaria a cada segundo para defender seu relacionamento de todos os perigos que pudesse surgir, principalmente aqueles que envolviam o mundo místico dos semideuses. Olly tinha em mente em que, mesmo fazendo tudo certo com Amy, o mundo ainda seria um perigo para eles, já que a qualquer momento cada um poderia ser ferido e até mesmo morto. Vê-la morrer… Era um medo constate de McCall até mesmo quando eles estavam separados. Quase toda noite, durante a separação, ele acordava suado e ofegante depois de uma onda de pesadelos que envolvia a morte de Amélia. E, quando a viu de longe na faculdade bem e viva, uma correnteza de alívio percorria em seu corpo e era a única coisa alegre para ele naquele tempo. Atualmente, saberia que teria ser cauteloso para protegê-la, mas também sabia que a garota era forte. “Minha espada está bem afiada e seu arco? Como está?” Riu com sua ideia. Era uma das coisas que poderia fazer naquela vida de semideus. Rir do pode vir e preparar-se para luta. “Você concordando comigo?! Agora vai nevar…’Tô brincando, abelinha.” Riu um pouco mais alto ao falar o apelido dela e abraçou-a. “Uma promessa. Vamos ficar juntos haja o que houver.” Se pudesse virar um tomate, Oliver teria conseguido em pouco segundos simplesmente com as palavras de Amélia sendo ouvidas. Ele amava quando ela falava aquelas coisas, mesmo se não fosse admitir para ninguém aquele fato. Sentia suas mãos suando como sempre faziam quando estavam em momentos românticos e seu coração palpitar por estar tão perto dela depois de tanto tempo. “Eu não sou o único. Você merece tanto amor, abelinha, que é difícil explicar a quantidade. E só consigo dizer essas coisas porque você me ensinou a assim. Uma melhor pessoa, uma pessoa mais amorosa e agradeço muito por isso. Você é a luz dentro da minha escuridão.” Ele queria beijá-la, mas, caso passasse mais tempo ali fora poderiam ser pegos e não queria encarar nenhuma autoridade naquela hora. Então, ele apenas depositou um beijo, outra vez, na testa dela. “Eu te beijaria agora, mas acho melhor sairmos do meio do pátio tudo bem?” Admitiu, olhando para frente para ela não notar suas bochechas rosadas. “Apolo precisa passar pela experiência de pai de verdade antes de ter mais filhos, porque, sinceramente, ele não é pai não.” Comentou, dando uma leve risada, mas parou ao escutá-la e ficou mais velho, parando de andar e puxando-a para um beijo rápido. “Você é incrível, já falei isso?! Então, vamos lá, prepara-se porque o negócio tá horrível.” Comentou com uma expressão meio ruim ao relembrar a situação de seu chalé.
A algumas horas atrás, o maior medo de Amélia era nunca mais poder ver ou falar com Oliver, isso lhe causava um desespero do qual ela mal queria lembrar-se agora, porém com esse medo já enterrado, o que lhe iria causar falta de sono dessa vez era novamente: as dificuldades das quais encontrava como semideusa, monstros o tempo todo rondando sua vida assim que saía do acampamento. Antes de fazer as pazes com Oliver, Amy gostava de sair para se aventurar, pois era como se tivesse perdido todo aquele medo da vida lá fora, porém agora com Olly junto dela, seu medo estendeu-se para ele, medo dele se machucar, medo de o perder, medo até da morte do rapaz. Amy tentou afastar esses tipos de pensamento, por mais que fosse durona por fora, por dentro ela ainda era a mesma menininha receosa de 11 anos da qual chegara no acampamento toda machucada. Ela sabia que seus poderes e habilidades eram tão boas quanto as de Oliver, porém, ainda se sentia mal por precisa de proteção algumas vezes, gostaria de proteger mais e ser menos protegida, não queria ser um fardo para Oliver. Amélia riu ao escutar a pergunta do filho de Poseidon. “Meu arco nunca esteve melhor, obrigada.” disse de nariz empinado. “Na verdade, meu pai me presenteou com um novo arco, dessa vez é de ouro e quando não estou o ousando em batalha, vira isso aqui.” tirou o colar de dentro da blusa, mostrando um pingente pequeno de sol dourado. “Era para ser presente de aniversário de 21 anos, mas... Acho que ele me deu bem atrasado isso. Mas, é um acessório lindo e muito útil para ataques inesperados.” Amélia riu, enquanto guardada o colar de volta dentro da blusa. “EI! Eu posso concordar com você hoje Mccall, pois, estamos de trégua, lembra?” falou ela num tom brincalhão, fazia tempo que não fazia isso. Amélia não era acostumada com as falas românticas de Oliver, principalmente porque ficaram um tempo separados mas, ao ouvir aquela declaração seguinte junto com seu apelido, ela não pode conter-se, seu rosto ficou extremamente vermelho e sentiu seu coração acelerar de uma forma que nem ela sabia que era possível. “E-eu nem sei o que dizer sabe... Mas eu fico feliz, tipo, muito feliz mesmo em ouvir isso, Olly, de verdade.” disse sorrindo ao sentir o beijo na testa. “OK, tudo bem, vamos lá, tudo o que menos precisamos é sermos encontrados agora.” concordou Amy enquanto caminhava um pouco mais apressada em direção ao chalé de Poseidon. “Sim, mas ele nunca vai aprender a ser pai, ele apenas sabe se reproduzir, só isso. Mas fazer o que? Infelizmente temos que aguentar. Aliás, me pergunto qual deles realmente sabe ser pai.” brincou com aquele tom de verdade na fala. Sentiu o beijo surpresa de Oliver e o retribuiu, sorrindo ao final dele. “Eu sei que sou, peixinho.” Amélia disse enquanto pegou na mão de Olly e o puxou para frente do chalé, ficando parada em frente a porta e olhando para o namorado. “Vamos lá, então, me mostre a grande bagunça da qual está o seu chalé, mocinho. O que eu duvido que esteja.”












