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Kill Your Darlings (2013) dir. John Krokidas
Kill Your Darlings (2013)
[FLASHBACK AF]
@ohmyathxna
A man cannot unsee the truth. He cannot willingly return to darkness, or go blind once he has the gift of sight, any more than he can be unborn. We are the only species capable of self-reflection. The only species with the toxin of self-doubt written into our genetic code. Unequal to our gifts, we build, we buy, we consume. We wrap us in the illusion of material success. We cheat and deceive as we claw our way to the pinnacle of what we define as achievement. Superiority to other men.
A Cure for Wellness [2017]
Ele não culpava a garota. Ele não a culpava por não se importar, ou até brigar com ele pelo o que fizera. O que ela não entendia é que ele se lembraria de Niel, é claro. Mas o que Dexter queria era senti-lo ali ao seu redor. Era isso o que faltava. O desejo que preencher o vazio que a morte do garoto deixara, que surpreendera Dexter com o nível de força que o atingira, de repente. Ele não disse nada para ela, porém, cansado de explicar para as pessoas o porque ele estava querendo chamar tanta atenção nos últimos dias. O moreno suspirou pesadamente, e pegou o chiclete que ela oferecera, sem ao menos agradecer. Rasgou o papel e colocou-o na boca, mascando-o com força e rapidamente, e quando a guloseima amoleceu, ele tirou-a da boca, pegou uma foto que havia caído no chão e colocou o chiclete na parte de trás. Por fim, colou a foto de volta na parede de onde havia caído, por conta da cola fraca. O chiclete colou bem, para a satisfação do garoto, que finalmente fitou a menina ao seu lado e murmurou baixinho um “Obrigado por contribuir.”
“Hey @fuckedup-niel,
You did it to me. You’re gone.
And I don’t even know how to handle it.
But I promise, I’ll keep you alive in my memory forever.”
Era por isso que pessoas da realeza não eram amigas de pessoas do clique dos cérebros; agora Dexter entendia. O moreno sempre tentara com todas as forças entender os que não eram do seu clique. Sempre tentou ser amigos de todos e conversar com todos, mas aparentemente eles não gostavam de colaborar. O garoto suspirou, enchendo o pulmão de ar e soltando-o logo depois. Ele não estava com humor para ser condescendente. Ele assentiu e encostou-se na parede, as fivelas dos sapatos fazendo um clangor baixo quando bateram uma na outra. “Todos nós, Emily...” Ele começou, não sabendo exatamente quando aprendera o nome da garota. “Fazemos parte de um grande domínio de pessoas... Que influenciam. Uma na vida da outra, sabe... De jeitos bons. De jeitos ruins. Até a neutralidade é um jeito de influenciar.” Suas palavras eram um tanto superficiais, como sempre. Dexter sempre fazia-as soar como se fossem extremamente vitais, porém. Ele havia sentido o tom insensível da garota, e o alívio inrustudo que estava preso na fala dela, pela morte de Niel. Dexter tinha certeza que ele estava ligeiramente vermelho de raiva. Ele se agaixou e pegou uma das fotos que havia caído no chão, e pegou o rolinho que ainda continha vestígios de cola. Rapidamente, ele passou o rolo grudento na testa de Emily, e colou a foto de Niel ali. A expressão dele continuou fria e estável, assim como a do menino na foto. “Quem sabe assim então você se lembre melhor dele.”
Porque estavam todos agindo normalmente? Porque estavam rindo quando alguém tinha morrido? Eles não tinham o direito de sorrir, mesmo que Niel nunca tivesse sido amigo deles -ou amigo de alguém. Dexter tinha sentimentos fortes pelo garoto, mas nunca sabia se eram bons e ruins. O garoto, porém, estava devastado com tudo o que aconteceu, e mais devastado ainda porque todos pareciam ignorar o fato. Que Dexter era louco, isso todos sabiam, por isso ele nunca se importou em ser julgado por suas atitudes. Por isso, McGrath fez várias e várias cópias de uma foto de Niel, a que mais gostava, e saiu colando pelo colégio, pelas paredes e corredores. Quando colava o último papel, alguém se aproximou atrás dele, e seu sorriso mais satisfatório surgiu em seu rosto. “Você faz parte disso, você sabia, não é? Todos nós fazemos.” O seu sorriso desapareceu enquanto seus olhos claros olhavam uma das fotos por alguns segundos. “Mas eu acho que ele merece ser lembrado. De um jeito ruim ou bom, não me importa. Mas não pode ser esquecido.”
Flashback
A agonia estava o matando lentamente. Hunter não podia acreditar que tudo estava acontecendo ao mesmo tempo e apesar de amar sua tradição de longos brunchs ao jardim de @mcgrexter na companhia do outro sempre que estava em sua cidade natal, praticamente não havia escutado uma palavra que saíra da boca do amigo ou conseguira responder além de sim ou alguns murmúrios incompreensíveis. O que lhe deixava muito irritado além de toda a tristeza que sentia por dentro, aquela tradição dos dois era o local onde mais se sentia livre para conversar e se abrir com Dexter, era o momento em que não precisava se preocupar em ser o que esperavam que ele fosse e havia algo de muito libertador nisso, fazendo com que suas pequenas reuniões fossem sagradas para Hunter e sempre era um dos pontos mais altos de suas visitas para Riverside. Sem contar que provavelmente essa seria a última visita em muito tempo, uma vez que não tinha mais motivos para voltar tão frequentemente. Com essa ideia em mente, sentiu sua garganta apertar e uma coragem repentina, resolveu ser o primeiro a trazer o assunto a tona. Ele precisava de conversar com alguém e não seria com sua terapeuta. Não conseguia acreditar que Beatrice e ele haviam terminado, não se deixara alterar quando estava a frente da garota, era algo mutual e não conseguia deixar de pensar que era o mais saudável para os dois porém sempre tivera a certeza de que Beatrice era a garota de sua vida e que eles sempre estariam juntos. Ao mesmo tempo, Sawyer havia desaparecido do mapa sem deixar noticias e não podia deixar de sentir que tinha um pouco de culpa sua ali e Hunter realmente não queria pensar no assunto, mas não conseguia deixar de pensar nisso a todos os momentos. Seu mundo estava em caos pela primeira vez em seus quase dezesseis anos de vida. “Então…” Interrompeu o que quer que fosse que o amigo estava dizer, colocando a xícara de chá que estava a beber um tanto quanto mais bruscamente que seu usual na mesa. “Eu preciso de invocar a cláusula do mínimo.”
“Porque é isso entende? É isso que acontece...” Mesmo tendo quase toda a certeza que Hunter não ouvia uma palavra que Dexter dizia, ele não se importou. Continuou falando e falando de tudo que tinha vontade, como sempre era os seus encontros quando o outro estava em Riverside. “E meus pais estão pensando em comprar o hospital da cidade. Eu disse que não era uma boa ideia. Eu quero ser CEO de alguma coisa mais... Para frente do meu tempo, entende?” Ele suspirou pesadamente diante da ideia que seus pais tinham tão enraízada em seus membros. Não era como se a opinião de Dexter fizesse alguma diferença. Pais ricos, crianças abandonadas... “Mas no final das contas eu sempre posso-” Dexter ficou em silêncio quando Hunter falou pela primeira vez em certo espaço de tempo. Seus músculos se contraíram de ansiedade enquanto ele levantava da mesa, pegando a sua bandeja e o que sobrara de seu brunch. “Não sei porque você insiste nesse nome, é ridículo.” E levou a bandeja onde devia, descartando-a.
Logo que Hunter se livrou de suas sobras também, Dexter agarrou o pulso do garoto e foi o arrastando até a escola, onde normalmente faziam suas reuniões. Dexter sempre ficava estranho quando um deles precisava daquilo: era uma tradição extremamente obscura, que ele lera um dia em um livro e implementara com o amigo. Juntos -com Dexter na frente- eles foram até uma salinha de manutenção, que McGrath havia conseguido a chave havia já algum tempo. Ali, nada de vassouras ou produtos de limpeza; a sala já não era usava para isso a tempos. A única coisa que podia se ver era uma mesa quadrada e relativamente pequena, e suas cadeiras, uma de frente para a outra, encaixadas na mesa. Dexter sentou em uma, e apontou para Hunter se sentar em outra. Os olhos azuis de Dex acompanharam a sua mão enquanto ele se esticava e acendia a luz da pequena sala, que quase nada iluminava. Era uma luz amarelada e fraca, que além de tudo piscava de tempos em tempos. Dexter amava essa sensação, esse clima de terror pairando sobre os dois. Ele entrelaçou os dedos de suas duas mãos e se inclinou sobre a mesa, em direção à Hunter. “Hunter, meu caro. Eu espero muito que você tenha matado alguém e tenha que esconder o corpo. Eu sou ótimo nisso.” Ele sorriu de lado, teatralmente. Aquilo que eles tinham ali era basicamente um clube, e tinham poucas regras: 1. Não contar a ninguém sobre a tradição. 2. Não contar nada do que era se dito ali. 3. Dizer a verdade, e somente a verdade, mesmo que machuque. Dexter particularmente amava a última regra, já que era naturalmente aberto com as pessoas, e gostava de saber segredos que mais ninguém sabia sobre Hunter.
Dexter franziu o cenho. O que diabos ele daria a Luke? O menino trabalhava por dinheiro, certo? Era o que Dex esperava. Ele acabou cruzando os braços, e assentiu de leve. “Dinheiro? É o que você sempre pede, certo?” Disse, um tom ligeiramente confuso. “Agora vamos fazer assim. Eu te digo que você vai dar uma surra nele. E pedir com delicadeza que ele fique longe dela. Se você for aceitar... Eu te digo quem é.” Ele desencostou da parede enquanto apagava o cigarro que estava entre os dedos. “É claro que não precisa ser você a dar a surra. Não me importo quem seja.”
assholc01:
O enxame de pessoas ao seu entorno era algo com que Chuck já havia se acostumado, ainda que tivesse horas que preferia o silêncio e a tranquilidade da solidão. A popularidade nas corridas variava muito, e acompanhava somente os vitoriosos. Ele sabia que quando não fosse mais a estrela das pistas, seriam outros aqueles a receberem os parabéns, os tapinhas nas costas e as demonstrações exageradas na hora da comemoração. Em suma, não se iludia com as pessoas, mas aproveitava o momento. Só Dexter não estava em parte alguma depois de anunciado o resultado; eram em outros números que estava interessado, como sempre. O garoto preferia conferir seus lucros antes de qualquer coisa, sem se deixar levar por sentimentos estúpidos como a euforia que os outros experimentavam, mesmo aqueles que não passavam de meros torcedores. Além disso, ele não estava ali pelas corridas em si, mas pela grana — o que fazia bastante sentido em se tratando de quem era. Quando o viu, o McGrath esboçava aquele sorriso que não se parecia exatamente com um sorriso, e que deixava Charles receoso, para não dizer desconfiado. ❛ Não lembro de alguma vez ter aceitado seus convites para beber, Dex ❜ — respondeu, limpando um traço de sujeira inexistente no capacete. De novo: não eram amigos, e mesmo que ambos estivessem satisfeitos com o resultado, ir até um bar com o membro da realeza era pedir demais de Chuck; uma afronta à reputação que tinha construído até ali. Sequer se via como indelicado ao negar ofertas como aquela, imaginando que Dexter só fazia porque tinha certeza que ele negaria. ❛ Mas eu aceito o dinheiro. Se não for pedir muito ❜ — completou em tom malicioso, já esperando o que lhe era devido. Tinha planos, inclusive, para aquela quantia em específico, como se já estivesse certo de que ia vencer a corrida naquela noite. Agora que estavam sozinhos, afastados do grupo, Foster podia mencionar o tópico, algo que jamais faria diante de seus fãs. Para todos os efeitos, afinal, ele estava ali pela glória, e não por ouro. ❛ Lembre-se de pagar o preço justo dessa vez, McGrath. Não quero que arranje problemas ❜ — esboçou um sorriso de canto, que era também o indício de uma ameaça. Não era preciso dizer que se o mauricinho não pagasse, Chuck arranjaria meios de cobrar; o que não era nenhuma surpresa em se tratando de uma pessoa agressiva como ele.
Dexter assentiu, rindo da realidade. Ele tinha algum sentimento por Chuck, com certeza. Um sentimento de algo que ele não podia controlar, apesar de querer muito. Dexter era extremamente controlador com o que girava em torno de si, e ele tinha medo do que não podia prever. Por isso, gostava de ficar por perto desse tipo de coisa, que não podia prever. Infelizmente, Charles se mantinha longe em todos os sentidos possíveis, o que fazia McGrath ficar preocupado. Ele queria saber das estratégias, das próximas corridas, de seus planos de talvez arranjar um patrocinador melhor que Dex? Eram o tipo de perguntas que apesar de querer muito, nunca conseguiria arrancar do outro garoto.
O garoto estendeu a bolsa de dinheiro para Chuck, suspirando. Não estava com pesar de lhe dar o dinheiro. E muito menos para saber o que o outro faria com aquela quantia: realmente não se importava. Mas ele ficava sempre com uma ponta de mau humor quando insinuavam que ele não pagava dinheiro suas coisas. Ele pagava, mas apenas no último segundo, quando ele tinha certeza que as coisas estavam realmente do jeito que ele gostava; do jeito que queria ou precisava. “Eu sempre pago, Crazy Dog.” Um sorriso calmo pousou-se em seus lábios enquanto ele dava um aceno de cabeça. Relaxadamente o menino acendeu um cigarro enquanto seus olhos não desviavam do outro a sua frente. “Te vejo na próximo corrida”
txkecxntrxl:
⧼ ✢ ❛ A resposta alheia a surpreendeu, e Darcy não conseguiu evitar um arquear de sobrancelhas seboso. — Não sei se sua resposta me surpreende positiva ou negativamente. — Confessou, porém, o tom jocoso sugeria que ela estava apenas brincando com Dexter. Quando o outro errou seu nome, algo que ela acreditava ser proposital, qualquer resquício de sorriso desapareceu de seus lábios. — Darcy. — Corrigiu, ríspida, acomodando-se melhor contra o armário e ficando consequentemente mais próxima dele. — Não faço ataques verbais, apenas digo o que todos possuem vontade, mas não coragem.
“Ah, sério? Wow, então vamos esperar enquanto você analisa a minha frase, porque a sua opinião é muito importante para mim.” O tom de sarcasmo, raramente acompanhado por um tom irritado saiu naturalmente enquanto ele cruzava os braços, fitando a garota. Ele odiava ser hostil com qualquer pessoa da escola, mas odiava mais ainda quando as pessoas o julgavam por coisas que ele gostava. “Whatever.” Ele disse, revirando os olhos quando ela o corrigiu. Quando ela se aproximou, ele suspirou fundo, assentindo. “Parabéns por você conseguir falar o que pensa. Quer um biscoito de recompensa?” Ele disse baixinho, um sorriso torto brincando em seus lábios, provocativo.
txkecxntrxl:
Like for a starter @mcgrexter
⧼ ✢ ❛ — Perdeu suas revistas pornográficas com o ataque, prince? Pense em ponderar, pode ser o mais próximo que alguns garotos chegam de mulheres. — Ironia esbanjava de suas palavras, realmente divertida com a possibilidade do garoto possuir aquele tipo de revistas e terem lhe roubado. Apoiou-se no armário ao lado do que pertencia à Dexter, sorriso a tiracolo sendo oferecido ao membro da realeza. Não podia dizer que estava feliz com o que havia acontecido contra si — havia tentado costurar os pedaços rasgados de seu uniforme inutilmente — mas ver a desgraça de outros parecia compensar. Ademais, poderia pedir ou simplesmente comprar outro uniforme.
“Na verdade não eram pornográficas, eram hqs antigas de xmen, que eu pretendia vender. Não que seja do seu interesse.” Ele fitou-a melhor, enquanto fechava o seu armário, rezando internamente porque não havia sido nada roubado. Suas revistas, infelizmente, estavam no armário de Bea quando aconteceu. “A propósito, você agora faz ataques verbais gratuitos, bom saber, Daisy.”
billiebrovvn:
William esperava uma contraproposta, mas em relação a quantia de dinheiro. Estava quase certo de que Dexter iria sugerir que apostassem mais alto, mas não foi para isso que ele se atentou. Um segundo de ponderação foi necessário para que considerasse o exposto. Bem, o carro era de fato um dos bens mais queridos de Dexter. Ás vezes Billie até se perguntava se aquele carro não era mais importante que muita gente por aí. Nada mais justo, portanto, que uma vez que seu bem mais precioso estava em jogo, propor que Billie trouxesse para a mesa sua posse mais preciosa. Se a aposta envolvesse outros aspectos, talvez ele não topasse, mas envolvia garotas e beijar suas respectivas bocas, coisa que William costumava fazer on a daily basis. Sorriu meio de lado, cheio de si. “We do have a deal.” Para o garoto nem a mínima possibilidade de não vencer existia. William esfregou as palmas uma na outra antes de continuar. “Agora, a parte importante. A aposta. Eu digo que: nós dois vamos escolher três garotas, e elas precisam ser da nossa escola, especificamente. As três devem comprovadamente não terem tido nenhum tipo de relacionamento amoroso com nenhum de nós, certo? O desafio é ficar com as três, mas nós teremos um prazo pra efetuar a façanha. Se o prazo acabar antes que um de nós complete o desafio, então, aquele que tiver ficado com mais garotas vence. Perguntas?”
Dexter sorriu quando o amigo aceitou os termos. No fundo, ele estava realmente com medo de perder o seu carro; ele sabia que se Billie ganhasse, nenhum dinheiro do mundo poderia fazer Dex ter o carro de volta. Ele tentou afastar aqueles pensamentos por um tempo. “Ótimo.” Ele se aprumou mais na cadeira onde estava, tomando um ar mais elegante enquanto ouvia a aposta dele. Ele assentiu devagar, absorvendo as regras da aposta, que parecia relativamente fácil. Beijar três garotas. Moleza. “Não. Mas eu acho que uma das garotas devia ser a Vat 69.” Ele mencionou o nome de um uísque que ele, particularmente achava tremendamente amargo, assim como Jackie soava todas as vezes que falara consigo. “Ou ela e demais para você?” Dexter fez uma careta. Não que ele estivesse elogiando Jackie, não. Mas entre Billie e Dex não faltaria esse tipo de provocações, mesmo que duvidosas. “Bom, acho que devíamos votar logo nas garotas que vão fazer parte da nossa aposta, e aí podemos finalmente curtir a noite do jeito que devíamos.” Ele apontou para as dançarinas, que estavam a mais de meia hora dançando para ninguém, já que a atenção dos garotos estava um no outro. “O que você acha?”
futurexwho:
Antonella havia ficado na escola até mais tarde para terminar alguns projetos que tinha no jornal, estava um tanto cansada, e ainda precisava esperar pelo irmão que havia feito o teste para entrar para o time de luta livre. - “Quanto tempo mais isso vai durar?” - perguntou frustrada, enquanto seguia para onde os treinos da modalidade aconteciam, ela não era nem um pouco fã do esporte ou de seus praticantes.
@mcgrexter
Dexter arrumava suas luvas em seus punhos doloridos por tantos socos qye havia dado naquela noite. Ele era um dos veteranos ali, e era um dos que julgavam os novos colegas que entrariam no time. Ele então foi andando mais para o canto quando sua vez acabou, dando espaço para mais dois colegas que lutariam a seguir. Ele pegou uma garrafa de água e bebeu enquanto fitava uma garota que estava claramente deslocada do lugar. “Boa tarde para você também.” Ele anunciou, colocando a garrafa de lado. “Presumo que não veio fazer os testes?”
assholc01:
❛ Apenas sendo precavido ❜ — para o caso de você não lembrar de me dar o resto mais tarde, completou mentalmente, mantendo o tom ameno. Trabalhavam bem juntos, apesar de toda a animosidade, e não seria Chuck que cortaria o clima com seus comentários ácidos, preferindo guardar toda a violência para descontar na pista mais tarde. A verdade era que era louco pelo dinheiro, e não iria se desfazer dele tão rápido, pois julgava que havia o conquistado, ainda que por meios escusos. Havia, também, o bônus de ganhar dinheiro fazendo algo que adorava, para não mencionar que era viciado. ❛ Se não fosse, eu não estaria aqui ❜ — uma mentira, obviamente, vez que precisava da adrenalina para viver, e não a encontrava em qualquer outro canto de Riverside que não fosse aquele ferro velho abandonado. Mesmo com toda a prática, era praxe que observasse os demais corredores, em busca de eventuais ameaças; no entanto, a noite parecia tranquila para disputas, especialmente se considerasse a presença de novatos, os quais acelerariam afoitos assim que fosse dada a largada, ignorando o fato que poderiam ser facilmente derrubados pela roda traseira.
Olhou uma vez mais na direção de Dex, atendendo pelo apelido há muito dado nas corridas, e com o qual ele já não se importava de ser chamado. Ao ouvir o que dizia, levantou as sobrancelhas, esperando que, para a sorte do membro da realeza, aquilo não fosse uma ameaça. ❛ Eu nunca perco ❜ — retrucou, como se fosse fato de conhecimento notório, já pulando sobre a moto, pronto para sair. O McGrath podia gostar de assistir à corrida de um assento confortável, mas não havia outro lugar para o Foster ali que não fosse sobre sua Harley. E foi com excitação que ele girou os aceleradores antes da partida, aumentando a velocidade progressivamente assim que dada a largada. O som do motor era utilizado para a imposição de medo nos demais competidores também, e as manobras arriscadas por Charles eram o motivo dele ser chamado de “Crazy Dog” dentro das pistas. Eram justamente tais movimentos que desestabilizavam os demais corredores no jogo, e mesmo ciente das regras, ele não jogava por dentro delas, sendo comum que lançasse sua moto na direção de outras, tencionando jogá-las para fora da pista. Os mais experientes conseguiam, ainda, se desviar. Porém, os mais novos eram apenas ração para o Foster, até que ele fosse capaz de alcançar a linha de chegada sem nenhuma ameaça no encalço. Em dado momento, apoiou-se apenas na roda traseira, num típico ato de exibição, encarando Dexter enquanto derrapava na linha de chegada, como se dissesse: era disso que estava falando?
Dexter nada mais disse perante as palavras nada condescendentes do outro rapaz. Ele sabia que apesar de seu dinheiro, Charles não era uma pessoa que aceitava ser controlado, e isso era o que Dexter mais temia em relação a ele. Se alguém oferecesse mais dinheiro do que Dex fazia a ele, Chuck perderia a corrida se o mandassem? Ou talvez o seu ego fosse maior do que isso? Não era uma coisa que McGrath queria pagar para ver. Assim que Chuck se lançou para a pista, o moreno pegou o seu lugar com as pessoas que patrocinavam o evento, e de um jeito inebriado, se ocupou em acompanhar a corrida, os olhos claros presos no corredor que recebera o apelido de ‘Crazy Dog’; não era a toa.
Logo que viu a moto de Chuck passando a linha de chegava, as pessoas contíguas a Dexter deram um pulo, gritando o apelido dele, anunciando o fim da corrida. O garoto, porém, continuou sentado, não querendo se misturar com aquela gente calcinada. Devagar, quando os corredores saíam da pista, Dexter pode finalmente se levantar e sair da multidão que ainda estava agitada. Discretamente, enquanto todos ainda tinham os olhares nos corredores ele foi até o lugar onde geralmente apostavam, e pegou o dinheiro que lhe cabia. Era sempre a melhor hora para pegar o que lhe deviam; ninguém nunca ficava de olho. Assim que o menino conseguiu se aproximar de Charles, o sorriso estava de orelha a orelha. “A gente devia beber, depois disso.” Ele apontou para a pista, fazendo referência a grande performance que o outro tivera ali. “Por minha conta.”
fuckedup-niel:
Ridículo? Oh C’mon… — Riu baixo balançando a cabeça negativamente — Quando é que vocês vão entender que eu sou um amor? Já ouviu falar que garotos só querem amor se isso causar dor? Então! — Sorriu torto andando ao lado dele — Comemorar só com ele… só com ele e as vadias que você pagou pra dar pra ele né? E… é, a gente sai só eu e ele as vezes, maioria é porque a Beatrice quer que a gente faça algo, mas até agora eu não saí com você, não que eu não queira, só que claramente a gente não acha as mesmas coisas interessantes, eu acho.
“Na maioria das vezes, Niel, eu não entendo o que você fala.” A frase saiu em meio a um suspiro cansado, Dexter sendo sincero perante a frase que Niel proclamara. Logo depois, Dex se aprumou, os olhos claros olhando para o outro de canto. Ele ignorou completamente a frase dele sobre as ‘vadias’. “Estamos fazendo isso, não estamos? Só eu e você? É torturante o bastante para você?” Ele fez referência a frase dele anterior, enquanto finalmente parava em frente a cafeteria, fitando os lugares disponíveis.