Douglas Booth’s Glastonbury Festival 2016 Journey
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Douglas Booth’s Glastonbury Festival 2016 Journey
gcorgia:
Sabia que se tivesse o conhecimento da forma que a noite iria se desenrolar, teria sido muito mais fácil para Georgia ser convencida pela amiga a sair de casa. Era realmente mais difícil sentir-se culpada por deixar Ben com o pai em sua última noite de folga da semana enquanto sentia os lábios de Max pressionarem-se contra os seus. Apenas tal pensamento a faria sentir-se ainda pior na manhã seguinte, mas realmente não seria capaz de dar qualquer atenção à isso no momento. Soltou uma breve risada com a resposta que recebera, realmente não dando mais a mínima para o homem que lhe abordara há alguns minutos atrás, porém divertindo-se com a resposta alheia então não reclamaria. Tampouco reclamaria da mudança adicionada agora aos beijos, sentindo a urgência do rapaz instigar a própria de modo que era fácil esquecer-se de que ainda encontravam-se em um local muito público. Um pequeno suspiro escapou pelos lábios femininos ao sentir as pontas dos dedos alheios em sua pele, que ao mesmo tempo servira como um breve alarme em sua cabeça de onde estavam. Por sorte, pareceu ter o mesmo efeito sobre o outro, que se afastara apenas o suficiente para que Georgia percebesse o quão pesada a própria respiração se encontrava. Abriu os lábios para responder, fechando-os ao sentir seus semelhantes em seu maxilar, xingando-o mentalmente. “Eu…” Ela umedeceu os lábios, esforçando-se para conseguir formular uma frase completa e não soar como uma perfeita idiota. Obrigou-se a desenrolar os braços do pescoço alheio, descendo-os pelo torso masculino com os dedos voltados para o mesmo. “Acho que isso seria bom. Eu perdi minha amiga por aí, então já planejava ir embora e, de qualquer forma, surgiu algo de mais interessante do que esse bar idiota.” Sorriu, selando brevemente os lábios nos do rapaz antes de dar um passo para trás.
Era como uma pequena vitória deixar Georgia sem palavras por consequência de seus beijos, e até por isso um sorriso acompanhou seu semblante. Mas teve de contentar-se com o momento rápido, já que a morena desprendeu os braços de seu pescoço para responder. A réplica o satisfez, mas obviamente que não perdeu a situação de implicar com a mesma, um arquear de sobrancelhas acompanhando suas palavras a seguir. “ — Algo de mais interessante, me pergunto o que seria.” seu sorriso foi limpado pelo selinho breve em seus lábios. Max sabia exatamente como a noite de ambos acabaria, não tinha reclamações de tal fato, simplesmente contornou os ombros da amiga com o intuito de a guiar até a saída do local. Felizmente não bebera tanto assim, não fazendo ideia de que estaria se locomovendo até a sua caminhonete tão cedo naquela noite, era por uma boa causa, é claro. Desvencilhou-se de Georgia quando já não estavam mais no estabelecimento e o frescor da noite os atingiu na calçada, não delongou a dirigir-se até o próprio automóvel, com as chaves na mão esperando ser seguido pela sua companhia. A caminhonete com o azul desgastado sempre se destacava em qualquer estacionamento, apesar de velha, ainda carregava tantas memórias que era de fato com orgulho que Max se achava dono desta. Mesmo que pudesse no futuro ter dinheiro para comprar algo novo, às vezes tinha incerteza que o faria. “ — Josie está bonita essa noite, não está?” seu tom era de brincadeira ao destrancar a porta do veículo que se referia, dando algumas leves batidas neste como se o parabenizasse pelas palavras proferidas. Com uma pequena risada pelo próprio ato, Lancaster adentrava a sua caminhonete, aguardando que Georgia fizesse o mesmo para poder dar partida.
[FLASHBACK]
ramonaxreyes:
Mordeu o lábio inferior com mais força ao percebero olhar do garoto em cima dos mesmos, costumava observar as feições das pessoas com queconversa e não aquilo não poderia ser diferente como garoto que estava em sua frente, ela tinha motivos de sobra para observa-lo e não era apenas por ele despertava sua curiosidade e sim porque os olhos diziam muito mai sdo que gostariam e o olhar dele em cima dela mostrava que ela tinha sua atenção da forma que gostaria de ter. Quando seu olhar desviou ela não pode deixar de arquear as sobrancelhas e dar de ombros para qualquer coisa que ele tivesse falado, sabendo exatamente o que falar. “Você costumava ser bem melhor do que isso”Comentou, respirando fundo, deixando com que seus lábios formasse um biquinho exagerado, balançou a cabeça negativamente ao olhar para o sorriso que o rapaz exibia percebendo que ele só falava aquilo por pura implicância, coisa que ela estava mais do que acostumada. O que quer que tinha acontecido entre os dois no passado era apenas uma brincadeira e agora estava se tornando o que ela gostava de chamar depura provocação apenas para aumentar sua autoestima. Não pode deixar de sorrir com aquela pergunta, achando graça na mesma e indicando que tinha conseguido o deixar sem graça o que fazia com que suas provocações ficassem mais intensas e quanto tempo aquilo iria durar. Gargalhou mais uma vez ao ouvir a pergunta, umedecendo os lábios enquanto dava de ombros com um sorriso de lado, aquela era uma das coisas que ela não precisava e nem sabia como responder, especialmente porque ele já tinha a resposta para aquela pergunta. “Você gostaria de servir para mais alguma coisa?” Rebateu com um sorriso enquanto aproximava seus lábios do rosto do mesmo. “Estou aberta a negociações.” Abriu os braços e se afastou, esperando para ver a reação que viria a seguir. Arqueou as sobrancelhas o incentivando a responder sua própria pergunta e quando as mãos de Max tocaram sua pela ela não pode deixar de arregalar os olhos contente por ele ter tomado uma atitude, mesmo que não fosse a que lhe agradava. “Tem certeza disso Maxwell?” Questionou, usando o nome do garoto pela primeira vez,achando engraçado como aquele era pronunciado por ela. “Talvez devesse falar isso para o seu corpo.”
Talvez Max devesse pensar melhor no que dizia antes das palavras saírem de sua boca, principalmente quando Ramona estava envolvida, mas devido a sua agitação em qualquer ambiente que tinha a presença da mesma, acabava por não lembrar daquilo. Até porque, nunca foi de repensar suas ações, e sim as fazia antes de pensar. Desta maneira, lá estava a morena aproximando-se perigosamente dele para rebater a pergunta feita, a qual ele devia admitir abria realmente opções para responder com malícia. “ — Você, aberta a negociações?” retrucou ao se recompor, um sorriso de deboche no rosto porque, desde que conhecera a figura feminina parada ali na sua frente, ela fazia tudo para conseguir as coisas do jeito dela, não realmente a definição de aberta a negociações. É verdade que ela estava certa, seu corpo não o obedecia perante a suas palavras ou as investidas desta, mas é claro que não iria ceder assim a discussão finalmente. Já poderia treinar a faceta para quando o irmão dela o questionasse sobre o assunto. “ — Meu corpo? Ele está ótimo, muito tranquilo se quer saber.” deu um passo para trás, afastando-se dela para tornar sua afirmação mais verdadeira do que era. E é claro, Max não deixou de provocar com uma expressão perversa no rosto. “ — Talvez você esteja perdendo seu charme, já pensou nisso?” tinha um sorriso cínico banhando seus lábios ao fazer a suposição com tanto desdém, como se para a irritar, e talvez então cessasse as provocações e poderia enfim respirar de alívio, fingindo não se esforçar pela resistência que mantinha até ali. “ — De qualquer forma, não tem uma frase sobre figurinha repetida não completar álbum nenhum?”
rothchvld:
Não conseguiu disfarçar o rubor que havia surgido em suas bochechas, primeiro ela havia comemorado a desgraça alheia mas também havia direcionado sua fala ao cara que a conhecia como uma mera admiradora, o que ela não era, ele não fazia seu tipo de qualquer forma “Ele não vai me matar quando eu estiver sozinha voltando pra casa, vai?” levou suas mãos ao peito, com uma leve expressão de choque em sua face, dando um leve sorriso quando o cara que havia perdido passou a observando como se pudesse mata-la com um olhar “Acho que é…” deu uma leve suspirada, não sabia porque estava nervosa, mas a fala do menino não ajudou muito a situação “Primeiro, esse não é meu nome e segundo, você não é tão encantador assim para me fazer perder” deu uma piscadela a ele, indo em direção ao jogo. Todos os olhares permaneciam nela quando pegou o pequeno arco e jogou, tentando acertar uma garrafa e falhando miseravelmente na sua primeira tentativa, o que a deixou mais nervosa ainda. Então respirou fundo e apenas para diversão, olhou para o loiro mandando um leve beijo para ele como pura provocação e voltou a sua atenção ao jogo, acertando na garrafa e ganhando o ursinho que ela havia desejado anteriormente. Os olhos de todos ainda estavam grudados nela mas já não a incomodava mais, então voltou a sua posição inicial ao lado do garoto com um sorriso enorme no rosto “Acho que você me deu sorte, mas eu não machuquei seu ego por não ter me distraído com você por perto né?”
Claramente seu comentário teve algum efeito, já que cada maçã do rosto da garota tomava uma tonalidade vermelha. Ele sorriu com o fato, quase que satisfeito pela sua provocação, tinha algo de prazeroso acerca fazer pessoas corarem. “ — Não sei, mas eu não arriscaria.” com um arquear de sobrancelhas de suspeita exagerada finalizou a frase. Antes que pudesse responder o retrucar audacioso, ela já se afastava para ter sua vez no jogo, ficou tentado a puxa-la de volta só para testar a teoria da mesma não o achar tão encantador assim, mas manteve-se observando com a cerveja em mãos, tomou um gole enquanto ela parecia se preparar para a grande jogada. Um sorrisinho escondendo-se atrás do copo de plástico que virava ao ver ela o mandar um beijo de onde estava. Terminou sua bebida quando ela voltava, parecendo radiante com a perspectiva de ter ganhado o simples jogo. “ — Sabe o que dizem sobre quem desdenha...” exibiu um sorriso no rosto com as próprias palavras, encarando-a por um tempo assim antes de completar. “ — De qualquer forma, devia tratar melhor seu amuleto de sorte.” intimou-a, mesmo que não estivesse falando sério, de fato. De olhos estreitos fitou o ursinho que esta carregava, com um balançar de cabeça demonstrando sua descrença. “ — Depois que você for assassinada pelo cara vingativo, vai repensar se todo esforço valeu a pena por esse ursinho.” apontou para o objeto em questão, mesmo que tivesse certa desconfiança de que o valor do prêmio era ter o ganhado, e não o objeto em si, ao menos para Max. “ — Você me disse seu nome? Porque caso contrário eu vou apenas continuar a chamando de admiradora, particularmente eu acho um apelido legal.”
cedricxking:
Cedric abriu um sorriso triste com a resposta do amigo, porque ele o conhecia bem o suficiente para saber que era exatamente o que Max iria dizer. “É, bem, a minha raiva foi o suficiente pra me fazer burro e impaciente demais pra chamar alguém pra ajudar. Um acaba complementando o outro, se for pensar bem.” Bufou, levando o copo à boca e parando na metade do caminho ao ter uma ideia diferente com a baixa temperatura de seu conteúdo, encostando-o em seu rosto machucado. “Fuck knows.” King deu de ombros com o questionamento sobre o motivo de rirem dele. “Mas a minha paranoia é boa o suficiente pra criar alguns motivos bastante plausíveis. Especialmente porque eram rapazes com quem já competi, então honestamente duvido que estivessem querendo vir pedir meu autógrafo.” Ele riu, como se apenas a possibilidade fosse absurda à ele. Cedric não apenas não era famoso para isso como também os risos que ouvira eram bem diferentes daquilo. Sabia, agora mais calmo e racional, que poderiam não estar sendo dirigidos à ele, mas agora já era tarde demais. “Tanto faz, cara. Provavelmente teria sido muito pior se um dos seguranças do evento não tivesse apartado. Ele me perguntou se eu queria prestar queixas contra eles.” Ele abriu um sorriso irônico, o mesmo que abria quando era criança e fazia algo de errado que resultava em sua irmã sendo culpada.
Poderia, é claro, dizer para o outro aprender a controlar a raiva ou alguma frase motivacional assim, mas palavras eram fáceis de ser ditas, Max sabia que na prática se tornava árduo tentar controlar a própria ira. “ — Não é a primeira pessoa a fazer merda quando tá com raiva e nem vai ser a última, mas bem, talvez as lembranças na cara o façam ser mais esperto da próxima.” arqueou ambas sobrancelhas ao o encarar, mostrando a gravidade de suas palavras, não tinha como controlar as atitudes do amigo e nem queria, tampouco sabia como ajudar, mas se importava o bastante para ao menos tentar o alertar. “ — E se eles competiram com você não podem ter gostado do que viram? Nunca diga nunca.” retrucou apenas com leve dar de ombros incerto, não conhecia bem o vasto mundo de competições de surf para comentar algo de certeza, sempre fora Cedric naquele meio desde que Lancaster chegara na Austrália muitos anos atrás, e talvez o amigo não fosse tão conhecido assim como parecia estar impondo, mas também duvidava que, após tantas competições antigas, as pessoas de Deauville não o reconhecessem pelo devido talento. “ — É? E você vai?” questionou, um breve sorriso atrevido acompanhando o questionamento. Ele balançou a cabeça, céptico de que Cedric fosse prestar queixa, mas acharia engraçado se ele de fato o fizesse.
Era o primeiro ano em que havia decido não trabalhar no festival e apenas curtir o que acontecia em sua volta. Muitas vezes tinha ficado na barraca de tiro, mas já tinha cansado de crianças errando e homens dando em cima dela. Estava de short e uma blusa que deixava um de seus ombros a mostra, por estar um pouco larga demais e estava se arrependendo da decisão de não ter pego um casaco. Viu uma multidão observando uma pessoa que tentava desesperadamente ganhar um brinquedo em um jogo praticamente impossível e aproximou-se para ver um pouco melhor e quando a pessoa errou o alvo, Katherine comemorou simplesmente por instinto e todos a olharam, a fazendo gargalhar e comentou para a pessoa ao seu lado “Não foi maldade ter comemorado certo? Eu estou de olho no ursinho que ele queria ganhar.”
Não acreditava que uma pessoa somente atraíra tanta atenção para si no jogo, talvez fosse motivo para ele mesmo ter parado no meio das pessoas para observar o que acontecia. Tomava pacientemente seu copo de cerveja enquanto contemplava o desconhecido preparar-se para sua jogada. A surpresa não foi ele ter errado, mas sim a comemoração feita da pessoa ao seu lado, que Max apenas notara quem era ao pousar os olhos na figura feminina. Ergueu as sobrancelhas em surpresa, quase que como todos os outros pareciam o fazer, confusos pela felicidade no momento de derrota alheia. “ — Diz isso pra ele.” com o copo maneou o olhar, que não tinha indícios de ser amigável, da pessoa que recém perdera o ursinho, o estranho passou reto por eles, irritadiço, demonstrando sua insatisfação. “ — Acho que é sua vez...” comentou, percebendo os olhares permanecendo nela. Com um sorriso sem nenhum rastro de acanhamento, inclinou o rosto para só ela escutar as próximas palavras. “ — Boa sorte, admiradora, só cuidado pra não se distrair comigo aqui.”
gcorgia:
Georgia assentiu pesadamente, ainda forjando irritação com os dois meninos. “Tudo bem, vou me lembrar disso. Depois não digam que não avisei.” Ela umedeceu os lábios antes de voltar as orbes azuis ao mais velho, uma risada que misturava descrença com humor presa na garganta, já que ela provavelmente causaria maiores questionamentos da criança. “Se eu recomendaria?” Franziu a testa, realmente fingindo pensar. “Meh. Acho que dá pro gasto.” Brincou, o que Max certamente saberia, já que o fator… satisfação não era exatamente algo que ela era boa em esconder. Sua resposta foi um dar de ombros e um sorriso satisfeito, como quem dizia “eu falei” ao ouvi-lo dizer que haviam sido o ponto alto da noite alheia. “Expectativa é o inimigo da diversão.” Gia respondeu na ponta da língua, lembrando-se da frase comumente utilizada pela mãe. Ou ao menos era, quando as duas realmente se falavam. Decidiu ignorar a pequena pontada de raiva que lhe era comum sempre que pensava em um dos pais, e voltou-se para Max enquanto caminhavam pelas pessoas no festival. “Mas farei o meu melhor.” Adicionou dramaticamente antes de ser puxada com vigor pela mão infantil na sua quando Ben avistou sua turma. A mulher agachou-se ao lado dele. “Okay, você vai ficar bem? Tem certeza que não quer…” Ela interrompeu-se ao receber um apressado beijo no rosto e suspirou ao assisti-lo correr até a turma da escola. “Trocada sem nem pestanejar. Se é assim agora, não sei se vou sobreviver à adolescência dele.” A morena brincou ao colocar-se de volta de pé, ao lado do Lancaster. “Ele gosta de você.” Contou, virando-se para andar ao sentido contrário, na direção de onde sabia ficar o tal carrinho de algodão doce. “Quer dizer, ele gosta de todo mundo. Nunca vi uma criança tão dada. Mas ele pergunta de você, com frequência. É um pouco culpa minha, eu acho. Vocês dois no mesmo ambiente tem me deixado nervosa.” Tentou admitir em um tom de brincadeira, mas sabia que não havia sito tão convincente.
Poderia ter a respondido, mas quando Ben pareceu demandar a atenção da mãe, o britânico decidiu apenas contemplar a troca de despedida entre os dois. Obviamente que a cena lhe trouxe um sorriso cômico em sua face e, assim que Georgia virou-se para ele alegando que fora trocada, não evitou a breve risada de escapar dos seus lábios. “ — Se ficar muito complicado, você pode sempre enviar o Ben pra um país distante e legal, tipo a Grécia.” claramente estava brincando, a ideia da mulher enviar o filho para outro lugar era até bastante absurda considerando o apego que ela parecia ter nele, mas manteve o semblante sério. Enfiando as mãos nos bolsos, seguiu-a pelo caminho que ela parecia estar tomando no festival, a constatação que ela expressou sobre Ben gostar dele, o fez abrir um sorriso miúdo, pelo menos não o odiava. Porém, o sorriso não perdurou por muito tempo, as palavras da amiga resultaram em Max enrugar a testa. Não porque fosse difícil de compreender o que ela dizia, mas pela razão de que talvez ele compreendesse melhor do que deveria. Era ali que a relação deles ficava enevoada, sem saber se aquela amizade colorida significava algo a mais, e quando Georgia afirmava que o filho desta perguntava com frequência sobre ele, Max sentia que a resposta era afirmativa, e é claro, aquilo o deixava apavorado. Não por não gostar da ideia, mas porque não deveria gostar e nem sequer cogitar aquilo. Uma leve brincadeira soltou de seus lábios antes que pudesse impedir, alguma espécie de mecanismo de defesa quase automático em situações que o deixavam sem saber o que fazer. “ — Tal mãe tal filho...” o sorriso pela brincadeira pareceu fraco o suficiente para deixar logo seu rosto, e ele completou. “ — Mas ele é uma criança bacana, você fez um bom trabalho com ele.” As orbes levemente esverdeadas do jovem Lancaster pousaram nela, parecendo procurar algum sinal do comportamento desta ao questionar. “ — E por que exatamente ficaria nervosa?” não sabia qual resposta esperava, às vezes achava que as coisas eram mais simples daquele jeito entre eles, aprofundar somente complicaria. Mesmo negando a admitir que talvez já estivessem aprofundando-se.
pwaris:
“Uh, é mesmo? Sendo assim, eu vou querer aulas particulares.” devolveu com a ironia estampada na voz, rindo juntamente pela seriedade que ele havia impregnado na fala. Qualquer um acreditaria que ele era, de fato, um bom moço, e aquilo admirava e irritava Paris ao mesmo tempo. “O que falta é ter decepção para dar, honestamente. Apesar de tudo, eu tenho perdido a minha lábia e conduta para fazer umas boas intrigas e pegadinhas. A idade deve ter chegado e minha imagem que só é falsa para você, felizmente, é um pouco verdadeira.” acabou por ser sincera, uma vez que não tinha o mesmo ânimo para aquilo desde que saiu da faculdade. Quando as responsabilidades chegaram, tudo pareceu mudar um pouco e talvez Paris só conseguisse sair da linha quando ultrapassava os limites do álcool. As mãos na cintura completaram a pose que a deixava parecendo olhar para um caso perdido, o que era quase o que ela estava fazendo. “Bom, eu não queria te contar, mas eu assinei o meu nome na lista das garotas de Deauville que esperam por esse dia. Eu estava mesmo muito envergonhada de dizer.” disse com seriedade, quase acreditando nas próprias palavras — teria sido mais fácil acreditar se ela tivesse dezesseis anos ou menos. “E você ainda tem um? Achei que eu já tinha conseguido destruí-lo! É uma pena ver que você ainda resiste.” negou com a cabeça repetidas vezes, erguendo as sobrancelhas com um sorriso perverso em seguida. Era ótimo ter muitos amigos em comum na cidade, especialmente ter os dois melhores amigos tão próximos também. “Você se esqueceu que eu sou a irmã perdida da Georgia ou as fotos diárias não denunciaram isso ainda? Preciso melhorar minha exposição.” usou um tom de decepção na última frase, mas ainda mantendo a expressão um tanto diabólica no rosto. Deu de ombros para a pergunta feita em seguida, apenas não tendo exatamente o que responder. “Você está duvidando de mim, Max? É claro que eu sei, mas é meio difícil quando eu tenho que dividir o tempo entre insultar você e atirar. Engraçado, ela parece um filho seu perdido.” olhou para a criança, logo depois mantendo a postura para o tiro. “Você vai ser o que é ser um sniper de verdade agora.” brincou, inserindo a ficha no brinquedo e dando o primeiro tiro, acertando bem próximo do alvo. “Viu só?”
“ — Está combinado então.” assentiu, como se de fato estivesse selando um acordo entre eles. Apesar de não o chocar tanto as palavras de Paris sobre sua imagem, já que não acreditava que alguém pudesse realmente se manter sempre saindo dos trilhos, desgraças da vida adulta. Mas mesmo com aquilo em mente, ainda assim fingiu uma reação exagerada, soltando um múrmuro de surpresa e entreabrindo os lábios de forma indignada. “ — Como é que é? Quer dizer que a minha finada Paris não existe mais? E agora está toda comportada?” uma expressão de desagrado preencheu sua fisionomia, logo que assim riu da própria encenação. “ — É, para falar a verdade, sempre desconfiei da sua queda por mim.” uma piscadela divertida deu ar de brincadeira para suas palavras. “ — Olha só, essa destruidora de egos, felizmente o meu não é pra qualquer um não, ele é resistente, como pode ver.” rebateu, dando de ombros para sua própria afirmação. Ao recordar que Georgia e Paris eram amigas próximas, uma careta ocupou a face do britânico, não por desgosto da informação, mas por ter a esquecido por um breve momento. Às vezes seguia a esquecer também que amigos compartilhavam informações. “ — Certo, Georgia.” coçou a nuca, pensativo. “ — E o que Georgia anda falando de mim por aí? Além que eu beijo muito bem, é claro.” abriu um sorrisinho petulante com o questionamento, mesmo que provavelmente não arrancasse nada de Paris realmente, somente gostava de implicar ao ter abertura para o fazer. “ — Eu duvidando? Apenas estava querendo a ajudar... E até estou me sentindo especial, está tão empenhada em ganhar mas ao mesmo tempo ainda consegue dividir seu tempo pra me insultar, se isso não é amor eu não sei mais o que é.” ergueu as mãos rendendo-se, uma risada baixa escapando. Pigarreou com o comentário sobre o filho perdido, entre se afetar com o assunto e ignorar, decidiu pelo último, como claramente fazia com assuntos que o constrangiam. Cruzou os braços para contemplar a amiga atirando próximo ao alvo, fazendo uma expressão de desdém, não que de fato duvidasse das habilidades alheias. “ — Sorte de principiante.”
tonxdiangelo:
A italiana soltou um leve suspiro quando ouviu as palavras sairem da boca de Max. - Maxwell, eu não estou bêbada, só um pouco animada. - revirou os olhos e cruzou os braços no mesmo instante. - O que custa andar por ai com uma velha amiga? Ah já sei o motivo… - revirou os olhos pegando o copo de água e dando um gole. - Assim você me machuca, Maxwell. - suspirou sentindo seus olhos levemente encherem de água. - Obrigada pela bebida. - levantou o copo em forma de agradecimento e fez uma carinha triste. - Vai mesmo me deixar sozinha?
“ — Só um pouco?” seu tom mostrava que não acreditava muito, até pelo fato de ela estar ali com aquele convite um tanto inusitado. Seus olhos estreitaram-se com o questionamento alheio, não sabendo se ela entendia de fato seus motivos pelo tom usado. “ — Já sabe o motivo?” não era sua intenção magoar ela, nem pensava que ela levaria aquilo a sério, e Max permitiu que um suspiro sofrido escapasse de seus lábios, sem saber como agir naquela situação. Estava claro que nada entre eles estava bem ou havia sido superado, mas não queria a decepcionar, especialmente quando ela o olhava daquele jeito. Mordeu o lábio, já incerto do que fazia, porém, com um dar de ombros, cedeu. “ — Para onde você quer ir?”
ramonaxreyes:
Sua reação natural ao ter o seu irmão mencionado em qualquer conversa que tinha era revirar os olhos e claro que não seria diferente com ele, apesar de saber que as intenções de Max eram positivas ela nunca entenderia o porque de Max ter tanto medo do garoto. Assentiu com a cabeça sabendo que ele retrucar qualquer coisa que ela falasse e por um momento resolveu pensar naquilo, mordeu o lábio inferior e suspirou. “Talvez!” Admitiu com uma careta, nunca iria admitir em voz alta que gostava daquele tipo de atenção. “Mas esse papel não foi designado a você.” Inclinou a cabeça piscando os olhos com um pedido de desculpas silencioso, Ramona era o tipo de garota que vivia sobre suas próprias regras e em nenhuma delas estava escrito que seu irmão iria conseguir impedi-la de viver a vida ao extremo e da melhor forma que conseguia. Um sorriso animado apareceu em seus lábios quando ouviu a confirmação de que o moreno iria se juntar a ela em cima do palco a fazendo agradecer mentalmente por não ser obrigada a cantar alguma coisa sozinha, o que não seria um problema, mas era melhor ter a companhia de alguém caso algo desse errado. “Vou adorar ter a sua companhia no palco, na minha cama ou aonde você quiser Maxzinho!” Gargalhou, era impossível para ela não provocar o garoto e fazia isso por uma série de razões que até ela desconhecia, mas não podia negar que era bem divertido vê-lo perder o controle toda vez que ela se aproximava ou falava alguma que passava dos limites que tinham sido estabelecidos silenciosamente pelos dois há algum tempo atrás e que sempre estaria disposta a quebrar se ele quisesse. Fez um sinal com as mãos para que ele continuasse a falar quando a condição dele havia sido imposta, ela suspirou sabendo que sempre haveriam regras quando se tratava dele. Esperou pacientemente pela mesma e se assustou com a aproximação dela a fazendo dar alguns passos para frente para ouvir melhor o que ele queria. Ao ouvir a condição que lhe fora proposta arqueou as sobrancelhas e deu uma risada baixa. Colocou a bebida que segurava em cima do balcão e levou as mãos até a gola da camisa que ele usava e arrumou a mesma. “Qual é a graça de ficar perto de você e não poder te provocar?”
A reação de Ramona foi de certa forma prevista, sabia que a mesma não se dava muito bem com o irmão e que eles mantinham uma relação complicada, talvez esse fato apenas acentuando que não devia, de maneira alguma, incitar os flertes da garota. Não importando o quão atraente ela fosse ou o quanto estivesse dando mole para o mesmo. Desconfiava que boa parte daquilo era porque ela queria irritar o irmão, mas não era como se fosse mudar alguma coisa. Pelo menos podia contemplar, de longe. Suas íris esverdeadas fixadas por um longo tempo no mordiscar de lábio que ela tão casualmente fez, levantou o olhar como se nada tivesse acontecido para a responder. “ — Ah, não foi? Uma pena que eu vou designar do mesmo jeito.” um sorriso, por pura implicância, alastrou-se em seus lábios, como se desafiasse ela o impedir de fazer tais palavras proferidas. Claro que foi a vez dela implicar com ele com o comentário altamente descarado e sem nenhum pudor da parte dela. Com uma risada nasalizada disfarçou o constrangimento, balançando a cabeça enquanto a observava, como se estivesse pasmado pela imprudência desta. “ — Você não presta, não é?” questionou, mesmo que a resposta em si não precisava ser expressada para Max saber qual era. Claro que, no fundo, ela não levaria a sério sua proposta, a risada que esta soltou manifestou tal coisa e, logo mais, ela pousava as mãos em sua gola, como se o fizesse rotineiramente, sem um pingo de retraimento ao expressar o questionamento claramente banhado com segundas intenções. “ — Então é só pra isso que sirvo?” levar humor para situações que não sabia como agir, era basicamente como Max costumava se comportar, ele arqueou as sobrancelhas em uma fingida expressão de perplexidade, não estando realmente ofendido pelo comentário, na verdade, sua libido costumava sempre estar alta ao redor da garota, principalmente naqueles momentos, em que ela provocava. “ — E sabe qual é a graça ter que escutar você me instigando e não poder fazer nada a respeito?” alcançou ambos pulsos da garota, afastando-os de leve de sua gola e arqueando uma sobrancelha ao completar. “ — Pois é, nenhuma.”
thehacker-girl:
.⋆☾࿐ ࿔*:・゚ ♆ De onde viera aquela coragem? Samantha não fazia ideia, geralmente ela ficaria quieta com algo daquele tipo de coisa e nem tinha coragem de falar com as pessoas. - Bom, é o que se espera das outras pessoas, a menos que não tenha experiência com pessoas assim. - encolheu os ombros brevemente caminhando calmamente ao lado dele, acabando por erguer os olhos castanhos na direção do rapaz ao ouvir a pergunta feita. - Samantha. Ou Sam, se preferir. É um prazer. - sorriu fraco parecendo voltar ao jeito tímido de antes agora que parara para pensar que estava realmente puxando assunto com alguém e aquilo lhe deixava levemente desconfortável ainda mais sendo um rapaz bonito como aquele. A hacker parou na barraca pedindo a cerveja para ele. - Só a cerveja? Ou quer algo mais?
A ideia que ela jogou ter sobre as pessoas, fez escapar de Max uma breve risada, um tanto incrédula. “ — Você acha que a maioria das pessoas são sensatas? Sempre achei grande parte meio doida.” a resposta veio acompanhada do tradicional gesto de girar o dedo na região da têmpora, enaltecendo o significado da última palavra. Com um pequeno sorriso malandro, o jovem tratou de comentar sobre a frase alheia usada. “ — Já é um prazer? Devo ter deixado uma boa impressão, e sou Max.” percebeu que ela parecia regressar em um comportamento mais fechado e envergonhado de anteriormente, estreitando os olhos ao parar na barraca ao lado desta, não sabendo se ela era de fato tímida ou algo que dissera a deixara assim. Agora, se tinha algo que Lancaster decididamente fazia com veemência, era se aproveitar das oportunidades da vida, por essa razão alargou o sorriso com a pergunta. “ — Já que está pedindo, poderia comprar algum acompanhamento para a cerveja, você viu a barraca de pasteis? Devem estar deliciosos.”
thehacker-girl:
.⋆☾࿐ ࿔*:・゚ ♆ As orbes castanhas fitaram o copo no chão e deu um passo para trás quase em reflexo para longe da bebidas antes de voltar sua atenção para o rapaz franzindo o cenho para aquele estreitar de olhos dele. - Creio que esse… olhar desafiador caso eu negue tal pedido, não seria necessário já que eu ia dizer que pago outra para você. Embora agora eu já não saiba mais se vou mesmo pagar. - comentou séria, ainda que estivesse brincando sobre não pagar a bebida para ele encarando-o com calma não mostrando-se abalada ou intimidada por aquele olhar. - Vai ficar me encarando ou podemos ir pegar outra bebida para você? - questionou dando as costas para o mais alto começando a andar lentamente para as barracas de bebida.
A audácia da garota o fez erguer as sobrancelhas, talvez por não esperar a resposta já que ela parecia ser tão delicada e que se constrangia rapidamente. Fazendo-o pensar que talvez não devesse presumir demais sobre as pessoas. “ — E como eu deveria saber que você ia pagar? Não costumo antecipar sensatez nas pessoas que mal conheço.” ponderou, pendendo a cabeça enquanto a observava com certa análise. Antes que pudesse responder algo, entretanto, a outra dava as costas e saía caminhando, com uma risada breve com a petulância dela, Max seguiu-a com passos apressados para a alcançar. “ — Você é um tanto atrevida, moça. Não que eu esteja reclamando...” enfiou as mãos nos bolsos ao percorrer o caminho até a barraca com cervejas ao lado dela, seu olhar pousado na figura feminina em interesse. “ — Posso saber o seu nome ou atende por moça atrevida também?”
thedevilxwearsprada:
.⋆☾࿐ ࿔*:・゚ ✬ Virou os olhos para o rapaz parecendo notar apenas naquele momento que ele estava ali mas não se mostrou nem um pouco abalada pelo comentário alheio, pelo contrário, ela parecia entendiada. - Mais do que ele. - respondeu apenas.
Seus olhos estreitaram-se ao pousarem na mulher que, para sua surpresa, não se abateu com o comentário, não que estivesse tentando comprar brigas, mas suas implicâncias normalmente acabavam em isso. Com um dar de ombros acrescentou a discussão. “ — Bem, com isso eu não posso opinar.” ponderando por alguns segundos, decidiu a questionar. “ — E você, não bebe?”
Georgia ou Antonella? Qual ocupa mais o seu pobre coração?
É muita ousadia sua assumir que eu tenho um coração.
gcorgia:
“É, eu acho.” A criança riu. A Morgan forjou uma exagerada expressão chocada, como se a interação entre os dois a ofendesse profundamente e estalou a língua no céu da boca, soltando um som de reprovação. “Com licença, eu estou bem aqui! Que tipo de complô é esse contra a minha pessoa?” Ela cutucou Ben na barriga com a pergunta, arrancando outra risada infantil do mesmo. Um riso fácil viera de sua parte com a seguinte brincadeira de Max. “Se você começasse a cobrar pelo favor do outro dia acho que seria uma nova profissão meio estranha pra você, Lancaster.” Brincou, levemente mais à vontade com o assunto ao saber que Ben não entenderia do que ela estivesse falando. Mesmo que sua fala tivesse arrancado do mesmo um questionamento sobre qual profissão ela estaria se referindo. “Nada.” Gia respondeu prontamente, aproveitando-se da distração do pequeno agora estar reclamando da temperatura do gelo em sua pele. “Eu não chamaria exatamente de ponto alto. Foi mais como um teste cardíaco. Mas agora estamos bem.” Ela riu levemente, revirando os olhos para o sorriso presunçoso no rosto do amigo. O maldito sorriso. “Uh, por favor, a carranca estava pesada. Pode admitir que eu e Ben acabamos de salvar sua noite com as melhores companhias de Deauville.” A morena respondeu prontamente, agora devolvendo a falsa presunção alheia. Retirou a pedra de gelo da testa de Ben, segurando o pequeno rosto entre as mãos para checar os danos. Parecia menos inchado, e ela deu aquela crise como resolvida. “There you go. Good as new.” Sorriu, dando um beijo leve na área machucada e puxando a criança de volta pro chão. “Para a sua sorte, eu acredito que posso salvar você hoje.” Georgia gesticulou com a cabeça, chamando-o para sair da barraca. “Deixamos o Ben de volta com a sua turma e depois faço sua noite mais feliz.”
Foi impossível resguardar o sorriso ao presenciar a cena que acontecia, e ele respondeu levantando ambas mãos passando por desentendido da situação toda. “ — Ben e eu apenas sabemos das coisas.” insistiu, dando uma piscadela cúmplice para o garoto durante as palavras. Estar ali envolvido na brincadeira de ambos, poderia de certa forma trazer angústia para Max por causa do passado, mas viu-se com surpresa sem sentir nenhuma. Claro que o comentário de Georgia não tinha nada demais se escutado sem contexto, mas o britânico soltou uma breve risada ao entender o sentido da frase, como se ponderasse, aguardou antes de responder. “ — Vai ver eu tenho a vocação pra essa profissão, o que acha? Pode recomendar positivamente?” questionou casualmente, testa franzida como se realmente perguntasse sobre suas habilidades, mesmo que a situação toda estivesse apenas sendo debochada por ele. Não esperava, entretanto, que Ben perguntasse sobre o assunto, espremeu os lábios em uma fina linha para evitar gargalhar, um balancear de cabeça leve para o pequeno, como se não soubesse do que estavam falando minutos antes. Arqueou as sobrancelhas, como se demonstrasse surpresa pela presunção presumida que ela o fez. “ — Tudo bem, vocês foram, de fato, o ponto alto da minha noite, consegui até ser um herói de galos, como posso negar isso como ponto alto?” revirou os olhos, de maneira dramática, para acentuar a reação pelas palavras. Apreciava o modo que Georgia tratava o filho, com tanta dedicação e zelo, apesar de sua contemplação do comportamento de ambos sempre pesar para ele, certa melancolia que ele normalmente ignorava. “ — Ah, pode? Minha heroína.” exclamou a parte final, com a mão no peito, de forma teatral. Mesmo com seu exagero, estava contente por dar um tempo no trabalho repetitivo de servir as bebidas. Seus olhos buscaram o amigo que dividia o turno e maneou com a cabeça até a companhia de Georgia e Ben, o outro pareceu entender e Max contornou a barraca para sair, negando-se a correr de satisfação mas se pudesse o faria. “ — Perfeito, eu já estou cheio de expectativa agora, melhor não decepcionar.”
Quando avistou um lugar vazio em um dos bancos públicos, Victoire não pensou duas vezes antes caminhar a passos largos até o assento. É claro que poderia utilizar o fato de estar carregando um mini ser humano em seu ventre para conseguir um lugar para se sentar, mas, até aquele momento, todos os bancos que vira estavam ocupados por pessoas de idade. Conseguiu chegar a seu destino sem esbarrar em ninguém ou derrubar as comidas que havia comprado nas diversas barracas espalhadas pela orla. Assim que conseguira se sentar, Vic soltou um suspiro de alívio e girou os tornozelos afim de tentar se livrar do cansaço que se instalava em seus pés. Colocou o copo de refrigerante que carregava no meio das pernas para garantir-se de que não o derrubaria e começou a comer; ora dava uma mordida em seu cachorro-quente, ora enfiava um punhado de pipoca na boca. Estava quase no final de seu saco de pipoca quando percebeu o olhar de alguém sobre si e virou o rosto para poder ver quem era. “Não me olhe desse jeito, grávidas precisam estar sempre bem-alimentadas”, comentou, soltando uma risadinha baixa antes de limpar o canto da boca com um guardanapo. “Além disso, você viu o tanto de opções de comida que tem por aqui? É simplesmente impossível escolher uma coisa só.”
Apesar de ter ansiado pelo seu intervalo da barraca de bebidas e poder aproveitar o evento, acabou cansando rápido, talvez por tanto tempo de pé, e não delongou a sentar-se no primeiro banco que achara livre. Um copo de cerveja na mão que não demorou muito para tornar-se vazio, encarou o plástico demoradamente até ser distraído por alguém sentando ao seu lado. Não havia nenhum problema com a mulher ou pelo fato que ela parecia devorar ambas comidas que trazia. A verdade era que Max desconfiou logo da sutil elevação que enxergou na barriga da mulher, ela estava grávida. Lembrava exatamente de como Antonella ficara quando o tamanho de sua barriga encontrava-se daquele jeito, a vontade de comer e os desejos tremendamente insanos. Até poderia sorrir com a memória se o fim não fosse tão triste. Talvez sua mente transitara por aqueles assuntos por tempo demais, porque a mulher percebeu que ele a olhava e Max teve de sair dos devaneios, mas é claro que os pensamentos já o traziam para aquela ocasião em questão e sua cara fechada explanava os fatos. “ — Eu não estava a olhando.” mentiu descaradamente, desviando as orbes com rapidez dela e remexendo-se no assento, inquieto. “ — É, deu pra ver que você não escolheu nenhum do modo que enfiou tudo na boca em alguns segundos.” seu tom frio e debochado foi percebido por ele mesmo, não queria que soasse daquele jeito, mas estava irritadiço com os devaneios anteriores. Voltou a encara-la, um balançar de cabeça indicando que não deveria ter respondido daquela forma. “ — Foi mal, pode me ignorar.”
.⋆☾࿐ ࿔*:・゚ ✬ Se Louise soubesse que aquele lugar estaria tão sem graça, não teria se dado o trabalho de ir até o evento mas pelo visto algumas pessoas tinham menos noção do que qualquer coisa e isso era notável no homem que dançava visivelmente bêbado sendo que música alguma estava tocando. - Fala sério, as pessoas não tem noção do quanto são ridículas. - resmungou para si mesma, mas alto o bastante para que qualquer pessoa perto de si pudesse ouvir.
Escorado na bancada da barraca de bebidas, contemplava o evento que se estendia a sua frente e, no momento, nada podia fazer para o aproveitar já que seu intervalo acabara. Não foi difícil ouvir a exclamação vinda de alguém perto, já que o tom era alto e a mulher encontrava-se ao lado da barraca praticamente. Max pensou em não responder, continuar em seus devaneios, mas estava entediante apenas observar e não segurou as palavras por pura implicância. “ — E você, tem?”