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@memoriasdetinta
Essa senha preferia que fosse alguma coisa do Lucas. Aquela foto? Um gato ne?
Hahahahaha, depois eu troco e coloco algo em relação ao Lucas ❤️❤️E aquela foto... Jesus! *--*
Amei a senha, melhor impossível <3333
Hahahahahaha, não é? Essa senha é maravilhosa ❤️
Lalalalala, teste :3
Oi. Oie. Oioioi. Teste. Testeee.
Nao sabia que tu tinha postado esse capitulo, eu gosto dele ate uma certa parte mas eu entendo a Nanda, n da pra resistir, era o Lucas ne? Eu tava ate lendo o cap mas tive que parar pq a Lara ta do meu lado e ela curiosa.
Hauahauahauahaha, deixa a Lara ler não! É... A Nanda fez besteira, mas tadinha... Acho que deveriam enxergar o lado dela também u.u De qualquer forma, é claro que ela não iria sair impune. :3
Ai como eu AMO esse capítulo, morro de amores por ele awwwwn \o/ <3333 saudadezinha boa. Lili!
É claro que você gosta dele Lili, hahahahahaha <33
Saudades de você moça!! E saudades daqui também, hahahahaha <3
E obrigada! *--*
Quando eu li esse capitulo a primeira vez, fiquei c/ vontade de te bater hahahahaha mas dessa vez quando li matou um pouquinho a saudade
Hahahahaha, imagino... Mas dá pra matar a saudade com ele, não dá? ❤️
Bia esse capitulo é 3 saudade, saudade
Nhaah, me abraça \o/ Saudades, cara ❤️
Nanda partiu meu core nesse capítulo.
Ela partiu o de todo mundo! :(Algumas odiaram ela, outras ficaram com pena... Recebi ameaças de morte no dia que postei esse capítulo.
Eu n gosto desse sao joão, motivos!?? Lucas hahaha mas o capítulo é otimo!
Hahahaahaha, mas gente, ele foi tão bonitinho u.u Eu gosto desse ❤️
ai, q saudade s2
Saudades mesmo... ❤️
esse cap. eh tão lindinho <33
Nhaah, que bom que gosta dele *---*
Capítulo 34
Capitulos- Capitulo 34 (AdL) Fogos de artifício de todos os tipos e tamanhos brilhavam no céu. Não importava a direção que se olhasse, sempre era vista a mesma paisagem. Fogueiras, luzes, crianças correndo para todos os lados, restos de fogos pelo chão... Era como se eu estivesse voltando há anos atrás, quando ainda era uma criança, brincando, excitada com a quantidade absurda de fogos que haviam. Infelizmente aquilo não me animava mais. Eu havia perdido o gosto pelo São João. Para mim, era apenas uma data normal. Já fazia uma meia hora que eu tinha chegado na casa da minha avó. Toda a família da minha mãe estava lá, reunida para comemorar o São João. Eu estava sentada na varanda, entediada, enquanto meus parentes organizavam as coisas dentro da casa. - Por que não vai dar uma volta? - Minha avó perguntou, sentando ao meu lado. - Não conheço ninguém. - Resmunguei. Fazia alguns meses que minha avó tinha se mudado para uma casa menor, num condomínio. Sua antiga casa era grande demais, e não havia razões para ela viver lá. Pelo menos, não depois da morte do meu avô. Ainda me lembrava do dia em que fomos olhar aquele lugar. Era perfeito. Uma casa, como minha avó queria, mas tendo mais segurança, por ser um condomínio fechado. O bom era que os vizinhos eram bastante gentis, e ela não se sentiria completamente sozinha... - Justamente. - Ela sorriu. - Estou dizendo para dar um volta para conhecer as pessoas. - Não estou muito afim... - Falei. - Vai Nanda. - Ela me encarou. - Tem tanta gente da sua idade aqui, você vai se divertir. Suspirei, olhando a paisagem a minha volta. Bem na frente da casa haviam barraquinhas vendendo pipoca, milho, algodão doce, entre outras coisas. Uma banda tocava forró um pouco mais longe. Era possível ver o amontoado de pessoas que dançavam ao redor dela. As crianças corriam em meio as barracas, soltando fogos. Aquele era sem dúvida o São João mais movimentado da minha vida. - Não entendo essa coisa de "festa coletiva". - Fiz aspas com as mãos. - É tão estranho... - Bom, é uma forma de confraternizar com os vizinhos. - Ela deu de ombros. - Todos reunidos numa única festa. - Acho que nunca vi tanta gente junta num lugar só... - Sussurrei. - Isso é bom. - Ela sorriu. - Conhecer outras pessoas. - Não sou muito boa nisso. - Franzi a testa. - Nunca fui. - Bom, é melhor do que ficar aqui sentada. - Minha avó falou, ainda me encarando. - Tenho sérias dúvidas... - Resmunguei. - Você que sabe. - Ela suspirou, desistindo. - Mas acho que iria gostar de andar por aí, comer alguma coisa, conversar com alguém... - Observei-a levantar-se da cadeira. Minha avó deu um beijo em minha cabeça e saiu, voltando para dentro da casa. Era engraçado. O certo seria eu estar animando-a, e não o contrário. Já faziam sete anos que meu avô havia falecido, e minha avó nunca tinha se deixado abater. Por incrível que pareça, quando tudo aconteceu, ela foi a mais forte. Minha avó que nos consolou, nos fez seguir em frente. Ela era uma mulher extremamente forte. Inspirei fundo, me sentindo envergonhada. Se minha avó podia suportar perder o amor da sua vida e continuar seguindo em frente, eu poderia encarar uma simples festa e ao menos tentar me divertir. Me levantei e fui em direção ao palco, onde a maioria das pessoas estavam. Eu ia tornar aquele São João memorável. ~ O condomínio estava lotado. Eu não havia conseguido chegar perto da banda, graças a quantidade de pessoas que dançavam a seu redor. Resolvi ficar um pouco mais afastada, perto de algumas barracas. Comprei um refrigerante e fui me sentar em um banco, quando uma garota com um vestido rosa xadrez veio em minha direção. - Mandaram pra você. - Ela estendeu um envelope para mim. - O que é isso? - Perguntei, sem entender. - É uma carta. - A garota deu de ombros. - Uma carta? Como assim? De quem? - Franzi a testa. - Nós estamos fazendo um correio do amor. - Um sorriso se formou em seu rosto. - Você pode escrever uma carta e mandar para outra pessoa anonimamente. - Então, escreveram uma carta de amor anônima pra mim? - Arqueei as sobrancelhas, enquanto jogava o que restou do refrigerante fora. - Exatamente. - Ela respondeu. - Isso é algum tipo de pegadinha? - Perguntei, pegando o envelope de sua mão. - Ham... Não. - A garota contraiu o lábio. - Tudo bem então... - Suspirei, abrindo o envelope, onde havia um pequeno papel dobrado. " Sabia que você é linda?" - Nossa... - Suspirei. - Que profundo. - Alguns caras não são muito criativos. - Ela deu um sorriso amigável. - Espera, você leu o bilhete? - Perguntei. - Claro. - A menina do vestido xadrez riu. - Afinal, fui eu que escrevi. Ele só ditou. - Então... Você sabe quem me mandou isso? - É claro que eu sei. - Ela respondeu. - Será que você poderia me contar? - Supliquei. - De jeito nenhum. - Negou. - Não posso dar informações a ninguém. - Por favor... - Pedi. - Não dá, sinto muito. - Ela falou, já me dando as costas para ir embora. - Mas se quer uma dica... - A garota virou-se de repente. - Não será tão difícil descobrir ele. O garoto não para de olhar pra você, presumo que logo virá aqui. - Falou, sorrindo e dando meia volta, sumindo em meio a multidão. Voltei meus olhos para as pessoas no mesmo instante. Mas era impossível conseguir descobri-lo, havia muita gente. Procurei por algum garoto que estivesse olhando para mim, mas não avistei nenhum. Depois de um tempo procurando, desisti e fui dar uma volta pelo condomínio. Talvez fosse só uma pegadinha, afinal. Cheguei numa área mais afastada, onde as pessoas estavam utilizando para soltar fogos. O cheiro de fumaça era ainda mais forte lá, e as barracas começavam a diminuir de quantidade. Olhei para um grupo de adolescentes que soltavam fogos. A menina do correio do amor tinha ido na direção deles, provavelmente pregar uma peça neles também. Por um momento, cogitei a possibilidade de ir lá, falar com eles, tentar me enturmar. Mas a coragem sumiu com a mesma rapidez que veio, e eu me vi novamente sentada em um dos bancos, sozinha. Porém, minha solidão não durou muito tempo. Cerca de uns cinco minutos depois, vi um garoto alto e moreno vindo em minha direção. Ele deu um sorriso tímido e sentou ao meu lado. - Oi. - Ele sussurrou. - Oi... - Respondi, um pouco sem jeito. Eu podia enxergá-lo melhor agora. Seus olhos eram de um castanho quase preto. Sua pele era de um tom levemente bronzeado, e ele tinha que fazer a barba. É, ele era bonito. - Bruno. - O garoto estendeu a mão. - Fernanda. - Falei, o cumprimentando. - Então, Fernanda, o que você está fazendo aqui sozinha? - Ele perguntou. - Bom, não conheço ninguém, quem mora aqui é minha avó... - Dei de ombros. - Ela não mora aqui a muito tempo, mora? - Bruno franziu a testa. - Porque você já teria vindo aqui mais vezes, e eu tenho certeza que te notaria... Fiquei um pouco vermelha com o que ele falou. - Não, ela realmente não mora. Faz apenas alguns meses que se mudou. Ele consentiu com a cabeça. - Mas então... - Suspirei. - E você? Mora aqui faz muito tempo? - Desde os meus 10 anos. - Sorriu. - E levando em conta que tenho 17... Então é, acho que moro sim. - Bruno deu de ombros. - Então... Por que você está aqui? - Arqueei as sobrancelhas. - Quer dizer, se mora aqui a sete anos, conhece muitas pessoas. Por que não está com elas, ao invés de estar sentado com uma garota que você nem conhece? - Talvez porque eu esteja extremamente interessado em conhecer essa garota. - Ele piscou pra mim. - Tentei mandar um correio do amor pra ela, mas foi em vão. Ela acabou fugindo e eu tive que segui-lá. Então não era uma pegadinha. - Foi você que mandou o bilhete? - Dei uma risada abafada. - Não resisti. - Ele mordeu o lábio. - Fiquei sem coragem de ir falar com você, mas precisava te dizer o quanto te achei linda. - Ah... - Sorri, envergonhada. - Obrigada. - Desviei seu olhar, encarando o chão. Bruno virou meu rosto delicadamente, fazendo com que eu o olhasse. - Te deixei envergonhada? - Perguntou. - Um pouco. - Confessei. - Desculpa, mas não é todo dia que se encontra uma garota como você, ainda mais sozinha. - Ele alisou meu cabelo. Afastei sua mão de leve, tentando não parecer grossa. - Bom, só estou sozinha porque meu namorado não veio. Seu sorriso desapareceu. - Claro... Eu devia ter imaginado. - Uma pequena risada escapou de sua boca. - Linda desse jeito, só podia ter namorado. Por um momento pensei em dizer que eu e Felipe não éramos bem "namorados", mas achei melhor não. Ele poderia achar que eu estava lhe dando uma chance. - Desculpa.. - Dei de ombros. - Tudo bem. - Ele suspirou. - Acho que consigo superar isso com alguns copos de cerveja. - Eu ri. - Seu namorado tem muita sorte. - Obrigada. - Falei. - E muita coragem. - Olhei-o sem entender. - Não sei se deixaria uma garota como você vir pra uma festa sozinha... Os caras ficam babando. - Nada a ver. - Desviei meu olhar. - Eu sou a prova viva. - Bruno riu. - Você sempre faz isso? - Arqueei as sobrancelhas. - Mesmo a menina te dispensando, você continua elogiando ela e a deixando sem graça? - Eu estou fazendo isso? - Ele sorriu. - Desculpa, não foi minha intenção. - Tudo bem. - Sorri de volta. - Bom... - Ele suspirou. - Podemos ser amigos, não podemos? - Claro. - Falei. - Podemos sim. - Então, Nanda... - Bruno parou de repente. - Posso te chamar assim né? De Nanda? - Consenti com a cabeça. - Que tal eu te apresentar meus outros amigos? - Aaah... - Franzi a testa. - Não tenho muita certeza. - Vamos, você vai gostar deles. - Ele se levantou. Olhei-o, meio relutante. Bruno estendeu a mão na minha direção. - Vamos? - Tudo bem. - Suspirei, pegando-a e me levantando. Aquela era uma boa oportunidade para fazer amizades. ~ - Eles estavam aqui, eu tenho certeza. - Bruno olhou em volta, confuso. - Talvez tenham ido para outro lugar. - Eu falei. - É... Talvez... - Ele suspirou. Nós estávamos de frente para uma das casas do condomínio, onde aparentemente, os amigos de Bruno estavam - ou deveriam estar. A casa não era muito diferente das outras. A mesma tonalidade de amarelo, a varanda na frente, as plantas que cercavam suas extremidades e a pequena cerca branca que marcava seu território. - Essa é a minha casa. - Bruno sorriu, percebendo que eu a olhava. - É bonita. - Respondi, sem saber ao certo o que dizer. Ele riu. - O que foi? - Perguntei. - As casas são todas iguais. - Ele deu de ombros. - Bom, são todas bonitas. - Dei um sorriso amarelo. - É, tudo bem. - Ele sorriu. - Boa desculpa. Retribui o sorriso, olhando para ele. Bruno era engraçado. A primeira vista parecia um daqueles garotos que dava em cima de todas, que usa e joga fora. Bom, talvez ele fosse assim... Mas pelo menos aparentava ser uma boa pessoa. - Ali estão eles. - Bruno apontou para algo na varanda. Olhei para lá, havia um casal saindo abraçados de dentro da casa. Eles eram praticamente opostos. A menina tinha a pele morena e cabelos cacheados que batiam na cintura. Já o garoto era branco, com os cabelos loiros e bem lisos, que chegavam a cobrir um pouco de seus olhos. Eles formavam um casal bonito. - Nanda, esses são Priscila e Henrique. - Bruno falou. Sorri e cumprimentei os dois. - Nos conhecemos aqui na festa, e eu a chamei para ficar conosco. - Ele explicou para seus amigos. - Você mora aqui Nanda? - Priscila perguntou. - Não, quem mora é a minha avó. - Respondi. - Só vim passar o São João com ela. - E vocês? - Perguntei. - Moram aqui? - Não, não... - Henrique sorriu. - Somos amigos de escola. - E falando em amigos de escola... - Bruno franziu a testa. - Está faltando alguém. Onde está o nosso querido amigo que sentimos tantas saudades? - Ele foi pegar algo pra beber, deve estar voltando logo... - Priscila deu de ombros. - Ele está meio deprimido... - Bruno sussurrou. - Problemas com garotas. - Entendo. - Falei. - Mas ele é gente boa... Um pouco careta, todo certinho. - Ele contraiu o lábio. - Só sabe falar da garota que ele é apaixonado... - Falando de mim? - Ouvi uma voz conhecida atrás de mim e me virei, surpresa. - Lucas? - Lhe encarei. - Nanda? - Ele franziu a testa, confuso. - Nanda! - Ele repetiu, como se finalmente tivesse caído a ficha. - Oi. - Dei um sorriso tímido e fui surpreendida com seus braços em minha cintura. Ri e retribuí o abraço. - Vocês se conhecem? - Priscila perguntou, sem entender. - Gente, essa é Nanda... - Lucas pareceu ficar vermelho. - Isso já sabemos. - Henrique o interrompeu. - Mas como vocês se conhecem? - Vocês não estão entendendo... - Lucas suspirou. - Ela é Nanda. A Nanda. - Espera ai... - Bruno arregalou os olhos. - Você é a ex de Lucas? A famosa Nanda? - Lucas consentiu, um pouco envergonhado. - Não acredito nisso... - Bruno riu. - Não estou entendendo o motivo da graça. - Lucas arqueou as sobrancelhas. - A graça, meu caro amigo... - Bruno deu um sorriso malicioso. - É que agora eu entendo porque você só sabia falar dela. - E o que te fez me entender assim, de uma hora pra outra? - Lucas perguntou, desconfiado. - Talvez o fato de eu ter dado em cima dela á vinte minutos atrás. - Bruno deu de ombros. - Você o quê? - Lucas arregalou os olhos. - Calma Cara, relaxa... - Bruno levantou as mãos em sinal de defesa, derramando um pouco de cerveja no chão. - Isso foi antes dela... - Ele parou de repente e me encarou, com uma expressão confusa. - Antes dela? - Lucas perguntou. - Tem certeza que essa é a "sua" Nanda? - Bruno franziu a testa. - Quê? - Lucas perguntou. - Você está brincando, não está? - Mas... - Ele contraiu o lábio. - Eu achava que ela era solteira. Eu levei alguns segundos para raciocinar. Fiquei em choque assim que me dei conta do que se passava na cabeça de Bruno. Eu havia dito para ele que tinha namorado. Mas Lucas não sabia que eu tinha namorado. Bom, Felipe não era bem um namorado, mas... Se Bruno contasse para Lucas, eu estava totalmente sem saída. Se dissesse que era verdade, Lucas descobriria tudo da pior maneira possível. Mas eu também não podia negar, pois teria que contar a verdade em algum momento e ele saberia que eu menti. - Mas... - Lucas deu uma risada abafada. - Ela é solte... - Ai meu Deus, eu amo essa música. - Menti. Não sabia nem que música estava tocando. - Vamos dançar? - Perguntei, me virando na direção de Lucas. - Aam... Agora? - Ele franziu a testa. - Agora. - Falei, um tanto quanto apressada. - Agora mesmo. - Repeti, com mais firmeza. - Tudo bem. - Ele falou, meio confuso. - Tchau gente. - Dei um breve aceno para os três amigos de Lucas, que nos encaravam sem entender absolutamente nada. Peguei na mão dele e o arrastei para longe o mais rápido possível. Aquela não era a hora nem o momento certo para que ele descobrisse tudo. Eu havia prometido para mim mesma que ia aproveitar aquele São João, contar a verdade para Lucas naquela noite acabaria com todos os meus planos. Chegamos no meio da pista de dança, até que eu finalmente me dei conta da música que estava tocando. Forró. - E-eu não sei dançar isso... - Sussurrei. - Você que disse que amava essa música e me arrastou para cá. - Ele riu. - E agora diz que não sabe dançar? - Pois é, não sei o que deu em mim... - Falei, tentando sair da pista, mas sendo puxada de volta por ele. - Aaah não. - Lucas sorriu. - Agora você vai dançar comigo. - Eu não sei dançar forró. - Fiz bico. - Bom, então hoje é seu dia de sorte. - Ele falou. - Porque eu sou um professor maravilhoso. - Você? - Eu ri. - Tá, tá bom... - Ei. - Ele apertou meu nariz. - Tá duvidando é? Eu posso lhe surpreender viu!? - Tenho certeza que pode. - Sorri. - Vem, eu vou te ensinar. - Ele pegou minha mão e me puxou para mais perto, colocando a outra mão na minha cintura. - Isso não vai dar certo... - Resmunguei. - Eu nunca disse que daria. - Lucas riu da minha expressão confusa. - Tá vendo? - Arqueei as sobrancelhas. - Até você admite que isso vai ser um completo desastre. - Se for... E daí? - Uma pequena risada escapou de sua boca. - Só quero estar com você. - Mesmo que para estar comigo você tenha que me dar um aula de forró e correr o risco de levar inúmeros pisões no pé? - Perguntei, sorrindo. - Bom... Pode ser que doa uma pouco, mas... - Ele deu de ombros. - Vai valer a pena. Eu sorri, talvez feliz por estar com ele, sabendo que poderia ser a nossa última noite juntos antes que eu contasse tudo. Ou talvez por simplesmente saber que aquilo não daria certo de jeito nenhum, afinal, Lucas dançava tanto quanto eu. ~ - Eu to com fome. - Falei, enquanto caminhávamos meio sem rumo pelo condomínio. - Quando você não está? - Lucas arqueou as sobrancelhas. - Me deixa viver. - Resmunguei. - Chato. - Você fica linda assim, bravinha. - Ele riu. - Eu estou com fome. - Cantarolei. - Cara, eu estou te elogiando, custa dizer "obrigada"? - Falou. - Não vou agradecer. - Lhe dei língua. - Você não me deu comida. - Nós comemos assim que saímos da pista de dança. - Ele resmungou. - É impossível você estar com fome. - Mas já faz uma hora. - Supliquei. - Eu preciso me alimentar. - E eu até hoje me pergunto pra onde vai toda essa comida... - Lucas bufou. - Cala a boca. - Bati de leve em seu ombro. - E me dá comida. - Não. - Por favor. - Pedi. - Não faz essa cara. - Ele me encarou. - Que cara? - Perguntei. - Essa cara de pidona. - Um sorriso se formou em seu rosto. - Não é justo comigo. - Eu não tenho uma cara de "pidona". - Revirei os olhos. - Sim, você tem. - Ele piscou pra mim. - Não, eu não tenho. - Resmunguei. - Você tem, encare os fatos. - Lucas sorriu, pegando minha mão. - Idiota. - Bufei. - Não fala comigo. - Tudo bem. - Ele deu de ombros. - Como quiser. Continuamos andando em silêncio. É claro que nenhum dos dois estava levando aquilo a sério, mas eu continuei em silêncio, esperando ele ceder. - Nanda... - Ele finalmente falou, mas eu não respondi. - Nandinha... - Lucas me parou, segurando minha mão. Virei meu rosto para outra direção, fingindo estar observando a paisagem. - Fernanda. - Ele puxou meu queixo, fazendo nossos olhos se encontrarem. - Quê? - Perguntei. Um suspiro escapou de sua boca. - Vamos comer alguma coisa, vai. - Não, não quero. - Resmunguei. - Vamos Fê... - Ele fez bico. - Não quero mais. - Falei. - Te pago um algodão doce. - Lucas sorriu. Demorei um pouco pra responder, relutante. - Rosa? - Perguntei. Ele riu. - Rosa. - Sabia que você ia ceder. - Sorri. - E eu sabia que você só estava fazendo charme. - Lucas me deu língua. - Cala a boca e vai comprar meu algodão doce. - O empurrei na direção das barracas. Esperei Lucas por alguns minutos até que ele chegou com um enorme algodão doce rosa na mão. - Pronto, senhorita. - Ele me entregou o algodão. - Obrigada. - Falei, já arrancando um pedaço enorme para comer. Nos sentamos num banco, Lucas apenas me observava enquanto eu atacava o algodão doce. - Para de me encarar. - Resmunguei. - É que é bonitinho. - Ele riu. - O quê é bonitinho? - Perguntei. - Você comendo algodão doce rosa. - Lucas sorriu. - Hum... Obrigada. - Dei de ombros. - Me dá um pouco? - Perguntou-me. - Você não pode comer essas coisas, vai engordar. - Falei. - Cala a boca Fernanda. - Ele puxou o algodão doce da minha mão. - Ei! - Reclamei. - Era o último pedaço. - Falou certo. - Lucas sorriu, jogando o que restou fora. - Era. - Idiota. - Resmunguei. Ele sorriu. Talvez fosse impressão minha, mas seus olhos verdes estavam ainda mais bonitos. - Então... - Falei, tentando parar de encará-lo. - Dá onde vocês se conhecem? - Vocês quem? - Lucas franziu a testa. - Você e seus amigos. - Falei. - Aaaah... - Ele sorriu. - Eles eram do meu antigo colégio. São um dos poucos que eu ainda tenho contato... - Eles parecem ser bem legais. - Falei. - São mesmo. - Respondeu-me. Fiquei feliz por ele. Talvez Lucas tivesse alguns amigos decentes, afinal. - Vamos numa daquelas barraquinhas de jogos? - Ele perguntou, me tirando de meus pensamentos. - Aaah não. - Falei. - Acabamos de nos sentar, estou cansada. - Vamos, por favor. - Lucas se levantou. - Eu não quero... - Resmunguei. - Você me deve essa. - Ele puxou minha mão. - Eu levei vários pisões no pé por sua causa. - A culpa é sua. - Falei. - Eu avisei que não sabia dançar forró. - Tá, mas... - Ele parou para pensar. - O algodão doce. Eu comprei o seu algodão doce. - Lucas... - Por favor. - Um sorriso pidão surgiu em seu rosto. - Tudo bem. - Suspirei. - Vamos logo. Lucas sorriu e pegou minha mão, me levando para as barraquinhas de jogos que ficavam um pouco mais a frente. ~ Eu havia me esquecido o quanto podia ser bom passar um tempo com Lucas. Nós estávamos realmente nos divertindo. Infelizmente, eu sabia que por um lado aquilo não estava certo. Eu estava escondendo tudo, agindo como se não estivesse nada errado. Mas era pecado querer passar pelo menos um último dia com ele, antes de contar a verdade e provavelmente perdê-lo de vez? Não, não era... Eu queria aproveitar aquele momento o máximo possível. Nós estávamos atrás de uma das casas do condomínio, sentados em um banco. Ao nosso lado, várias pessoas ainda soltavam fogos. Eu e Lucas estávamos praticamente imprensados no banco, pois havia um urso de pelúcia enorme ocupando metade dele. - Como eu vou levar isso pra casa? - Perguntei, apontando para o urso. Lucas riu. - Ele é quase do seu tamanho. Eu sorri. Ficamos um tempo em silêncio. Lucas ainda olhava para mim, mas parecia estar com a mente em outro lugar. - Obrigada. - Falei, fazendo-o voltar a realidade. - Pelo urso? - Ele perguntou. - Besteira. Sou bom nesses jogos de tiro ao alvo... Foi moleza. - Não só pelo urso. - Dei de ombros. - Por tudo. - Eu que agradeço. - Lucas alisou meu rosto. Estávamos tão próximos que eu conseguia sentir sua respiração em meu rosto. Me afastei bruscamente quando ouvi um barulho vindo do céu. Inúmeros fogos de artifícios explodiam acima de nós. Me levantei, para olhar melhor. Eu estava abismada com aquela explosão de cores, era realmente lindo. Quando me virei, notei que Lucas estava em pé ao meu lado, me encarando com um sorriso no rosto. - O que foi? - Perguntei. - Nada. - Ele deu de ombros. - Você parece uma criancinha observando os fogos, completamente hipnotizada. - Desculpa. - Sussurrei. - Não tem que se desculpar. - Falou. - Eu que tenho. - Pelo o quê? - Perguntei, sem entender. - Por ficar te observando. - Seus olhos voltaram-se em minha direção. - Você se diverte observando o céu, eu me divirto te observando. - Ele deu de ombros. Eu sorri, um pouco envergonhada. Lucas pôs uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e continuou com sua mão ali, em meu rosto. - Você não tem noção do que representa pra mim, tem? - Ouvi-o sussurrar. - Lucas... - Tentei o repreender, mas ele me interrompeu. - Não Nanda, por favor... - Lucas falou. - Eu não sei quando vou criar coragem de falar isso de novo... Ele segurou minha mão, talvez tentando evitar que eu fugisse. - Sabe no que eu penso todo dia? - Neguei com a cabeça, incapaz de falar algo. - Eu penso em como sempre estou desejando o seu abraço. - Lucas gaguejou. - Em como não consigo controlar meu sorriso quando estou ao seu lado e em como fico mal quando você está triste e eu não posso fazer nada para ajudar. - Uma pequena risada escapou de sua boca. - Penso em como é grande a angústia que eu sinto ao imaginar minha vida sem você, em como a sua felicidade é a coisa mais importante do mundo para mim e em como um segundo com você faz valer a pena um dia inteiro. - Seus braços foram para minha cintura, abraçando-a. - E principalmente, eu penso em nós juntos. No que já fomos, no que poderíamos ter sido... - Ele suspirou. - E no que poderíamos ser, se você me desse uma chance. - Lucas, eu não posso... - Falei, com esforço. Parecia que eu tinha perdido a capacidade de falar. E de respirar. - Eu te amo. - Ele falou, tirando uma das mãos de minha cintura e pondo em meu pescoço. - E eu só queria uma chance de te provar isso. Meu coração estava acelerado. Eu estava congelada, sem saber o que fazer ou o que falar. Suas palavras foram o suficiente para me deixar completamente confusa e perdida. Lucas foi se aproximando devagar, talvez com medo que eu me afastasse bruscamente. Mas para sua surpresa - E minha também - Eu não me afastei. Seus olhos fitaram o meu por um momento, até que sua boca encostou na minha. Eu entrei numa luta interna. Uma parte minha sabia como aquilo era errado e como eu iria me arrepender depois. Mas a outra - a que eu estava obedecendo - Estava totalmente focada naquele momento, querendo que aquilo durasse para sempre, o que fez com que eu correspondesse o beijo de Lucas. Envolvi minhas mãos em seu pescoço e ele aprofundou o beijo. Eu já estava ficando sem ar, mas não ligava. Apenas queria beijá-lo. Aquela pequena parte minha que ainda tinha consciência tentava se manifestar, lutando para ser ouvida. Mas não adiantava, eu estava completamente desligada da realidade. Só havia ele. Nos afastamos por um momento, ambos com falta de ar, mas Lucas logo se aproximou novamente. Era um beijo mais profundo, que eu correspondia com a mesma intensidade. Minhas pernas estavam bambas, mas eu não me preocupava. Com Lucas me sentia segura, como se nada pudesse me atingir. Ele transmitia uma sensação de paz, de bem estar... Era diferente do nervosismo que eu sentia ao ver Felipe, do formigamento que percorria por meu corpo toda vez que ele me tocava. Felipe. Como que por reflexo, empurrei Lucas com força. Ele deu alguns passos para trás, perdendo um pouco do equilíbrio. Quando o soltei, foi como se tivesse recuperado a consciência. - Meu Deus, o que eu fiz? - Sussurrei. - Nanda, eu sei que esse não foi o momento certo para nos beijarmos... - Lucas começou a falar, mas o interrompi. - Você não entende. - Falei, com o tom um pouco elevado. - Eu não podia ter feito isso... - Nanda... - Ele se aproximou, mas eu me afastei na mesma hora. Senti as lágrimas descendo por meu rosto e uma forte dor em meu peito. Tudo que eu conseguia pensar era em Felipe. Como eu tinha feito aquilo? E principalmente, por que eu tinha feito aquilo? - Eu... Preciso ir. - Falei. - Nanda, eu não to entendendo. - Lucas franziu a testa. - Me desculpa, isso não é justo com você... - Falei. Ele me encarou, confuso. A culpa já me consumia por inteira, minha cabeça estava a mil. Então fiz a primeira coisa que me veio em mente, corri. Lucas vinha um pouco atrás, gritando meu nome. Eu continuei correndo na direção das pessoas que estavam soltando fogos, sem saber ao certo para onde ir. - Ei garota, presta atenção. - Um homem reclamou. Ele estava pronto para soltar um enorme fogo de artifício. - Quase que eu solto na sua frente. - Me... Me desculpa. - Falei, um pouco desorientada. Continuei andando sem rumo. Eu não sabia onde estava com a cabeça. Como eu iria contar aquilo pra Felipe? E como eu iria contar a verdade para Lucas depois daquele beijo? Eu ainda estava chorando, quando escutei Lucas me chamando novamente. Eu apressei o passo, sem querer olhar para ele, e quando dei por mim, estava correndo novamente. E então tudo aconteceu muito rápido. - Cuidado! - Escutei alguém gritando. Virei meu rosto na direção da voz, e só conseguir avistar algo brilhante vindo em minha direção e batendo em meu braço, provocando um dor horrenda, algo que eu nunca tinha sentido antes. Perdi meu equilíbrio com o impulso da batida e caí no chão. E então, tudo pareceu ficar quieto. A dor cessou, as vozes diminuíram... E a minha visão foi embaçando, até tudo ficar completamente escuro.
eu gosto do capítulo de São João <3
Opaaa!Pois é esse que eu vou postar u.u Baam.
o nome desse tumblr tinha que ser saudade, tô sempre passando aqui pra matar a saudades. ain me abraça *
Aaaawn, que linda você *---* Me abraça \o/ Também tenho muitas saudades <33
saudadessss s2
Me abraça \o/Saudades tbm ❤️
n se sinta abandonada naoo a gente ta sempre aqui
Nhaah, obrigada ❤️E eu também tô sempre aqui u.u Vocês sabem que podem sempre me mandar mensagens ^^