Sou o mesmo verso inacabado
agonia do escritor.
A desordem desfeita e disfarçada
em reticências.
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@menestrell
Sou o mesmo verso inacabado
agonia do escritor.
A desordem desfeita e disfarçada
em reticências.
Me moldo dia pós dia,sinto medo vez em quando,seguro o terço em dias pesados
vejo Deus em dias leve.
Deita Cecília ,
Contenha-se!
Chora mansa
Encolhida
O amargo te vem agora
Mas é doce o que chegará em breve…
Dorme,Cecília.
05:39
Os pássaros me contaram sobre você,
E sobre abrir as janelas.
O que agoniza o peito não é belo
Os pássaros me contaram sobre o mundo!
Devo caber nele
Posso ser inteira...
Na curva e na neblina
Desde o ponto mais alto da Serra
até as coisas mais miúdas que está na vida
Lembrará de mim.
Em tudo que for imenso
Haverá uma pequena parte
Que te aperta o peito
E sucumbe tua postura...
"Se sua cor preferida ainda seja azul,te desejo esse céu e o que nele cabe...Te desejo coisas grandes e singelas,porquê é disso que se vive..."
Laryssa Salles
(...)uma casa feliz tem letras espalhadas,muita fé e cafés curtos
Deus e seu sustento
Muitas palavras e também muito silêncio
Muito riso,como quase necessidade
E a dor vez em quando virá,
uma poeirinha sob a mesa...
Voar parece exagero pra todo pássaro em cativeiro.
29/11/2025
Voar parece exagero pra todo pássaro em cativeiro.
QUASE DEZEMBRO
Você abre a latinha sob a mesa
Conversamos entre uma pausa e outra
Olho janela a fora
Ainda sou poeta
O céu nunca esteve tão bonito.
Respiro sem peso,
Apesar do hiato
Apesar do mundo hostil
Agora entendendo Marcelo camelo
E tantos outros.
Eu deveria respirar pesado
Mas você me estusiasma
É quase Dezembro
Tenho planos
Mas avalio clichês...
"o que importa é quem você tem"
Onde assino?
Larissa Costa
Parei para ver ipês em julho
E agora,que o Sol te banha em Novembro
Sei que todo poeta devia te ver.
Deixar ipês e o inverno para lá
Olhar em teus olhos amendoados saltados
Não por susto...
E pausar melancolias.
Rir como você ri
Saber que a vida
Finda
E é preciso traçar lugares para se chegar
Todo poeta devia te ver
Para crer
e se entusiasmar
....
pausar tormentos
Rodopiar e
Anseios não caber
Em nossos braços
Abertos
DES(PRAZER) DO JARDIM
"A mim o desprazer de Verso a verso pontuar com ponto final o que é reticências .Falhar miseravelmente se escondendo,sem ter onde; Disfarçar de maneira inteligente com um livro em baixo dos braços,cada verso de um modernismo é um beijo que te dou. Contemporâneos,sonetos,cordeis, a sintaxe ...tudo! Tudo terá teu rosto estampado,todas estações falarão de você para mim!... É verdade que elos se rompem,mas o que entrou no coração não se dissocia,estará ligado à você intero.
A mim o desprazer dos versos.O cansaço a pena,dobrar sentimentos como uma pilha de roupas,redobrar doses e estrofes.Temer o dia que não se disfarça, e estarei ao lado obscuro da convivência platônica, mas mais real que todos os elos que me rodeiam,que falo,tateio e compartilho. E então olharei para o outro lado da mesa,sozinha e então sentirei o vazio, nenhuma vóz falará comigo,nenhum poema desviará minha atenção, nada calçara meus pés para fugir, nenhuma flor remediará, teu rosto em algum movimento acoplado ao breu é o mais perto que posso estar; e dura pouco....A mim o prazer dos versos,redigir com métrica o que não cabe na gente, sorte tem o poeta artista plástico,pintar você ao lado de um girassol,porquê é assim que te vejo, e me vejo ser o próprio girassol e há muitas outras flores que ocupa um jardim que agora denomino neste verso:coisas da vida"
Laryssa Salles
chás para quem vive
à flor da
pele
O que escrevo não é o que tenho;
é o que me falta.
Escrevo porque tenho sede
e não tenho água.
Sou pote.
A poesia é água.
~ Rubem Alves
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