“as coisas não duram comigo porque eu tenho a mania de sugar tudo como um buraco negro”, eu te disse bem no começo e você riu; talvez porque na minha voz esse aviso prévio não soasse assustador.
eu quis muito te contar das histórias e te alertar, só que elas são tristes e tudo aqui é e eu não podia passar isso pra você. não podia te dizer que cada beijo era uma parte minha se despedindo de uma parte sua enquanto você dizia que me queria pra sempre sem saber que o pra sempre é só um instante.
você ainda não aprendeu e eu não sabia te ensinar porque eu não sei se aprendi certo porque embora eu te ame, eu não sei permanecer sabendo que tudo vai dar errado e a gente já tinha dado errado desde o começo porque o meu loop é esse.
e mesmo que a física diga que eu não posso tocar nada, eu não sei manter nada intacto e faz tempo que deixei de achar as ruínas bonitas.
uma vez o meu cantor favorito falou que temos nas mãos o infinito e talvez eu já esteja o sugando também. isso não é sobre você ou sobre o amor então me desculpa pelo adeus silencioso.











