Limites
Dizer que Jesus é gay, pode ser problema para algumas pessoas. Principalmente, quem deposita sua fé nele.
Produzir conteúdo deturpando o caráter de Jesus e de Deus é infinitamente arriscado. Pois para tudo há limites. Já cheguei a pensar que para o Humor isso não existia, mas chego cada vez mais a conclusão de que existe sim. Creio que tudo pode ser abordado, desde religião a sexualidade. Mas, a forma e o local em que é abordado é vital para a compreensão e respeito de todos.
E é incoerência dizer que piadas com assuntos religiosos é positivo em qualquer circunstância e quando são feitas piadas com gays, mulheres, negros é negativo.
Todos temos sentimentos e independente de crença, etnia, cor, sexo, gênero, etc., atingir esses sentimentos trás reações.
A referência de Fábio Porchat que as pessoas que se indignaram com o Especial devem se indignar mais com desigualdades só reforça a irrelevancia e o desrespeito para com o público (pessoas em geral) tem para esse grupo. Quem se indigna com isso também se indigna com desigualdades sociais, mas não é disso que se trata a indignação. Tratar um símbolo de amor, salvação e divindade com tanta munda idade é natural de se esperar a reação que temos visto.
É óbvio que no meio dos que se indignaram com esse especial, estão pessoas tão incoerentes e interesseiras quanto o grupo responsável pelo conteúdo. Pessoas que se indignaram só porque "Jesus era gay". Apesar de não podermos negar que a homossexualidade não é bem vista no livro que conta sua história e que Visões alternavas podem existir, mas associar Jesus com homossexualidade é no mínimo fujir a proposta do que ele representa. Entendemos que o próprio Cristo colocou o corpo abaixo do Espírito. Sua mensagem não incluía sexualidade como tema principal. A Bíblia em si não tem a sexualidade como tema principal, mesmo abordando-a. Pouco importava a sexualidade dele ou das pessoas, mas que elas entendessem que o sistema mundano é mal e que Deus nos quer próximos a Ele.
Me coloco no lugar daqueles que utilizam o Netflix e que derrepente ao abrir o aplicativo se depararam com essa provocação ao Cristianismo. Talvez, se o conteúdo tivesse sido colocado de maneira mais reservada, sido direcionado aos que se interessam por isso, as reações seriam menores. E talvez nem teria importância, pois não é a primeira vez que Cristo é motivo de piada inútil e desrespeitosa. Mas usar uma plataforma global e colocá-lo como um conteúdo acessível para qualquer pessoa inclusa na faixa etária foi uma péssima tacada.
Eu não vou cancelar o Netflix, mas faço a recomendação de que se incluam mais filtros de conteúdo. Aliás, esse negócio de ao aparecer o filme ou série, já se inciar o vídeo é errado. Isso que também é comum ao Facebook, parece uma tentativa de obrigar alguém a assistir o que não quer, só porque outros não querem assistir.
Portanto, o problema é como eu busco provocar a atenção dos outros. Será que não estamos sendo invasivos querendo que as pessoas aceitem nossas ideias sem considerar que elas tem outras ideias, ou as mesmas mas de formas diferentes?
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