Às vezes, somos os responsáveis por tirar a casquinha da ferida, e o resultado disso são antigas dores do passado.
Bentler, Ana.
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@meus-eufemismos
Às vezes, somos os responsáveis por tirar a casquinha da ferida, e o resultado disso são antigas dores do passado.
Bentler, Ana.
textos para tocar cicatrizes.
couple goals
no outro dia, dei por mim escrevendo com raiva do amor,
como se isso eliminasse a dor ou colasse os caquinhos quebrados.
dei por mim escrevendo com raiva do amor, porque o meu amor tinha me deixado.
escrevi que o amor não vale os pedaços de mim que vão embora,
os cacos que ficam
os pedaços que levam.
que o amor não vale os ataques de ansiedade,
o vazio que fica
a dor persistente.
não vale a dor gasta;
a espera inconsequente
o barulho da alma.
escrevi com raiva do amor porque a ideia de lar que eu tinha formado não existia mais para mim.
porque eu achei que você fosse minha casa.
mas você não era, meu bem
e eu fui egoísta a ponto de pensar que só por você ser meu lar,
não teria o direito de ir embora.
hoje em dia me sinto sem-teto,
talvez coberta por minha colcha favorita.
não consegui achar um lar para mim,
não me sinto capaz nem pronta nesse momento,
confesso que ainda torço em silêncio para que você volte a ser meu lar
mas se não for para ser,
deixe estar
vou voltar a me instalar quando tudo terminar.
m.
o amor pesa nas pálpebras nos ombros no peito.
tudo vai doer em tamanhos absurdos até não ser mais nada
“Em algum momento você precisa apenas se afastar, se curar e então voltar.”
— Amigos também traem
“Todas as coisas que eu te escreveria se pudesse” é o livro mais íntimo que já escrevi porque narra uma história comum a todos nós: encarar que os ciclos se encerram, e que da dor podemos tirar alguma certeza na vida, é o que nos torna tão resilientes, dispostos ao propósito da cura. os quatro capítulos do livro, nesse sentido, trazem textos sobre amor, esperança, autoestima, liberdade, ciclos, términos e fins, ansiedades e tristezas, paz e amor. não será um livro fácil de ser digerido, mas nada na vida é. em “poemas para desentrelaçar as mãos” vocês encontrarão poemas que falam sobre o fim e o recomeço. em “teu nome é um eco no escuro” vocês lerão sobre a dor do fim, a negação, a tristeza e as muitas perguntas que ficam na mente quando o outro vai embora. em “todo coração é uma alegria que pulsa” você encontrará a paz, o consolo e o conforto de voltar para casa, para si. e em “o amor é um lapso de misericórdia” você finalmente entenderá sobre perdas, ganhos, ciclos e vitórias - porque redescobrir o amor é uma batalha pela qual se vale lutar. dia 26 de março, entre nós, “todas as coisas que eu te escreveria se pudesse”. 💛 #todasascoisas
cuide de você,
invista em você,
no final é tudo o que você tem.
você.
Será
Que a tua boca pede minha boca
Quando bebe de outro alguém?
Que a tua mão procura a minha?
Porque a minha te procura também
Você se lembra como é bom
Arder comigo?
Você se lembra como é bom?
E eu sei
Já faz um tempo desde aquela vez
Que não cabia em nós pensar sobre o depois
Que a gente inventou que o mundo era pra dois
[...]
Desistir é tão fácil. É preciso coragem para continuar apesar dos vazios, apesar dos estragos.
Vireivenus.
“Superar não é esquecer, é lembrar sem dor.”
— Esgotada.