O cheiro da floresta empregnava o olfato do jovem etΓ©reo naquela tarde. Fazia tempo que nΓ£o sentia o frescor das folhas verdes - que por muitos lugares haviam murchado e caΓdo de maneira que nΓ£o conseguiria explicar se nΓ£o conhecesse o demΓ΄nio que habitava aquele ambiente, jΓ‘ que estavam em plena primavera - e os diferenciados tipos de fragrΓ’ncias amadeiradas invadiam as suas narinas graΓ§as Γ s Γ‘rvores dos mais diversos portes, tanto que poderia dizer-se saudoso a sensaΓ§Γ£o. Apesar da repentina proposta feita pela mulher que o acompanhava, encontrava-se feliz em meio Γ todo aquele verde, ouvindo o canto dos pΓ‘ssaros e o calmo borbulhar dos peixes no lago ao seu canto esquerdo da visΓ£o. Tudo naquele cenΓ‘rio lhe relembrava momentos de paz que nunca havia vivido, atΓ© mesmo o sorriso bobo de Hayan quando contava a ela uma de suas piadas ou trocadilhos totalmente sem graΓ§a mas que arrancavam sonoras gargalhadas somente pela sensaΓ§Γ£o da vergonha que o homem de cabelos cor de cerejeira passava com as mesmas.Β
β Lembra daquela vez queβ¦ β Mal podia completar a prΓ³pria frase. Gargalhava tanto que as maΓ§Γ£s de seu rosto faziam jus ao nome, tΓ£o coradas e gordinhas pela comida que poderiam ser mordidas livremente. β β¦os caΓ§adores acharam que eu era algum bicho esquisito da floresta e vocΓͺ deu o maior susto neles! Eu nΓ£o consigo esquecer a cara daqueles malucos. β Se debatia de rir da cena que havia sido uma boa lembranΓ§a, tΓ£o absorto na felicidade que acabou esquecendo de suas prΓ³prias tristezas mas nΓ£o por muito tempo. Em uma atitude equivocada, usou de seu braΓ§o revestido em pesadas ligas metΓ‘licas para segurar uma das latas de refrigerante, o que fez o lΓquido gaseificado espirrar contra o rosto dos dois presentes. β Ai, meuβ¦Β
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