Uma carta suicida
Eu não quero ser infeliz para sempre porque é muito dolorido. E eu sei que vou fazer falta pra vocês, mas acreditem: Com o tempo, os sentimentos ruins vão embora e o que restam são as boas lembranças. Uma hora a dor da minha partida irá acabar… Mas as cicatrizes que ficariam em nós se eu vivesse seriam permanentes. (…) Eu sabia que eu era diferente. Todas as garotas estavam interessadas em garotos e eu, estava presa num mundo fantasioso e inexistente. Quem tentou me ajudar acabou me empurrando mais pro fundo, e foi a partir daí que eu comecei a morrer. Eu não tinha completado quinze anos e já estava morrendo. Cada dia que passava eu morria um pouco, mas eu nunca soube como pedir ajuda. A minha mente se tornou um mar de dúvidas e desespero. Minha alma já estava em processo de decomposição e o meu nojo por mim mesma só aumentava.(…) Obrigada por terem feito o que achavam que seria melhor pra mim. Por último, gostaria de dizer que apesar dessa carta ter sido escrita em pouco mais de uma hora, essa decisão demorou anos para ser concretizada. Eu pensei muito. E hoje é o dia da minha libertação.”





















