Phone background inspo 🌞🦋🪲

Love Begins
Sade Olutola

izzy's playlists!

shark vs the universe
Fai_Ryy

gracie abrams

Product Placement
Show & Tell
YOU ARE THE REASON
tumblr dot com
untitled

bliss lane
🩵 avery cochrane 🩵
Not today Justin
Keni

ellievsbear
Lint Roller? I Barely Know Her
almost home
Mike Driver

tannertan36
seen from Uzbekistan

seen from Japan
seen from United Kingdom
seen from Ukraine

seen from United States

seen from United States

seen from Bangladesh
seen from United States

seen from Malaysia
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
@mockingbirdk
Phone background inspo 🌞🦋🪲
Abigail se afastou lentamente do casarão tentando não atrapalhar a cena. Só queria voltar para o que sobrou de sua casa e afogar as mágoas em suas coisas favoritas. No chá de seu pai, nas flores de seu quintal, nas maciez de seu tapete, e no frio dos seus dedos no lago... Mas foi interceptada por aquela bruxa gentil que falou com ela sobre glorartas.
— Querida, eu estava te procurando.
— Ah, olá, senhora. Você me assustou, sobre o que quer conversar?
Abigail estava de baixa guarda apesar do susto, tentou disfarçar a tristeza e pousou lentamente no chão para conversar mais despercebida, muito tempo parada no ar Faria ela ser vista pelos outros da janela, se é que já não tinha sido flagrada.
— Vim te reivindicar como filha.
— desculpa mas eu não te conheço, você deve estar me confundindo.
— claro que não, garanti com seu pai antes de te buscar, é você Abgail. — Mical continuou andando deixando a mais nova assustada e dando para trás. Uma enorme língua de chamas voa na linha entre elas, mas Mical faz uma chuva cair rapidamente apagando o fogo antes que ele o afastasse de sua filha. — Não se intrometa, feiticeira.
— O que você quer, dona?
Nelo estava menos emocionalmente envolvido do que a morena cujo o punho exalava fumaça de chamas extinguidas. — Você tá assustando a Aby. — ela complementou muito irritada independente do poder que a mais velha revelou.
— Ela é minha filha, eu vim reinvindicar sua criação.
— Ela parece bem criada para mim. Você deve estar uns dezoito anos atrasada.
Ele disse cinicamente.
— Eu não acredito em você.
Kailane disse impassiva.
— Eu não perguntei nada.
A bruxa invocou uma enorme fera da côr do céu noturno, com os olhos vermelhos como alberon que partiu voraz em direção de Kayla. Antonello tomou a frente pegando O animal pelo focinho e o abaixando até o solo. Com a destra ele segurou a âncora e golpeou na cabeça com imensa força e a soltou deixando que fugisse. Ele olhou para a invocadora e sua neutralidade se desmancha.
— ah eu vou te matar agora.
Ele arremessa a âncora nela atingindo só o chão e a sombra de sua antiga posição. O lago próximo Dali sacode erguendo a água, e Mical já estava no ar montada em sua vassoura.
— uau.
— desce aqui! Lute comigo!
— eu não.
— me enfrente, covarde!
— eu não sou covarde, sou uma bruxa, bruxas não lutam.
— devia ter pensado nisso antes de atacar minha amiga.
Ele puxa as correntes com força arremessando a âncora contra ela no ar mas ela consegue esquivar.
— Devore o céu com suas presas, corte a escuridão com suas garras, com brilho azulado que a morte traz, puna à terra com teu furor fugaz.
Mical entoou calmamente invocando um relâmpago do céu que atingiu Antonello em cheio, mas ó choque em sua cabeça desceu direto para o braço passando pela corrente e atingindo o chão onde a âncora estava enterrado. Mesmo como para-raios improvisado pelo sobrevivido aquilo ainda era assustador para caralho.
— Nelo! Você está bem?!
— Claro que não! Isso arde pra caramba!
A bruxinha estava de olhos arregalados sua própria convicção se acendeu atra sua visão. Ela agarrou a sua própria vassoura com força e golpeou o ar lançando uma rajada que acertou sua mãe, quase derrubando-a. Mas esta conseguiu flutuar e cair lentamente no chão.
— Não ataque sua mãe, mocinha.
— Não ataque meus amigos!
— Filha, eles me atacaram primeiro, você viu? Eu não fiz nada de errado, eu só estava tentando conversar com você. Você não vê? Se eles tivessem mantido a calma, nada disso teria acontecido. E você nem me defendeu, nem defendeu eles. Como eu poderia saber que eles eram seus amigos, em vez de só pessoas enxeridas que só precisavam de uma desculpa para tentar me machucar?
Mical desenrolou com uma calma doentia. Ela soltou a vassoura e bateu no vestido para tirar uma poeira imaginária que teria se instaurado ali e colocou as duas palmas na barriga, enquanto ela tentava conversar pacificamente.
— Eu não te conheço, para de agir como se fossemos mãe e filha! Você tá me assustando! Tá assustando eles!
— Tudo bem, tudo bem. Eu acho que me exaltei e eu assumo a responsabilidade por isso. Senhor alquimista, eu te perdoo completamente por ter me atacado.
Ela fechou os olhos colocando a mão no peito, pressionando a ponta dos dedos sobre este e empinando o nariz enquanto falava com uma voz bem aveludada. E com essas palavras, a queimadura no corpo de Nelo começou a desaparecer sozinho, e ele se sentiu mais leve, como se não tivesse acabado de ser atingido.
— Isso só me faz gostar menos de você. — Confessou Nelo com ingratidão.
— Já fez o que tinha que fazer, agora vai embora, senhora. Deixa a Abigail em paz!
— Tudo bem, eu não queria ter que apelar para isso, mas vocês me obrigaram. Vou tirar todas as dúvidas de vocês!
Mical juntou as mãos, entrelaçando os dedos logo abaixo da virilha, e fechou os olhos, olhando para cima e balançando a cabeça lentamente enquanto cantava; — O sol nasce com a promessa de um novo dia, sem pressa, viva agora, sem ter medo do fim... Sorria, sorria, pois quando você ri o mundo inteiro ri de volta. Sorria, um dia você pode esquecer de mim, mas saiba que eu nunca vou te esquecer. Sempre tente imaginar além do que é possível ver, porque apenas imaginar se já é possível apenas ver? Deixa a vida te levar, alguns dentes vão cair, desafios vão surgir, mas isso é crescer...
Então, ela abriu os olhos com um sorriso terno, esperando algum tipo de aplauso ou alguma expressão mais intensa, mas a única coisa que ela viu foi olhares completamente confusos e quase sem emoção, deixando-a um pouco decepcionada. Mas, um instante seguinte e todos eles revelaram emoções intensas que ela esperava.
— Ela é maluca. — Disse Nelo.
— Isso não prova nada. — Corcordou Kailane
— Essa é a música que meu pai cantava para mim quando eu era criança... — Abigail explicou mais pra si mesma do que pros amigos.
E ao ouvir isso Mical se aproximou andando devagar, e dessa vez Abigail não deu para trás com medo como da primeira vez.
— Ah, querida. Ele cantava isso para você muito antes disso. Quando você era apenas um bebê. Você era tão quietinha na minha barriga que ele tinha medo que você tivesse morrido lá dentro. Então ele cantava assim para você e você se mexia. Ele sempre foi uma pessoa tão preocupada.
Hum. Antonello fez uma expressão de nojo. Foi uma coisa ruim de se ouvir para ele. Kailane nem se abalou, apenas continuou com raiva. Ela não sabia como reagir àquela informação.
— Você é mesmo minha mãe. Mas eu não preciso de uma mãe. Não agora, não mais. Eu não sei o que você quer comigo. Eu tenho um pai e eu tenho uma casa. Eu até já fiz a minha vassoura. Então, você não precisa forçar as coisas assim.
— Eu sei, mas eu não sei. Eu achei que ele tinha te avisado. O seu pai não vai reconstruir a cabana. Na verdade, ele vai morar com a Pandora agora. Ele não te disse? Ah, eu acho que ele nem procurou por você, na verdade. Ele achou que você ia até lá logo. Mas pelo visto, você estava ocupada com outras coisas, então eu vim te buscar, achando que vocês já haviam conversado sobre isso. Eu já conversei com ele sobre isso.
— Meu pai o quê?!
— Ah, minha filha, eu detesto te dar a notícia assim. Eu acho que eu falei demais. Mas eu vou ficar quieta agora. Você pode ver com seus próprios olhos. Eu te levo até ele. Quero dizer, eu sei que você sabe onde fica, mas é uma longa viagem para se ir sozinha. Com tanta coisa na cabeça, é bom ter alguém para conversar no caminho. Eu não vou ficar entre vocês, eu prometo.
— Eu aceito... Vamos sim.
Mical agarrou a própria vassoura e Abigail fez o mesmo, mas Kailane correu até eles e ficou segurando a manga do vestido da companheira.
— Você não pode ir com ela, ela é maluca.
— Kayla, não precisa se preocupar comigo, eu sou bruxa também, lembra? Não tem nada que ela possa fazer contra mim que eu não possa lidar.
— Não tô preocupada com isso, pelo menos não só com isso. Mesmo se ela fosse mesmo sua mãe ela ainda é uma completa estranha Você não sabe o que ela quer com você o que ela pode fazer com você ela pode estar fazendo a sua cabeça ou até Algo pior. Nelo, fala com ela!
— Desculpa, Lane. Mas se ela quer ir eu não posso fazer nada...
— Pode sim! Me ajuda à pôr juízo na cabeça dela!
— Eu não preciso de juízo na minha cabeça, ok! E eu não preciso dele me dizendo o que fazer!
— Abigail?!... Nelo!?
— Eu concordo com ela, ela não precisa de mim, nem de você. Deixa ela fazer o que ela quiser ela sabe se virar claro que eu sou contra a ideia mas a gente não pode forçar as pessoas a fazerem o que a gente acha que é melhor para elas. Você e eu, nós, sabemos disso mais do que ninguém.
Então, a Kailane soltou a manga dela. Elas não disseram mais nada uma para a outra. As duas bruxas voaram direto em direção à floresta, deixando os outros para trás. vendo abgail partir e completamente impotentes com a deciisaõ dela lane e nelo simplesmente subiram a escada de novo e se sentaram no quarto dele
embaixo da janela onde o vento os afagava.
— Ela me chamou de feiticeira.
— Ela é velha.
— É mas não é isso. Parecia que ela tava falando sério. Feiticeira... Eu não sou violenta, sou? Ela tem razão, eu sou tão idiota. Eu conheço duas bruxas e ataquei as duas.
— Ah, você nem mirou nela. Além disso aquela mulher era muito suspeita. Eu teria feito o mesmo se fosse com você. Eu e a Abigail não somos tão próximos mas eu vi como ela é importante para você.
— Nós somos íntimas...
— Percebi.
— Não, sério. Somos muito íntimas... Fizemos coisas.
— Oh...
O rosto de Antonello escureceu ficando da cor de um damasco e ele abaixou o rosto em direção aos joelhos. Kailane segurou o braço dele e se ergueu para olhar o rosto dele de perto.
— O que foi?! Isso significa algo?
— Não.
— Fala comigo, eu sou sua amiga.
— Eu sei. É que é bobo. É só que isso significa que eu sou o único de nós que não fez isso.
— Ah, era só isso. Acho que ainda é cedo pra se preocupar com isso, você tá só alguns dias atrasado.
— Nunca fez isso antes?
— Não, todo mundo em Alexandrite era babaca. Menos meu irmão, é claro. Mas os dormitórios eram separados por Torres femininas e masculinas então era bem solitário ali.
— Por que você quis, uma torre só de mulheres, você poderia ter se divertido.
A morena deu um murro no ombro do mais alto e deu uma risada fraca.
— Você tá sendo preconceituoso. Você não daria uma festa com várias desconhecidas só por serem mulheres.
— Não, mas não seria por falta de vontade.
— Sei... Você tá só tentando limpar sua barra.
— É sério. Você é bonita, é esperta, divertida e tem iniciativa. E principalmente não tem uma corrente enorme eternamente presa no seu pulso.
— Ah garotas não se importam com isso. Isso é insegurança sua. Aposto que elas gostam do seu grilhão.
— Sério?
— Uhum. Eu gosto.
— Queria poder pensar o mesmo...
— Mas você pode!
— Não posso! Sabe o que é ter um problema e não poder esquecer ele não importa o quanto você queira? Mesmo que eu me esforçasse muito, mesmo que eu batesse a cabeça bem forte eu nunca poderia esquecer. Eu consigo esquecer qualquer coisa menos isso, por que eu não consigo simplesmente soltar nem por um instante, não posso deixar debaixo da cama pra buscar depois, tenho que carregar isso para sempre e eu nunca consigo esquecer que ela está lá, nunca. Que droga, eu consigo esquecer que meu nariz existe mas não consigo esquecer dela! Eu...
— O que foi?
— É que... Eu estraguei tudo de novo. Estávamos nos divertindo e eu estraguei tudo.
— Não foi isso que aconteceu. Eu tava te contando meus problemas e você me fez rir, e agora me contou os seus. Eu quem tenho que te fazer rir agora.
— Boa sorte com isso.
—.... Quando éramos mais jovens eu gostava de você.
— A-aha. O quê?
— Viu? Eu consegui.
— Ha. Mas isso isso não conta, você tá me fazendo rir de nervoso.
— Regras são regras.
— Tudo bem, você ganhou um monte de nada.
— E a satisfação de vencer?
— Toda sua.
Um momento de silêncio assim instaurou naquela situação. E enquanto os ares iam diminuindo uma melancolia tranquila se instaurava.
— Foi muito bom conversar com você.
— Não me diga que está se despedindo. Achei que você ia esperar seu irmão vir te buscar.
— Eu não vou deixar ele me buscar como se eu fosse uma criança. Não, não vou esperar ele vir quando bem entender. Principalmente sem saber o que tá fazendo. Eu vou para casa de trem mesmo. Você devia voltar pra casa também, comigo.
Quando ela disse aquelas palavras, ele revirou os olhos e se inclinou mais para trás, colocando mais o seu peso sobre suas costas e esfregando o joelho com a palma canhota.
— Eu estou em casa.
— Nelo... Me desculpa pelo que eu disse mais cedo. Eu não deveria ter falado daquele jeito com você. Você não é egoísta. É só você é muito importante para mim. E eu queria que soubesse disso. Se você se machucar, eu vou sofrer muito. Você não precisa fazer o que eu disse. Só quero que saiba disso. Eu quero que você seja feliz.
— Eu prometo de que agora em diante eu farei o que for possível para ser feliz.
A SORTE FOI LANÇADA
16/07/2026
O inimigo do meu inimigo é meu inimigo
O inimigo do meu amigo é meu inimigo
Meu amigo é meu inimigo
Meu inimigo é meu inimigo
it's so them...
Patrick Procktor (British, 1936-2003), Male Nude lying in a bed
문을 열면 언제나🤍
Saul afagava os cabelos da irmã, enquanto ela choramingava deitada na cama, murmurando coisas que ele não entendia. Ela enrolou os dedos ao redor do lençol e esfregou o rosto mais fundo na cama e repetia.
— Ela nem olhou para mim. Eu estava bem atrás dela e ela nem se virou. E eu dava sentindo tanta dor. Ela resmungava, grunhia e isso doía demais no coração do irmão mais novo.
— Ninguém entende a dor de ninguém, Lane. A dor é a coisa mais íntima que existe nesse mundo. É por isso que nós machucamos uns aos outros.
Ela apenas rolou os olhos para trás em direção ao irmão buscando algum entendimento do que ele havia dito. Para ela aquilo não fazia sentido nenhum era como ver um cachorro grunhindo e dando volta sem saber o que ele quer dizer. Então ela voltou os olhos para onde o seu nariz apontava, que era um colchão simpático, com lençóis azul e dourado. Tomoutea a sua mente vazia, mas rodopiava e rodopiava, em ideias encaracoladas, sem perna em cabeça, sem começo nem fim. Quando o pulso dela brilhou, e o do irmão também, ela não esboçou quase nenhuma reação, só uma pequena curiosidade fugaz, que se dispersou quase no mesmo instante.
— O que é isso?
— É uma convocação. Droga, pior momento. Eu não acredito nisso, nem consegui me resolver com Nelo, não posso te deixar para depois também.
— Nelo? O que houve com Nelo?
— Fomos tacados e tinha uma garota que estava lá também, e ele tá agindo muito estranho com ela. Ele levou ela pra casa, isso é bizarro demais. Mas eu não consegui fazer nada quanto a isso, e ele não tá mais morando com a gente. Ele voltou pra casa dele. Eu não consegui convencer, e agora ele tá lá com ela e eu não sei o que fazer com isso.
Ele conversou, reflageando as têmporas e cobrindo o rosto com as mãos apertas no final, sentindo uma pontada de vergonha, mas principalmente de frustração. Em contrapartida, sua irmã parece ter renovado suas energias em ímpeto, se apoiando com as mãos e saltando com os joelhos para agarrar os ombros dele.
— Por que você não me contou isso? Por que você só está me dizendo agora? Eu não acredito nisso. Acredito que você não me deixou ele ficar ali. Como uma completa desconhecida. Você quer que ele morra logo assim? A gente tem que ir pra lá agora.
— Nós estamos falando da mesma pessoa? Ele não vai morrer. Ele só tá sendo chato. Ele é durão, e ela é, não sei, tão fraquinha. Eu detesto usar essa palavra, mas eu não gosto dessas coisas. Eu só temo que ela não seja uma boa influência pra ele. Ela é meio cabisbaixa. Ele precisa de uma companhia um pouco mais alegre, mas eu não posso fazer nada quanto a isso. Não conheço ninguém com esse perfil no momento.
— Você não pode estar falando sério. Você fala como se você fosse a droga de um boticário. Ele não precisa de uma prescrição médica, ele precisa da gente. Nós somos amigos dele. E você é amigo dele. Você deveria estar lá com ele. Você não pode simplesmente dizer que você não é a pessoa certa pra situação e lavar as suas mãos como se fosse a droga de um imperador romano. Você tem que levar a gente pra lá, agora!
Saul, na verdade, estava lendo um pouco da ideia. Mas, pra falar a verdade, ele tinha uma situação muito grande pra resolver. E levar Lane até Antonello seria como matar dois coelhos numa cajadada só. Se eles ficassem juntos, poderiam se resolver. Ou, se não se resolvessem, pelo menos poderia concentrar dois problemas em um único lugar, e seria mais fácil de administrar tudo. Sim, isso era uma boa ideia. Ele se sentia mal por pensar assim, como se fosse um pai negligente deixando as crianças no vizinho. Mas ele não tinha tempo para ser moral agora. Ele tinha que proteger as duas pessoas que mais se importava no mundo pra ele, e também resolver algo que estava além do seu bem-querer, seja lá o que fosse.
— Tudo bem, eu levo você pra lá agora. Só não faça nenhuma besteira, tá? Ele ainda tá muito sensível. Eu vou deixar você resolver isso com ele, já que você está tão mais motivada do que eu. E já que eu sou tão insensível.
Diz que eles pudessem discutir mais, ele o teletransportou para o mais perto de lá possível, e simplesmente lavou as mãos, como ela dizia que ele faz, indo direto para Alexandrite. Kailane se viu de frente para o casarão, que invadiu sem bater na porta, subindo as escadas, pisando mais pesado que pôde, para que todos soubessem, desde longe, sua posição. Ao passar pela novata ela simplesmente ignorou completamente. Indo direto para o quarto do mais alto e se fechando lá dentro sem dar outras explicações. Tendo apenas sorte dele estar acordado e olhando pela janela. Na hora.
— Nelo. Por que ela tá aqui? Ela tentou te matar.
— ela tentou arrancar meu braço, é diferente
— diferente porra nenhuma-! Desculpa, desculpa, eu não devia ter gritado, desculpa. Pode... Me explicar isso melhor?
— não.
— tudo bem, eu entendo...
— eu acho que queria que ela tivesse conseguido.
— você não ia morrer? Pelo sangramento?
— talvez... Provavelmente não. Não pensei nisso de verdade. Eu sou o primeiro acorrentado à perder o braço. Acabei de descobrir que o grilhão simplesmente passa pro outro braço. Eu tô condenado você vai estar no meu braço para sempre se não for no meu braço vai ser no outro braço talvez vá para mim a perna e o fim se arrancada em todos os membros do meu corpo ficaria só no pescoço
— e se cortar o pescoço?
— aí eu morro e ele some, pra sempre
— viu ? Você não quer isso, ninguém quer
— você não entende
— Claro que não entendo essa foi a coisa mais bizarra que eu já ouvi na minha vida e eu estou com medo mas eu conheço você Eu sei que você gosta do que você é e todo mundo gosta do que você é. Eu posso não entender pelo que você está passando mas eu entendo como você se sente e eu sei que não é isso você tá sentindo agora... Eu posso não saber o que é ser um experimento bizarro mas eu sei como é sentir que a vida seria mais fácil se você fosse outra coisa eu sei que o problema não é o que você é mas sim como as pessoas te veem e isso é algo que não dá para controlar. Então pare de pensar o que seria da sua vida se você tivesse escapar disso porque você não pode e não é a sua culpa.
— É eu acho que nós perdemos a parte em que meu braço foi arrancado dele minha mãe matou o meu pai. Pelo menos os seus pais são normais por mais babacas que eles sejam
— Tudo bem escala é completamente diferente mas a lógica é a mesma eu só tô dizendo que você não pode ocupar quem você é pelo jeito que as pessoas tratam pelo menos não o tempo todo. Para de defender suas inseguranças, de que lado você está afinal?
— Eu tô tentando ser realista
— Eu vou te falar o que é realista você é o maior aberração que eu já vi na minha vida e mesmo assim toda vez que eu volto para te ver tá faltando um pedaço seu. Isso não é normal isso significa que você tá fazendo alguma coisa errada
— Então agora a culpa é minha
— Sim! Talvez não seja sua culpa mas é a sua responsabilidade às vezes nós temos que fazer coisas que não são nossa culpa e a gente não pode ficar evitando fazer isso e só dizendo "não é minha culpa não é minha culpa". Não é assim que as coisas funcionam, não existe ninguém lá em cima que controla a ordem do mundo e está levemente distraído sobre a sua vida e precisa ser convencido do que você merece ou não. E sua vida tá desgovernada você precisa tomar as rédeas dela e tem que tomar cuidado para não se machucar. Você acha que só porque é fortão você pode ficar parado e deixar esse tipo de coisa acontecer com você?
— EU NÃO ME IMPORTO de me machucar eu só quero que alguma coisa faça sentido.
— EU ME IMPORTO!
— Olha-
— NÃO! NÃO! Olha você! Você é o meu primeiro amigo, acha que se algo acontecer eu vou cruzar os braços e aceitar? Sempre que você se machuca porque não se deu o trabalho de se defender, você tá sendo egoísta! Quando você disse que você não tem motivos para estar aqui você tá dizendo que a nossa amizade não vale nada! Eu sinto muito que você triste você tanto muito que a sua vida tomar bagunça mas eu faço parte dela você não vive sozinho. Eu tô aqui eu existo e eu me importo e você não pode me excluir disso!
— Eu sinto muito, eu não fazia ideia....
— Promete pra mim que você vai viver uns cem anos
— Isso é muito específico eu não posso prometer isso
— Promete para mim eu não vou mais ser sua amiga
— Não é legal dizer esse tipo de coisa...
— PROMETE LOGO.
— Eu prometo, tá legal? Eu prometo.
Kailane respirava forte. Ela se sentou no chão com as mãos juntas na frente do corpo, apoiadas no assoalho, e soluçava pesado, fazendo do seu peito a subir e descer de maneira visível. E Antonello não conseguia parar de olhar. Ela não estava segura de que ele levou a promessa a sério. Ela sabia que ele só prometeu por pura pressão. E ela ainda estava com medo. Mas quando ele levantou o braço esquerdo, ela não hesitou nem um instantinho a abraçar ele com toda a força que tinha. Se ele não fosse tão pesado, ela com certeza teria o derrubado, mas a única coisa que ela conseguiu foi machucar a própria bochecha no peito dele mas sequer se importava com a dor. Ela só queria sentir que ele estava ali, e que ele continuara ali. O braço dele enrolou ao redor do tronco dela, e aquilo fez ela sentir que ele estava falando sério. Naquele exato momento, e nenhum minuto antes. As palavras dele não significavam nada, mas a mão dele segurando as costelas dela significavam tudo. E naquele momento ela se sentia segura de novo. Sentia que ela poderia ir para qualquer lugar, e ele poderia fazer qualquer coisa, se ele ficaria bem. E isso era tudo que ela precisava. Ela precisava sentir contra a orelha, o coração dele batendo forte, como o de um coelho, e ter certeza que aqueles olhos frios como uma lagoa no inverno não eram verdadeiros. Do lado de fora, na janela, Abigail olhava com tristeza a cena, sem nenhum contexto. A única coisa que ela sabia é que, antes de ela pudesse encontrar Lane para se desculpar com ela, ela encontrou apenas o irmão na cabana, se preparando para ir para Alexandrite, e ele disse onde ela estava. E quando ela chegou, a única coisa que ela via era a cena de um abraço terno, de uma pessoa com quem ela pedia desculpas. Dá pra imaginar o que ela pensou naquele momento. E ela não queria mais falar nada.
When you like someone so much you want to BITE them - and other adventures of Hedwig (Pticenoga) and Vaughn >:)
I've been dealing with some health issues (nothing unusual for me, so no worries; also my husband takes care of me the same way Vaughn does here lol), which kept me from posting for a while. Now I'm trying to get back into it 💀
As you can see, I've also been experimenting a bit. I have 0 training in animation, but I've always admired it, so I decided to try animating something small myself. These are some of my older attempts, I've created more since then (you can find them on my Patreon), and I even revisited Hedwig's leg animation to make it smoother and as if she's rushing forward. I still have a lot to learn, but I'm really excited about it!
Would you watch an animated movie about Pticenoga and Vaughn? P.S. - don't forget to pay attention to the frogs 🐸
amar e dar sua espada a outra pessoa
kficc.storenvy.com
reopeneddd with my new stickers this time :3
(this batch of orders will most likely not arrive in time for the holidays jsyk)
Eu acabei de entender que algumas coisas simplesmente não vão estar no meu controle não importa o quanto eu tente
Minha vovozinha sempre me dizia que comer nunca faz mal. O que faz mal é não comer. Que Deus a tenha, morreu.
Recentemente eu sonhei que eu tinha um quartinho, sabe, que levava pra uma dimensão paralela, igual o Coraline, só que eu tinha o poder do Gabriel agreste da Ladybug, do Miraculous. Eu tinha o poder da mariposa, por algum motivo. E aí eu fiquei lá, só que aí me expulsaram de lá, e quando eu fui expulso de lá, né, eu voltei pra minha casa, ela tava alagada. Eu falei, ah tá, é, faz sentido. Faz sentido os caras terem me expulsado da dimensão paralela. Minha casa tá alagando e eu aqui, jogando truco com personagens lúdicos.
Dalila não conseguiu conter o seu medo de morrer. Ela se sentia bem ali se sentia em casa mas ainda assim ela não queria viver com o medo da morte. Se tivesse uma ordem de execução ela conseguiria dormir à noite e tomar café pela manhã tranquilamente mas a ideia de morrer em um dia qualquer sem aviso prévio e sem saber direito porque simplesmente não deixava ela se sentia assombrada, de maneira que ela jamais conseguiria explicar, então ela não explicou. Á noite, enquanto Nelo dormia, ela 'roubou de volta' a própria espada e saiu sorrateiramente pela janela.
Não muito longe dali, apenas , inconvenientemente, longe o suficiente para que ele não pudesse ouvir os seus gritos, ela se viu interceptada por uma figura gorda. Como a silhueta larga completamente revestida de couro usando uma máscara de gás, que ocultava sua identidade.
— Quem é você?
Ela perguntou apenas séria. Mas a figura não respondeu, apenas ficou estática. Sua respiração, mesmo que tranquila, ela ainda era audível, amplificada pela máscara.
— o que você quer!?
Daí eu estava começando a ficar nervosa e um pouco trêmula. Então começa a caminhar lentamente sem fazer movimentos bruscos tentando continuar seu caminho mas a figura apenas a seguia com os olhos. Mesmo que parecesse sem vontade de lhe causar mal se aquela pessoa estava vigiando com tanto afinco ela não conseguia sentir nada além de risco de vida.
— Se... Se veio me capturar, pode ir embora, eu já estou indo pra casa por vontade própria... É sério!
Impaciente ela brandiu sua espada. Uma lâmina extremamente amolada e flexível, feita de fibras vegetais. Leve e mortal. Pela primeira vez o observador reagiu, balançou a cabeça para o lado como se estivesse frustrado, quase cinico. Colocando a mão em um dos bolsos alcançou um catito, mas antes que pudesse fazer algo com ele, Dalila cortou uma árvore, desaparecendo atrás da queda do tronco e se escondendo no escuro. Ela não era uma guerreira ela era uma assassina e naquele momento senti a como se estivesse lutando contra uma também. E ela não ia deixar aquele ser uma luta de presa e predador, mas duas serpentes peçonhentas se beliscando até a morte.
O anônimo acendeu um sinalizador e jogou no chão. O clarão de luz machucou os olhos de ambos com certeza. Mas o que realmente importava que uma luz vibrante das chama a sombra de Dalila ficou completamente destacada ao lado da sombra das árvores. E percebendo ela conseguiu fugir antes que um catito fosse arremessado na direção dela, uma explosão gelada atingiu sua sombra e toda a umidade daquele local foi congelado uma folha que inocentemente caía devagar naquele mesmo momento despencou como uma pedra na mesma hora rachando um pedaço.
A menor aproveitou a luz para coletar pequenas pedras no chão então correu para apagar o sinalizador sabendo que a ser atacada pelos arremessos mas foi mais rápida arremessando pedras no vidro antes que ele conseguisse se aproximar dela, conseguindo pisar no sinalizador e apagando-o antes de saltar para a vegetação.
Ambos sabiam que só tinham alguns instantes antes dos olhos se acostumarem com a escuridão e usarem a luz da lua para se localizarem, foi um momento de desespero mútuo, Dalila saltava como uma gazela e a figura arremessava explosivos criogênicos loucamente.
Quando ela finalmente conseguiu distinguir a figura corpulenta de uma árvore qualquer, ela disparou a toda velocidade para acordá-la ao meio de maneira completamente impiedosa, mas para o seu azar ela compartilhava da mesma visão, e como a mesma sanguinolência ela agarrou uma pistola de gás esvaziando o tanque a queima roupa
O gás venenoso iria matar ela quase que instantaneamente se a mesma não tivesse partido o ar no meio com sua espada fazendo com que ele se dissipasse para os lados. As árvores simplesmente murcharam como se fossem flores num vaso esquecido, e a espada dela também. Ao ponto de que suas mãos pareciam vazia por causa da diminuição da massa e com uma lâmina completamente flácida ,muito mais do que deveria, ela não conseguiria cortar nem manteiga
Soltando a espada ela estava de frente ou para morte mas os seus punhos se fecharam. Ela iria lutar com eles, soltando os pés iria enfrentar explosivos sem qualquer esperança de sobreviver, apenas a teimosia de saber que enquanto ela estiver viva ela fez de tudo para continuar ali. Seu senso de sobrevivência acabou calando qualquer dúvida ela sentiu naquele momento que iria matar aquela pessoa com as próprias mãos para continuar viva e a figura parecia ter sentido isso, porque também congelou.
Mas antes que qualquer um dos dois conseguisse dar o próximo passo, a âncora voou com força batendo e ancorando no chão bem no meio dos dois criando uma muralha de ferro psicológica ali. Nelo não é tolo, se fosse para separar uma briga ele faria isso a alguns metros de distância. Ele puxou a âncora de volta e segurou firme pelo gancho, caminhando até entre eles.
— Você? Aqui? De novo?
Sua frase era entrecortada de interrogações, exemplificando bem sua frustração era Claro que ele conhecia aquela pessoa.
— Conhece ele?
Ela sabia que era uma pergunta boba e que obviamente ele sabia bem quem era aquela pessoa ao ponto de guardar ressentimento. Mas o que ela realmente queria ouvir não era assim simples sim ou não mas a identidade da pessoa que lhe atacou com tanto afinco. E ele respondeu quase sem abrir os lábios e com toda má vontade do mundo. Como se a contragosto compartilhasse a mesma necessidade de não revelar a identidade á ela.
— Sim, ela é minha mãe.