art for pride :3
dance, my bunnies, dance!
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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

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Kiana Khansmith

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@mockingbirdk
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Mutation
...who are you talking to?
Se o céu é azul eu tô errado em querer que o céu é azul? Você está literalmente errado em pensar que o céu deveria ser apenas azul. O céu pode ficar rosa, laranja, vermelho e até amarelo dependendo da ocasião, dizer que ele deveria ser apenas azul é colocar sua própria preferência como regra. Uma coisa é dizer "eu prefiro quando o céu é azul" outra coisa é dizer "o problema é que o céu não está azul antes ele era só azul por isso agora ele é ruim"
Aurora se deitou mais cedo naquela noite, cabeça cheia, olhos doídos, o sono não vinha, caiu no desalento dos sonhos cansados. Ela acorda ouvindo o som de passos, sempre teve sono de passarinho, mas naquele dia estava particularmente desconfiada, e seus olhos já estavam abertos quando os olhos dele brilharam pela fresta da porta.
— Desfaça o selo, aurora, e eu te deixo ir em paz.
— Eu não vou remover o selo até você merecer, e não adiante me ameaçar, se me matar você vai morrer preso dentro desse templo sem ver um único raio de sol brilhar no novo mundo.
— Isso me parece... Razoável.
Ele abre a porta revelando oito paladinos atrás de porta com suas armas em mãos.
— Todos vocês vão me trair?
— Isso não é uma traição, é uma intervenção. Você é imatura e não serve como sacerdotisa, eu sabia que deveria ter sido escolhido, e meus irmãos também.
Ele abre a mão estendida esperando que ela entregue o baculo. As mãos dela tremem ao redor da haste antes dela ser tomada por uma firmeza repentina.
— Não... Não vou te dar nada. Eu confio na minha decisão. Eu tenho fé, diferente de você.
Heleno ergueu sua espada bastarda para executa-la, mas antes que ele pudesse descer a mão ela o acertou horizontalmente no queixo com o baculo fazendo-o cambalear para baixo. O paladino das machadas arremessa uma em direção a ela, que acerta o cabo fazendo-o bater no chão inofensivamente perdendo força centrífuga, ele arremessa outro, mas ele pega a arma ainda no ar, joga aos pés dele e o acerta no estômago, erguendo o baculo batendo na garganta dele e no olho esquerda, mas o trabalho paladino do nódulo à atingiu na cabeça dela pelas costas a fazendo espirrar sangue e se firmar com o cajado no chão.
— É sério que são preciso pelos menos três de vocês pra tentar me matar? Vocês não vão durar um ano sem mim.
Ela ergue o baculo criando uma grande explosão de luz arco íris que queimou a retina de todos além dela. — Aliança diluída. — Ela selou o paladino do módulo impedindo-o de atacá-la. — Marca de Caim. —
Mas mesmo com seus esforços, 8 paladinos com oito armas a subjugam rapidamente. Heleno recuperado pegou o cajado tentando puxar para si.
— Me dê!
— Vai se foder!
Os outros ficaram paralisados, porque heleno parecia ter tudo sob controle, e os encantamentos de uma sacerdotisa são assustadores, interferir seria tirá-la da cartase de lutar com a força física e usar suas bênçãos contra eles. Além disso, ver um paladino num cabo de guerra contra alguém com metade de seu tamanho era no mínimo hipnotizante... Mas apesar de seus esforços para manter aquela situação enquanto ainda vantajosa, todos esqueceram do x da questão. Judas arrombou a parede com o ombro e arrancou a orelha de heleno com a alabarda. Com o choque da dor ele soltou uma das mãos, fazendo aurora cair para trás nos braços de judas, ambos ficaram em posição defensiva.
— O que deu em você, heleno? Em todos vocês?!
Judas apenas os irritou mais...
— Me carrega, pra fora, agora!
Ela coloca os braços ao redor dos ombros dele, que obedeceu, a contra gosto fugindo com ela nos braços, que ficou virada para trás atacando seus perseguidores até eles ficarem pra trás.
[...]
— Para, acho que aqui já está bom. Eles não vão mais nos seguir.
Eles já tinham se afastado quilômetros dali quando ele finalmente abaixou a guarda, não faria mal continuar correndo, não faria, mas teve pena de seu paladino leal, seu único paladino leal.
— Por que eles ficaram tão bravos?
— Heleno envenenou a mente deles com violência, mais violência do que a minha. Eles querem vingança, eles querem matar em vão, por pura cartase, eu não quero isso, eu só queria demolir as outras facções... Não quero que uma gota de sangue seja derramada por prazer. Eles corromperam a nossa causa, agora só querem saciar a própria vaidade. Eles estavam tentando me forçar a entregar o baculo. Se não fosse por isso acho que eu teria morrido antes de você chegar. Eles poderiam ter atacado ao mesmo tempo pra me matar, mas invés disso, sinto que queriam me pressionar.
— Eu vou te vingar, grande sarcedotisa.
— Não se arrisque à toa, judas. Você é meu aliado mais leal, e para ter lealdade é preciso ter fé, quem não tem fé é infiel. Você tem fé em mim?
— Nunca duvidei de você.
— Não precisa mentir... Sei que vocês não entendem completamente minhas decisões, mas tudo que eu fez foi proteger vocês.
— Não quero questionar você, mas nos proteger porquê? Arriscamos nossas vidas pela causa sem medo.
— Dos comuns, judas, os ordinários, aqueles sem magia. Vocês sempre os subestimaram... Sem mim, seus irmãos estão desgovernados, e vão irrita-los, e nada que eu ou você possamos fazer vai ser pior do que eles vão fazer. Então faça uma prece pra eles, pois o que vai acontecer a partir daqui será pior do que a morte...
Judas a olhou no fundo dos olhos como se estivesse enfiando os braços dentro das pupilas dela e mineirando pepitas com uma peneira, total concentração e curiosidade fervorosa.
— Ah, entendi... Bem, eu vou te seguir no que quer que faça.
Mas Aurora conhecia aquele olhar, ele estava completamente perdido, movido por uma fé cega nela. Como ela poderia abusar da confiança daquele homem? Sabia sua condição, se ele estivesse saudável, talvez não a seguisse, talvez seguisse heleno, talvez à culpasse pela morte do irmão, talvez à chamasse de negligente, covarde, imatura, tudo... Mas ele estava lá, no meio do nada, protegendo-a, apoiando-a, seguindo-a, para lugares desconhecidos, em assuntos que não entedia, de perigos maiores que ele... E isso a fazia sentir suja.
— Vamos, Judas, vamos encontrar um lugar para você descansar.
— você precisa fazer alguma coisa!
— não dá, não consigo interagir com matéria física assim facilmente
— então o que? Você precisa de um aquecimento?
— o poder de um fantasma vem de sua ligação com o mundo físico, quanto mais vontade ele tem de ficar, mais forte ele consegue interagir com o mundo dos vivos
Ela esfrega os cabelos até parecer uma vassoura e olha em volta desesperada, encontra um toca discos e coloca um, ligando a vitrola
— isso tá ajudando?
— nah
Ela vira o disco de ponta cabeça e liga de novo
— e agora?
— desliga isso. O amor é um sentimento muito perigoso para os fantasmas
— por que?
— pode me transformar em um espírito obsessor
— e isso é forte?
— muito!
— então vai fundo
— eu não vou virar um espírito obsessor.
— claro que não... Que tola que fui, você nunca conseguiu se interessar por nada por mais de 10 minutos
— EU não me interessava por nada?
Ele põe as mãos no peito com os dedos rígidos, naquele instante ele parecia mais real, quase como se realmente estivesse ali. Finalmente ela descobriu como torná-lo útil de novo.
— e quem mais poderia ser? Você nunca se esforçou pra nada sempre fez as coisas do jeito fácil!
— não era fácil, você não aguentaria um dia no meu lugar
— tem razão, eu teria alergia se eu fosse tão ociosa, eu não sei como você aguentou não fazer nada de relevante por uma vida e uma morte!
Ele rasga o próprio rosto com as unhas, o disco começa a tocar ao contrário, girando no sentido anti—horário.
— para! Tudo sempre foi fácil para você, é fácil fazer tudo quando as pessoas se importam, quando as pessoas te admiram. Eles nunca torceram por mim, eles nunca gostaram de mim!
Ele abre a boca por um instante mas engasga, fica se perguntando se realmente queria continuar... Não queria, mas iria, e céus, ela iria pro inferno por isso, com certeza
— então você é um inútil porque não gostavam de você? Ou não gostavam de você porque você era um inútil?
Um líquido transparente escorre dos olhos dele, então ele penetra os dedos nos globos os tingindo de vermelho, os quadros nas paredes gemem, o disco começa a ser arranhado pela agulha da vitrola, os vidros da janela racham junto com tudo que há de vidro dentro da casa.
— VOCÊ ACHA QUE NUNCA ME PERGUNTEI ISSO? QUANTAS VEZES—? VOCÊ—? VOCÊ PENSA QUE—? EM VIDA—? — Seu corpo se torna negro como piche, os olhos e nariz desaparecem da face pra dar lugar uma boca maior com línguas de serpentes vivas soluçantes... — DEIXA EU CORROMPER SUA ALMA E VEMOS SE ELES VÃO TE AMAR MENOS DO QUE EU AINDA
Ela começa a caminhar para trás colocando as mãos na frente do corpo de maneira protetora e amedrontada. Sabia que se fizesse movimentos bruscos, ele ia atacá—la como uma fera, então caminhou lentamente no mesmo ritmo que ele. Quando ele avançou rapidamente colocando a mão na cabeça dela, a sensação era fria e transcendental, como se algo sólido estivesse penetrando sua pele, duro, mas meio flutuante como névoa, era desconfortável, as veias dela lentamente ficaram cor de grafite, sentia seu calor ser roubado dela. Mas os caçadores arrombaram a porta.
— ei! Você não vai poder corromper minha alma se eu estiver morta né?!
Ela gagueja em desespero, sem os olhos ela não tinha como saber se ele sequer considerou a afirmação, um dos caçadores tentou atirar nela achando que a entidade estava distraída, mas não. Ele a ergueu como se ela fosse uma boneca de pano, a bala bateu nele deslizando dentro do seu corpo fantasmagórico incapaz de atravessar e caindo lentamente no chão. Os caçadores andando de costas atirando fervorosamente.
— não deem as costas pra ele não importa o que aconteça!
Um deles falam enquanto o espírito soltava a mulher e ia atrás deles, os passos se tornaram uma corrida em marcha ré. O medo tomou conta de um deles que virou as costas correndo a toda velocidade, foi o primeiro à morrer, sendo perseguido e atravessado pelo corpo semi—material. As outras mortes foram vítimas colaterais do instinto predatório despertado ao ver dar—lhe as costas.
A espada atravessa meu estômago. Já fui cortado várias vezes, mas é a primeira vez que uma lâmina me alcança um órgão. Isso dói. Meus músculos e gordura tentam estancar o ferimento mas com essa perfuração acho que não vou vencer, ele continua me cortando. Meus olhos estão ficando pesados, estou ficando com medo. Será que isso é a morte? Jurei pra mim mesmo que morreria sozinho, pra não virar troféu, pra não cortarem minha cabeça, pra não ir parar na parede de alguém. Mas parece que vou descumprir minha promessa...
Mas ouço uma voz, uma criança que grita "você consegue, acaba com ele!aguenta! Só mais um pouco!"
Esse grito não é pra mim, é sobre mim. Ela espera minha morte, torce por ela. Os olhos esperançosos daquela criança acendem uma fúria em mim, que me faz despertar. Não vou morrer, não importa como meu corpo fique. Com meus antebraços poderosos e puro instinto, eu destroço a espada dele pelas bordas, agarro seu pescoço com minhas mãos e lhe dou cabeçadas até deixá-lo inconsciente no chão.
Eu não vou morrer... Não assim...
O Fraco tem amigos mesmo?!
19/05/2026
Isso me lembrou aquele jogo que você é um rei com uma montaria e tem que proteger o seu reino de criaturas que roubam dinheiro
Dois magos se sentam na taverna. Eles chamam atenção pois usam púrpura e magenta respectivamente
— Duas doses de gim, uma com gelo e outra sem. — Disse o primeiro.
O garçom dá-lhe certa preferência, anota o pedido ouvido por cima do ombro e diz que já voltará. Dada certa distância os dois se desenrolam curvando-se sob a mesa para ouvir melhor um ao outro.
— Não sei se consigo fazer isso, Timóteo. É um pedido muito complicado, e pior, constrangedor, e na pior das hipóteses, infrutífero.
Seu tom é formal e diplomático mantendo uma certa resistência, claramente minguada pela relação.
— Otrora, diria o mesmo, mas refleti muito e amoleci com a tragédia da situação.
— Então, me trouxe aqui para me amolecer também?
O garçom retorna, colocando os copos em ordem, colocando o copo com gelo em fronte do homem de púrpura, e o sem gelo para aquele vestido magenta. Silêncio, ele sai, eles trocam os copos e brindam.
— Sim. Timóteo segura o copo com os dedos envolvendo a borda translúcida, as costas da palma ocultando os lábios. — Ele foi nosso professor, devemos muito à ele, Dario.
Tirando os óculos, o segundo aperta o ponto de pressão abaixo dos olhos e os esfrega com a lateral da palma.
— Alexandrite foi destruída, é o fim. Tentar reavivar agora seria humilhante, uma medida desesperada, uma vergonha. Temos que perder com dignidade.
— O que há de digno em desistir?
— Não é desistir, é aceitar. Já ouviu falar das cinco fases do luto?
— Não começa.
— Você está em negação.
Ele bateu o copo na mesa levemente, o que passou despercebido porque ouvia-se dezenas desse por toda a taverna. Mas Timóteo não era disso, ele sempre pousava o vidro sob a madeira como quem deita a cabeça sob um travesseiro de penas de ganso.
— Está bem.
— Ouça a razão-.
— Já disse que está bem.
— Se juntarmos todos os grimorios do país não daria para reconstruir nem metade de Alexandrite, a maioria tem os mesmos feitiços, e isso causaria pânico nos comuns, perderíamos o pouco respeito que nos resta e poderia sequer dar certo!
— Do que está tentando me convencer? Já chegamos onde queríamos. Esqueça isso.
— Sabe que não consigo. Formando uma tenda sob o nariz com as duas mãos ele arfa em desistência, apoia-se no cotovelo, ergue o dedo pro garçom que os atende rapidamente, ele enche os copos novamente e se retira. — Tudo bem, irei enviar uma mensagem para o pulso de todos os magos que passaram por Alexandrite através da nossa marca.
— Hm.
Quando Dario volta à olhar para o companheiro de copo, este estava olhando para a parede teimosamente fazendo um beicinho.
— O que há agora?
— Não gosto quando insinua que sou impulsivo.
— Eu não disse isso.
— Disse que não uso a razão.
— Não disse! Não assim...
Mas Timóteo nem se moveu. Dario bateu na mesa com força fazendo os copos tremerem, completamente irritado com a situação.
— Droga, você não entende? Nós somos temidos, não podemos ficar nos reunindo quando bem entender, vamos causar pânico, não podemos nos exaltar assim!
Mal terminando de falar o garçom passa por ele dando-lhe uma pequena bronca. — Hey! Se quebrar vai ter que pagar! — E continuou andando, sem tempo pra ouvir uma resposta pois tinha muitas mesas para recolher.
Dario olhou para as próprias vestes, e depois para as de Timóteo, que segurava o riso, e ainda incrédulo, cedeu.
— Tudo bem, eu faço...
Se levantarem, pagaram a conta e saíram. As ruas estavam vazias, tinha poucas pessoas, alguns olhavam, a maioria não. A conversa continuou, mas menos rispida, mais focada nas dificuldades, entretanto, permaneceu a fricção entreo otimismo e o pessimismo, cada um cedendo do seu lado. Dario chegou em casa, massageando a região entre o nariz e os olhos. Abriu seu grimório e acendeu velas, fechou os olhos e meditou, folheou as páginas, fechando os olhos e visualizou. Então, naquela noite, o pulso esquerdo de cada mago graduado do país brilhou com a marca, o símbolo de alexandrite
A muito tempo atrás o clérigo criou os paladinos que perseguiram todas as formas de magia não clériga
As bruxas fugiram para a floresta e criaram árvores colossais que cobriam como muralha toda a floresta das bruxas tornando-a completamente impenetrável. Essas árvores acariciavam as nuvens que passavam, e suas raízes entraram no solo profundamente transformando toda a floresta mudando sua vegetação e a sua fauna. As bruxas que criaram esses colossos tiveram seus nomes apagados, mas seu feito nunca foi esquecido e foram lembradas para sempre como símbolo de liberdade e força
Entretanto, uma delas contou a sua filha, seu feito e seu nome, sussurrando em seu ouvido. Essa filha passou para sua filha, que passou para sua filha e assim por gerações, e essa transgressão iria destruir o mundo no futuro, pois herança é roubar o que deveria voltar para a terra
A muito tempo atrás o clérigo criou os paladinos que perseguiram todas as formas de magia não clériga
As bruxas fugiram para a floresta e criaram árvores colossais que cobriam como muralha toda a floresta das bruxas tornando-a completamente impenetrável. Essas árvores acariciavam as nuvens que passavam, e suas raízes entraram no solo profundamente transformando toda a floresta mudando sua vegetação e a sua fauna. As bruxas que criaram esses colossos tiveram seus nomes apagados, mas seu feito nunca foi esquecido e foram lembradas para sempre como símbolo de liberdade e força
Entretanto, uma delas contou a sua filha, seu feito e seu nome, sussurrando em seu ouvido. Essa filha passou para sua filha, que passou para sua filha e assim por gerações, e essa transgressão iria destruir o mundo no futuro, pois herança é roubar o que deveria voltar para a terra
"o que você tá fazendo? Sai da minha cabeça! Fica longe da minha-"
Ele sumiu, a consciência dele se dissolveu, o inconsciente dele assumiu quando ele ia citá-lo. É como tentar não pensar no urso polar. Seja lá o que ele não quer que eu veja eu tô prestes a descobrir
Um campo de trigo, uma mansão de madeira. Duas crianças idênticas correndo. Que tipo de segredo terrível teria num lugar tão pacífico?
Me aproximo mais...
As crianças não estavam brincando de pega-pega. O mais rápido tinha uma expressão séria e o que corria atrás parecia angustiado, eles arfam, o reicidente cai.
"espere por mim! Irmão!"
Ele continua correndo
"waaaaaaah!"
O caído solta um choro estridente fazendo o outro parar e retornar andando.
"por que eu não consigo ir a lugar nenhum sem você? Me deixe em paz!"
"eu não quero ficar sozinho..."
"e eu não quero você no meu pé! Será que eu posso ter o que eu quero uma vez na vida?! Eu tô cansado de cuidar de você. por que você nasceu? Por que eu tinha que nascer com você? Eu não quero você, eu odeio você! Quando eu crescer eu vou embora e eu nunca mais vou ver você nem essa mansão e nunca mais vou ter que ouvir seu nome!"
Durante o sermão ele não percebeu que uma mulher de vestido branco e sandálias de madeira se aproximava sem pressa segurando a barra do vestido.
"Shiro! Pare de ser mal com seu irmão, e deixe de ser ingrato. Muita gente queria estar no seu lugar!"
Típico de minha mãe, sempre em cima do muro. Ela o bofetou no rosto fazendo a criança de pé virar o rosto, espremeu os olhos e rangeu os dentes, virando-se pra encará-la lentamente, engolindo um nó na garganta para responder com a mesma fúria.
"eu sou o Shin!"
— Shin?!
Falei em voz alta sem querer, cobri meus lábios mas era tarde, todos eles olharam para mim, chocados antes de suas pupilas sumirem sendo substituídos por um branco sem vida, mãos gigantes me agarram, minha própria voz grita;"disse pra ficar longe da minha cabeça!"
Tudo ficou escuro, então claro. Me vejo acordando em meu quarto, ainda estou no Palácio de cristal, não sei por quanto tempo ainda estarei, e para piorar, que pesadelo horrível. Foi só um sonho não é? Aquilo não aconteceu, não assim... Eu não sei se posso confiar na minha mente, sinto febre, ou será só angústia? Me olho no espelho e me sinto confuso, meu rosto corado, me sinto inchado, pior, sinto como se eu fosse um intruso que rastejou para dentro da minha própria pele e à vestiu, apertado, quase rasgando, é nojento.
— Senhor Shiro?
Abel bate na porta, sinto que ele está encostado nela. — O que é? — Pergunto impaciente.
— Está tarde e o senhor demora, me preocupei.
— Estava meditando. Precisa de algo?
— Não senhor.
— Então ocupe-se, e não me interrompa sem motivos.
— Sim senhor.
Olho por debaixo da porta para ver se a sombra dele desaparece, e o fez. Eu lavo o rosto e acendo a lamparina, olho para meu quarto luxuoso com uma sensação de jáma-vu. Esse meu lugar não será meu em breve, tão cedo, depois de tudo que eu fiz para conquistá-lo. Esse sonho febril me deu nos nervos, aumentou a sensação de perda, eu estava tão acostumado com esse lugar estéril que sequer lembrava do pavor de sentir madeira debaixo dos meus pés, da aspereza do trigo, do lamaçal da plantação de arroz. Sinto uma sensação ruim, um mau agouro, talvez seja hoje que serei descartado como nada. Visto minha túnica como se fosse a última vez, eu a abraço e ele me abraça. Quase não consigo girar a maçaneta, é como tentar morder minha própria mão. Lá fora, o garoto está estudando na mesa. Um jovem corpulento, não parece intelectual.
— Já veio, senhor?
— Não, ainda estou no quarto, não vê?
Depois dessa troca ele abaixa a cabeça, submisso, mas responde com ousadia "bem que poderia estar". Que moleque, bastou apenas duas noites para começar à me responder. Maldito, a única coisa que me consola é saber que além da minha túnica também herdará minhas desgraças, e uma língua afiada como essa nesse palacio logo será cortada, sim, você não sou eu, você não viverá muito tempo no meu lugar.
— Me respeite, sou teu superior. Já lhe deixou o poder subir a cabeça, criança?
— Não senhor, desculpe. É que reparei que está mais mal humorado que o normal, e talvez devesse continuar descansando, digo, meditando.
— E que interessante é esse em mim agora?
— Não é de agora, como vou assumir seu papel, quero saber mais de você, saber quem você é.
— Eu sou quem você vê. O que mais eu poderia ser?
— Um pai, um filho, um irmão, um professor, um aluno... O senhor poderia ser mais muitas coisas... Mas se não quiser dizer, tudo bem.
Que audácia desse garoto, acha que suas perguntas me intimidam? — Estudei em Alexandrite, fui aluno de Eusébio, não tive filhos, me dediquei totalmente à realeza depois de meus estudos arcamos, sou filho do casal Onoda, mercadores, e tenho um irmão chamado Shin, que retornou ao meu país. Satisfeito?
— Eu acho que sim. Ah, a rainha te chama.
— E por que não me avisou antes?
— Não parecia urgente, e você me pediu para que eu não te aborrecesse.
— E não consegue fazer isto.
Ele resmungou colocando as mãos dentro das mangas e indo de encontro à rainha, que não estava o esperando, não exatamente, ela estava usando bem o tempo, ajustando um vestido de casamento no corpo.
— Shiro. — Ela disse apenas esta palavra, ouvir seu próprio nome no Palácio, quase sempre significava "diga algo, e rápido". Curvando-se em respeito ele respondeu.
— Perdão, minha rainha. Fui informado que quer me ver.
— Sim, preciso que me diga o que descobriu da morte do meu pai.
O coração de Shiro pulou uma batida e seu corpo por um instante sentiu-se gélido, ele se aproximou mais um passo, falando baixo.
— Mas sabe o que aconteceu, o rei enlouqueceu, imaginou uma traição do conjugue e, tomado de ciúmes, a matou e se matou em sua frente, já descobri isto e o reino sabe.
— Não, Shiro, estou falando sobre o que realmente aconteceu, não o que lhe mandei dizer. Por que meu pai achou que minha mãe o traía?
— O rei estava tendo uma crise depressiva e mergulhou no ciúme doentio de sentir o mal da idade, a finada rainha, uma mulher jovem e atraente colhia muitos olhares então ele imaginou que ela tivesse um caso, mas não há evidências. Foi apenas um sonho febril de um velho homem.
Safira olhou para cima e ponderou. — Um sonho febril muito... Vivido, com tantos detalhes. Por que meu pai sonharia que sou bastarda? Por que ele imaginaria que um suposto caso da sua esposa, que ele não desconfiou até recentemente, seria tão antigo que eu, na minha maior idade, teria sido gerada deste sacrilégio? O que o faria pensar istol?
— Misoginia talvez, ou talvez ele estivesse de mal contigo, era travessa na terna idade.
— Era travessa, mas eu era a menina dos olhos dele, antes daquela noite, onde ele se esgueirou no meu quarto e estava pronto para me esganar até a morte, isso não me parece fruto de uma desconfiança banal. Alguém o convenceu.
— Está pensando demais nisto, numa véspera tão feliz, vai acabar estragando seu casamento.
— Eu não sou burra, Shiro. Não existem segredos no Palácio de cristal graças ao ocultista real, você é a única pessoa deste palácio que consegue guardar um segredo, logo também é a única que consegue revelar um. Eu deveria lhe mandar apodrecer numa cela pelo que fez comigo. Você quem incitou a desconfiança de meu pai, fez ele matar minha mãe fez ele me odiar, eu quase morri por sua causa. Por que fez isso?!
— Foi pelo bem do reino, eu nunca imaginaria que teria que fazer isso...
— Então, você se sentiu coagido? Encurralado à destruir minha vida?
— Eu não destruí sua vida, eu garanti que sua vida continuasse. Eu tinha um caso com sua mãe desde antes mesmo de você nascer, vivemos um amor proibido por anos, mas ela parou de me procurar, eu vi que ela estava ficando... Um pouco culpada. Então temi que ela revelaria nosso segredo, se ouvisse da boca dela, o rei, que é um homem severo, iria prendê-la e deserdar você e todos saberiam, o reino entraria em crise, perderíamos respeito, dinheiro, poder, tudo. Eu não podia permitir. Então revelei em sonhos, enquanto ele dormia, para fazê-lo vingar-se, se ele matasse sua mãe com as mãos imaginei que ele esconderia o caso, daria uma desculpa e reinaria em paz, como você fez, você é fria como ele, mas eu jamais planejei que ele tentaria te matar também, pelo contrário. Imaginei que ele te amaria mais do que nunca por sua lealdade, eu não o fiz sonhar que você era bastarda, jamais. Eu não sei como isso aconteceu.
— Isso aconteceu porque você pensou demais em si mesmo, invés de no seu dever de me servir e proteger. E agora vai pagar por isso, sua traição não será perdoada. Pegará com a vida...
— Mas majestade, eu nunca traí sua confiança, só a da sua finada mãe, mas sempre fui leal à seu pai, sempre fui leal à você. Tente me entender, você também não contaria se estivesse em meu lugar. você não pode me matar.
— E por que não?
— Bem... Porque quando você nasceu seu pai já não era tão jovem...
Safira rapidamente puxou um lenço branco do busto e cobriu os lábios com este, soluçou um refluxo ácido encarando os pés. Se pensasse mais na implicação, teria úlceras.
— Você não é meu pai, e mesmo se fosse, isso não me impediria. A única coisa que me impede de te estrangular agora é que você ainda me é útil mesmo eu removendo si90ua manta, preciso das suas habilidades.
— Não vou fazer nada enquanto não garantir que vou viver.
— Muito bem, eu prometo não matar você.
— Não, vai mandar alguém me matar. Eu não nasci ontem. Eu quero que seja lá o que quer que eu faça, eu não seja escoltado por ninguém que tenha falado com vossa majestade fora da minha presença à partir de agora, e quero uma passagem para fora do reino.
— Está pedindo demais, a única coisa que você terá é minha palavra. Prometo-lhe, não lhe mando matar nem te mato eu, também não te mandarei à nenhuma missão desejando que você morra nela, se me obedecer, tem minha palavra.
— Muito bem, eu aceito.
— Você vai subir na cela do coral.
— Majestade, você prometeu! Você jurou-...!
— Prometi que não lhe mandaria à missão alguma afim de querer sua morte. Eu desejo de coração que você retorne com vida, garanto. Mas se você não conseguir não é minha culpa, na verdade ficarei muito decepcionada.
O ocultista de repente perdeu a expressão de desespero ficando mórbido e abaixando a cabeça, mas suas pupilas permaneceram na mesma posição enquanto seus globos pareciam girascopicamente estáveis ignorando o movimento do pescoço, pela primeira vez em décadas seus nervos se destacaram em vermelho ramificando suas retinas brancas. — Como quiser, majestade. — Virando-se, ele caminhou com os tornozelos pesados como um condenado caminhando para a forca.
— Ah homem de pouca fé. — Ela resmungou desagradada, mas não tinha tempo para lamentar isto, ela só tinha sessenta e uma horas antes do casamento.
Crime e castigo
A última semana foi uma loucura então tirei essa para me recuperar e bem, cá estamos de volta ao ritmo habitual das coisas, mas nem tanto assim já que dessa vez escolhi partilhar uma fotografia ( editada, a original não é nem de longe tão saturada assim) por aqui!
27/04/2026
— não chore, Judas. Ela terminou a missão, ela sempre será lembrada
— não pode me pedir isso depois de eu perder meu irmão e agora Salomé
— somos todos irmãos, todos nós perdemos Hélio
— você não entende, era diferente, ele era meu irmão! Meu! Ele morreu em vão porque ele não me escutou, mas ele escutava você, se você tivesse falado com ele, ele estaria vivo agora.
— vivemos e morremos pelo que acreditamos, se você acha que eu fui negligente com o sangue dele, então eu ofereço o meu como sacrifício. Eu serei o próximo a luta
— não... Não heleno, não vou te deixar tirar isso de mim, eu irei vingar meu irmão, olho por olho e dente por dente.
— você sabe que não consegue matar antonello.
— eu não quero matá-lo, eu quero matar a pessoa que ele mais amar nessa terra, como ele fez comigo.
Um dos monges adentrou a sala com os braços para dentro das mangas e acenou com a cabeça por respeito.
— Eu conheci aqueles que o senhor procura. Duas moças intercederam por ele, pareciam amáveis à ele. Tenho certeza que isso lhe partiria o coração. Era uma bruxa, e onde as bruxas passam levam paixão ardente e servil.
Judas fechou os olhos com força e se ergueu sobre sua estatura imponente, ainda estava corado de choro, mas seu porte era o bastante para que isso não diminuísse sua autoridade, e enxugando as bochechas salgadas com o polegar ele a seguiu.
— Então leve-me até a floresta das bruxas.
O monge abaixa a cabeça em confirmação e caminha com disciplina religiosa, sendo seguido pelo dobro do seu tamanho, o caminho era longo mas eles caminhavam sem sinal de cansaço, até uma enorme sombra que cobria o solo. As árvores colossalis da floresta da bruxa eram tinha uma circunferência tão magnífica que precisaria de uma pequena multidão para abraçá-lo e era tão alto que ninguém conseguiria ver do chão os galhos de suas copas. Conforme os dias passavam as sombras que essas árvores que circulavam toda a floresta criavam traziam uma enorme penumbra para seus arredore, s até a grama que antecedia a floresta das bruxas era menos Verde. Elas ficavam lado a lado com frestas tão pequenas que nem um humano conseguiria passar ainda mais daquele tamanho, a menos que se transformasse em um rato, ou voasse por cima das folhas, que estavam sempre úmidas de orvalho pois acariciavam as nuvens que passavam.
— Pode voltar, eu assumo por aqui.
O paladino da alabarda deu um golpe na árvore que jorrou sangue morno ao ser atingida, sua lâmina ficou presa, ele teve que chutar o tronco pra se libertar, dessa forma não iria funcionar, o cabo da arma era muito longo e meio flexível para esse tipo de impacto, pouca inércia, iria levar uns vida se tivesse que tirar a lâmina presa a cada momento. Ele pensava, se meu irmão tivesse aqui, ele conseguiria facilmente, mas ele não estava. É até bobo pensar nisso, se seu irmão estivesse vivo ele não estaria ali para começo de conversa. Ele se afastou e tentou de novo, cortando o tronco da árvore aos poucos em fortes limpos que passavam totalmente pela madeira, levaria horas, mas era pelo seu irmão, ele ia conseguir Tinha que conseguir
— Que barulho é esse? Um trovão? Mas o céu está praticamente limpo.
Kayla se perguntou confusa antes de o tronco terminar de cair, bem em sua frente levando metade da cabana junto, elas estavam à centenas de metros das raízes que protegiam a floresta por dezenas de anos. O susto foi tão grande que ela sentiu que teria cuspido o coração se não tivesse o engolido quase no mesmo instante.
— Abgail!?ABGAIL?!
Ela pulou tão alto quanto pode sob o tronco e o escalou, passando por cima para chegar ao outro lado da cabana, até ela. Não foi esmagada, mas estava chocada, pior, estava em pânico,, com a respiração engasgada em um loop repetitivo e acelerado, suas pernas tremiam sem agência.
— Quem fez isso? O quê fez isso? Não é possível, não é!
Abgail não conseguia desgrudar os olhos, aquilo não era uma árvore, era um cadáver, um refém, provavelmente o primeiro de muitos.
— Eu não sei. Temos que sair daqui, antes que o que sobrou do teto desabe ou algo assim. Vamos logo, vamos!
Ela tentou a colocar debaixo dos ombros e a carregar, mas ela estava em surto e poderia machucá-la ou se machucar. o Paladino se aproximava da cabana como um cavalo trotando os seus passos eram audíveis ao longe. De repente, parando, ouve-se passos lentos e comedidos. Acuadas as garotas tampam a boca com a mão esperando serem ignoradas, mas o som para bem ao lado do que restou da cabana.
— Que o solo onde piso se torne sagrado. Que me cubra sua mão para que eu cumpra o que me foi madando. Minhas costas nunca conhecerão o solo pois minhas fé me segura, enquanto lâmina corta e minha haste perfura.
Com este cântico, ditado lento e sem pressa, que restou da cabana se desfez com um movimento da alabarda. Revelando eles escondidas atrás do tronco. Ele cravou o fio da lâmina na madeira e se puxou para cima escalando até o topo, no segundo impulso conseguiu chegar em um salto, se fixando acima das duas e apontando a ponta para o esconderijo, ele saltou se jogando para baixo para empalar elas de uma vez, mas conseguiram escapar saltando para lados opostos.
— Outro paladino?!
— O que você quer da gente? Não fizemos nada para você.
Kayla e Abgail disseram respectivamente. Judas arranca a alabarda do solo e se posiciona.
— Vocês defendem aquele que matou o meu irmão. Eu não posso perdoar a sua raça.
— Você atacou Nelo?
— Não.
— E então?
— Ele não sofreria como eu sofri. Se eu o atacasse, se eu o fizesse sentir o gosto da morte em nome de meu irmão, ele cuspiria em meu nome e no dele, e morreria sem arrependimentos. Mas se eu matar vocês, ele se arrependerá de cada dia de sua vida, desde o nascimento até o último suspiro.
— Droga, ele faria isso mesmo.
A morena estalou a língua cerrando o punho em frustração. O Paladino ergueu sua alabarda em posição de ataque pronto para à empalar, mas Abgail o varreu para longe com sua vassoura jogando-o longe, só para vê-lo cair de pé como um gato.
— O que a gente faz agora?
Ela perguntou abraçada à vassoura com as mãos trêmulas.
— A gente improvisa. Nelo derrubou um desses, a gente também consegue.
Ele retorna em posição de lanceiro, ao se aproximar ele segurou pela extremidade lançando um corte horizontal, girando em torno do seu próprio eixo e cortando na diagonal. Mas antes que pudesse acertar a morena, Abgail à varreu para longe com uma rajada de vento da vassoura, mas como se nada tivesse acontecido ele simplesmente gira os calcanhares mudando o alvo para a bruxa que voou desesperadamente para a árvore mais próxima.
— Alboroamento concentrado.
Kayla fez o chão tremer e colapsar em linha reta em direção ao paladino para o desequilibrar, mas ele permaneceu impassível ao cortar a árvore com um golpe só fazendo Abgail cair em sua direção, ele ia estocar ela ainda no ar. — Desmonte liquefato. — O chão se torna líquido fazendo judas afundar como pedra e sua alabarda não alcança a bruxa que consegue voar até kayla que tirou as mãos do chão e agarrou o cabo da vassoura fugindo juntas enquanto judas emergia do poço improvisado, assim que ele pisou em terra firme ele correu, naquela velocidade ele ia alcançá-las com certeza. A morena se soltou do cabo e pisou no chão endurecendo os dedos. — Lápides de mármore. — Ela desenterrou do solo pedras altas em posições de zig zag forçando ele à esquivar em movimento, e ele o fez com perfeição, o desacelerando e deixando sua próxima localização óbvia para Abgail.
— Corvos e Morcegos.
Quando ela fala isso uma penumbra viva se forma voando em alta velocidade com uma calcafonia de guinchos e gralhos, atropelando o rosto do dourado com suas garras, com força para empurrá-lo arrastando o solo, mas seus pés não desgrudaram da terra nem um milímetro, quando o evento acabou o rosto dele estava parecendo uma colcha de retalhos, cheio de linhas rosadas de carne viva.
— Eu queria que vocês olhassem nos meus olhos durante a morte, mas parece que isso é um luxo que não posso me dar.
Chocadas demais elas não conseguiram aproveitar para fugir enquanto ele invocava um elmo dourado e punha na cabeça ocultando completamente a face com uma cortina de escuridão.
Ele avançou com sua velocidade desobstruída, apesar dos esforços de Abgail, ela não conseguiu tirar kayla do caminho do golpe antes que recebesse um corte profundo na palma. Kayla caiu para trás no último instante, apenas a ponta da alabarda cortou sua palma, que sangrava aos jorros, ela rolou no chão para escapar do seguinte ataque. Era uma arma pesada, elegante, demorava para erguer, mas despencava como chuva de tempestade. Abgail fez-se árvores brotarem no caminho para que a morena fugisse mas ela não fugiu, ela cerrou os punhos um acima do outro segurando o líquido vermelho.
- com esse sangue eu te enlaço, te conjuro e te guio pro meu lado, com esse sangue compartilho meu destino, conjuro aquele que compartilha sangue comigo.
O sangue se solidificou se transformando num fio vermelho que ia dos pulsos dela e enraizava no solo, que se transformou em lama puxando duas mãos morenas para fora,trazendo-o para cima dela. Era óbvio a irmandade pois o seu primeiro instinto foi de abraçá-la.
— Você trouxe seu irmão para morrer com você?! Você me enoja!
Invés de responder eles se soltaram rolando para lugares opostos. Saul criou uma bolha acústica ao redor deles, transparente mas resistente.
— Qual é a situação?
— Ele não cai por nada.
— Deixe-me ver.
Mas antes que o moreno pudesse testar a informação a alabarda caiu com força sobre a bolha, que deformou com o topo tocando a base e se dividindo em duas esferas menores flutuando lentamente antes de estourarem.
— Aquelas duas não eram tão fortes quanto você.
— Eu não sei do que você está falando, minha irmã é a pessoa mais forte que eu conheço!
Saul responde enquanto a morena criava uma língua de fogo em direção ao paladino, ele revida para cortá-la, mas o irmão à envolve na crisálida da borboleta pálida protegendo-a do ataque. Ele direciona sua fúria para o invocador do feitiço invés de lutar contra ele, mas Abgail o varre para longe de Saul o jogando para trás, ele ia estocá-la, mas kayla solta um relâmpago em sua mão fazendo-o instintivamente ficar rígido dando tempo dela fugir, ele corre até ela, Abgail o empurra, Saul à protege, kayla ataca, Abgail-.
— Isso já está me irritando!
Judas parte a vassoura da bruxa com um golpe só de sua alabarda fazendo-a cair, e antes de levantar ela agarra a parte perdida e é chutada no estômago para longe. Saul tentou pegá-la, mas o Paladino girou todo o corpo cortando-o com a borda da alabarda na altura do umbigo. Judas ficou em posição de lanceiro e avançou com velocidade sobrenatural, imparável para estocá-la no peito, mas no último segundo kayla juntou as mãos entrelaçando os dedos e bateu com toda a força na haste desviando o ataque levemente para baixo, fazendo-o a empalar no estômago.
— Por que fez isso?
Ela tentou responder mas não conseguia parar de soluçar, seus pulmões desesperados para buscar oxigênio enquanto ele continuava enfiando mais fundo.
— Você poderia ter tido uma morte rápida e indolor, digna. Mas você prolongou sua dor, para quê? Uma chance pífia de sobreviver? Não, nem isso você tem. Você terá uma morte lenta e em vão.
— Me diga o que é a vida pra você? — Ela disse engolindo o choro. — Cada segundo, cada instante que eu passar viva vale a pena, não importa o que aconteça, não importa o quão difícil seja eu gosto de estar viva! — Então tentou socar e arranhar o rosto dele, ele torceu a lança causando grande dor e ela grunhiu enfiando os polegares nos olhos dele que os fechou só por instinto.
— Morre logo! Droga! Morre!
Ele solta a mão esquerda da alabarda e agarra o braço dela para torcer, enquanto a outra mão ainda segurava o cabo. Saul caído perdendo sangue em posição fetal cobria o ferimento com um braço, ele criou um feitiço que fez pequenas flores brotarem nas lágrimas de judas, causadas pelos dedos de Abgail. Com o incômodo ele começa a desesperadamente coçar os olhos.
— Espíritos zombeteiros, feiticeiros malditos!
Ele joga a morena no chão e pisa no peito dela para a desempalar, se sobressaindo com os pés nas laterais de seu abdômen e erguendo a alabarda como um Machado.
— Porque vocês se apegam à suas vidas sem valor como animais que não sabem para quê mas se debatem antes de serem executados.
Ele respondeu uma pergunta que ninguém fez e estava prestes à descer a lâmina quando um relâmpago cortou o céu o atingindo no elmo com força, se espalhando por toda sua armadura de ouro. — Argh?! — O som do relâmpago só veio depois que ele sentiu seus nervos fritarem. — Não consigo... Me mexer... Se não fosse pela minha benção meu corpo estaria no chão. Isso é impossível, respirar, não consigo... Respirar... Do céu... Eu não consegui... Ver... Quem...
Abgail voltou de mãos vazias, segurando as costelas no lugar enquanto cambaleava
— Corte os céus com seus dentes, molhe a terra com suas lágrimas, que exale enxofre onde molhar a terra, do sol que não aquece e da chuva que não refresca.
Quando ela diz essas palavras, um relâmpago de ainda maior magnitude recai sobre ele, deixando-o adormecido de pé.
— Abgail, você está bem... Que bom...
Ela era a única deles que ainda conseguia andar. Saul só ouviu sua voz, mas a própria posição não permitia vê-la. Ele não tinha forças para insistir até que ela respondesse então focou em se curar o quanto podia. Abgail passou por ele, indo até o paladino inconsciente.
— Erga-se e tome o que lhe pertence, mãe de todos. Abrace seu filho e traga-o de volta pro seu ventre.
Raízes brotaram do solo envolvendo o corpo de judas, subindo e enrolando em seus membros, começando a ergue-lo e puxar as extremidades do seu corpo, o ouro range e a pele estira, a dor o desperta.
— Isso dói... Arhg! A dor, ela dói... — Estava emotivo, não conseguia raciocinar direito, só sentia dor, instintivamente seus braços lutavam para não serem arrancandos. — Será que isso é a morte?
As raízes aceleraram o crescimento vencendo a força de seus puxões, ele arrancou o braço dentre as raízes que o enrolaram deixando a armadura para trás, se esticou para a mão direita onde estava a alabarda, ele a empunhou com a mão esquerda e cortou as raízes libertando o braço direito, fincou a ponta no chão e se impulsionou para cima.
— Eu não quero morrer!
Se libertando da armadura ele fugiu deixando peças de ouro para trás com a alabarda na mão, aos pulos, seu corpo cheio de hematomas, ele era rápido como um trem.
— Volta aqui, cobarde!
Abgail fez raízes brotarem para agarra-lo em seu caminho, mas ele esquivava ou as cortava, sumindo na luz da saída da floresta.
— Esquece ele, Abgail.
Saul disse com uma voz fraca e cansada, nesse meio tempo ele já estava segurando a irmã no colo, curando suas costas, ela havia sido atravessada de ponta a ponta e havia perdido muito sangue por isso nem entrou na conversa. O ferimento se fechou deixando para trás uma cicatriz levemente descolorida, assim como no do irmão. Quando o Paladino desapareceu de repente Abgail se lembrou das costelas quebradas quase caiu para o lado ao segurá-las de novo.
— O que a gente faz agora? O que a gente faz com tudo isso? O QUE EU FAÇO COM TUDO ISSO?!
Ela pergunta cheia de dor. A floresta estava desprotegida e ao meio dia parte da vegetação da borda ia morrer, os animais poderiam fugir e pior, animais de fora poderiam entrar, e tinha um tronco de quilômetros no meio da floresta, e era impossível prever a reação das bruxas aterrorizadas. Lutar, fugir, talvez os dois.
— Não há nada que possa ser feito. Estamos vivos, é o que importa.
Kayla agora com o ferimento cicatrizado estava se levantando sob as mãos e se ajoelhando na terra ela cobriu os olhos com as mãos e soluçou em choro, um grito agudo de terror atrasado, Saul a abraçou, chorando silenciosamente, Abgail virou as costas e se ajoelhou cravando os dedos na terra e com os lábios tremulando.
Tenho nojo de mim. Queria poder arrancar minha pele com as unhas, depois os músculos, tecidos moles e ossos, até arrancar o que tiver dentro, me costurar de volta e deixar cada lado seguir seu caminho, ver para onde vai, saber quem sou
03- Estabeleça Território
28/03/2026
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Oh wow, já estamos na metade do mês de novo, não é? Bem, acho que não preciso justificar a razão para isso, não é mesmo? Mas falando a parte silenciosa alta: não tenho assunto pra falar toda a semana. Mesmo que ainda esteja fazendo colagens durante esse meio tempo...