Desde que se separaram, as coisas haviam mudado, ao menos na decoração do quarto de Bora. Havia movido as coisas de lugar, apenas porque queria lhe dar a falsa impressão de que não havia algo faltando ali. Taeyang. Agora, com ele dentro de seu quarto novamente, era como se aquela peça que faltava voltasse à pertencer a seu lugar. A memória fez com que sorrisse, assentindo de imediato. Se lembrava da primeira vez juntos, como o mais novo parecia perdido no que fazia e que, pouco a pouco, ele havia se tornado a pessoa que conhecia cada detalhe de seu corpo. Sem sombra de dúvida, era apenas ele quem detinha tanto conhecimento e poder sobre si, de saber exatamente o que fazer e como fazer para levá-la a loucura. “Eu lembro. Você estava com vergonha.” A mulher riu baixinho, observando cada um de seus passos e sorrindo ao vê-lo pegar o porta-retratos em mãos. Não tivera a coragem de tirá-lo dali e sempre se pegava olhando para aquela foto. A primeira que haviam tirado juntos, no primeiro encontro de verdade. “É ela mesma. Eu nunca... consegui tirar ela daí.” Admitiu, comprimindo os lábios antes de se aproximar novamente dele.
Os toques em sua pele fizeram com que Bora suspirasse, deixando que ele a livrasse de seu shorts com facilidade. Os dedos em seus quadris faziam com que o coração acelerasse, quase saísse do peito. O desejava, talvez ainda mais intensamente do que jamais havia desejado antes. Os olhos eram fixos no dele, em seus cabelos levemente bagunçados. Taeyang ficava lindo daquela forma, mais lindo ainda. “Você é tão lindo...” Elogiou baixinho, passando as mãos por seus ombros, os olhos sempre fixos nele. Conforme os lábios iam até sua virilha, o corpo da mulher se arrepiou, suspirando de forma audível enquanto espaçava um pouco mais as pernas; ela precisava dele naquele momento. As saudades eram enormes e nem sequer conseguia fingir que não sentia. Se sentou em seu colo com cuidado, a proximidade fazendo com que sorrisse para ele. Os dedos rapidamente caminharam para seus cabelos, se prendendo em seus fios e puxando-os levemente enquanto observava sua expressão. Não demorou muito, porém, para beijá-lo. Os lábios foram de encontro com os dele sem muito pudor, beijando-o de forma faminta. Era claro ali a falta que sentira daqueles toques e momentos com ele, e apenas demonstrava aquilo enquanto a própria língua buscava a dele, os quadris se movendo contra os masculinos lentamente, já querendo sentir um pouco mais de seu corpo em desespero por tê-lo novamente.