𝓲 𝓪𝓶 𝓪𝓵𝔀𝓪𝔂𝓼 𝓽𝓲𝓻𝓮𝓭 𝓫𝓾𝓽 𝓷𝓮𝓿𝓮𝓻 𝓸𝓯 𝔂𝓸𝓾.
[mt-jihan]
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Ilgook sempre foi um bom mentiroso.
Não foi algo adquirido ao longo de sua vida, ele simplesmente é assim, capaz de enganar as pessoas de uma maneira quase que talentosa, desde que se entende como gente. Considerava-se alguém que, ao mesmo tempo, carregava o coração na manga para expô-lo ao mundo exatamente como era, com a ressalva de que conseguia escondê-lo muito bem caso necessário também. Agora, tratando-se de seus sentimentos por Ryu Jihan, parecia que as coisas nunca alcançavam apenas um desses lados. Ele tinha uma honestidade tão sutil, tão disfarçada, que acabava por ser mal interpretada pelo outro. Era verdadeiro, só que cheio de confissões guardadas; e falso, não por falsificar informações, mas sim por emitir boa parte delas. Será que as coisas teriam sido mais fáceis, mais rápidas de serem resolvidas, se ele tivesse se confessado para o amigo anos antes? Se tivesse aceitado que o que sentia já tinha ultrapassado [e muito] os limites de uma amizade? Difícil saber, mas naquele momento em que tinha o corpo do outro tão próximo de si [mas não próximo o suficiente ainda, dizia-lhe a cobiça], ele desejou que tivesse tomado coragem para fazer o que estava fazendo agora antigamente - desde aquele primeiro beijo que Jihan não se lembrava, mas que permanecera nas memórias de Ilgook com a mesma nitidez de como quando acontecera... E emergia agora como um lembrete do que ainda precisava ser feito para tornar aquela ocasião ainda mais perfeita do que já era.
A voz do mais velho gemendo e suplicando [e, céus, confessando sobre os próprios desejos, o chamando] o agarrava naquele instante como uma verdadeira força gravitacional, fazendo absolutamente tudo girar em torno do Ryu e o quanto ele merecia ser amado. Da exata maneira que ele pedira para que fosse, e muito mais. — Hm. Eu também o quero. Sempre. — Respondeu na direção da fascinante figura bagunçada que havia tornado-se seu amigo, que agora parecia variar [ou misturar-se] entre cego e fraco de desejo, e ávido e faminto por amor. — Se é o que quer, então assim eu farei. — Pois para alguém que já o amava há tanto tempo, fazê-lo hoje também era o pedido mais simples possível de ser cumprido. E encarando o homem praticamente derretido em seus braços, ele decidiu que não precisava esperar um segundo a mais sequer para começar a satisfazê-lo. Primeiro... Com um beijo, para qual bastou eliminar a distância entre seus rostos, devorando os ruídos incoerentes que saiam da boca de Jihan ao mesmo tempo em que emitia um ele próprio pela extrema satisfação de finalmente poder fazer aquilo, logo tratando de saboreá-lo com sua língua. E trazendo o outro consigo, o Bae afastou a parte superior de seu corpo da cama, assumindo uma posição sentada para que pudesse guiar o outro para seu colo, as mãos presas nos quadris alheios como forma de potencializar a recompensa que lhe daria quando ele finalmente se encaixasse nele novamente, sentindo o aumento da fricção entre seus corpos. — Jihan... Deixe que eu te veja um pouco, meu amor. — Quebrou o beijo apenas para que pudesse dizer aquilo, deslizando os dedos para cima e invadindo a camisa do Ryu com suas carícias, e ainda sem abandoná-lo nos movimentos de investida, num conjunto de atos que não tardou a sucumbir a impaciência de encontrar tantos obstáculos para os anseios corpóreos de ambos que gritavam para serem realizados.












