trying on a metaphor
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Jules of Nature

❣ Chile in a Photography ❣

Kaledo Art

No title available
noise dept.
Sade Olutola
Peter Solarz
No title available
will byers stan first human second
tumblr dot com

pixel skylines

izzy's playlists!
Cosimo Galluzzi
macklin celebrini has autism
One Nice Bug Per Day
DEAR READER
occasionally subtle
seen from Singapore

seen from Germany

seen from Malaysia

seen from United States
seen from Brazil

seen from United States

seen from Singapore
seen from Brazil
seen from Japan
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United Kingdom
@mthfckrlk
Rat a tat | @lukexian
Um apito alto do micro-ondas fizera Luke erguer o olhar, um tanto desnorteado por ser interrompido de sua linha de pensamentos que corria do nada para lugar nenhum. Estava completamente aéreo a qualquer coisa naquele dia em especial, os caras da Omega estavam cumprindo um evento de requinte com as garotas da Zeta e tudo se tratava com a maior formalidade, portanto Luke achara melhor ficar na fraternidade e seguir suas próprias ordens ao invés de ir até a Zeta fazer qualquer coisa que não fosse transar. Gostava mais da Omega quando só havia ele por ali, andando com sua linda samba-canção preta e com uma usual camisa da mesmíssima cor, fazendo pipoca e abrindo os engradados de cerveja para acompanhar o próximo filme alheio que escolhesse pelo Netflix que Mitchell assinara para a casa, por mais que não estivesse sozinho, sentia que poderia estar. Simplesmente não tinha paciência para ficar assistindo futebol, preferia uma boa partida de basquete, mas a temporada não começara então apenas contentava-se com os filmes da enorme televisão da sala, sendo acompanhado por um Ian. Assobiando alto e entretido com o saco de pipoca que queimava a ponta de seus dedos, o moreno parou em um armário para pegar duas tigelas e pegou o salgadinho de queijo que colocara sobre o balcão. Suas meias arrastaram-se pelo chão até a sala de estar então, jogando a comida que pescara, em cima da mesinha de centro, Luke ajeitou-se no sofá.
- Cara eu acho que temos que ver esse filme, depois podemos assistir um romance meia-boca pra você perder o medo. – Com um riso preso nos lábios, Luke, que apreendera o controle remoto para si, selecionara o filme Annabelle para rodar. Depois dos cinco primeiros minutos de filme, uma chuva estrondosa começara do lado de fora e os sons dos relâmpagos faziam com que o Omega se sobressaltasse a cada barulho mais alto. Luke odiava relâmpago, com todas as suas forças, odiava a luz, o barulho e o fato de estar sendo acompanhado por alguém que não era muito bem seu amigo e que poderia ter apagado-o há algumas semanas. O filme de terror não era o foco do seu medo, mas tinha medo pela aparência que poderia passar, disfarçava os sobressaltos pegando salgadinhos de queijo e levando-os a boca cada vez mais, mastigando tudo e empurrando garganta abaixo com a cerveja cara que encontrara sobre o aviso de “Do presidente, não mexa.” Claro que os pacotes de pipoca e o salgadinho também eram de Ward, fazia meses desde a última vez que Lucas se dera ao trabalho de sair para algum mercado da cidade.
Depois de uma hora de filme, Rafferty sentiu o buraco no fundo do pacote de salgadinho e no momento em que abaixava os olhos para certificar-se, duas coisas aconteceram em sequência: Seus olhos captaram uma cena, na televisão, que o assustou, fazendo-o soltar um breve grito e então os aparelhos e as luzes ainda acesas se apagaram todas de uma vez com o estrondo de outro relâmpago. Disfarçando o grito com um riso forçado, Luke tirou os pés da mesinha de centro e dobrou-os embaixo do próprio corpo. – Não é por nada não, mas acho que tem um rato na casa e esse filho da puta comeu o resto do meu salgadinho. Hora de matá-lo, Lancaster, nenhum animal come minhas coisas assim. – Tentando distrair-se com as próprias palavras, Luke olhou entorno de si, notando que a fraca luz ainda vinha das janelas próximas, então se levantou, cruzando a sala e logo em seguida buscando as velas e lanternas dentro da gaveta no móvel ao lado da TV.
give me your best tattoo for my new incident | @lumber
Era claro que fazer seu estúdio crescer era seu maior sonho. Amber sempre dissera que enquanto ela pudesse viver de tatuagens, então assim o faria. Não sabia como faria no futuro, quando não tivesse mais idade para enxergar um palmo à sua frente, mas, enquanto desse, nessa profissão permaneceria. Foster nasceu para aquilo, nasceu para estampar corpos alheios e dividir um pouco de sua arte com as peles dos outros, então obviamente sonhava em levar isso a uma escala cada vez maior. Contudo, por mais que amasse a ideia de fazer tudo de modo gigante, Amber ainda tinha sanidade e profissionalismo na sua cabeça, o que a levava a pensar que Luke era a última pessoa indicada para ser seu sócio no mundo inteiro. Sabia separar amizade de negócios, mas também sabia os perfis de seus amigos, então não era difícil deduzir que era mais fácil para ela levar o estúdio sozinha e permanecer pobre, pelo menos assim não iria se estressar. Voltou a se concentrar no que estava fazendo antes de ter mais alguma ideia idiota, como essa de dividir os lucros com Luke.
Àquele ponto de sua vida, Amber sabia muito pouco sobre o paradeiro de seu pai, muito menos o de sua mãe. Da última vez que se prontificara a procurar pelo Sr. Foster, ele ainda não havia evoluído, ainda se preocupava mais com suas drogas e seus filmes do que consigo mesmo, do que com sua própria vida. Além disso, Amber não conseguia rastrear a mãe, por mais que não tivesse feito grandes esforços para tal. Ela a abandonara quando ainda era um bebê, e pior: diretamente nas mãos do homem que tivera uma relação de uma noite, um homem que ela não sabia nada sobre e que não sabia se teria condições de criar uma criança. O que acontecera dentro de sua casa era o inverso do caso de Luke: a boa influência, por trás das mangas completas de tatuagem, era Amber. Seu pai era mais irresponsável que os pledges da CRU e sua mãe uma puta profissional, então ela não tinha muita opção de vida. Com um suspiro pesado escapando pelas narinas, a Delta resolveu voltar a se concentrar na conversa que tinha com o amigo. Não era hora de ter uma crise interna, tinha muito trabalho a fazer. — Se é uma piada pra eles, ela se aplica a você também. — sorriu, alfinetando Luke, mas sem dar continuidade à piada. Amber odiava aquele apelido quase tanto os próprios Omegas, ela o levava como uma ofensa pessoal, mas quando o assunto era irritar Luke, então valia tudo.
Por ser uma área extremamente delicada e cheia de músculos — que poderiam se contrair involuntariamente, mesmo com os mil avisos de Amber a Luke — a atenção e o cuidado que a tatuadora levava ali era trabalho de monges. Sabia que, a qualquer momento, Lucas poderia se mexer, mesmo que só um pouco, então sua cautela era extrema. Levara mais minutos do que uma pequena tatuagem necessitava, mas era o necessário para garantir a qualidade de seu trabalho. Os orbes cinza fitaram a ponta da agulha que arranhava Rafferty, admirando a resistência do garoto através do processo — não era qualquer um que permanecia calado e imóvel enquanto tatuava o próprio rosto. Assim que terminou, Amber apoiou os dedos debaixo do queixo do loiro, fazendo-o erguer-se em um ângulo favorável à análise profissional dela, muito satisfeita com o próprio trabalho. Foster esticou-se até a pia e apanhou o espelho móvel, estendendo-o na frente de Luke para que ele pudesse se admirar e admirar o que ela fizera com a sua antiga sobrancelha. Com um sorriso orgulhoso e confiante no rosto, ela se direcionou a ele. — Passa o dinheiro e vaza. — brincou, ainda encarando a nova tatuagem do amigo. Ela montou o curativo dele, mas sem lhe explicar o processo de manutenção, já que Rafferty estava cansado de saber como aquilo funcionava.
Respondendo a amiga apenas com um olhar indigesto, Luke tornou a concentrar-se em um ponto qualquer a sua frente como uma maneira de distrair-se. Era impressionante o modo como sua fraternidade costumava irritá-lo, de diversas maneiras possíveis e colaterais. Odiava a Omega e cada santo Omega que passava pelas portas daquela casa de sistema grego todo dia. Costumava pensar que, se conhecesse um, conheceria todos, pois o perfil costumava ser o mesmíssimo a cada novo pledge, mas acabara descobrindo que não por envolver-se em outra briga com outro Omega e descobrir que este sabia, não apenas se defender, como também bater. Novidade, pois nenhum Omega parecia lutar direito ou uma capacidade física capaz de aguentar altos socos e chutes, todos pareciam que só iam à academia pra treinar a bunda. Luke gostava de pensar em seus irmãos como aqueles Bullys de high school que usam a popularidade como autodefesa, mas quando realmente veem-se encrencados no meio de uma briga são humilhados por alguém com o porte como o de Rafferty: Nem muito alto, nem muito baixo, o mesmo para seu peso e níveis elevados para seu senso de encrenca e imprudência.
Por sorte aquele tipo de tatuagem levava apenas um dia para ser feita, caso fosse mais intricada ou levasse cor, Lucas choraria por ter que passar mais alguns minutos de outro dia sentindo a dor insuportável que sentia no momento. Seus olhos estavam lacrimejantes e os punhos cerrados por conta daquela dor que parecia sacudir todo sua caixa craniana a cada novo traço. Parecia que Amber estava torturando-o pela velocidade que fazia aquilo, mas internamente Lucas só desejava que a amiga estivesse fazendo um bom trabalho e não desejando o seu mal, o que duvidava bastante porque ainda sim não confiava totalmente em Foster querendo seu bem. Tentando não gritar ou fazer qualquer lágrima escorrer durante o processo, Lucas aguentou até o término da tatuagem para soltar um suspiro aliviado e coçar a sobrancelha ainda existente por puro instinto. Durante sua dor havia prometido não fazer nenhuma tatuagem no rosto, doía cem vezes mais do que qualquer tatuagem nas costelas, talvez menos do que na pele que cobria o esterno, mas era comparável.
Luke buscou a carteira nos bolsos por um momento e, quando a encontrou, tirou dali o valor suficiente para cobrir duas tatuagens e a foda perdida da sua amiga. – Vai se enroscar com aquela lá, vai. – Mencionou a Zeta que estivera ali quando adentrou no recinto. - Aposto que está esperando eu sair daqui pra inventar outra desculpa e cair na sua rede. – Constatou revirando os olhos, e arrependendo-se mentalmente por ter feito aquilo já que uma dor atravessou seus músculos ciliares e deixou ainda mais latejante a dor de cabeça que já sentia pela ressaca. Puxando os óculos escuros do bolso, o moreno posicionou-os com cuidado e saiu para a luz da tarde, luz esta que parecia ser do sol do meio-dia para Luke que sofria pela bebida ingerida na noite anterior. Não disse um obrigado, muito menos um adeus, apenas saiu para seu carro pensando na cama bagunçada que o receberia de bom grado para mais uma soneca da tarde sem qualquer problema de sobrancelha.
wake up to fight | Luke & Ian
Ian não queria se gabar, mas seu eu interior gargalhava em sua mente. Claro que ia ganhar, estava óbvio que seria daquele jeito, o quarto só para si. Tinha certeza que seria um burburinho imenso na fraternidade, sempre era Luke que expulsava o colega de quarto e agora ele seria expulso. Tinha certeza que rolava também alguma aposta sobre o comportamento dos dois omegas, quem iria estourar primeiro, quem iria ser expulso e quanto tempo aguentaria ficar sem briga naquele quarto. Lancaster tinha certeza que alguns omegas ficariam bem bravos com o resultado daquela briga. Não se importava, teria o quarto para si numa tranquilidade de escutar mosquito pelo quarto. Já podia se ver sozinho na cama, dormindo calmamente e sem nada o incomodando e ah, como aquela visão era divina. Aquela visão chegava a ser melhor do que o upper que pegara no queixo de Luke, melhor que socá-lo e coloca-lo no lugar dele, tirando aquela pose mimada do mesmo e mostrando que ele não era o maldito rei dali.
Quando as costas de Rafferty encostaram contra a parede, Lancaster se permitiu um leve sorriso. Seria tão fácil acabar com aquilo! Era como encurralar um adversário no ringue e soca-lo com vontade, sentir o nocaute, ser afastado pelo juiz e escutar o doce som da vitória. - Você até que briga bem. Tirou sangue primeiro… - falou seguindo com um soco bem mais fraco do que poderia, quase um soco de brincadeira se comparado aos outros que dera. Seria tão gostoso um nocaute ai, mas não valia a pena. - Eu podia simplesmente te desacordar e te expulsar desse quarto. - segurou-o pela camisa. Só mais um soco e acabaria - Mas não vou fazer isso. Pelo menos agora você sabe que se fizer qualquer brincadeira eu te desço o cacete e ganho. - dito aquilo, Lancaster simplesmente soltou Luke, esticando a mão pro outro, sendo puramente educado. Um cumprimento de cavalheiros depois de uma boa briga. Logo após Ian saiu do quarto com um sorriso satisfeito, sentindo um orgulho enorme do nariz sangrando e do sangue nas mãos, seguindo pro banheiro mais longe da fraternidade, fazendo questão de mostrar pra qualquer omega que tinha brigado com Luke, e que tinha sangrado menos, já que não nocauteara e não consideraria a luta ganha.
Render-se não era um feito comum para Luke, normalmente ele testaria os limites do próprio corpo. Mas não via outra opção, estava machucado e preso demais, não podia fazer nada mais do que fechar os olhos e franzir os lábios com a mandíbula, ainda dolorida, tensionada para que nenhum golpe viesse a prejudicá-la mais do que os anteriores. Havia até mesmo parado de respirar quando recebeu os golpes seguidos pelas frases do outro. Internamente sentia-se lisonjeado pelo elogio, mas ele não demonstrara em nada quando juntou os braços em frente ao corpo para proteger de um ataque mais forte na área de seu abdômen. Não era a pessoa com o tronco mais forte naquele dormitório e pelo menos mais três socos bem dados de Ian estourariam algum osso ou órgão, dependendo de sua determinação. Quando foi segurado pela camisa, os olhos de Luke já estavam fixos nos alheios, não com o brilho do desafio iluminando as orbes negras como estrelas implodidas, mas com a neutralidade de alguém que pesava suas opções em uma balança. Poderia ter sido imprudente, jogado mais um pouco de sangue na cara de Lancaster e o ofendido para irritá-lo e receber seu nocaute esperado, mas deixou as mãos penderem ao lado do corpo ao ver o outro afastar-se.
Tomar decisões inesperadas era uma prática de Luke que se seguia por anos, ninguém podia esperar nada de alguém tão inconstante quanto o britânico que insistia em viver rodeado de más companhias e tomando suas doses de imprudência diariamente. A inconstância fez um sorriso surgir em seu rosto quando cumprimentara o cara que havia lhe descido o cacete há minutos atrás. – Quando eu quiser que alguém desça um cacete em mim, já sei a quem recorrer. – Com a voz beirando às suas brincadeiras imaturas, Luke apenas acenou para o outro quando o vira sair do quarto, provavelmente andando pelos corredores da Omega para exibir o que muitos outros colegas de dormitório de Luke haviam exibido: Sangue. A diferença era que Ian fora o primeiro a sair acordado e sem ajuda médica. Bom, Lancaster merecia pelo menos um pouco de respeito pelo feito. Jogando-se na cama ao pegar uma suspeitosamente limpa na mala embaixo da cama, Luke limpou seus ferimentos de uma maneira porca enquanto mexia em seu celular, pelo menos havia saído do tédio.
Lucas Rafferty as John Bender (The Breakfast Club) | MOODBOARD {02/??}
wake up to fight | Luke & Ian
Foco. Era algo que Ian definitivamente amava ter naquelas horas. Assim que conseguia redirecionar sua raiva cega e golpes apressados para sua determinação, não tinha outro resultado que não fosse sangue e vitória. Seria fácil chegar ao fim daquilo agora, concentrado, com mãos em posição de boxe e olhando para o adversário, não para Luke. Tinha uma diferença ente adversário e a pessoa em si. Luke o irritava, o tirava do sério. Já seu adversário era simplesmente algo a ser derrotado, sem personalidade, sem cunho pessoal ou nada demais. Um simples desafio. Era bom ver que depois de notar que a raiva era sua inimiga, ver Luke fora do ar com os socos que levara. Não demoraria muito para aquilo finalmente acabar. Todas as brincadeirinhas idiotas, momentos de um cara folgado e a bagunça. Odiava a falta de organização de Rafferty. Já conseguia imaginar o quarto todo organizado e só para si. Adoraria jogar toda a bagunça de Luke pela porta, pelas janelas. Se livrar de toda aquela porcaria que não o pertencia. A ideia de um quarto para si o agradava cada vez mais.
Lancaster respirava calmamente, escutava o som do sangue bombeando em suas veias, não escutava mais nada além disso. O quarto a sua volta não era nada, era realmente como se estivesse em cima do ringue, em seu domínio. O que realmente não esperava era o golpe baixo do colega de quarto, cuspir o sangue junto com saliva na cara de Ian? Se não estivesse controlado, provavelmente socaria cegamente Luke até se acalmar ou ele mesmo acabar levando a pior. Mantendo uma mão como proteção, Lancaster limpou o que podia do sangue em seu rosto com as costas da outra mão, recuperando a visão o mais rápido que pôde. Era esperando um golpe vir naquele momento, então não foi difícil em si para o australiano desviar do gancho de esquerda do futuro ex colega de quarto, mas o que não previu, foi o gancho de direita, que pegou a orelha de Lancaster. Balançou a cabeça rapidamente recuperando o foco, fora um gancho razoavelmente forte, Luke parecia aprender rápido a copiar os golpes que Ian dava nele. Respirando entre os movimentos, Lancaster desferiu um upper dando um passo pra frente com a perna direita, seguindo de um cruzado e outro upper. Esperava acabar com a briga logo, já estava o entediando o fato de estar ali, socando alguém insuportável enquanto esperava golpes baixos.
Tentando borrar a imagem de um Lancaster irritado, que só fazia-o achar mais graça daquela situação, Luke começara a ficar atento, menos risonho, após ter sentido o gosto de sangue em sua boca. Sangrar normalmente o fazia ter uma atitude irracional, sem estratégia ou lógica, apenas deixava-se levar pelos impulsos, estes que o faziam agir da maneira mais não ética passível. Todavia, conseguir aquele quarto era como um prêmio. Conquistou aquele feito três vezes antes e Lucas não estava a fim de perder só porque não conseguiu resistir o suficiente, só porque não lutou bem o bastante para alcançar um de seus pequenos caprichos, que ganhara uma dimensão maior. Conseguia ver todas as paredes condecoradas, o chão repleto de suas coisas, já podia até marcar a encomenda de sua cama king size e o armário embutido que tanto queria há mais de duas semanas, agora se tratava de uma questão de honra. Não podia deixar o quarto com Ian para ir dormir em outro com mais dois outros Omegas, que seriam mais difíceis de livrar do que de apenas um, além do mais, aquele dormitório tinha mais lembranças do que qualquer parte da França para Luke. Apesar de ser naquela fraternidade, que odiava com cada parte de seu corpo e alma, ainda gostava do campus, das pessoas que conhecera e de conseguir o inconveniente de ser o segundo da casa, depois do próprio presidente, a ter um cômodo por completo, sem segundos. Lutas de MMA eram as preferidas de Luke, que já foi plateia de pelo menos cinco destas nos anos passados. Gostava dos movimentos, da violência gratuita, com um toque de ética, a falta de emocional e um tanto por causa dos próprios profissionais. Chegou a guardar uns movimentos para si mesmo, assistir boxe tomava uma dimensão diferente quando se sabia um pouco qual tipo de movimento se atribuía a cada lutador. Então agia como todos que conseguia lembrar-se, prestando atenção em seu oponente e com os punhos em frente ao rosto. O quarto não ajudava muito com o tamanho, mas estava em posição de recuar um grande passo quando Ian avançou desta vez Rafferty conseguiu desviar do primeiro Upper e do cruzado apenas desviando e dando passos para trás, mas errou feio quando tentou o pêndulo e foi atingido por baixo no segundo movimento de seu adversário. O upper lhe atingiu em cheio no queixo e o fez ficar zonzo por tempo até demais, mais sangue em sua boca indicava que havia mordido a língua e já estava com a gengiva sensibilizada pelo outro golpe. Perdeu tempo demais, já via o final diante de seus olhos antes de suas costas atingirem a parede.
give me your best tattoo for my new incident | @lumber
Amber não podia negar: tinha medo de perguntar a Luke o que havia feito para levá-lo a perder a sobrancelha. Sabia que o amigo não tinha massa cinzenta — estava mais para coco, no caso — no cérebro, mas não sabia até que ponto sua real loucura ia. Considerando que o alvo era um Omega, a discussão provavelmente pendia para disputa de poder, já que Luke era, de longe, o garoto mais orgulhoso da Omega — mais do que seu presidente e vice juntos. Por ter uma necessidade constante de se reafirmar, essa que Amber não entendia, Rafferty estava constantemente fazendo merda e se justificando a ninguém, como se precisasse disso para ser encarado como um dos meninos mais problemáticos do campus. Talvez a necessidade de foder com os pais fosse intensa, ou talvez ele simplesmente não batesse bem, quem saberia? De um jeito ou de outro, Amber ainda era sua amiga e, em termos, sua consciência, então seu trabalho era tatuá-lo, ser paga e interromper suas fodas.
Ela abriu um sorriso com o elogio que ele a ofereceu, por mais que não precisasse das palavras do garoto para inflar seu próprio ego. Logo em seguida, ela balançou as mãos sobre a própria cabeça, interrompendo e tirando o gesto infantil que ele fazia ali. — Você pode investir em mim, fazer meu estúdio crescer e nós viramos sócios. — ela sugeriu, com uma máscara de brincadeira que escondia a verdade por trás de suas palavras. Amber só precisava de investimento para fazer seu negócio crescer, já que talento não faltava. Além disso, metade dos lucros seria de Luke e ele cuidaria da parte de divulgação, então quase não teria que trabalhar, apenas lucraria. Era claro que ela não sugeriria aquilo de fato, mas sua cabeça workaholic pensava em todas as possibilidades de futuro. Uma risada espontânea saiu do fundo da garganta da garota e sua balança de sentimentos por Rafferty pendeu um pouco mais para o amor com o comentário irônico sobre os próprios pais. — Quando eles virem nossas semelhanças físicas, vão perguntar se você não me converteu. — brincou enquanto decalcava o próprio desenho na testa do loiro.
Amber aproveitou a deixa de Luke e acendeu seu próprio cigarro, já que o anterior já havia terminado há pouco tempo. Sua dependência se intensificava quando tinha que trabalhar, já que era costume acender quando estava desenhando ou até mesmo tatuando. Ela observou a expressão forçadamente tranquila do amigo com um sorriso brincando nos lábios carnudos, rapidamente se esticando para pegar a tinta preta e a agulha fina, que era a que mais doía em contato com a pele. Sentia um certo prazer em torturar seus clientes com aquela agulha em especial, mas aquele era um fato que Luke não viria a descobrir. — Não quero seu cigarro batizado, Omegay. Fique com ele. — ela disse, com o próprio cigarro pressionado entre os lábios dela. Apoiou as mãos sobre o rosto dele e, com o pé esquerdo, acionou a agulha, espalhando o barulho chiado que aquele estúdio conhecia tão bem. — Não se mexa nem por um decreto. —disse, arqueando as sobrancelhas. Ela começou a cobrir as linhas do desenho decalcado no rosto dele, com a mão firme e o olhar concentrado.
Por trás de todo aquele comentário brincalhão, Luke realmente via futuro naquilo. Naquele estúdio, em sua amiga e, principalmente, no diploma e na fortuna que viriam a calhar depois que se formasse para o alívio de seus pais. Tinha ciência de que precisava ter algo definido e a única coisa que conseguia imaginar era abrir uma agência de publicidade do zero e expandi-la com suas ideias, que, de fato, não eram ruins, tinha jeito para a coisa, por mais que tivesse aquela personalidade um tanto explosiva, tinha certo talento escondido: Conseguia vender suas ideias como ninguém e poderia mesmo vender uma pessoa se fosse o caso. Só teria que pensar nos sócios certos e no nível de expansão que alcançaria - como faria até chegar ao topo. Todavia Luke sempre sacudia aquele tipo de coisa para o dia seguinte, possuía poucos pensamentos sobre o futuro e não se importava muito com o caminho que traçava a sua frente, só cruzava os dedos e torcia para que desse certo. – Vou pensar no caso. – Respondeu-lhe vagamente conforme seu cérebro trabalhava pouco no assunto.
As palavras de Foster fizeram que uma risada saísse dos lábios de Rafferty. – Eles sabem que sou uma má influência desde que eu aprendi a falar. – Deu de ombros, com pouco caso para seus pais. Realmente, Lucas dava problemas para seus velhos desde que começara a fazer estardalhaços quando criança, chorando por atenção e descobrindo o prazer na desordem, na oposição, tornando-se obcecado por aquela sensação que tinha ao ver a decepção no rosto dos outros, onde aprendeu também a não depender da boa ação de ninguém para ser feliz. Deixando que a garota decalcasse o desenho em sua testa, o Omega tragou mais um pouco de seu cigarro para tentar relaxar mais um tanto, tendo pouco sucesso ao tragar a fumaça e sentir pouco do efeito, soltou a fumaça pelo canto dos lábios enquanto seu olho esquerdo, o que ainda possuía uma sobrancelha em cima, observava Amber com certa curiosidade sobre seu trabalho. – Não, não, esse título é mais apropriado para muitos dos meus irmãos, mas eu não to incluso na parte gay da Omega. – Um sorriso amarelo surgiu em seus lábios quando levou o cigarro até eles novamente.
Sem qualquer tipo de preconceito, Luke convivia bem com a fama de sua fraternidade, não fazendo alarde do caso ou alimentando a corrente homofóbica que ainda existia no campus, respeitava a sexualidade alheia, mesmo que vivesse importunando seus “irmãos” com os mais diversos problemas que trazia para a Omega. Com o olhar falsamente concentrado, Luke obedeceu à amiga e ficou parado, apoiando o cigarro no cinzeiro perto de sua mão destra após ter o levado aos lábios uma última vez até que sentiu a ponta fina da agulha rasgando a pele sensível de sua testa. Sua mandíbula se tencionou com a dor, mas não ousou franzir mais nenhuma parte do rosto para não atrapalhar Foster em seu trabalho. A última coisa que precisava era de uma tatuagem mal feita logo no rosto. A dor era familiar, não bem-vinda por seu corpo, porém familiar, pelas diversas vezes que sentiu agulhas arranhando sua pele para formar a tatuagens que possuía no torso, braços, mãos e pescoço. Controlando a respiração e fechando os olhos para não ver Amber imediatamente a sua frente delineando aquela loucura, Luke fechou a mão canhota e apertou o pulso contra a cadeira enquanto mordia eu lábio inferior com a intensidade da dor que estava sentindo, era como se estivesse espremendo mil espinhas entre os pelos da sobrancelha, sem nenhuma pausa.
shut up... and kiss me @luke & lottie
O som da voz do rapaz lhe agradava, seu sotaque era charmoso e sua voz possuía um tom rouco na medida certa, era o suficiente para manter a atenção de Charlotte por alguns cinco minutos. A morena transformou a expressão séria em sedutora, em questão de segundos. Seus olhos estavam levemente mais fechados, seus lábios remetiam aos lábios da Megan Fox – levemente abertos formando um biquinho sensual quase imperceptível. A mão direita tocava o copo que lhe fora trazido minutos antes, seu dedo anelar tocava levemente a borda do copo, enquanto seu cotovelo esquerdo era apoiado na mesa e, em seguida, a mão direita servia de apoio para seu queixo. Como consequência, os longos cabelos castanhos caíram para um só lado e agora tocavam o balcão. – Mudanças, huh? Estou precisando de novas perspectivas… Você conseguiu, Ômega, você tem cinco minutos da minha noite. – Charlotte deu uma risada vinda do fundo de sua garganta, mas essa não apresentava humor algum, tinha mais tom de deboche.
Ouviu o rapaz dizer mais um ponto entre ele e o líquido, e lembrou-se de que o tal só estava repousando no seu copo e sequer tinha o levado aos seus lábios. Ele tinha alguma razão, devia dar chances às pequenas mudanças e, se já estava dando cinco minutos de seu tempo para um qualquer, não via problemas em dar uma chance para uma bebida nova. Lottie levou o copo calmamente até seus lábios, e uma vez que o conteúdo tocou sua língua, passou um tempo apreciando o sabor. Lembrou-se dos dias que passara com seu pai degustando alguns uísques e das viagens aos vinhedos parisienses, sua boca já provara tanta coisa melhor que aquilo sequer lhe agradava. Mas também se remeteu aos goles de cerveja quente no porão da Kappa Tau e das vodcas de caráter duvidoso que suas irmãs Zetas insistiam em tomar nas festas mistas. Tanto a bebida quanto o rapaz eram só mais algo meia boca, algo suficiente para aquela noite e nada mais.
Por mais um segundo Charlotte tentou se lembrar do nome daquele garoto a sua frente, em vão mais uma vez. Felizmente sabia que Mitchell Ward ainda não estava insano o suficiente para aceitar na Ômega Chi um zé ninguém, ao menos ele tinha dinheiro ou influência. Era como se a Zeta Beta Zeta fosse aceitar uma garota feia ou acima do peso, ninguém falava abertamente sobre isso, mas sabiam que nunca aconteceria. Respirou fundo e deu de ombros para si mesma, ao menos um dos pré-requisitos básicos ele preencheria. – Qual parte da Inglaterra? – Charlotte perguntou e logo levou seu copo de volta para o balcão, retomando seu movimento com a mão direita.
Bastaram minutos para Lucas se dar conta de que os boatos não haviam vindo de lugar nenhum. Charlotte realmente merecia toda a fama positiva que lhe era dada. Era uma garota atraente, bastante atraente, ao olhar do inglês que agora se sentava no banco com um ar mais interessado, por sorte ainda era cedo e não havia consumido nenhuma bebida, caso contrário, estaria envergonhando a si mesmo ao tentar um golpe de tanta sorte com a Zeta a sua frente. Um peixe grande com lábios lindos, um corpo espetacular e um charme único: Era assim que Luke definia Charlotte na superficialidade daquele conhecimento, mas também, pouco estava interessado sobre algo mais profundo. Conhecer menos evitava conflitos e aliviaria sua fama de quebrador de corações, desde o ensino médio havia conseguido aquele título, além de outros mais, porém com o tempo a fama apagava-se da memória das pessoas e era substituída por outra.
Cinco minutos, Luke duvidava muito sobre ter apenas aquele limite de tempo, pois estava convencido que seu charme faria até alguém como Clark parar por meia hora de sua noite para receber o flerte de alguém tão empenhado. – Londres. Sou metade francês e metade inglês, puxei o charme, o carisma, e a riqueza das duas nações. – Um sorriso debochado fez-se presente em seus lábios, claro que a morena lhe perguntaria coisas do tipo, ainda era uma Zeta e Zetas gostavam de preencher certos quesitos. Pelo menos fora assim com as outras garotas daquela irmandade, gostavam de saber um pouco mais sobre a aceitação de um garoto tão diferente dos padrões da Omega naquela fraternidade. Realmente, Lucas não aparecia de paletó, não usava calça bege e muito menos tratava todos com a polidez que seus irmãos transpareciam em cada conversa, mesmo que curta, durante o dia. – Por isso o nome, Lucas não é tão comum na Grã-Bretanha. – Com o olhar caindo sobre o copo da outra, o Ômega logo ergueu as orbes castanhas novamente, olhando para Charlotte através dos círios e tendo consciência de que era a primeira vez que se anunciava na conversa, até então mal sabia se a outra se lembrava de seu nome ou não.
Fazendo um gesto para o barman, Luke pediu outro daquele copo para si e tornou a dispensar o empregado quando este fez menção de perguntar se gostaria de mais alguma coisa. A essa altura, os olhos do moreno estavam concentrados nos da garota a sua frente, transparecendo suas intenções em cada gesto, com o cotovelo apoiado no balcão e trazendo o copo aos lábios com a paciência de quem não tinha nada a perder. – Essa bebida provavelmente também não se importa em fazer efeito por uma noite e ser experimentada apenas uma vez, somos como um fenômeno, agora basta você dizer se valemos a pena por uma noite. – Jogando as cartas na mesa, Luke empurrou o resto da bebida garganta a baixo e tirou a jaqueta de couro que vestia pelo calor que a bebida havia lhe permitido sentir.
baby, I don't work in that way | Bruke
Eram tantas as coisas que se passavam na cabeça da Bree naquele momento que ela simplesmente confundia a si mesma, mas ela usava todo seu esforço para se concentrar nos milhares de trabalhos e prazos que tinha para aquela semana, e ela não deixaria nada atrasar e nem que suas notas caíssem, se tinha algo de que a morena se orgulhava era do fato de que sempre fora muito aplicada quando se tratava de seus deveres escolares, mesmo quando era obrigada a ter aulas em casa, durante as viagens com seu pai, mesmo sendo um tanto entediante, as notas de Bree nunca decepcionaram os professores. Porém a atenção de Bree era perdida com muita facilidade, ela se distraía com praticamente tudo a sua volta, uma simples borboleta voando pelo campus poderia faze-la esquecer de qualquer coisa que estivesse fazendo e prestar atenção no animal voando, o que tornava a realização dos trabalhos um tanto complicado, ela precisava se isolar em seu quarto ou na grande biblioteca do campus, eram os poucos lugares onde ela conseguia se concentrar e não saia de lá até que tudo ou boa parte daquilo que precisasse estivesse feito.
Após organizar os papéis em sua mão, a morena deixou que seus olhos pousassem em Luke por alguns instantes antes de ouvir sua pergunta – Até a onde eu sei sim. – deu de ombros fechando a tela do computador delicadamente, suspirou percebendo que teria problemas em lidar com o garoto que não parecia nem um pouco interessado naqueles milhares de trabalhos que havia sido pedido pelos professores. – E eu não faria nem mesmo se você pedisse. – sorriu ironicamente na direção dele e revirou os olhos, enquanto levava as mãos aos cabelos e os prendia em que frouxe, de modo que alguns fios caíram sobre seu rosto, a fazendo suspirar mais uma vez e baixar o rosto para os papéis.
- E você acha que eu faria isso por você, porque motivo mesmo? – pegou o pendrive e o devolveu na mão do garoto, fechando a mão dele sob o mesmo, e soltou todo o ar de uma forma meio debochada. – Você tem dinheiro e coisas a oferecer? Uma pena que no momento eu não preciso de nada, então guarde o seu dinheiro e as outras coisas para alguém que precise delas ou que no mínimo se importe com isso. – sorriu na direção dele e revirou os olhos mais uma vez, não aguentava esse tipo de pessoa que achava que simplesmente poderia se livrar das obrigações por ter dinheiro ou “coisas a oferecer”. – Eu não vou fazer o trabalho pra você, a minha parte está quase finalizada, você pode fazer a sua ou eu termino tudo sozinha e o trabalho leva apenas o meu nome. Não vou fazer por você. – balançou a cabeça na negativa e encarou o garoto – Posso até ajudar você, mas fazer não vai rolar, não adianta nem tentar. -
Ter repetido o último ano de ensino médio não era um grande orgulho para Luke, mas este também não se arrependia nada do feito, havia repetido sim, mas não por falta de notas em seu boletim, e sim por tanto cabular as aulas em busca de algo mais divertido do que passar horas trancado em uma sala, também o fato de tratar com desrespeito muitos dos alunos de seu ano era um dos pontos de ter repetido. Gostava de sua liberdade e prezava por esta, era aplicado para as coisas que seriam de seu interesse, quando um ano de sua escola não era de seu interesse, então apenas não participava deste, não obedecia a seus pais e não seguia a linha que todos pensariam que o filho de um dos casais mais ricos de Londres deveria seguir. Lucas gostava de pensar que seguia a trilha para ser ele mesmo, os estudos eram apenas algo a parte, a vida já havia lhe ensinado tanto pelas coisas que tivera que passar - nunca um aperto como a falta de dinheiro – mas já vivenciara casos violentos, envolto em drogas e gangues, não era um ignorante, apenas aplicava-se a coisa certa.
Brianna era justamente a garota que Lucas traçara um perfil sobre um pouco mais cedo, quando passara pela porta daquele quarto. Uma garota envolta de mimos e extremamente reconhecida por ser filha de um ator mundialmente famoso e aclamado pelas críticas, alguém que devia ter vivido na sombra de seu pai por tempo demais. Um sorriso amarelo iluminou-se nos lábios de Luke, um sorriso meramente falso quando observava cada ação de sua parceira, aquele certamente não era o tipo que lhe chamaria a atenção durante uma noite no Joe’s, por exemplo. – Por qual motivo, querida. – Corrigiu-a rapidamente. – Eu não sou um gênio do inglês, mas sei colocar as palavras em ordem certa. – Um tom esnobe era incrementado em sua voz, do modo que era quando começava a irritar-se.
Imaginando que tudo fosse mais simples, que a outra não fosse uma estúpida ignorante e simplesmente aceitasse aquilo, Luke suspirou profundamente. Suspirar e contar até dez eram símbolos das coisas mais clichês que poderia ser recomendado por uma psicóloga para o alívio do stress, a senhorita Finns era muito bem paga pela família Rafferty, mas seus métodos eram os mais tradicionais possíveis para tratar da doença de Luke. – Claro que você não precisa, é filha do Edward mãos de tesoura. – Um riso escapou pelos lábios do maior quando este jogou o pendrive dentro da mochila e tornou a fechá-la. – Vamos testar sua memória, senhorita Depp. Lembre-se bem da aula que tivemos, mais especificamente da aula em que o professor passou esse trabalho. – Com um tom falsamente diplomático, os olhos de Luke estavam concentrados em Brianna quando se levantou, sem esperar resposta alguma, continuou. – Ele disse que: O trabalho deverá ser entregue em duplas, apenas. É uma dessas idiotices de juntar pessoas e torná-las amigas, nossa, me sinto como no High School novamente, mas é, se você colocar só o teu nome, eu e você não teremos nota. Se não fizer, nós dois continuaremos sem nota, mas olhe só! Se você fizer tudo, ficaremos bem e com nota. Mas agora nós dois não precisamos mais discutir sobre isso, estou de saída. – Caminhando tranquilamente até a porta e jogando a mochila sobre o ombro, Luke apenas acenou para a outra antes de sumir de sua vista. Definitivamente não estava com saco para discutir sobre o número de notas zeros que teria no semestre.
Enfin quelqu’un qui parle français.
Me desculpe, fico me esquecendo que as pessoas aqui não entendem. Internato na França? Que clichê.
Uma francesa bonitinha que veio para América achando que todos devem entender seu idioma ou achar bonitinho ela fazer biquinho, cliché.
Excusez-moi, aprendi francês antes do inglês porque a senhora minha mãe cantava La Vie En Rose para me fazer dormir do meu nascimento até os quatro anos, viajava para Itália a cada final de semana desde os três anos e você, com toda certeza, já admirou as vitrines das joalherias da minha família. Então, é, eu tenho boa parte da riqueza do seu país e um tanto da cultura.
Você faz o que quiser, desde que não me encha o saco.
Acha mesmo que estou contanto com a sua presença na Greek Week? Acredite, você não está em pauta em nenhum esporte, então vá ser feliz. Não sou otário a ponto de acreditar na sua fiel e incrível fidelidade à Omega Chi.
O que eu quiser? Posso pegar o wi-fi do teu quarto? Ou pelo menos pagar pelo meu próprio, o sinal nessa casa é um lixo.
Ainda bem que você não tá contando comigo, ensinei direitinho.
No dia que eu beijar uma bola de futebol e ganhar o campeonato, eu te aviso.
Contanto que você não obrigue todos os Omegas chis a fazerem isso também.
Aliás, preciso de mais uma viagem para a próxima Greek Week, treine bem os pledges, eles que vão salvar seu rabo.
Mas quando a bola vem pra sua cara, assoprar é que não adianta.
E beijar sempre adiantou, né?
Cette conception était de la merde
Pas besoin de manger le papier.
Agora volta pro inglês que eu estou enjoado da França desde que saí do internato.
entre vc e o daniel, quem é o passivo e o ativo?
Eu sou o ativo, não que eu já tenha transado com o Dan.