Sem Guerra.
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Ambas as sobrancelhas se arquearam de surpresa com o silêncio que reinara quando a garota Chastwell pedira silêncio. Aquilo sim era uma posição. A família da mesma tinha algumas desavenças com os Stuart, mas de fato, era de se admirar a imagem que a garota fazia com os demais. Liderança parecia emanar dela. Porém, parecia que ela estava do lado agressivo, na verdade estava comandando aquilo. Sua expressão dura não mudara, apenas cruzou os braços sobre o peito, ouvindo as palavras da mesma. Suspirou, balançando a cabeça negativamente em desaprovação:
-Raiva? OK. - Dera uma volta lenta no mesmo lugar, encarando à todos ali até parar de frente para a garota outra vez -A situação já está informada, senhorita Chastwell. Você são treinados aqui para aprimorar suas habilidades e não sair atacando ninguém, muito menos se defender de algo que não existe. - Molhou os lábios -O que vejo é que alguns decidiram que agir com violência contra eles vai resolver? Estão com a cabeça menor que a deles por pensar em guerra? Espera. Vou igualar vocês à eles. Eles não concordam com a gente, não são iguais, mas vou agir da mesma forma e atear fogo com fogo. Qual o maldito problema de mostrar uma posição diferente? Até um rato ataca quando se sente encurralado. É isso que eles estão sentindo. - Cerrou os dentes outra vez, voltando a se virar - Na hora que eu vi aquela porcaria na TV, minha vontade foi de sair e encontrar aqueles malditos. Acabar com todos eles. Mas não vai resolver nosso problema. O que vamos fazer? Acabar com todos? Ninguém aqui tem alguém na família que não tenha poder? Qual é, vamos eliminar, e se eu tiver um filho no futuro e ele não nascer com habilidades, sinto muito, nasceu condenado. É isso que querem? - Questionou ao tempo que voltava sua atenção para a Chastwell -Ou é a senhorita que só que uma desculpa pra sair machucando outros por aí?
—— (( ❄ ┇☓ Só um floreio de mão, era tudo que precisava para fazer a garganta alheia se fechar com o aço e cessar a respiração do loiro para sempre, mas ela não podia, não queria, Lloyd era problemático, mas ela tinha certeza que o pensamento do professor mudaria assim que este percebesse aquilo que aqueles que já estavam de seu lado já haviam percebido. A hostilidade. Os olhos de Bastine correram pelos presentes no local antes de m sorriso de lado aparecer em seu rosto, era um belo discurso, mas ela tinha crescido com Alastar Chastwell, nada a faria abaixar a cabeça.
❝ Não existe? Foi bem real, foi uma declaração de guerra. Creio que saiba a definição de guerra, o que vamos esperar? As primeiras mortes? Eles já mataram um de nós, aquele pobre garoto tinha apenas 16 anos e estava assustado! E eles fizeram parecer que ele era um terrorista. Eles vão vir por nós, todos nós e o que vamos fazer? Sentar e pedir para que parem? As coisas não funcionam assim. ❞ As mãos foram abertas em sinal de dúvida. ❝ Agir com violência? Não estamos agindo. Estamos defendendo a ideia de que se nos atacarem nós revidaremos, com força total em um golpe só. ❞ Deu de ombros. ❝ Me diga você, senhor. Estamos seguindo os exemplos que temos todos os dias, todos aqui já o viram gritando com alguém por não concordar com seu ponto de vista, não deveríamos agir como o senhor, então? Está dizendo que está errado no que faz? ❞ A cabeça foi levemente inclinada para o lado enquanto deixava o rosto ser tomado por uma expressão de inocência. Bastine mordeu a ponta da própria língua, não queria esbravejar sobre como ratos podem matar cobras quando estas não atacam primeiro, como ratos podem enlouquecer e matar as próprias crias quando não reconhecem estas, como ratos e humanos são muito parecidos, mas eles eram melhores. Melhores do que ratos e com toda certeza melhores do que meros humanos. ❝ Talvez resolva, quanto mais deles acreditarem que somos perigosos mais de nós sofrerão. Você têm noção do que aqueles que não estão no instituto podem sofrer? Aqueles com mutações físicas. É fácil para você e eu falarmos, estamos dentro do instituto, seguros, lá fora não há nada que vá entregar que somos mutantes, mas e quanto aqueles cujos poderes os fazem diferentes corporeamente? Aqueles assustados e desamparados que serão caçados por uma população covarde? Devemos abandonar estes? Virar as costas para seu sofrimento? ❞ Olhou para os colegas, a maioria do seu grupo de fato tinha pais mutantes, mas a maioria também havia sido expulsa de casa pelo fato de ter poderes, rejeitados pelos próprios progenitores por uma coisa a qual não controlavam. ❝ Nós nunca falamos sobre extermínio, senhor, isso foi você. ❞ A falsa confusão tomou seu semblante por um segundo, de fato ela não havia falado sobre isso, não cabia a ela exterminar uma raça, ainda mais sendo judia, sabia que a perseguição deveria ser apenas para aqueles que de fato atentavam contra a segurança mutante. ❝ Uma desculpa? ❞ Agora ambas as sobrancelhas de Bastine haviam se erguido, ela queria aquilo, uma chance de cutucar aonde sabia doer. Oh, os pecados do passado eram tão divertidos para simplesmente serem deixados de lado. ❝ Ao contrário do senhor eu não preciso de desculpas para isso, se eu quisesse bater em alguém eu faria, mas como observou eu nem estava na briga, estava apenas olhando a confusão. Se meus colegas de classe decidiram se atacar não é minha culpa, simplesmente assim. Me culpar por isso seria como culpar um de seus irmãos pelo seu atentado contra sua esposa. Simplesmente não seria...Justo, entende? É claro que se ainda quiser o fazer, vá em frente, seu discurso sobre filhos e tudo mais foi bem emocionante. Sério, fez meus hormônios da gravidez borbulharem, mas veja bem...Genes mutante são recessivo, recessivos com recessivos só podem gerar indivíduos recessivos. Logo a população se torna cada vez mais mutante por conta disso, é genética base, populações tendem a recessividade, então as chances de você ter um filho humano tendo pais mutantes e uma esposa mutante é quase nula, professor. ❞ ))










