Galeria: Luca Argel (Teatro Maria Matos, Lisboa)
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Galeria: Luca Argel (Teatro Maria Matos, Lisboa)
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Fotografia: Joana Gomes
Galeria: Conta-me Uma Canção - Rui Reininho + Samuel Úria (Teatro Maria Matos, Lisboa)
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Fotografia: Joana Gomes
Galeria: Resistência (Coliseu dos Recreios, Lisboa)
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Fotografia: Joana Gomes
All Time Low pela primeira vez em Portugal
Os All Time Low vão trazer a digressão mundial "Everyone's Talking!" ao LAV, em Lisboa, no próximo dia 17 de Fevereiro.
Com uma reputação invejável dentro da cena alternativa nas últimas duas décadas, construída com hits como "Dear Maria, Count Me In", "Weightless" ou "Lost In Stereo", a banda norte-americana de punk rock irá contar também com a companhia de luxo dos Mayday Parade, Four Year Strong e The Paradox, numa noite que promete aquecer e deixar qualquer depressão ou tempestade à porta.
Os bilhetes estão à venda e podem ser adquiridos aqui, ou nos locais habituais (Ticketline, Fnac, Unkind).
Abertura de portas: 19:00
Início: 19:30
Com a promoção da Free Music Events
Galeria: Conta-me Uma Canção - Clã + Sérgio Godinho (Teatro Maria Matos, Lisboa)
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Fotografia: Joana Gomes
North Festival: Luís Trigacheiro com ÁTOA e Linda Martini juntam-se ao cartaz de 2026
O North Festival anuncia hoje mais dois nomes no cartaz de luxo da edição de 2026: Luís Trigacheiro, com a banda ÁTOA como convidada, e Linda Martini juntam-se aos já anunciados The Cure, The Waterboys, Snow Patrol, Ornatos Violeta, Liniker e Mogwai num dos mais esperados festivais deste verão, para o qual mais nomes serão revelados em breve. Também anunciada hoje é a nova modalidade de bilhete: um passe de dois dias com acesso ao relvado, para os dias 5 e 6 de Junho, com o preço de 78€.
Luís Trigacheiro nasceu em Beja, influência muito presente na sua música. Dono de uma poderosa voz, começou a cantar nos coros do Alentejo, onde o género predominante é o Cante. Depois de ganhar o The Voice Portugal em 2020 acumulou singles e Discos de Ouro e concertos nas mais prestigiadas salas do país. O artista actua no dia 5 de Junho.
Linda Martini sobem ao palco dia 7 de Junho. Banda incontornável da música portuguesa dos últimos 20 - com um pé no punk e outro no hardcore -, tem André Henriques, Cláudia Guerreiro, Hélio Morais e Rui Carvalho na sua formação actual. Em 2025 lançaram o álbum “Passa-Montanhas”, uma reflexão sobre o que é ser uma banda há mais de duas décadas gravada no meio das montanhas da Catalunha, por entre vinhas e cavalos, que fará parte do alinhamento deste concerto.
O North Festival regressa de 5 a 7 de junho de 2026, numa das edições mais aguardadas de sempre e num novo recinto: a Cidade Desportiva da Maia, um espaço amplo e alargado, especialmente pensado para proporcionar a melhor vivência possível aos festivaleiros, com mais conforto, acessibilidade e uma experiência melhorada, a poucos minutos do Porto, do aeroporto e das principais ligações rodoviárias e de transportes.
Com três palcos, uma programação que junta grandes nomes internacionais e nacionais, e uma forte identidade urbana, o North Festival volta a afirmar-se como um dos eventos de referência no panorama musical português.
Aberta a segunda fase dos bilhetes, encontram-se disponíveis Bilhetes Diários, Bancada VIP e Camarote VIP para todos os dias, bem como o passe geral para os três dias do festival e o passe de dois dias, estando os bilhetes diários para dia 7 perto de esgotar. Todos os bilhetes podem ser adquiridos em www.northmusicfestival.com e nas lojas CTT.
Vê aqui as confirmações até à data:
UHF no underground, um concerto único em Lisboa
E o que significa isto? Um desafio que está a empolgar a banda, um acto único que fique registado para memória futura. Em 1979, na sequência da edição do EP "Jorge Morreu", António Sérgio, o radialista guru que todos esperávamos por ouvir quando a noite já era um manto, introdutor das novidades do eixo Manchester/Londres e de uma boa parte do besouro sedeado na Greenwich Village, qualificava o primeiro 3 canções dos UHF de underground português, sem aspas. Descobriu o António ali uma nova linguagem literária e musical, saída da periferia da margem esquerda do Tejo. Dura de realidade e crua de meios. Passa um pouco mais dos 47 anos sobre esse mês de Novembro de 1978, o Ano Um dos UHF. Centenas de quilómetros de cordas de guitarras volvidos, por aqui e por todo o ali, a ‘locomotiva de Almada’, como alguns lhe chamaram no início, vai realizar um concerto único, que é um desafio (outro, que a rotina incomoda), e chamaram-lhe UNDERGROUND-UHF. Mas o que é esta coisa musical? Um repertório virgem, que a banda anda vigorosamente a discutir, e que somará 22 canções nunca antes tocadas ao vivo, ou que, por engano, um dia uma ou outra se ouviu. Aceitando levantar a cortina, ouvimos a Caçada (1979), Concerto (1982), Lisboa Hotel (1993), ou Quero Sair Vivo (deste mundo menor) (2023). Mas será assim?
Os bilhetes para o espetáculo custam 25 euros, à venda a partir da próxima sexta- feira, 23 de Janeiro, pelas 09:00, em https://uhf.pt/ e nos locais habituais. Horários: Abertura Portas: 20h30 Inicio do espetáculo: 21h30
Galeria: Patrick Watson, LAV Lisboa ao Vivo (14/01/2026)
Fotografia: Joana Gomes
Calendário de Janeiro (atualizado 02/01)
*clica na imagem para ver em hd e fazer download
Legenda: Festival / Clubbing
Atualização: 24 Janeiro - Capitão Fausto em Lisboa
Consulta a agenda anual aqui
Galeria: Tiago Bettencourt, Campo Pequeno (18/12/2025)
Fotografia: Joana Gomes
Galeria: Silence 4, MEO Arena (13/12/2025)
Fotografia: Joana Gomes
Galeria: Delfins, Tivoli BBVA (01/Dez/2025)
Fotografia: Joana Gomes
Novas confirmações: North Music Festival
The Waterboys e Liniker são as novas confirmações do North Festival. Estes são os primeiros artistas confirmados para o dia 6 de Junho, cujo headliner será anunciado em breve. Estes dois concertos, inicialmente programados para o Super Bock Arena, foram transferidos para o North Festival de forma a proporcionar uma melhor experiência e condições ao público, sendo que os bilhetes adquiridos previamente para The Waterboys e Liniker serão válidos para este dia do festival.
Com uma carreira marcada por décadas de êxitos, uma presença incontornável nos palcos internacionais e uma ligação profunda ao público português, os The Waterboys, são um dos grandes nomes para o segundo dia do festival - 6 de Junho. Recorde-se que a banda Escocesa é repetente no alinhamento do North Festival, num dos concertos mais memoráveis de sempre do festival, segundo os festivaleiros. Para este ano, Mike Scott e companhia, prometem repetir a façanha e fazer soar bem alto na Cidade Desportiva da Maia, êxitos como “The Whole of the Moon” ou “Fisherman’s Blues”.
No mesmo dia sobe ao palco a artista brasileira Liniker, grande vencedora da última edição do Grammy Latino, arrecadando três prémios. Esta traz ao Grande Porto o seu segundo álbum, “Caju”, com um espetáculo aclamado pela crítica e pelo público. Cantora, compositora e uma das figuras mais influentes da música brasileira contemporânea, Liniker é um dos grandes nomes da nova geração da MPB, com uma carreira marcada por inovação estética, presença arrebatadora em palco e um contributo cultural de forte impacto social. Mais do que uma artista em ascensão, Liniker é hoje um símbolo de representatividade, liberdade e transformação — com lugar garantido entre os nomes que estão a moldar o futuro da música em português.
Uma das grandes novidades desta edição do North Festival é a duração dos concertos. Como anunciado na semana passada pelo diretor da Vibes & Beats - promotora do festival Jorge Veloso, “as bandas irão ter oportunidade de apresentar os seus concertos completos e não, com limites de horários impostos habitualmente pelos festivais”
Recorde-se que o North Festival regressa de 5 a 7 de junho de 2026, numa das edições mais aguardadas de sempre e num novo recinto: a Cidade Desportiva da Maia, um espaço amplo e alargado, pensado para garantir mais conforto, acessibilidade e uma experiência melhorada, a poucos minutos do Porto, do aeroporto e das principais ligações rodoviárias e de transportes.
Com três palcos, uma programação que junta grandes nomes internacionais e nacionais, e uma forte identidade urbana, o North Festival volta a afirmar-se como um dos eventos de referência no panorama musical português.
Apesar de os bilhetes de relvado para o dia 7 estarem esgotados, continuam disponíveis as outras categorias - Bancada Vip e Camarote Vip - bem como o passe geral para os três dias do festival. Todos os bilhetes podem ser adquiridos em www.northmusicfestival.com e nas lojas CTT. Fica a par dos eventos agendados para o ano de 2026, com a agenda Music Shooters
Galeria: Castello Branco & Ensemble
Fotografia: Joana Gomes
Galeria: Ornatos Violeta, Tivoli BBVA (14/11/2026)
Fotografia: Joana Gomes
Entrevista: Banda Evols reflete sobre o novo álbum "The Ephemeral" e a jornada de 17 anos de carreira no rock psicadélico
Formados em 2008, em Vila do Conde, os Evols são uma das bandas mais consistentes no género alternativo nacional. Expressam a atitude e a força do Norte através do seu trabalho e a sua música resiste à efemeridade dos tempos.
Com o lançamento do novo álbum "The Ephemeral", em Setembro, a equipa da Music Shooters entrou em contacto com a banda para uma entrevista exclusiva.
Quando abordados acerca das vantagens de fazer música longe da capital, o membro da banda, Carlos Lobo, afirma que "Estarmos fora das grandes cidades tem as suas vantagens e desvantagens. Por um lado, nunca pertencemos a nenhuma cena musical específica, o que nos libertou de certos rótulos. Por outro, somos menos conhecidos e temos menos espaços culturais à nossa volta. Talvez o nosso espírito combativo venha um bocado daí".
Desde a sua formação, em 2008, os Evols mantêm-se fiéis ao seu registo rock psicadélico, um género que consideram cíclico. "A música está sempre a reinventar-se, existem estilos musicais que estão sempre a ser recuperados. Já assistimos à morte das bandas várias vezes, mas elas continuam a existir. Há algo de comunhão em tocar em banda que é difícil de reproduzir a solo.", afirmam, e acrescentam "Acima de tudo continuamos apaixonados por música e por fazer coisas novas, não gostamos de estar presos ao passado".
Questionados acerca do nome da banda, atribuem a origem da inspiração ao disco "EVOL", dos Sonic Youth. "Os Sonic Youth foram uma influência enorme na nossa juventude, no tipo de sonoridade e na liberdade criativa com guitarras", recordam.
Com uma carreira de quase duas décadas, a identidade dos Evols foi-se moldando com a abertura a diferentes influências, incluindo a entrada de novos elementos. "Cada novo elemento traz ideias e modos de compor e tocar. A identidade musical dos Evols tem a ver com as afinidades que existem na banda, influências que se repetem às quais conseguimos introduzir algumas das coisas novas que vamos ouvindo. Essas influências tanto podem ser mais melódicas como ir para o noise total mas depois temos de ver o que funciona no contexto desta banda. A continuidade dos elementos fundadores da banda também ajuda a manter esse espírito." explicam.
O novo álbum "The Ephemeral", lançado em Setembro, reflecte essa evolução. O disco introduz voz feminina e arranjos de saxofone, resultando num som mais expansivo e emotivo. Apesar de o disco ter saído há pouco tempo a sua recepção tem sido bastante positiva: "As reações que temos recebido são muito boas. O feedback aos dois primeiros singles já indicava o potencial deste disco em chegar a mais pessoas. Queremos tocar mais em diferentes salas por todo o país e levar o disco a cada vez mais público" comentam.
Relativamente à nova sonoridade do projecto, informam que “O Rodrigo Amado surge pela admiração que temos por ele enquanto músico mas também por amizade pessoal devido a afinidades no mundo da fotografia. Quando lhe lançámos o desafio, era para um só tema, mas o Rodrigo Amado foi incrível e enviou-nos quatro temas. A Sara Macedo e a Calcutá para além de serem excelentes intérpretes, trazem a possibilidade de contraponto à voz do Vitor, trazendo assim novas harmonias e nuances que uma só voz masculina não consegue transmitir", partilham, "Estes convidados para além do seu talento musical, aportam também a sua sensibilidade às nossas canções, sendo que já sabíamos de antemão quais os temas que podiam ser enriquecidos por essas participações".
O título do disco é, ele próprio, uma reflexão sobre o presente. "A efemeridade é um conceito com aplicações muito vastas mas penso que estamos a falar na omnipresença actual do efémero, onde nada parece ser feito para durar, onde tudo é demasiado e rapidamente transitório ou instantâneo: o tempo, a gratificação, o foco, o assunto do momento. Mesmo a música que hoje é produzida parece passar muito rápido de moda, a banda sensação que na semana seguinte já deu lugar a outra", desabafam, "São tempos estranhos aqueles em que vivemos. A capa do disco é também fortemente irónica em termos de iconografia, pois apesar de ter um "gatinho", este está rodeado de esqueletos que o observam com atenção. Há imensas leituras nesta imagem".
Apesar da sua experiência na área do audiovisual, a banda decidiu passar o testemunho ao colectivo de artistas RIZOMA no que toca ao videoclipe da música "Euro Tragedy,". Afirmam que "O vídeo foi uma encomenda com total carta branca. Eles perceberam bem a estética da canção mas a liberdade criativa foi total pois não fazia sentido estarmos nós a direcionar a imagética do vídeoclip".
Entre memórias de estrada, os Evols destacam uma tour em Espanha, a abrir para os "Dodos", como uma das mais marcantes. “Foi ainda na fase de trio. Nessa tour tínhamos connosco o Pedro Maia que era responsável pelos visuals e pelo caos dos strobs e nuvens de fumo. Alguns desses concertos foram mesmo épicos", recordam.
Inquiridos sobre a utilização da língua inglesa, os Evols explicam que a escolha nunca foi estratégica. “Começámos assim e nunca sentimos razão para mudar. Não fazemos música a pensar em fronteiras. Vamos ser fiéis às nossas origens e influências”, dizem.
Mesmo com o novo álbum ainda fresco, os Evols já pensam no que vem a seguir. “Sempre que lançamos um disco, automaticamente já estamos a pensar no próximo. Passamos imenso tempo em torno das canções novas.”
Para finalizar a entrevista, achámos interessante perguntar se teriam rituais enquanto grupo, antes de subir a palco, mas nesta questão, os vilacondenses mantêm-se simples: "Não temos superstições. Gostamos de jantar juntos antes dos concerto, esse convívio é um dos maiores prazeres de estar numa banda com amigos. No fundo, é isso que nos mantém a fazer música".
Foi um privilégio para a equipa da Music Shooters falar com a banda e dessa forma celebrar 17 anos de viagem pelo mundo da música alternativa. Os Evols subiram ao subpalco do Teatro Rivoli, no Porto, no passado dia 31 de Outubro para apresentar "The Ephemeral" num concerto intenso e imersivo, marcado pela atmosfera hipnótica que caracteriza a banda. Com novas datas já a serem planeadas, prometem continuar a espalhar o seu som singular pelos palcos do país. Concertos que, sem dúvida, não podemos perder.
Ouve o álbum na íntegra no bandcamp ou Spotify
Texto: Cristiana Baptista
Galeria: João Pedro Pais no Tivoli BBVA (08/Nov)
Fotografia: Joana Gomes