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@naitemenezes
“Por favor não me prometa o mundo, não quero tudo isso, eu só quero atenção. Quero que note o novo corte de cabelo ou a cor que quase imperceptivelmente mudou. Diga diariamente o quanto me ama, diga várias vezes e não só com a boca, use os olhos e seu coração, use a alma pra me falar do seu amor. Lembre-me diariamente que sabe e pode me fazer feliz, relembre-me dos nossos primeiros encontros e de como você adorava rir ao telefone. Lembre-me do quanto eu amava seu riso ao telefone. Lembre-me o porque de nossos beijos se completarem e não se esqueça de dizer o quanto quer que isso nunca mude. Às vezes eu não vou merecer isso, mas tenha paciência e só aumente o tom de voz quando precisar cantar nossa canção pra que eu perceba que ela ainda faz sentido. Quando eu não merecer seu beijo me beije assim mesmo e não diga nada, eu vou saber interpretar seu silêncio e vou querer corrigir meu erro. Não deixe que outro alguém me dê ombro quando o ombro que me pertence é o seu e não deixe que ninguém seja mais meu amigo que você, não quero ter segredos com outra pessoa, entende isso? Se não houver mais planos e de alguma forma perder a graça, me diga isso e diga se quer recuperá-la, diga antes que seja tarde e eu farei por ti ainda mais que o que faço, qualquer coisa, um sonho doido, o que quer que seja pra que a mágica não se perca. Esteja atento a mim, mostre-me isso, se mostre aqui. Estou ligada em tudo que te cerca e a única coisa que pode evitar que isso mude é que você faça o mesmo por mim. Me ame de volta, com toda a atenção e carinho que também lhe dedico, me ame por inteira e permita que eu possa te amar também. Me ame de verdade e convença-me, todos os dias, que não fará sentido algum amar outro alguém.”
— Chuck and Blair.
“Me perdoa por eu querer de uma forma tão intensa tocar em você que te maltrato. Minha mão acostumada com um mundo de chatices e coisas feias fica tão gigante quando pode tocar algo lindo e puro como você, que sufoca, esmaga e estraçalha. Me perdoe pela loucura que é algo tão pequeno precisando de amor e ao mesmo tempo algo tão grande que expulsa o amor o tempo todo. Eu sou uma sanfona de esperança. Eu tenho estria na alma.”
— Tati Bernardi
“Palavras não bastam, não dá pra entender, e esse medo que cresce e não para. É uma história que se complicou e eu sei bem o porquê. Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços, me entorta as costas e dá um cansaço. A maldade do tempo fez eu me afastar de você. E quando chega a noite e eu não consigo dormir. Meu coração acelera e eu sozinha aqui. Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão. Olhos nos olhos no espelho e o telefone na mão. Pro tanto que eu te queria, o perto nunca bastava e essa proximidade não dava. Me perdi no que era real e no que eu inventei. Reescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer, e te dedico uma linda estória confessa. Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você. Te contei tantos segredos que já não eram só meus. Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu. Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor, essa paixão é antiga e o tempo nunca passou. E quando chega a noite, e eu não consigo dormir. Meu coração acelera e eu sozinha aqui. Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão. Olhos nos olhos no espelho e o telefone na mão.”
— Tiê.
autossabotagem;
é quando preciso tomar remédios pra dormir porque ficar acordada é pesado demais. é quando quero dormir o tempo todo porque meus pensamentos me privam da vida real. é sofrer por duvidar que sou amada quando ao mesmo tempo me sinto desmerecedora do amor e incapaz de recebê-lo. é quando sou eu a pessoa quem me dá as facadas pelas costas
“Meu amor, dia desses eu até chorei, e não era por medo de mim ou de ti. Era um misto de tensão e de alegria. Eu me senti como numa seção de achados e perdidos: mesmo que tenhamos nos achados, tenho medo de nos perdermos. Chorei porque o seu sorriso me arranca sensações que eu só via nos cinemas. Chorei porque provei de tanto cinismo que a sua sinceridade me ardeu os olhos antes de me acalmar e porque te encontrar abriu tantos caminhos que até me confundi entre eles. Lembro de uma vez ter escrito que nós não amamos por completo até o primeiro choro desesperador, que começa aparentemente do nada e se vai também do nada, sem consolo, apenas no escuro do quarto. Que eu te amo já se sabia, o que se sabe agora é que é desesperador. Não deixa a minha mão solta, não me larga pelo mundo, não descrê de nós. Não testa o meu desespero. Eu não quero saber de mim enquanto ainda posso saber de ti.”
— Camila Costa.
“Criticam tudo, e quero dizer mesmo tudo, sobre mim: o meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras; cada centímetro de mim, da cabeça aos pés, dos pés à cabeça, é objecto de mexericos e debates. São-me constantemente lançadas palavras duras e gritos, embora eu não esteja habituada a isso. Segundo as autoridades definidas, eu devia sorrir e aguentar.”
— O Diário de Anne Frank.
Diferentizou
Sobre se contentar com migalhas
Esses dias eu percebi que possuo a terrível mania de me contentar com migalhas. A verdade é que discutimos sempre sobre aqueles que idealizam demais o amor e que criam mil e uma expectativas a respeito de um relacionamento, mas esquecemos de observar o extremo oposto disso: Aqueles que aceitam o pouco, o efêmero, como suficiente. Não falo sobre uma medição do que pode ser ou não considerado amor de verdade; sentimentos são subjetivos e cada um de nós os expressa de forma distinta. Mas falo sobre o se doar para alguém. Se entregar, se expor, dar valor. A consideração que uma pessoa possuí por outra e a importância que atribui à relação entre elas pode sim ser medida, e deve ser questionada. O meu grande problema é que não paro para analisar justamente isso. Me agarro a primeira insinuação de interesse, ao gesto mais sutil de afeto e os levo comigo como verdade absoluta. Todavia, muitas vezes, o que acredito ser uma chama forte não passa de uma mísera faísca, que logo perde seu brilho. E é aí que erro. Eu permaneço presa aquilo, ainda que seja perceptível a ausência de luz. Tenho o péssimo costume de achar que é assim que as coisas funcionam: No começo arde, mas fatalmente uma hora tudo esfria. Apenas recentemente vim me dar conta do quanto esse pensamento era equivocado. O amor não deve perder o brilho, mas sim ter ele intensificado; Uma relação deve se manter continuamente aquecida. Não está tudo bem as demonstrações de carinho se transformarem em raridades ou as conversas se tornarem vazias. Não é ok tratarmos alguém como prioridade, ao passo que o outro só nos afaga quando necessita de algo. Não devemos aceitar migalhas. Não podemos. Merecemos uma pessoa que esteja disposta a realmente estar ao nosso lado e sentir na mesma intensidade que sentimos. Uma pessoa que não tenha medo do comprometimento e que enxergue a preciosidade existente nos momentos de encontro, nos falatórios sem sentido e nos abraços ainda meio tortos. Uma pessoa que goste de ouvir nossa voz através do telefone por horas e que reconhece nosso perfume impregnado na roupa dela. Precisamos de alguém que nos ame sem poréns e parênteses, de maneira genuína e, mais importante, completa. Porque quem vive de migalhas nunca estará plenamente saciado. E quem as dá, de certo poderia ter ofertado muito mais.