você tentou me tocar e penetrar no meu peito todo o teu amor revolucionário, mas o meu ceticismo te tirou do eixo. eu queria te contar dos antigos amores, dos hematomas e de como eu aprendi sobre idas e da minha pequenez diante disso, mas eu não posso te falar sobre essas coisas que me programaram pra fugir depois de tanto querer ficar. e não é que eu seja impenetrável, mas eu demorei demais pra conseguir fincar algo sólido dentro de mim e eu sei que te deixar entrar é o mesmo que te deixar ruir isso; e eu não posso desmoronar novamente. [desculpa se tu abriu o peito e eu tranquei o meu, mas o meu ateísmo no amor não iria quebrar nem mesmo que o teu amor fosse messiânico.]



















