Enquanto procurava por seu relógio nas caixas do achados e perdidos, Helena se dava conta que as pessoas da instituição perdiam coisas muito peculiares. Os objetos que ali encontrava variavam de simples chaves até peças de roupas. Como diabos alguém poderia perder algo como uma calça, ela não saberia dizer. E, sinceramente, talvez fosse melhor nem ter uma resposta. Ignorância, às vezes, era de fato uma benção. Então limitou-se apenas a trocar de caixa e continuar por a busca pelo seu pertence, mas, momentos depois, se viu novamente distraída ao encontrar uma peruca chanel platinada. Com a curiosidade atiçada, não hesitou em colocar a peruca, escondendo sob a mesma os fios escuros para logo em seguida checar o seu reflexo em um espelho da caixa. Instantaneamente estranhando-se com uma cor tão diferente, soltou uma risada e virou para a outra pessoa na sala. “Então… o que achou? Devo adotar esse visual?”
Nanami mantinha-se concentrada em achar o livro de Nietzsche que havia ganhado recentemente e já havia o esquecido em algum lugar da instituição (que fosse fora de seu quarto). Não costumava ser displicente com seus presentes, mas estava achando a leitura chata e confusa, por isso que não demonstrava tanto apresso ao livro.
Nana levantou a cabeça rapidamente ao ouvir o comentário da princesa que também estava na sala. Sorriu para a mulher de maneira carismática em direção a Helena. “ Ah, sim, está linda com esse visual. Mas, pessoalmente, acho que fica ainda mais linda com seu cabelo escuro mesmo. ”















