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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

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@naoconteprasueli
Dos filhos alheios e meus 30 anos
Alguém perguntou se eu queria ter filhos com Luca. Engraçado que a pergunta não foi sobre filhos, foi sobre filhos com Luca. Tipo “não, com meu namorado não quero filhos, mas com outro cara eu quero” era o esperado? Enfim, eu nem reconheci o moço que perguntou, não tenho nenhum amigo em comum com ele, mas ele me segue já tem um tempo, de vez em quando comenta. Fico achando que a gente se conhece e eu não lembro, sei lá, estudamos juntos? Não tem nada no perfil dele, nenhuma dica. Enfim.
Foi aquela trend de verdade/mentira, um momento de tédio e ego (alguém fala comigo, logo alguém se importa comigo? Rs. Calma que não vou problematizar). Mas voltando ao assunto, perguntaram isso e eu disse que sim.
E é verdade, eu quero sim, vários bebês, nem pensei pra responder, quero sim!, como não? Sempre quis filhos. Além disso, tô naquela vibe de que encontrei o amor da minha vida. Agora imagina aquela nossa misturinha, imagina só. Eu consigo visualizar meus filhos gorduchinhos e banguelas, com aquele cheirinho de neném, roupinhas de neném, risadinhas de neném. Eu digo que sempre quis, mas não lembro se sempre quis, eu acho que sim, mas sei que quero. Bom, não agora, agora é hora de trabalhar. Só que um dia eu quero sim. E, se rolar, vou ser uma mãe incrível com filhos incríveis, mal posso esperar (leonina, prazer).
Daí que era só isso mesmo, mas vieram as DM’s: você já tem TRINTA, não pode mais só querer, já tem que COMEÇAR agora.
Começar o que, a parir? Não, obrigada, agora não, não tenho dinheiro pra fralda, eu acabei de pagar uma diária caríssima para um curso magnífico com minha maior referência na carreira. Preciso estudar muito, é um cainho longo. Agora é trabalho, é organização, é relacionamento. É preguiça de limpar bumbuns, é chopp geladinho, é me jogar no meio dos bicho aqui de casa e piscininha amor. E é pandemia, também, né? As pessoas esquecem. Imagina parir numa pandemia, imagina o medo. Não tenho essa força e muito menos essa vontade. Bom, eu não respondi isso, não preciso ficar argumentando sobre a disponibilidade do meu útero ou da minha conta bancária, mas eu pensei. Responder, eu respondi apenas “kkkk”, o que foi o suficiente para estimular a pessoa do outro lado a continuar defendendo que eu deveria engravidar logo, viver essa experiência maravilhosa urgentemente. Não dei corda, não, que eu em geral não gosto de jogar combustível no fogo que inflama as loucurinhas alheia.
Só que: Eu respeito a opinião, mas não acolho o conselho equivocado. Quem decide o que é maravilhoso ou urgente para mim sou eu. Se eu quiser ter filho velha, ou se eu mudar de ideia, ou se meus filho não vierem a ser biológicos? Me deixa, para de gritar meus trinta anos como se fosse ruim, eu to feliz da vida com eles, é minha idade mais plena. Cada um com seu cada qual.
Aí a outra mensagem foi de uma amiga que teve bebê recentemente. “Quero ver essa vontade continuar depois do primeiro...” mas UÉ??? De um lado, pura empolgação, só faltou me mandar abrir as pernas. Do outro, balde de água fria.
Respondi com risinhos, porque não vale a pena machucar alguém só porque esse alguém resolve agir como se fosse burra. Quer ser burra, seja, é essa a minha defesa em uma única oração em prol das liberdades individuais. Só não bato palminha.
Mas evidentemente eu poderia argumentar. Se sua experiência como mãe tá sendo uma merda, não significa que a minha vai ser. Pode ser que VOCÊ seja uma merda ou que a SUA VIDA seja uma merda - a minha não precisa ser também.
Sem ofensas, de verdade, mas é que você não é minha régua. Se você tá frustrada nos primeiro meses do seu primeiro filho, que coisa oh céus oh dó oh azar que pena, eu não preciso estar quando for a minha vez. Eu vou sentir o que eu vou sentir apenas quando eu viver. E o que eu for viver não precisa ser vivido como vc tá vivendo, ô Caralho. (Eu nem xingo, mas com essa deu vontade de falar várias coisas feias então vou parar aqui.)
As pessoas são tão bobas. Me cansam.
School of Rock (2003) | dir. Richard Linklater
F•R•I•E•N•D•S, The One with the Invitation [Extended Version] (S04E21)
Máscaras faciais baseadas em comida: não, não vou passar waffle na cara.
Eu sou caloura de skincare mas tava ousadamente pesquisando e o universo me deu um sinal para parar: a kocostar tem uma máscara para peles sensíveis... a embalagem anuncia com orgulho que a coisa é de SORVETE de waffle. Tem também de chocolate e até mesmo a opção de um kit degustação por míseros 400 golpinhos em vários sabores para. Passar. Na. Cara.
Miga, seja menas. Apenas pare.
Há algo de muito errado nisso, não consigo aceitar.
“Quem me dera estar ao ar livre. Quem me dera ser de novo aquela criança, meio selvagem, audaciosa e livre… e rir das ofensas em vez de me preocupar com elas! Por que estou tão mudada? Por que ferve o meu sangue com tanta facilidade com umas míseras palavras?”
— O Morro dos Ventos Uivantes.
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem.
Marked Woman (1937) dir. Lloyd Bacon
You know, Spock, if an Earth girl says, “it’s me, not you,” it’s definitely you.
Ashley Brooke
And let’s face it, you’re a girl. Your mother was right about one thing. We’re just vessels. And even when we’re told we’re special, as I was, as you would have been – we’re still just vessels for them to take and take. Until we’re empty. And alone.