Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

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❣ Chile in a Photography ❣
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@nath-or-than
FLOR DE CALÊNDULA (G#)
Eu sou seu amigo nessa cidade na linha da loucura
Sentados, rindo dos garotos perdidos e das moças apaixonadas
Agora há um muro entre nós
Você abandonou os nossos dias e não há nada a dizer
O que posso fazer? Eu queria você
Agora eu sou um dos garotos perdidos e talvez você esteja apaixonada
Me pergunto como chego até você, nessa cidade repleta de estradas
Pensei ter te visto atravessando a rua, chamei seu nome mas minha voz estava muda
O que posso fazer? Eu queria você
[Solo curto]
Eu quero te ver mais uma vez, a palavra presa na minha garganta é um adeus
Você foi minha amiga e agora é só uma memória
Do que vale o roteiro se é assim que termina a história
É meio que... Antes era eu e você
Da amizade construída agora diluída - do que vale a memória?
Você me viu cruzando seus passos,
Percebo agora o fio vermelho desfazendo o laço
O que posso fazer? Eu queria você
[Dedilhado]
Anos depois eu tive um sonho febril,
Acordei com o coração acelerado,
Lembrei de você, anos depois
O coração guarda quem foi amado
O que posso fazer? Eu queria você
seu sorriso, era indiferente
Quase parecendo te ferir
Seu Cinzeiro Ainda Está em Casa
Diálogo:
A: eu dei uma olhada no seu bloco de notas...
B: ficou na sua casa... Temia que isso acontecesse.
A: você sempre me mostrava, senti liberdade de ler. Gostei como sempre, odiei como nunca. Até me tocou novamente, mas um trecho me surpreendeu:
B: ah, Qual?
Seu corpo me controlava, sua face me fascina, seu beijo me hipnotiza - estou preso a você
Seus olhos me param, suas mãos me agarram, sua respiração ofegante - com um toque sinto você por todo meu corpo
Sinto seu adeus, seu abraço, sinto que te amo, sinto que minto - mesmo ofegante, me sopre para longe
Igual ao meu cigarro, eu já tô perto do fim
A: Essa foi uma ideia descartada da sua última peça. Você escreveu isso antes de tudo, por que? Você não me disse que se sentia as-
B: vamos falar disso agora?
A: estamos aqui, ambos desprotegidos...
B: nos apaixonamos, nos iludimos, nos perdemos, nos machucamos... Nos amamos? Não sei. Nos divertimos? Sim, definitivamente foi divertido.
A: Precisa de amor pra ter o que tivemos? No final foi bom tudo isso, não foi? Isso é o que importa no final.
B: foi uma estação boa. Não sei de que forma lembrarei disso futuramente, talvez com mais carinho do que hoje.
A: queria não ter vivido?
B: de forma alguma... Apenas sinto que foi tudo muito fácil, passageiro, falso às vezes... Você já está em outra estação...
A: falso? Eu nunca escondi o que senti, na verdade, foi um dos motivos de não querer ficar. Eu te disse como me sentia.
B: eu sei, você realmente me fez gostar de você e de tudo... Eu que não fui totalmente sincero com você. Acho que deixei de te amar antes de você partir, mas não queria te deixar...
A: novamente essa coisa de "amar"... Não se pode viver sem amor?
B: me deixou por que eu te amava?
A: te deixei porque com você eu nunca descobriria o que é amor. Eu fui muito feliz com você... Mas -
B: você já achou outra pessoa, está se descobrindo... Me sinto trocado. Eu sei que não te pertenço, você me avisou, mas sinto que só fui mais uma forma de você lidar com seu vazio sem criar apego.
A: você sabe que não foi isso. Eu me apaixonei primeiro, eu fui atrás de você para ser dispensada em seguida!
B: e depois eu correspondi.
A: e vivemos o que vivemos.
B: e cá estamos... Cigarro?
A: quero...
B: ...
A: Você quer que eu volte?
B: você nunca voltaria.
A: e você nunca me aceitaria de volta...
B: sabe... Eu não entendo porque você faz essas perguntas. Você sabe como eu me sinto?
A: pare de vitimizar! Eu achei outra pessoa e te avisei que -
B: eu não estou me vitimizando! Você só desapareceu de repente e me deixou com isso para -
A: TÁ BEM! Chega... Estamos inventando motivos para magoar um ao outro
B: ...
A: ...
B: Me passa o isqueiro... você tem razão, eu quero te magoar, porém eu gosto muito de você para fazer isso.
A: Igualmente...
B: ...
A: ...Tenho medo de ser só uma recordação para você.
B: igualmente...
A: ...
B: ... Mas o que podemos fazer?
A: vamos fingir que nos amamos. Vamos contar que vivemos um único e profundo amor, mesmo se for mentira, prefiro morrer acreditando que um dia eu amei.
B: eu vou buscando algo para amar, até lá vou acreditar que amei você. E se eu passar a vida inteira nessa busca, pelo menos, em meio de tantos convencimentos para suportar a vida, ficarei feliz de me convencer disto.
A: igualmente, huh... ainda é divertido
B: pff, tem razão. Quer o último?
A: Quero... Bem, eu vou indo, até o próximo cigarro.
B: nós sempre fomos bons em fingir. Fique com o isqueiro.
A: tomara que até lá possamos pensar diferente, não parece saudável o que estamos fazendo..
B: tomara que até lá tudo isso seja uma bobagem...
A: até...
B: (acena).
Em caminhos próximos, mas distantes. Foi com aqueles olhos cheios de desconfiança e insegurança com o futuro que eles puderam abandonar o passado. Como a chama do cigarro quase se apagando por causa do vento, eles nunca mais se encontraram e passaram os dias imaginando como seria esse encontro até se esquecerem da existência do outro. No final, eles se apagaram antes do cigarro terminar.
Shotaro Ishinomori's 'Kikaider', 1972
The Master (2012) - Dir. Paul Thomas Anderson
The Master (2012)
directed by Paul Thomas Anderson
Boogie Nights (1997) dir. Paul Thomas Anderson
What are you looking so miserable about? There's a whole ocean of oil under our feet! No one can get at it except for me.
THERE WILL BE BLOOD (2007) dir. Paul Thomas Anderson
"I have a love in my life. It makes me stronger than anything you can imagine." PUNCH-DRUNK LOVE (2002) dir. Paul Thomas Anderson
There Will Be Blood (2007) dir. Paul Thomas Anderson
“I have given him what he desires most in return… Every piece of me.”
Phantom Thread (2017) dir. Paul Thomas Anderson
THERE WILL BE BLOOD (2007) dir. Paul Thomas Anderson
Não me resta nada
Uma sequência de fracassos e vergonhas
Nada mais importa porque não há algo para se importar
'Faust' 1926. Movie Posters.
Faust – Friedrich Wilhelm Murnau (1926)
fuck all knowledge and ideas
Mata-me, deixe-me conhecer a verdade
Verdade essa que é o motivo de minha morte
Aqui dentro? Não habita nada, nada. Vazio.
Mata-me, deixe-me descobrir se sou de carne
Se estou vivo, ao rasgar-me o peito poderei vê-lo
A quem? Oras, o espírito. Esse que se esconde da verdade
Mata-me e me faz viver de novo. Aqui estou mais um dia
Com os olhos feito pingo de pia, buscando paz em quem mentia
Que mentira? Ora, de vale a pena viver a vida.