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@natusdemortem
Toda vez que alguém falava comigo, eu sentia vontade de saltar pela janela ou descer no elevador. As pessoas simplesmente não tinham interesse algum. Talvez não devessem ter. Mas os animais, pássaros, até mesmo os insetos tinham. Eu não entendia.
Charles Bukowski. (via garoto-de-mochila)
vhord:
strictly nature
Posso viver sem a grande maioria das pessoas. Elas não me completam, me esvaziam.
Charles Bukowski. (via garoto-de-mochila)
Cravo as minhas unhas do lado de dentro da caixa, os pulmões já não encontram ar. Eu tropecei e cai dentro dela, foi um descuido, talvez falta de amor-próprio, uma desatenção. Fico repetindo pra mim mesmo porque não dei ouvidos aos meus instintos. Sou um pouco assim, meio mistica quando se trata da entrega, da coragem que é preciso para amar. Eu rodava por uma highway desconhecida e me embriagava com a trilha sonora do pink floyd. Esticava o braço pra fora da janela com vontade de voar. Maldita pretensão. Seguia sem saber que o amor que me movia era o mesmo que te prendia ao chão. Nunca se sabe o que vem após à próxima curva. Você me tragou em pequenas doses e se esqueceu da sua vaidade poética, da possibilidade de explosão. Eu sempre gostei do acaso, do hipotético. O que seríamos de nós sem o imaginário? Eu sei que somos feitos da mesma matéria estragada e assim como a sua fumaça, dissipei, surtei cavando meu intimo indigesto. E agora estou aqui. Morta pra mim. Morta pra ti. Estranhamente sinto algum conforto dentro dessa caixa de papelão. Talvez seja por ver pelas frestas os teus olhos ainda em mim.
Elisa Bartlett. (via oxigenio-dapalavra)