Não sei se nos últimos dias teve reparado na beleza dessa constelação de final de mês, se percebeu que alguma das muitas estrelas estavam mais brilhantes que as outras, talvez nem tenha reparado, talvez estava ocupado em uma dessas viagens de pessoas ocupadas.
Pessoas grandes que não tem nem tempo de olhar para o céu em dia de luar e assim deixam de aproveitar as pequenas coisas da vida, as pequenas e mais inspiradoras coisas da vida.
Sobre o céu, dele já falei e olhei aos montes por aqui, até já escalei altos montes em busca das tais estrelas, do tal brilho lunar, do negro que o céu da, do lilás que o céu deu e só pra guardar cada um em vidrinhos resistentes a queda, te presentear com cada beleza que avistei por aqui e por em vidros resistentes para que jamais se quebrem por culpa de algum desastrado numa de suas viagens de rapaz ocupado.
Pra quando não tiver luar um pedaço do que já tive ser seu, combinando com a beleza que o senhor do bom tempo lhe deu, com os olhos de céu sem lua.
Nessas tentativas até que tentei resgatar tudo que queria te dar, até que tentei guardar cada vidrinho, mas infelizmente o céu é distante daqui, assim como nós dois somos de Jobim, distantes, assim como é de mim.
Me restou apenas fazer de você uma estrela, te colei junto delas, te coloquei num céu e é assim que te vejo, como as estrelas que por aqui são mais longes que tudo, brilha como muitas e tem um espacinho só pra si.
No universo que guardo dentro do meu eu é a que mais brilha, a que brilha primeiro e a última a deixar de brilhar, a maior com um céu só pra você.
Dentro de vidrinhos resistentes ou não, já guardo em mim o que mais posso te dar, precioso e grande, assim como o dono desse texto, o meu amor-constelação.
Um céu inteiro meu, pra ti.