Teen Wolf | 2x06 - “Frenemy”

Janaina Medeiros
$LAYYYTER
I'd rather be in outer space 🛸
Alisa U Zemlji Chuda

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⁂
DEAR READER
AnasAbdin
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KIROKAZE
occasionally subtle
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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

Origami Around

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Three Goblin Art

祝日 / Permanent Vacation
Keni
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@nicoburkhardt
Teen Wolf | 2x06 - “Frenemy”
frzser.
aquele maldito sorriso. o simples arquear dos lábios de nico era capaz de fazer seu sangue ferver, suas bochechas corarem e seus punhos semicerrarem em um misto de raiva e tensão. o cinismo alheio o enfezava, mas era a tamanha influência que o outro tinha sobre si que mais o irritava. não lembrava ao certo o momento em que a rixa entre os dois havia começado, tampouco o motivo. fato era que a presença alheia era impossível de ser evitada por motivos que não eram claros nem mesmo em sua própria cabeça. tudo entre os dois era uma completa confusão de sentimentos. fraser engoliu em seco, esbarrando de propósito no outro enquanto passava em direção a lata de lixo e prensando seu corpo contra a parede. as duas mãos seguraram a gola da camisa alheia, torcendo o tecido e encarando o fundo de suas íris castanhas com uma expressão ameaçadora. seus rostos estavam a milímetros de distância. ❛ você fala demais, burkhardt. por que não experimenta calar a boca e obedecer em vez de ficar fazendo gracinha? ❜ bufou, se desvencilhando dele e retomando seu caminho até a outra extremidade da cozinha. não conseguia evitar de se incomodar com o deboche dele, mas ao mesmo tempo suas insinuações lhe arrancavam algumas risadas. como o comentário sobre o vestido. ❛ vai sonhando… é melhor se contentar com o meu only fans mesmo. porque eu sei que você assina. ❜ ergueu uma sobrancelha enquanto jogava fora uma pilha de copos descartáveis. sustentou o olhar de nicholas por alguns segundos antes de desviar. ele era um caso perdido. ❛ preciso que você segure ela aqui enquanto eu varro. acho que seus dois neurônios dão conta do recado. ❜ avançou alguns passos, se aproximando dele enquanto segurava o cabo da vassoura com firmeza, guiando suas fibras pelo chão e acumulando a poeira mais pra frente. ❛ é mais fácil se você abaixar na minha frente. só vê se não fica cheio de tesão quando fizer isso. ❜ provocou, dando uma risada fraca. ❛ quanto mais rápido acabarmos, mais rápido você se livra de mim. vai poder sumir, vender as suas drogas ou foder a primeira pessoa que aparecer. pela quantidade de camisinhas no seu quarto, parece que alguém aqui não tem perdido tempo mesmo… não que eu dê a mínima ou tenha algo a ver com isso. ❜ disse enquanto varria com força demais, errando a pá e espalhando toda a sujeira pelo piso.
› —— não teve tempo para reagir ao esbarrão, apenas fazendo uma careta de dor apesar de não ter sentido dor realmente. massageou o local atingido, subindo para a nuca e então esfregando o local com força. “ porque é muito chato ficar quieto. e obedecer regras é ainda pior. ” arqueou a sobrancelha ao ter a camisa segurada daquela forma, olhando o fundo dos olhos de fraser e se arrependendo por sentir aquele misto de sentimentos estranhos como sempre. não se gostavam, era claro. porém nico admitia, ao menos para si e não para terceiros, que se sentia perigosamente atraído pelo outro. algo no rapaz o fazia ter pensamentos que iam além de socá-lo ou xingá-lo como de costume. a curta distância entre os dois naquele momento não ajudava em nada e burkhardt chegou a encarar os lábios dele. “ por que não tenta me forçar, hm? duvido que consiga. ” provocou, tirando as mãos de fraser de sua camisa e olhando ele se afastar. riu da insinuação dele, balançando a cabeça. “ como descobriu que o sexybatman sou eu? ” debochou, escondendo muito bem o fato de já ter pensado em assinar para ver como era o conteúdo do rapaz. de qualquer maneira colocou a pá onde ele havia dito já que não era uma tarefa trabalhosa e ele já estava ali mesmo. não adiantaria fugir. fora que de alguma forma gostava de estar na presença do outro porque assim poderia incomodá-lo um pouco mais. soltou uma risada debochada em uma lufada de ar, negando com a cabeça e olhando fixamente para o outro. “ você que tem que tomar cuidado pra não ficar de pau duro. é o seu sonho me ver ajoelhado né, fraser? ” rebateu no mesmo tom, dando um sorriso cafajeste, forçando a língua contra a bochecha para causar um volume. “ você é doido pra isso acontecer, eu sei. ” apesar das respostas, se abaixou como foi sugerido. riu, se não conhecesse o rapaz diria que ele estava com ciúmes e até tentou não comentar nada sobre isso, mas era mais forte que ele. “ ora, ora o que temos aqui? ciúmes, fraser? parece que alguém andou muito ocupado tomando conta da minha vida. é o que? você quer me foder? ou quer que eu te foda? ” teve de olhar para cima para encará-lo, já que ainda estava ajoelhado. virou o rosto ao perceber a bagunça que o colega de fraternidade causaria, fechando a boca para não acabar engolindo sujeira. ao encará-lo novamente tinha uma expressão quase preguiçosa. “ e você falando sobre rapidez... não deixe que o seus pensamentos poluídos te distraiam, dude. não é possível que você não consiga nem varrer direito. ” se levantou, pegando a vassoura da mão do outro e começando a varrer para juntar a sujeira novamente. “ sua vez de se ajoelhar pra mim. ”
hzrlow.
﹕ ⊰ harlow estreitou o olhar apenas por alguns segundos, encarando-o por mais alguns momentos antes de negar com a cabeça e desviar o olhar, tentando, assim, esconder um pequeno sorriso que esboçara naquele meio tempo. não conhecia nico tão bem assim, porém, o tempo que estavam passando juntos desde que se viram dividindo um quarto na fraternidade estava sendo bem proveitoso. “cervejas?” a belmore perguntou, com uma sobrancelha arqueada. antes que pudesse questionar a questão do horário, segurou-se para ouvir o prosseguir de sua fala, acabando por soltar uma risadinha. “na verdade, de manhã é o meu horário preferido para ingerir bebidas alcoólicas.” comentou, desfazendo-se da postura mais inflexível e logo fechando seu caderno. no final das contas, eles podiam ter mais em comum do que ela imaginava. jogou a bolsa sobre o ombro assim que ela se levantou, exibindo um sorrisinho pequeno em direção a ele. “você paga?”
› —— “ sério? olha só, sabia que nos daríamos bem. ” comentou enquanto acompanhava com o olhar a mulher levantando, fazendo o mesmo em seguida. fez uma careta com a pergunta, tateando os bolsos para verificar se estava com a carteira. “ hoje é seu dia de sorte. ainda não torrei meu dinheiro com coisas fúteis. ” brincou já que estava mais do que pronto para gastar seu dinheiro com bebidas. e também escondia o fato de que boa parte dele era entregue para pagar as dívidas de sua mãe biológica. se encaminhou para o lado de fora do salão comum acompanhado de harlow, lançando um olhar curioso nela enquanto segurava a porta para que ela passasse. “ você desenha bastante, né? por mim tudo bem você desenhar a hora que quiser lá no dormitório. não me importo com luz acesa de madrugada. ” imaginou que talvez a belmore estivesse por ali para não incomodá-lo e poderia estar muito errado, mas achou que seria bom deixar claro que realmente não ligava para aquilo.
Sendo alguém que crescera na periferia, Lupe era bastante esperta para sacar comportamentos suspeitos e situações erradas, já que tivera não só que esquivar-se de entrar nesse mundo, mas também proteger sua irmãzinha dele. Também tendo assumido as responsabilidades maternas para com a irmã mais nova, desenvolvera uma postura bastante protetora com aqueles com suas amizades, e por algum motivo, @nicoburkhardt havia despertado nela a necessidade de cuidar para que ele não fosse para o mau caminho. Sendo da mesma fraternidade, Lupita aproveitou para passar pelo quarto alheio, já esperando não encontrá-lo por lá, mas surpreendendo-se ao vê-lo ali. Escorou-se no batente da porta, batendo com os nós do dedo contra a madeira da porta aberta, ao passo que um sorriso levemente surpreso alegrava sua face tradicionalmente ranzinza. “Se você não está aprontando algo, é porque está pensando em aprontar algo. Vamos logo desembuchando, garoto.” ela provocou ao cruzar os braços.
› —— encontrava-se organizando os pacotinhos de maconha sobre a cama, aproveitando que sua colega de quarto não se encontrava presente no local. haviam os clientes fixos para quem deveria levar o produto, mas também separaria alguns pacotes para extras caso fosse procurado pelo campus. sentiu o telefone vibrar e ao puxá-lo viu que se tratava de uma mensagem de seu fornecedor com instruções que já estava mais do que acostumado a receber. estava há uns bons anos trabalhando com aquilo afinal. deu um leve salto com as batidas na porta, esquecendo-se de fechá-la e só tendo tempo para jogar o travesseiro sobre os pacotes, virando-se para dar de cara com lupe. abri um sorriso preguiçoso para disfarçar, sabendo que não conseguiria simplesmente expulsá-la dali. “ eu? o que te faz pensar isso, lupe? ” tentava exalar inocência, encolhendo os ombros. “ só estou aqui pensando em passar na biblioteca e pegar alguns livros pra passar o final de semana estudando. ” relaxou a postura depois de uns segundos em silêncio, prendendo um riso debochado. “ isso foi muito forçado, né? tá, eu só estou fazendo coisas do trabalho. nada demais. ” se virou de volta para a cama, pegando os pacotinhos e colocando dentro do bolso. “ e você? entediada? ”
Em seu quarto, Teddy geralmente só fazia três coisas: dormia, estudava, ou editava seus vídeos. Naquele momento, aproveitava a solidão em seu quarto na Sigma Phi Beta para editar o vídeo de “university supplies haul” que postaria dali a duas semanas no TeddyTalks, quando ouviu um estalo, mas não deu atenção. Não demorou nem um minuto para ouvir o estalo de novo… E de novo. Percebeu então que o barulho vinha de sua janela, e, intrigada, foi abri-la para ver do que se tratava e… “Wow!” exclamou ao ter que desviar do curso de uma pedrinha voadora, então finalmente buscando a origem dos ataques e encontrando a figura de @nicoburkhardt. Já deveria ter imaginado, Teddy pensou, ao que um sorriso travesso cruzava seus lábios de imediato. “Sabe, não é bem assim que eu me lembro da história da Rapunzel acontecer! Ao invés de atacar a torre dela, você deveria gritar ‘jogue-me suas tranças!’, sabia?” questionou em tom de brincadeira, e já sabendo bem como a relação deles funcionava, questionou “Quais os seus planos pra hoje? Estudar?” é claro que não podia deixar aquela provocação de fora.
› —— mantinha o olhar atento ao local no qual jogava as pedrinhas enquanto torcia mentalmente para estar na janela correta e que ninguém passasse na rua naquele horário. seria uma dor de cabeça que definitivamente não queria. assim que a janela se abriu viu o rosto familiar de teddy, sorrindo aliviado antes de rir da brincadeira dela. “ posso recomeçar, se quiser. farei de um jeito mais romântico e até me ajoelho. e eu te digo os planos de hoje, princess. ” ajoelhou-se, inflando o peito e fazendo uma pose teatral forçada, com a mão no peito enquanto a outra era estendida na direção da garota. “ rapunzel, rapunzel! jogue-me suas tranças paraa que possamos fugir nessa noite deveras tediosa e nos aventurarmos numa festa onde ficaremos bêbados? ” falava alto, agora não se importando se alguém veria ou se as colegas de fraternidade de teddy acordariam. riu ao final, se levantando e dando de ombros enquanto enfiava as mãos nos bolsos da calça. “ isso foi péssimo né? de qualquer forma eu to mais pra aladdin mesmo. não tenho um tapete mágico, mas tenho uma caminhonete com gasolina o suficiente para rodar a cidade. ” apontou para o carro atrás de si, então começando a cantar com uma voz forçada. “ i can show you the world... ”
with: @nicoburkhardt
“Warrior playing pranks on Nico.’‘
Desde o pequeno grande incidente que aconteceu meses atrás entre Nico e Warrior a convivência entre eles foi de amigável para completamente insuportável, o garoto parecia ter prazer em irritar o Russo. Lockheed exercia a função de defesa do time e deixaria com muito prazer qualquer adversário atropelar Nico. Contudo, vingança é um prato que se come frio e nesse caso, com cores neons. Warrior tinha tido uma ajudinha é claro, era preciso. Tinha levado algumas horas e ele foi estratégico ao escolher o horário de treino para encher o carro do colega de time com post it’s. Esperou pacientemente com um sorriso no rosto a aparição do ex amigo, quando finalmente o viu, o moreno se aproximou. ‘‘Cara, você viu isso?’’ Ele soltou uma pequena gargalhada.
› —— já era a décima pessoa que passava por nico rindo e olhando diretamente para ele. normalmente levaria em tom de flerte, ou havia feito alguma coisa inusitada na última festa, porém não teve qualquer festa na noite anterior então o rapaz sentiu que algo estava errado. deixou para averiguar a situação depois do banho pós-treino, mas foi durante esse momento que ouviu algo sobre seu carro. seu querido e amado carro. saiu do vestiário tropeçando nos próprios pés, vestindo a camisa no caminho enquanto corria em direção ao estacionamento do instituto. assim que pisou na calçada, parando ao lado de warrior entendeu o motivo de estarem rindo de si. queen estava irreconhecível. “ mas que porra?! ” quase gritou irritadiço, ignorando a risada do russo para puxar o primeiro dos milhares de post it’s do carro. revirou os olhos, tendo suas dúvidas sobre quem poderia ter feito aquilo. então encarou warrior, mostrando o post it retirado. “ sabe, eu só não fico totalmente puto porque tenho pena da pessoa que teve o trabalho de fazer isso. o imbecil deve ter onze anos mentais. ” poderia estar enganado sobre sua desconfiança, mas quase conseguia sentir que o ex-amigo era o culpado por aquilo. “ ou talvez o pau dele seja minúsculo. explicaria o tempo livre pro babaca fazer isso. não deve transar então é frustrado. ” jogou o papel no chão, dando um sorriso debochado. “ what do you think, dude? ” a verdade é que estava irado, mas se warrior fosse o culpado nico jamais demonstraria sua irritação. se perguntava quanto tempo demoraria para limpar a caminhonete.
czndyy.
﹕ ⊰ qualquer dúvida que ainda podia ter sobre nico fazer aquilo apenas para se divertir com a reação de candace logo fora sanada, assim que acompanhou aquele sorrisinho insolente crescer nos lábios alheios. em resposta, a coreana apenas estreitou o olhar com mais vigor, bufando baixinho para si mesma. “você realmente se diverte com a minha irritação, não é?” constatou o óbvio, por mais que imaginasse que aquilo só fosse deixar a situação mais cômica aos olhos do rapaz. e embora estivesse realmente impaciente com toda aquela situação, candy ainda era candy, e ao menor afago que fora feito em seu ego, mesmo que puramente da boca para fora, já fora capaz de amolecê-la um pouquinho. ao sentir o pequeno apertão depositado em sua bochecha, a wang mal pode prever a risadinha baixa antes que esta estivesse escapando por seus lábios. “golpe baixo, burkhardt. baixíssimo! não pode dizer essas coisas pra mim, sabe que eu tenho coração mole…” decidiu, por fim, embarcar na brincadeira. nem se tentasse conseguiria prolongar aquela carranca por muito tempo, de qualquer forma. deixou que os braços se descruzassem e caíssem ao lado do corpo ao mesmo tempo que um sorrisinho era aberto em sua expressão, sua atenção sendo completamente atraída para a próxima sequência de palavras dele. “dez por cento?” arqueou as sobrancelhas. agora, com a postura mais relaxada, resolveu se aproximar, as mãos logo tomando rumo até os cabelos alheios, arrumando alguns fios despreocupadamente enquanto falava. “eu acho que, como uma de suas clientes favoritas, eu mereço um diferencialzinho a mais, não mereço?” os olhos logo fixaram-se aos do outro, assumindo um tom pidão ao que ela abria um sorriso com o canto dos lábios. transferiu a atenção das madeixas de nico, deixando que as mãos se apoiassem uma em cada ombro do outro, distribuindo um aperto leve no local. “pretty please?”
› —— o estreitar de olhos de candy era a indicação de que conseguira o que queria, fazendo o sorriso em seus lábios aumentar. “ what? no way! de onde você tirou essa ideia, candy? ” seu tom era de total cinismo, fingindo uma inocência que nunca chegou a ter e que certamente não enganaria ninguém. piscou um dos olhos para ela com um sorriso charmoso. “ trabalhamos com o que temos. e não tenho culpa se você me acha irresistível. ” brincou, tocando o rosto como se quisesse evidenciá-lo ainda mais. estava apenas fazendo graça, desta vez não querendo irritar ainda mais a garota. sentiu o perigo assim que ela se aproximou e quando a mesma tocou seu cabelo soube que não tinha muitas chances de ganhar aquela batalha. se distraia facilmente com um rostinho bonito. “ lá vem... ”arqueou a sobrancelha, tentando manter a razão já que trabalhava para outros. porém suspirou derrotado com a última frase, levando as mãos até a cintura de candace enquanto pensava num meio que fosse vantajoso para as duas partes. desviou o olhar para cima, comprimindo os lábios antes de voltar a encará-la. “ ok. por ser realmente uma das minhas clientes favoritas eu posso te oferecer... quinze por cento. ” considerava que aquela quantidade já lhe causaria alguns leves problemas com os fornecedores, porém daria um jeito de enrolá-los ou compensar cobrando a mais de outros. “ e nem pense em usar esse sorrisinho adorável de novo. mais do que isso e meu chefe vai começar a fazer perguntas. ” advertiu para caso ela pensasse em continuar a tentar abaixar o preço do produto. olhou ao redor por um breve segundo, sorrindo ladino para comentar casualmente. “ olha só pra gente. nem nos conhecemos e parece até que vamos nos beijar. o que as pessoas vão achar disso, candy? ” era simplesmente mais forte que ele. para reforçar o que dizia apertou levemente a cintura dela antes de recolher as mãos. “ então? negócio fechado? ”
fraser tinha passado o dia inteiro pensando nele. em como tudo no outro despertava seu ódio mais profundo, embora não soubesse explicar direito o porquê. só sabia que o detestava, queria arrebentar a cara dele e ao mesmo tempo não perdê-lo de vista. a troca de farpas entre os dois já tinham se tornado recorrentes, mas também eram sua parte favorita da convivência na omega eta. gostava de provocá-lo, de fazê-lo perder o controle e depois fingir que nada tinha acontecido. sei lá, é legal ter um inimigo declarado. pelo menos essa era a desculpa que dava a si mesmo mentalmente. naquela tarde, enquanto recolhia os copos vermelhos espalhados pela cozinha da fraternidade e jogava algumas latas vazias em um grande saco de lixo, a porta se abriu e @nicoburkhardt entrou, fazendo todos os músculos de skyler se retesarem em estado de alerta. a princípio, fingiu não tê-lo visto, ignorando a presença alheia e pensando na melhor forma de alfinetá-lo. no entanto, não se aguentou calado por muito tempo. ❛ escuta aqui, não vou fazer todo o trabalho nessa casa não. é bom você dar um jeito na merda da sala antes que eu perca a paciência. na hora da farra você aparece, mas pra limpar a princesa some e só volta no fim do dia. ❜ rosnou, fuzilando-o com o olhar e fazendo questão de fazer barulho enquanto se livrava dos resíduos da última festa. se recordava de pouco da noite anterior, mas o suficiente para ter lembranças de nico por perto. os dois tinham dado uma trégua? não era lá muito improvável. ❛ não sei se eu tenho cara de empregado ou algo do tipo, mas não estou sendo pago pra fazer faxina. eu sou famoso, porra! não preciso disso. ❜ apesar da grosseria, seu tom de voz não demonstrava qualquer traço de ira. aquela era sua forma de puxar assunto, por mais torta que fosse. sem jeito, pigarreou, esvaziando um cinzeiro e guardando uma garrafa de cerveja pela metade na geladeira. ❛ você sabe onde fica a pá, não sabe? não me obrigue a te mostrar da pior maneira… anda, vem me ajudar aqui. ❜
› —— toda vez era a mesma coisa. perdia o controle, bebia demais nas festas e no dia seguinte acordava com a sensação de ter sido atropelado por elefantes enquanto uma banda de heavy metal tocava no último volume em seus ouvidos. parecia que sua cabeça iria explodir. assim que entrou na cozinha na esperança de encontrar aspirinas se deparou com fraser e sequer soube o que pensar. talvez por causa da ressaca, ou por nunca saber o que esperar de uma conversa entre eles apesar de ser transparente como água: brigariam por algum motivo besta e então nico teria aquela sensação estranha por estar perto do outro. ou estava enganado. o silêncio inicial não era esperado, mas muito bem recebido enquanto engolia o comprimido sem auxilio de água ou qualquer outra bebida. então veio. e nico deu um meio sorriso cínico, virando-se para o colega de fraternidade. “ bom dia, cinderella. dormiu bem? olha, eu não quero parecer abusado, mas você esqueceu de limpar as camisinhas no meu quarto. ” foi até a cafeteira, enchendo sua caneca favorita com a bebida, não precisando colocar açúcar. fez uma careta de desgosto com o barulho, mas poderia ser bem pior. se tivesse a audição total dos dois ouvidos sua cabeça provavelmente explodiria de verdade. “ porra, pra que isso?! ” tampou um dos ouvidos. talvez o outro nem estivesse fazendo tanto barulho assim, mas sua ressaca estava terrível e não seria nico a diminuir sua própria dor. “ eu posso comprar um vestido de empregada pra você. vai realçar a sua bunda. e sinceramente ninguém mandou você arrumar nada. era só deixar ai até algum trouxa querer arrumar e... opa, agora faz sentido. ” segurou a risada cínica, não dando atenção para o que julgou ser um ataque de estrelismo. talvez fizesse o mesmo se fosse famoso também. deu um sorriso preguiçoso após um gole do café. seus planos envolviam voltar para cama e dormir até o dia seguinte, se ninguém o incomodasse. pelo visto não seria possível. “ estou te dando apoio moral. quer ajuda melhor que isso? e eu duvido muito que você consiga me mostrar da pior maneira, fraser. eu detestaria ter que chutar o seu traseiro. ” poderia não ser mais forte ou um lutador profissional, mas era acostumado a trocar socos por ai então se as coisas fossem para um lado mais físico ao menos teria como se defender. mas se deu por vencido quando pensou na possibilidade do outro causar um barulho ainda pior e mais alto. naquele momento aquela era sua kriptonita. se moveu até pegar a pá, parando perdido no meio da cozinha. “ ok, e agora? o que o príncipe da limpeza quer que eu faça? ”
﹕ ⊰ 𝙚ra algo muito raro ver candy com qualquer expressão em seu rosto que não fosse um sorriso largo e um olhar caloroso, porém, haviam situações específicas que eram capazes de fazê-la mudar aquilo. como, por exemplo, as vezes onde uma piadinha desaforada e provocativa dando qualquer indício sobre os hábitos nada saudáveis da wang saíam pelos lábios de @nicoburkhardt. aquilo tirava-a do sério, e nico sabia daquilo. possivelmente, inclusive, só o fazia para vê-la daquele jeito. bem, se era seu objetivo, ele havia conseguido. tão logo quanto o outro se afastou, depois de seu rápido comentário que, por sorte, não havia sido muito notado pela roda de pessoas na qual candy estava até então, a garota inventou uma desculpa qualquer, para rumar seus passos atrás dele. apressou-se até estar a seu lado, e assim que o fez, fechou os dedos contra o braço masculino, puxando-o consigo para trás de um dos prédios, onde o fluxo de pessoas era menor. “o que você pensa que está fazendo?!” indagou praticamente em um rosnado, largando-o para ficar de frente a ele. cruzou os braços sobre o peito. “eu já falei pra você não ficar fazendo piadinhas comigo na frente de todo mundo! ninguém sabe que eu te conheço, garoto!”
› —— poderia dizer que um dos maiores prazeres da vida de nico seria incomodar algum conhecido. nunca entendeu os próprios motivos, mas achava divertido perturbar alguém, principalmente quando a pessoa não levava para o lado esportivo porque assim poderia se fazer de inocente. e era exatamente essa a expressão que tinha para candy no momento em que se virou para a garota. encolheu os ombros, como se não soubesse o que ela estava falando. “ desculpa, a gente se conhece? ” se fez de sonso, o rosto nem tremia tamanho talento para atuar que tinha. poderia facilmente ser um ator. sua expressão no entanto suavizou, dando espaço para uma gargalhada descontraída. “ relaxa, baby girl. o pessoal é tapado demais pra desconfiar de qualquer coisa. ” deu de ombros, enfiando as mãos nos bolsos da calça. formou um bico exageradamente falso, tombando a cabeça para o lado. “ eu só queria passar um tempo com uma das minhas clientes favoritas. é pedir demais?! o quão tolo eu sou? ” secou uma lágrima inexistente no canto dos olhos voltando a rir. apertou a bochecha da garota levemente para provocá-la ainda mais. não deveria ser tão hilário perturbar candy, mas não tinha culpa. na verdade a culpa era totalmente dele, mas eram apenas detalhes para nico. “ na verdade eu só queria saber se você vai querer um pouco essa semana. com dez por cento desconto. meu chefe está de bom humor. acho que ele aceitou que a coisa dele é pequena. ” deu de ombros novamente, saindo de seu foco por um momento, o que era até comum. “ enfim. desconto para os melhores clientes e você está na minha lista. é pegar ou... largar. é, não tem tantas opções assim. mas o que me diz? ” piscou um dos olhos para a garota.
artchoi.
៹ —— ❛ ⟨ ✞ ⟩ a cabeça reclina para a direita diante a réplica. o que foi, uh? ficou sensível, princesa? umidifica os lábios com a ponta da língua, o sorriso igualmente cínico não demora a ser desenhado. sono da beleza. nunca ouviu falar? justificou-se antes de pegar o pacote por reflexo, observando-o com uma sobrancelha arqueada. olha só, meu príncipe encantado. sempre aparece quando preciso. estala a língua no céu da boca antes de guardar a maconha, a aproximação que decorre é um quão ardilosa ao se atrever a roubar o café dele. ah, não baby. até parece que iria te deixar sozinho, uh? articula a última parte em proximidade a audição em uma provocativa obscena. nunca se sabe quando ‘cê vai sentir vontade de mamar. . o empurra de leve com o ombro ao exprimir uma careta, devolvendo o copo ‘pra ele. porra. aprende a fazer café, dude.
› —— “ espero que esteja falando com outra pessoa. ” semicerrou os olhos, quase fuzilando o outro com estes. soltou o ar preso em sua boca com pressa em uma risada descrente. “ claro que já ouvi falar. só não acho que funcione com você. ” balançou a mão no ar em um pedido mudo para que o rapaz se apressasse logo, mas quase chegando a se arrepender ao ter seu café roubado. umedeceu os lábios, um vestígio de sorriso cafajeste passando por eles antes de direcionar o olhar para arthur. “ eu te viciei na minha boca, foi? não precisa ser tão possessivo, bro. ” arqueou a sobrancelha por um momento e então riu, desta vez genuinamente. “ que meigo você preocupado comigo. o que? tá querendo me chupar também? não precisa de voltas, é só ajoelhar. ” revirou os olhos ao recuperar a caneca, dando um longo gole. “ se a dondoca quer o café do seu jeito é só ir na cozinha preparar. ”
artchoi.
៹ —— ❛ ⟨ ✞ ⟩ a água gelada sob a derme cálida incita reação imediata: o tronco se eleva e o travesseiro que antes era apoio, agora é arremessado sem precisão alguma na direção do outro. seu filho da puta! vai se foder, caralho. esbraveja xingamentos sem rédeas alguma, a calça é usada para secar o rosto ao que o observa com raiva. custa me deixar dormir, porra? reclama ainda sonolento ao se encostar na parede atrás de si. já te falei, baby. tem que me deixar dormir antes de pedir tua mamada. provoca com um sorrisinho cínico nos lábios, aproveita para vestir a calça e espreguiçar o corpo. de sugar daddy agora fui ‘pra carregador de muamba? caralho. nunca investi num negócio tão fuleira na minha vida toda.
› —— “ bom dia pra você também. ” sustentou o deboche e o cinismo, não se abalando com os palavrões ou a raiva no rosto de arthur. ignorou a pergunta, pegando a caneca de café que havia preparado para si. “ você já dormiu igual um filho da puta, seu merdinha. ” bebeu o café, puxando um pacotinho do bolso e jogando para o coreano. “ tá fresquinha, peguei hoje cedo. e você acabou de perder o boquete. trouxa. se você não quer ir na festa de mais tarde é um problema todo seu, mas você tá me devendo um favor. ” revirou os olhos. “ não seja um burguês preguiçoso. você vai poder dormir o quanto quiser depois, dude. ”
livvillan.
“Espero que esteja a dizer isso como elogio.” Arqueou a sobrancelha, enquanto entregava o doce ao outro. Um doce sorriso apareceu no rosto da morena, ao saber que ele estava satisfeito. Olhou para ele estranho , com o comentário dele “Isso não deveria ser bom.” Brincou, começando a rir “Não, não! Totalmente livre!”
› —— “ claro que estou. ” poderia dizer algumas coisas que reforçassem sua fala, porém ficou quieto. riu da brincadeira dela, concordando com a cabeça automaticamente. “ meu médico que o diga. ” fez uma careta em seguida, a lembrança não sendo tão agradável. “ quem distribui um doce tão bom assim de graça? deve ter alguma pegadinha. ” olhou a garota de cima a baixo procurando algum sinal estranho. “ do contrário você iria parecer uma princesa da disney. mas nada contra. ”
belmwn.
oliver também estava com tanta fome que poderia comer a lanchonete inteira, mas não diria isso. seria constrangedor demais. e, afinal, ele sabia que apenas um sanduíche lhe manteria bem até que finalmente pudesse chegar na fraternidade no fim do dia. não achou que iria se apegar tão rápido a um lugar cheio de pessoas tão diferente dele, mas aconteceu. deu risada da resposta do outro, sentindo um pouco de vergonha de si mesmo e sentindo todo seu rosto se contorcer. “meu nome é oliver belman, acho que somos da mesma fraternidade.” puxou a mochila das costas, puxando um bottom do bolso. achava aquilo ridículo, mas entendia o lado dos que gostavam. agradeceu ao céus pela omega não ser do tipo que anda com camiseta por aí. não gostava do sistema de fraternidades e irmandades e essa era a realidade. “prazer nico! sou de ciências, tenho certeza.” imitou o tom dele. era bom falar que tinha certeza dessa vez, considerando que passou anos na universidade de inglês para aprender apenas a como fazer uma mudança eficiente e como sobreviver com café e remédios.
› —— estalou o dedo no momento em que ouviu o nome do garoto e de onde ele era, apontando para ele em seguida. “ agora faz sentido! omega eta então?! o que a gente faz agora? gritamos e batemos no peito como se fossemos homens das cavernas? ” franziu o cenho, a pergunta soando mais séria do que deveria. não servia para coisas de fraternidade e o único motivo para estar em uma era por ser obrigatório... e a facilidade para arrumar clientes. não sabia das ‘regras’ da omega eta, ou se ela sequer tinha regras considerando os moradores. encarou o bottom da fraternidade, tendo quase certeza que a última vez que vira o seu havia sido no primeiro dia de aula. “ de qualquer forma, olá, oliver de ciências. queria ter essa certeza, dude. ” a única certeza de nico com relação a faculdade é que deveria terminar, não importando o curso. era uma loucura considerando que se tratava de seu futuro e ele não tinha grandes planos, mas imaginou que iria pensando em algo com o tempo. “ seguinte. eu posso conseguir um lanche de graça pra gente. você só precisa fazer o que eu disser. topa? ” estava inclinado na direção do rapaz, falando baixo para ninguém que passasse por eles ouvisse.
› —— “ acorda, vagabundo. ” foi a única coisa que disse após jogar toda a água gelada em seu copo no rosto do outro. segurou o riso, precisando fazer uma careta que não ajudou muito então se virou de costas para o coreano, abrindo as cortinas do quarto. “ começou mais um dia merda, mas provavelmente não pra você, que é burguês. então pode me acompanhar no mercado. ” catou uma calça que sabia que era de @artchoi e jogou no rapaz, assim como os tênis do mesmo. “ eu te dou uma mamada se você não reclamar nenhuma vez no caminho e me ajudar a carregar as bolsas de cerveja. ou te ofereço desconto na próxima compra. o que tu quiser. ”
“ A sério que pode ficar com o donut! Olhe! É rosinha com riscas arco-íris!” Esticou o donut, apontando para a pessoa que Olivia estava oferecer. Ela tinha comprado uma caixa e tinha oferecido a algumas colegas na sua fraternidade. Mas depois decidiu trazer um consigo, porém, esqueceu-se dele e comprou um bolo que já tinha comido, encontrando logo de seguida o donut. Agora queria oferecer a alguém para não deitar fora. “Prometo que não está contaminado ou envenenado.”
› —— “ essa é a comida mais gay que eu já vi na minha vida. ” comentou olhando para o donut na mão da garota, mas não podia negar que parecia muito bom. deu de ombros, pegando o doce e dando uma mordida grande sem se importar se sujou ou não a boca. a sensação de morder uma nuvem era muito mais interessante que qualquer preocupação. “ valeu. e relaxa que essa não seria a primeira coisa contaminada ou envenenada que eu coloco na boca. ” poderia estar brincando ou não. talvez nunca fosse dizer a verdade. ao terminar de comer chegou a lamber os dedos, franzindo o cenho para enfim fazer a pergunta que queria. “ espera! está distribuindo doces de graça ou eu cai num golpe de comer primeiro pra depois pagar? ”
oliver não se importava com o fato de ser um dos alunos mais pobres da universidade. quando foi aceito, sabia que seria um universo… diferente. normalmente, ele fazia de tudo para economizar. não só era pobre, como também era um pouco mão de vaca com seu próprio dinheiro. como ele nunca foi o mais sortudo, nesse dia acabou esquecendo de comer em casa e lá pela metade do dia estava igual um morto vivo. checou o resto de suas aulas e chegou a conclusão de que não adiantava, teria que comprar algo para comer. “ quer dividir um sanduíche e um suco?” falou para pessoa perto de si, após contar o dinheiro da carteira. era pouco demais. “isso não é um pedido de encontro… ou coisa parecia. só estou com muita fome. espero que você esteja também…” oliver não era nem um pouco popular, mas também não era tímido.
› —— “ estou com tanta fome que eu comeria a lanchonete inteira, cara. mas topo. ” não estava com tanta fome assim, mas qualquer coisa seria motivo para matar a próxima aula. estava no início do período e não achou que seria ruim perder uma aula ou outra. tocou o próprio peito com uma expressão dramática. “ ouch. rejeitado assim? tudo bem. não sabe o que está perdendo. ” sacudiu os ombros, dando os primeiros passos esperando que o outro o acompanhasse. “ qual o seu nome mesmo? já te vi andando por ai, mas nunca nos apresentamos. ” a verdade era que tinha certa dificuldade para guardar nomes, principalmente daqueles que não eram seus clientes. “ aliás, nico burkhardt. artes, mas ainda não tenho certeza. ” estendeu a mão para o outro e sempre se sentia um homem velho e rico quando fazia esse gesto. era justamente esse o motivo para fazê-lo.
﹕ ⊰ 𝒉arlow estava se forçando a passar pelo menos algumas horas fora de seu próprio quarto, caso contrário, suspeitava que acabaria se fundindo com sua cama uma hora ou outra. havia chegado cedo no salão comum, antes sequer de suas primeiras aulas do dia e, espalhando seus pertences por uma das mesas que tomou para si, tinha os fones de ouvido no último volume, enquanto debruçava-se sobre o próprio caderno para concluir um de seus desenhos incompletos. estava tão imersa na sua pequena bolha que só saiu desta quando notou uma figura sentando-se em uma das cadeiras desocupadas da mesa, o que a fez franzir o cenho de imediato. tirou um dos fones. arqueou uma das sobrancelhas. e quando aqueles simples atos não foram o suficiente para sensibilizar sua nova companhia, decidiu falar. “esse lugar está ocupado.”
› —— " sei que está. eu que tô sentado nele, hm? " o sorriso em seus lábios era cínico e o rapaz brincava ao passar o lápis por entre os dedos rapidamente. sustentava o olhar sobre a colega de quarto. não gostava de perturbar harlow mais que o natural, mas estava entediado, ainda não conhecia a outra totalmente e julgou ser importante conhecer um pouco mais a pessoa com quem dividiria um quarto pelos próximos meses. talvez anos. ao menos tinham se dado bem. era sua segunda maior preocupação. a primeira envolvia seu trabalho e como a garota poderia reagir se soubesse. " vim ver como a minha querida roommate está e se ela topa fazer alguma coisa. tipo. você. eu. algumas cervejas...? " apontou para ela, para si e então em direção a porta, fazendo uma careta. “ eu sei que são oito da manhã, mas em alguns países é normal então por que não adotar isso? enriquecer com uma nova cultura. e de brinde jogamos conversa fora. o que me diz? ”