cesar não era sociável, ele não gostava de aglomerações e humanos era sua raça menos favorita, mas o que ele almeja como futuro? se tornar um político. na realidade, ele desejava dominar o mundo e sendo um político era a única forma de conseguir tal coisa, apesar da tamanha discrepância. ao desempacotar suas coisas, percebeu que era impossível ler tranquilamente em seu dormitório, pelas movimentações extra. a biblioteca estava interditada e, por fim, o salão comum também estava cheio, isto é, existia uma figura ocupando uma mesa inteira, ato inconsistente para um local público. com passos firmes, cesar caminhou até lá e se sentou na extremidade oposta, onde nem mesmo teria contato com a outra garota. quando já estava acomodado, ouviu a voz alheia e se lembrou do motivo de não gostar de grande parte da humanidade. cesar estreitou os olhos com a frase da outra, logo uma sobrancelha arqueada surgiu em suas feições. “obviamente está, eu estou sentado aqui.” ele comentou com calma, revirando minimamente os olhos com o comentário alheio, abrindo seu livro e folheando até a parte que lhe interessava. antes de começar sua leitura, pegou um lápis e o fez como divisória, dividindo a mesa ao meio e observou a outra pessoa calmamente com os dedos entrelaçados em cima de seu próprio livro. “peço que respeite meu espaço pessoal, caso não tenha percebido, eu também preciso estudar…” ele baixou o olhar para o caderno alheio e logo franziu o cenho mais uma vez. “ou seja já o que você esteja fazendo…” murmurou sem qualquer interesse, voltando sua atenção ao livro de política.
﹕ ⊰ a primeira resposta que recebera já fora o suficiente para as sobrancelhas espessas da garota se elevarem ainda mais. a última coisa que precisava era de alguém disposto a ser tão desagradável quanto ela naquela dinâmica -- não era assim que funcionava. harlow observou com cuidado enquanto o lápis era movido pela mesa, ficando confusa por alguns momentos, mas assim que a explicação para aquilo fora expelida, a morena soltou uma risada curta. desacreditada, mas não muito humorada. encarou-o, esperando pelo anúncio da brincadeira, e quando no lugar disso recebeu aquele último comentário, a expressão rapidamente se fechou.
num movimento rápido, levou a mão até o tal lápis que marcava a linha divisória, os dedos se fechando tal como garras contra ele. “eu vou enfiar esse lápis num espaço bem pessoal seu se você continuar aqui.” sibilou, praticamente em um rosnado. “ah, você vai desmerecer artes? que original! continue falando.” rolou os olhos. invadiu o tal espaço dele de forma bem petulante, e com uma força demasiada, depositou o lápis contra o livro aberto a frente do rapaz. “tem pelo menos outras cinco mesas livres aqui. se manda.”