Bem-vinda de volta, semideus. Há 18 ANOS, você veio ao Acampamento pela primeira vez e se apresentou como NICOLLINA CHOI, foi reclamada por ATENA e hoje já tem 26 ANOS. Nesse tempo em que ficou fora, desenvolveu melhor seu jeito ESFORÇADO, mas ainda persiste em ser TEIMOSA em dias ruins. É ótimo te ver de volta, especialmente estando mais a cara de JOY (RED VELVET) do que antes.
ARMA: Nunca lidou muito bem com armas grandes, sempre preferiu as menores, que encaixavam em sua mão. Por isso, não se surpreendeu quando em seu décimo segundo aniversário, recebeu de presente de sua mãe um anel, que com apenas o toque de seus lábios, se transformava em uma adaga de prata, esculpida perfeitamente para ela.
HABILIDADE: persuasão, tem a afinidade de persuadir as pessoas a acreditarem exatamente no que ela deseja, assim sendo uma habilidade que ela vem trabalhando há anos desde que descobriu essa facilidade. Na maioria das vezes precisa se concentrar mais do que o normal para que as pessoas acreditem no que ela tem a dizer, podendo fazer isso com mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
*ੈ✩‧₊˚ — i. CONNECTIONS (em breve).
BIOGRAPHY
Quando Jaehwan conheceu Atena, não pensou que iria se apaixonar de forma tão rápida. Estava em uma expedição na Itália quando se encontraram pela primeira vez. Ele ficou encantado pela forma como a mulher entendia de todo o seu trabalho, mas percebeu o quão interessada ela ficava conforme ia descrevendo todo o seu estudo, o que estava fazendo ali, seus futuros projetos. Era difícil alguém se interessar assim por ele, principalmente porque Jaehwan não sabia exatamente como se relacionar com o sexo oposto. Por muitos anos foi considerado esquisito o suficiente e já tinha desistido, ou melhor, sequer havia tentado qualquer aproximação.
Mas com a mulher era diferente, e por mais esquisito que ele fosse, por mais imaturo e diferente, eles viveram bons momentos juntos, descobrindo lugares, trocando ideias e vendo o quanto tinham em comum. Só que, ao final de sua expedição, quando retornou para casa, não obteve mais notícias da mulher. Nesse meio período, acabou conhecendo uma jovem, por quem se encantou e que também parecia interessada nas mesmas coisas que ele. Ele só não esperava que meses depois, encontraria Nicollina embrulhada em mantos dourados e um berço simples, na porta de seu pequeno apartamento.
Não conseguiu explicar a verdade para sua futura noiva, seria absurdamente estranho ter que explicar que sua filha, sim ele tinha certeza que era sua filha, era também filha de uma deusa. Acabou então deixando de lado, terminou seu namoro e então engatou em apenas cuidar de sua menina. E apesar de seu jeito estranho, de ser completamente estabanado, ele soube perfeitamente lidar com a filha. Também era impossível dizer que eles não eram parecidos.
E conforme Nicollina crescia, os problemas apareciam. Jaehwan aproveitava de sua profissão para que os dois pudessem estar sempre viajando, nunca ficando muito tempo no mesmo lugar e por conta disso, Nico nunca teve realmente uma casa. Quer dizer, eles tinham um pequeno apartamento na Coreia do Sul, mas só tinham ficado por lá, por no máximo uma semana e isso não era o suficiente para a garota, que pouco sabia o que era estabilidade.
Por outro lado, Nico gostava de estar sempre viajando. Seu pai nunca escondeu dela a verdade e por conta disso, ainda criança pisou no Acampamento Meio-Sangue pela primeira vez. De início foi estranho, deixar seu pai para trás durante esse período, mas sabia que era melhor assim e torcia para que o mais velho conseguisse cuidar melhor de si mesmo, sem necessariamente precisar dela.
Foi em uma de suas férias que acabou conhecendo outra semideusa. As duas automaticamente viraram amigas e passaram a fazer absolutamente tudo juntas, inclusive iam em missões juntas. Não se sabe ao certo o que aconteceu nesse meio caminho, mas Nico nunca mais tocou no assunto depois de voltarem de uma missão onde a melhor amiga foi dada como morta. E foi exatamente depois disso que a personalidade da garota mudou. Não que ela tenha se fechado para o mundo, mas esse se tornou um assunto proibido para quem quer que a conhecesse ou ouvisse sobre essa história.
Não foi apenas das pessoas do acampamento que ela se isolou, mas também de seu pai. Por muitos anos recebia mensagens dele dizendo para ela voltar para casa, que estava tudo bem e que eles podiam conversar, mas Nico se recusava. Com o tempo pararam de tentar e o assunto também foi praticamente esquecido, quer dizer, quase, Nico ainda se recordava e isso a assombrava mais do que deveria.
Agora, de volta ao Acampamento Meio-Sangue, poucos realmente conhecem a verdadeira Nico. Quem a conheceu antes, muito provavelmente desconhece. Ela está totalmente diferente e pouco fala sobre o seu passado, principalmente porque ficou muitos anos afastada de todos. Aproveitou esses anos para colocar a cabeça no lugar e acima de tudo, estudar. Passou a fazer expedições, a seguir basicamente o caminho de seu pai e muito se fala que ela viajou o mundo explorando cidades, países, cavernas e derrotando monstros. Mas isso é passado, porque se viu novamente presa em seu passado e dessa vez não sei até quando pode escondê-lo.
Considerando que não havia muito o que fazer em seu chalé, uma vez que sua cama parecia confortável o suficiente para recebê-la durante seu sono, tomada por uma melancolia iniciada pelas palavras de Quíron, Lola optou por se afastar da vista de outras pessoas. Numa tentativa clara de evitar qualquer confronto, caminhou pelo acampamento em meio à agitação e tensão que tomou conta do lugar desde o retorno. A passos apressados, fez seu caminho até o bosque mantendo sua cabeça baixa, olhando para o chão enquanto passava pelos outros semideuses. No entanto, em um momento de distração, acabou esbarrando em alguém, fazendo com que pelo menos ela tenha tropeçado. Erguendo o olhar para uma espiada de relance, ela vê em quem esbarrou e, apesar de sua expressão inicialmente receosa, tenta manter a calma. “Desculpe, eu não estava olhando por onde estava indo.” Emitiu tentando evitar qualquer tensão, ajustando a postura. “Você está bem?”
Por ter ficado muitos anos sendo quase sua própria companhia, Nico acabava precisando recuperar suas energias depois de muito tempo de conversa ou socialização. Não que ela tenha socializado, não, estava claramente evitando aquilo ao máximo, mas só a presença de várias pessoas ao seu redor, a deixava sobrecarregada. Também não era tentadora a ideia de voltar para o seu chalé, principalmente porque não queria esbarrar com seus irmãos e assim, ser obrigada ou não a iniciar qualquer conversa. Logo decretou para si mesma que ainda não era hora de se recolher, ia esperar pelo menos mais algumas horas antes de aparecer por lá. Mas antes mesmo de definir para onde iria, sentiu um corpo - um pouco mais baixo que o seu - esbarrar nela. — Não se preocupe, só tome cuidado da próxima vez, certo? Vai que você esbarra em um daqueles brutamontes ou pior, caia num buraco. Ouvi dizer que o bosque está cheio deles e sempre tem um engraçadinho pregando peças por ai.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀…zander já estava gasto de toda aquela intriga e ladainha. se seus olhos revirassem mais uma vez, corria o risco que grudassem assim nas pálpebras e ele enxergaria tudo pela metade. que culpa ele tinha? era a reação natural quando se ouvia tantos absurdos. ele? responsável por prover abrir e segurança? que serviço mais meia boca para um filho de zeus. seu ego sempre foi tão grande quanto o do pai, só que dentro dos limites para um semideus, é claro. —⠀⠀⠀você tem que estar de brincadeira com a minha cara, pois só assim para eu consiga manter um mínimo de decoro nessa conversa.⠀⠀⠀—⠀⠀afirmou para muse, enquanto a discussão ainda estava em seu pico aflorado. —⠀⠀⠀quer dizer que eu tinha que pegar na mãozinha dos querides e guiar até o vale encantado? me poupe.⠀⠀⠀—⠀⠀e lá estava ele revirando os olhos outra vez. puxou a carteira de cigarros do bolso, batendo entre os dedos para soltar um deles e então levou aos lábios, mas continuou seu argumento antes de tocar fogo nele. —⠀⠀⠀me diga que realmente consegue acreditar nisso, e eu tentarei ouvir sem me exaltar, mas não faço promessas.⠀⠀⠀—⠀⠀completou, por fim ateando fogo no seu cigarro para que lhe acalmasse os ânimos.
Já tinha passado a época em que Nicollina realmente se preocupava com aquele tipo de discussão. Não tinha sequer vontade de participar daquela reunião, por ela teria ficado em seu chalé apenas esperando o retorno de seus irmãos. Mas quando menos esperou, se viu ali no meio da multidão, como se seus próprios pés a levassem ali. Já tinha perdido tudo mesmo, o que seriam alguns minutos observando enquanto todos acreditavam em uma falsa moral, em suas próprias verdades, enquanto desferiam insultos e acusações entre eles. Demorou para perceber que tinha alguém falando com ela, sequer tinha prestado atenção em suas palavras, mas não era algo que ela se importava. — E se você se exaltar pretende fazer o quê? Pular em cima deles? Se for, posso concordar com o que você quiser, adoraria ver — rebateu com um sorriso cínico no rosto, sem nem mesmo olhar para a pessoa que estava conversando.