Ok cara, me sinto uma retardada... É, isso mesmo! R-E-T-A-R-D-A-D-A. Sabe, aquelas pessoas que demoram pra sacar as coisas e talz? Então. Dessas mesmo.
Recentemente, tenho embarcado nessas aventuras loucas de aplicativos like tinder. Nunca acho algo que preste, porquê afinal, se o cara não conseguiu arrumar uma namorada pessoalmente, é porque alguma coisa errada ele tem... Sexo sem compromisso, nudes, erros de português absurdos, essas coisas eu descarto logo de cara. Um ou outro me chamam a atenção e possuem um papo agradável, mas geralmente moram tão longe de mim que chega a dar dó. Enfim, até hoje...
Sabe quando você acha alguém “perfeito”?
Daqueles inteligentes, lindos, com bom papo e bom gosto musical, que mora relativamente perto... Todas as qualidades que você procura... Qual seu primeiro pensamento? Esse cara é fake! Ele deve ser gay! Deve ter AIDS! Deve ter algum defeito, ninguém é tao perfeito... É uma fase de negação total... Até que você se conforma que a pessoa é simplesmente perfeita mesmo, não tem o que negar....
E sabe qual é o meu problema agora? Dor de barriga. É, dor de barriga, sabe, o famoso friozinho na barriga, borboletas no estômago... Essa coisa que eu não sentia desde a adolescência. Exatamente. Estou me sentindo uma adolescente... Não tenho fome. Não durmo. Sinto arrepios constantes. Me pego sorrindo à toa, dando risada ou chorando sem motivo. Hoje a primeira coisa q pensei ao acordar foi o nome dele. Verdade mesmo. Fui correndo checar as mensagens no whatsapp pra ver se ele tinha respondido o meu boa noite que eu fiz questão de ignorar, só pra não dar tanto na cara. É, desse jeito bobo mesmo, igual garotinha em seu primeiro amor...
E eu sofro. Ele me deixa no vácuo, demora pra me responder. Fico pensando se está conversando com as outras, se ele se interessa por elas. Fico a tarde toda com o celular desligado, pra evitar de ficar olhando o tempo todo seu último horário online. Pra não ficar tentada a puxar um assunto idiota e fazer com que ele me ache boba...
E sofro. Porque fazia tempo que ninguém mexia assim comigo. Fazia tempo que não sentia tanta coisa. E eu tenho medo de perdê-lo. Ou pior, de nunca tê-lo.
Será que isso é amor, meu Deus?