Você precisava de uma mãe, não de uma mulher.
Que Pecado! (Carol Biazin Part. Ebony)

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Você precisava de uma mãe, não de uma mulher.
Que Pecado! (Carol Biazin Part. Ebony)
Houve um tempo em que nossas vidas eram como rios que corriam lado a lado. Caminhávamos juntas, compartilhando cada passo, cada sonho, cada dúvida. Não precisávamos de palavras para nos entender, bastava um olhar, um sorriso, e tudo estava dito.
Mas, sem aviso, nossos caminhos começaram a se afastar. Não houve um momento específico, nenhum motivo claro. Simplesmente seguimos direções diferentes. Não houve briga, nenhuma mágoa. Apenas a vida, com sua força silenciosa, nos levou para longe uma da outra.
Hoje, ainda guardo um carinho imenso por você. Quando penso em tudo o que vivemos, meu coração aquece, mas há também um vazio. Um vazio por não conseguir me conectar mais com quem você se tornou, por não saber como nos reencontrar. Sinto falta das risadas fáceis, das conversas sem fim, do conforto de saber que você estava lá.
Às vezes, vejo você vivendo novas aventuras, cercada de outras pessoas, criando novas histórias. E me pego pensando como seria se eu ainda estivesse ao seu lado, compartilhando esses momentos. Mas agora, sou apenas uma lembrança em seu passado, e você, no meu.
A tristeza de tudo isso é sutil, uma dor quieta. Não é raiva ou ressentimento, mas uma saudade do que fomos, uma melancolia por perceber que, mesmo com todo o carinho que ainda sinto, não consigo mais me aproximar. É como se houvesse uma barreira invisível, feita de tempo e distância, que me impede de atravessar.
Ainda assim, guardo nossas memórias com ternura. E, mesmo que hoje sejamos estranhas que já foram próximas, espero que, de alguma forma, você saiba que, mesmo distante, você ainda tem um lugar especial em mim.
A gente estava meio afastado, um afastamento por certas atitudes, coisas não ditas, exaustão do dia a dia e cansaço de ciclos mais que repetitivos. Então, um dia, no curso desse afastamento, eu resolvi procurar por um livro que eu queria reler e que por algum motivo, sentia que precisava dele e não encontrava. Minha mãe o encontrou e disse, "olha, que bonitinho, tem até uma dedicatória" e quando fui olhar, de fato, era a sua letra, espremida no canto da primeira página. A dedicatória nos lembrava que estaríamos juntos independentemente de tudo. Li e dei um sorriso, nada mais. Me fez pensar que, sei lá, eu deveria sentir algo mais? Uma saudade imensa ou nostalgia? Deveria mandar uma mensagem para ela? Ou simplesmente uma foto da página, com um emoji, e dar um fim a este afastamento? Bem, na verdade, por mais que eu tenha pensado que não senti nada, eu senti, senão, não estaria escrevendo. Só que eu sei que como aquela dedicatória, o que temos é algo nosso, e acho que tempo nenhum vai tirar, passe o tempo que passar. Quando tivermos que nos reaproximar, assim como a música, vai acontecer naturalmente.
Quem não nos amou, certamente nos ensinou.
A vida sempre une aqueles que estão destinados a cumprirem um papel na vida um do outro.
Quando a sintonia é forte, e o encontro é necessário, até o Universo se torna pequeno.
Cada pessoa que entra ou que sai de nossas vidas possui um significado profundo:
Uma lição, um exemplo, um estímulo ou uma prova para o nosso crescimento.
A verdade é que ninguém sai ileso de ninguém.
Cada pessoa traz consigo uma mensagem que nos cabe decifrar para o nosso progresso e evolução.
Devemos lembrar que cada pessoa que sintoniza com nossa energia será atraída para nós, e aquelas que não fazem parte do nosso destino se afastarão.
Que possamos ser gratos por cada ser que cruzou o nosso caminho.
Quem não nos amou, certamente nos ensinou!
Alexandro Gruber
Incômodo.
Começou a passar dias e a princípio passou a incomodar mais, então decidi escrever o que sinto. Pode ser besteira? Talvez. Na verdade não existe nem certo nem errado, mas todas escolhas geram consequências.
São nos pequenos detalhes que a pessoa te ganham, mas te perdem também na mesma proporção. Passei a observar os detalhes que cercam minha vida, comecei perceber o quão aquilo começou me afetar. Incomodar. Fazendo com que eu me afastasse, eu não queria isso, mas isso faz com que eu gere um bloqueio e perca meu coração no meio do caminho.
Será que isso significa pra você na mesma proporção? Não enxerga o quão pode ser desagradável essa situação? Não consegue perceber que cada vez que estou nesse cenário sempre dou um passo para atrás? Talvez ficar se questionando seja perda de tempo. Cada detalhe que compõe esse conjunto é desprazeroso…
Eu estou me afastando e você nem está percebendo minha ausência. Eu não quero me ferir, mas não consigo sentir segurança para ficar nesse meio e você nem se quer nota isso, mas sempre irei partir nesse momento. Não sou do tipo que fala, não quero me desgastar. Quero que você análise e perceba o mínimo, eu já dei vários indicadores. Tenho recebidos sinais mistos, eu não consigo decifrar, será que você me vê como uma utilidade temporária? No fim das contas sempre irei ser passada para trás. Já fui substituída tantas vezes que já perdi as contas. A culpa é minha? Por que me sinto culpada se não foi eu quem errou? Por que sempre fico magoada no final? A gente se sente um objeto descartável. Eu sou insuficiente? Não sei até que ponto vai essa sensação, mas não quero desta maneira. Minhas ideias estão reviradas, sinto que meus sentimentos estão desamorável e não sei o certo que irá acontecer, isso me consome.
Beatriz Luz