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— oii! eu sou a Ni! sou uma escritora e espero que minha página possa aquecer seu coração! 。˚ ⋆
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queria que nossos olhares não tivessem cruzado naquele tarde. assim nada teria mudado.
tenho medo do cheiro dos teus cabelos,
medo de como ele gruda na minha fronha
e ameaça nunca ir embora.
tenho medo dos teus olhos
que colam nos meus e às vezes desviam
pra minha boca, como quem pedisse
algo a mais.
tenho medo das tuas mãos
que parecem algodão macio,
parecem conforto de casa.
tenho medo da sua ausência,
não sei viver mais sem temer nós nos finais de semana.
você nem imagina
o tempo que gasto te escrevendo.
as noites em claro
que acabei perdendo,
você deve achar
que aqui mora outro alguém
mas é só abrir meu caderno
e ali está você.
mesmo depois de tudo
mesmo crescendo
mesmo mudando
mesmo vivendo,
te escrevo, te lembro,
mas não pergunto sobre você,
assim como cinco de setembro
hoje o céu estava nublado.
eu gosto tanto de ver as estrelas,
mas não pude.
porém, algo achei engraçado,
elas não pararam de cintilar.
só me preocupo, pois
se ela se esconde
quem poderá a ver brilhar?
as nuvens não irão cobrir seu brilho,
ao menos, não para sempre.
há, a quilômetros de mim uma garota.
uma garota de olhos brilhantes e cabelo cacheado.
uma garota criativa e que pensa tanto que não fala.
uma garota que é demais, mas tem medo de transbordar,
essa garota é você e tudo eu poderia listar,
mas há tanta coisa sobre você que nem posso pensar.
se pensar muito corro até sua casa,
no meio dessa noite silenciosa,
e declaro aquilo que eu sei
que mudaria nosso destino.
já pedi para que sumisse daqui,
não posso te abrigar mais,
não posso te desejar mais,
não posso te amar mais.
te vi a tanto tempo que nem sei mais quem é
que amo.
eu te vi, nem acredito que te vi. e eu amei tanto te ver, meus olhos nem sabiam mais como piscar. desejei te pegar pra mim, te ter em meus braços e desembaraçar os nós dos teus sentimentos como se fossem seus fios de cabelo. mesmo você sendo a causa do nó na minha garganta.
eu te vi e senti o que sempre senti ao ver teus olhos de encontro com os meus, os meus zelosos como sempre, os teus frios e vazios, como sempre.
quis desembaraçar você, quis te salvar dos(de) nós. mesmo que quanto mais eu te desenrolava, mais você me enozava.
aqui estou eu, presa em nós.
"está tudo bem, eu prefiro ficar sozinha, de qualquer forma."
foi o que eu disse. eu soube no momento, que estava errada. queria mesmo que fosse uma preferência. só queria estar certa, quis mesmo estar. mas em seguida a solidão acaricia meu rosto, com suas mãos quentes e confortáveis, onde me abrigo sem medo.
"não há o que temer, você está segura. seja você, não há nada aqui para te proibir."
é o que ela me diz. só restou eu, ela e o teto.
queria que fosse preferência, queria mesmo.
moro nas noites escuras. poderia sim, fingir ser diurna, mas moro na madrugada, onde o som não se escuta. o silêncio no nascimento de uma nova chance, um novo dia.
moro nas noites escuras, mas o dia me engole e sou cuspida no início da próxima escuridão silenciosa do nascimento de uma nova chance, um novo dia.
só moro nas noites escuras.
naquele dia uma folha amarelada caiu em meus cabelos,
embaraçou-se nos meus fios que voavam com o vento,
eu respirei fundo, pisquei lento,
não há nada melhor que o tempo.
com você eu me sinto alguém, mesmo que eu não saiba quem, mas quero ser alguém pra você.
nem me lembro daquela rua que eu passei, mas de você eu sei bem, aquela pinta abaixo da orelha.
me dá uma coisa estranha no estômago, saber que te vejo mais do que você me vê. odeio sentir que sou demais pra você. queria poder te convencer a me amar,
mas seria uma armadilha que eu mesmo ia montar e pular.
me falta te olhar com carinho todas as quintas-feiras. me falta elogiar teu cabelo depois do vento atravessar seus fios. me falta observar o rosa do tonalizante desbotando aos poucos do seu cabelo. até você aparecer na próxima quinta-feira com aquele mesmo sorriso e suas unhas coloridas.
me falta você, pra que eu veja vida.
te odeio por ser o amor da minha vida
ainda.
ja chamei de casa quem me deixava dormir no chão, já chamei de calçada quem me dava colchão. poucas vezes eu quis dormir, muitas vezes tropecei antes mesmo de entrar no quarto.
nem perguntei antes de levantar e me esconder.
fecho os olhos para que, mesmo que num piscar de olhos, tudo seja possível. quando os abro, me sinto perdido, pareço não ter sentido. me expresso mas não sigo, desabafo e não consigo...
não consigo fingir que não ligo.
se você soubesse que durante a madrugada, me sinto afogada, esperando por você. te faria sentir amada, mas como se eu não fosse nada, nunca mais vou te ver.
te tive tão pouco que nem sinto falta.
eu minto e acredito, pois é assim que deve ser.