â oii! eu sou a Ni! sou uma escritora e espero que minha pĂĄgina possa aquecer seu coração! ïœĄË â
âłá§ boa leitura! âđ»
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@ninimorangos
â oii! eu sou a Ni! sou uma escritora e espero que minha pĂĄgina possa aquecer seu coração! ïœĄË â
âłá§ boa leitura! âđ»
vocĂȘ continua me fazendo de boba
não satisfeita com os pedaços do meu coração
espalhados pelo chĂŁo,
vocĂȘ começa a varre-los atĂ© o lixo.
e como eu gosto de me torturar.
como eu gosto do errado,
de me machucar.
e eu ainda vejo algo em vocĂȘ.
um algo inventado
pela minha mente esperançosa e criativa.
queria que vocĂȘ fosse
como eu criei,
e me amasse
como eu imaginei.
o que estamos fazendo?
noites em claro,
jĂĄ Ă© o seu quinto recado
que eu nem abro.
vocĂȘ sabe de quem falo
nem preciso te mandar recado,
eu odeio como vocĂȘ me conhece.
precisava estragar tudo?
me usar sem pensar,
como se eu fosse de papel,
pronta pra descartar.
mas por que eu te mando recado?
por que quero que saiba?
por que te dou razÔes pra esperar?
por que espero vocĂȘ me chamar?
chorar, implorar...
tudo pra ver vocĂȘ me amar.
Ă s vezes me questiono
se pra sempre vou desgostar do meu rosto.
se pra sempre vou nĂŁo querer ver as fotos,
sempre ficar atrĂĄs
vai que aparece meu corpo...
seria péssimo.
serĂĄ que pra sempre
vou estar tentando me consertar
pra que enfim o que eu vejo no espelho
possa me agradar?
tentando sempre me cuidar,
minha pele endireitar,
meu peito disfarçar,
meus braços? quero arrancar.
quero um dia experienciar.
mesmo que eu pense que emagrecer vai me curar,
no fim, serei a mesma.
meu rosto serĂĄ o mesmo.
terei sempre que me maltratar?
preciso mesmo me esconder?
eu quero tanto me amar.
eu sĂł estou cansada de querer,
nĂŁo vejo a hora de conseguir viver
e me ver no espelho.
eu nĂŁo te respondi.
desculpa, é sério
eu podia ter ao menos reagido com um coração
fingido estar bem com a situação.
mas sĂł de ler o texto
senti facas perfurando meu peito.
responder nĂŁo me faria curar as feridas
que vocĂȘ e o tempo me causaram
entĂŁo eu disse,
eu avisei que estava indo
vocĂȘ disse:
"estou ocupada, jĂĄ respondo."
e entĂŁo vi vocĂȘ pensando nela.
senti vocĂȘ pensando nela.
pude ver vocĂȘ voltando pra ela.
vocĂȘ foi me responder de manhĂŁ, no dia seguinte
e eu pude te sentir com ela durante a noite.
palavras bonitas, texto bem escrito...
lendo até parece errado ir embora.
eu até estava disposta a te perdoar,
mas eu senti vocĂȘ com ela a noite inteira,
enquanto vocĂȘ nem lia minha despedida.
eu em segundo plano, vocĂȘ fora da minha vida.
queria que nossos olhares nĂŁo tivessem cruzado naquele tarde. assim nada teria mudado.
tenho medo do cheiro dos teus cabelos,
medo de como ele gruda na minha fronha
e ameaça nunca ir embora.
tenho medo dos teus olhos
que colam nos meus e Ă s vezes desviam
pra minha boca, como quem pedisse
algo a mais.
tenho medo das tuas mĂŁos
que parecem algodĂŁo macio,
parecem conforto de casa.
tenho medo da sua ausĂȘncia,
nĂŁo sei viver mais sem temer nĂłs nos finais de semana.
vocĂȘ nem imagina
o tempo que gasto te escrevendo.
as noites em claro
que acabei perdendo,
vocĂȘ deve achar
que aqui mora outro alguém
mas Ă© sĂł abrir meu caderno
e ali estĂĄ vocĂȘ.
mesmo depois de tudo
mesmo crescendo
mesmo mudando
mesmo vivendo,
te escrevo, te lembro,
mas nĂŁo pergunto sobre vocĂȘ,
assim como cinco de setembro
hoje o céu estava nublado.
eu gosto tanto de ver as estrelas,
mas nĂŁo pude.
porém, algo achei engraçado,
elas nĂŁo pararam de cintilar.
sĂł me preocupo, pois
se ela se esconde
quem poderĂĄ a ver brilhar?
as nuvens nĂŁo irĂŁo cobrir seu brilho,
ao menos, nĂŁo para sempre.
hĂĄ, a quilĂŽmetros de mim uma garota.
uma garota de olhos brilhantes e cabelo cacheado.
uma garota criativa e que pensa tanto que nĂŁo fala.
uma garota que Ă© demais, mas tem medo de transbordar,
essa garota Ă© vocĂȘ e tudo eu poderia listar,
mas hĂĄ tanta coisa sobre vocĂȘ que nem posso pensar.
se pensar muito corro até sua casa,
no meio dessa noite silenciosa,
e declaro aquilo que eu sei
que mudaria nosso destino.
jĂĄ pedi para que sumisse daqui,
nĂŁo posso te abrigar mais,
nĂŁo posso te desejar mais,
nĂŁo posso te amar mais.
te vi a tanto tempo que nem sei mais quem Ă©
que amo.
eu te vi, nem acredito que te vi. e eu amei tanto te ver, meus olhos nem sabiam mais como piscar. desejei te pegar pra mim, te ter em meus braços e desembaraçar os nĂłs dos teus sentimentos como se fossem seus fios de cabelo. mesmo vocĂȘ sendo a causa do nĂł na minha garganta.
eu te vi e senti o que sempre senti ao ver teus olhos de encontro com os meus, os meus zelosos como sempre, os teus frios e vazios, como sempre.
quis desembaraçar vocĂȘ, quis te salvar dos(de) nĂłs. mesmo que quanto mais eu te desenrolava, mais vocĂȘ me enozava.
aqui estou eu, presa em nĂłs.
"estĂĄ tudo bem, eu prefiro ficar sozinha, de qualquer forma."
foi o que eu disse. eu soube no momento, que estava errada. queria mesmo que fosse uma preferĂȘncia. sĂł queria estar certa, quis mesmo estar. mas em seguida a solidĂŁo acaricia meu rosto, com suas mĂŁos quentes e confortĂĄveis, onde me abrigo sem medo.
"nĂŁo hĂĄ o que temer, vocĂȘ estĂĄ segura. seja vocĂȘ, nĂŁo hĂĄ nada aqui para te proibir."
Ă© o que ela me diz. sĂł restou eu, ela e o teto.
queria que fosse preferĂȘncia, queria mesmo.
moro nas noites escuras. poderia sim, fingir ser diurna, mas moro na madrugada, onde o som nĂŁo se escuta. o silĂȘncio no nascimento de uma nova chance, um novo dia.
moro nas noites escuras, mas o dia me engole e sou cuspida no inĂcio da prĂłxima escuridĂŁo silenciosa do nascimento de uma nova chance, um novo dia.
sĂł moro nas noites escuras.
naquele dia uma folha amarelada caiu em meus cabelos,
embaraçou-se nos meus fios que voavam com o vento,
eu respirei fundo, pisquei lento,
nĂŁo hĂĄ nada melhor que o tempo.
com vocĂȘ eu me sinto alguĂ©m, mesmo que eu nĂŁo saiba quem, mas quero ser alguĂ©m pra vocĂȘ.
nem me lembro daquela rua que eu passei, mas de vocĂȘ eu sei bem, aquela pinta abaixo da orelha.
me dĂĄ uma coisa estranha no estĂŽmago, saber que te vejo mais do que vocĂȘ me vĂȘ. odeio sentir que sou demais pra vocĂȘ. queria poder te convencer a me amar,
mas seria uma armadilha que eu mesmo ia montar e pular.
me falta te olhar com carinho todas as quintas-feiras. me falta elogiar teu cabelo depois do vento atravessar seus fios. me falta observar o rosa do tonalizante desbotando aos poucos do seu cabelo. atĂ© vocĂȘ aparecer na prĂłxima quinta-feira com aquele mesmo sorriso e suas unhas coloridas.
me falta vocĂȘ, pra que eu veja vida.