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666
Here
Chloe whipple
— Ruy Cinatti, no livro “O Livro do Nómada Meu Amigo”. (Ed. Guimarães; 1.ª edição [1966]).
kat
“É como morrer aos poucos, ir desistindo de si a cada dia que passa, até que não haja mais forças para continuar lutando. É sensação de vazio e tudo. Vontade de agir, e de ficar deitada o dia inteiro. É o desejo de cometer uma loucura, mas fraca demais para conseguir tentar qualquer coisa. Uma parte de mim acredita que não tem mais jeito, que este é o fim do poço e que daqui eu nunca mais sairei. A outra tenta acreditar em algo bom, que são apenas dias ruins e que irei melhorar. Diante de tudo isso as lágrimas não param de escorrer pelo meu rosto, e tudo se tornou complexo demais para mim. Sinto vontade de conversar com alguém, tentar organizar um pouco meus pensamentos e desabafar, como uma última tentativa de sair do meu mundo em crise. Mas, se nem eu entendo porquê me sinto tão mal assim, como alguém me compreenderia? Até as pessoas mais próximas à mim, e que me apoiam em tudo, ficariam sem ter o que me dizer. Isso se eu conseguisse organizar o meu turbilhão de pensamentos colocando-os em palavras. Minha mente parece estar funcionamento a mil quilômetros por hora, fazendo com que eu me perca no que estou pensando. A sensação de não conseguir saber o que há de errado comigo pesa, e então eu choro. Um choro que dói até a alma, e que me mata de dentro para fora.”
— Fran Oliveira. Sobre ansiedade.