Welcome home | Axellus
Depois de tirar sua gravata, o Francês pacientemente desabotoou cada botão de sua camisa e no processo, lançou ao Esloveno um sorriso cúmplice, que logo se tornou divertido. - Pois é, agora você oficialmente namora um Duque… - As palavras saíram fáceis de sua boca e Marcellus só havia se dado conta do que dissera quando as palavras já estavam no ar, pensou em se corrigir, ou pedir desculpas para Axel pelo erro, mas aproveitando que estava em uma posição na qual o outro não poderia ver seu rosto, optou por fingir que não tinha notado o que acabara de dizer, Axel que fizesse o que bem entendesse daquilo. Terminou de tirar sua camisa, colocando-a de lado e virando o rosto para o outro homem deitado em sua cama, ele o chamou e prontamente o francês respondeu ao seu chamado, deitando-se ao lado dele, bem próximo, a cabeça apoiada com cuidado no peito alheiro, em silencio para poder escutar as batidas do coração do Esloveno, Marcellus fechou os olhos e soltou um longo suspiro. - Não é isso, é só que… Não foi uma viagem das mais agradáveis, enterrar meu pai foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz. - Murmurou. - Eu descobri coisas sobre ele que me deixaram ainda mais decepcionado como filho e que me fizeram questionar como eu nunca havia desconfiado antes. - Fez uma pequena pausa, passando uma das mãos delicadamente sobre o troco do Esloveno como um abraço. - Não que eu me culpe, acho que meu amor por ele sempre me deixou cego, nossa relação fora quebrada em mil pedaços como um jarro de vidro e agora que ele se foi eu sei que nunca poderemos concertar isto, estou tentando me conformar, por na minha cabeça que vasos de vidros quebrados raramente podem ser concertados, mas é difícil… - Soltou um outro suspiro, Marcellus estava cansado demais, mas desabafar com Axel o deixava mais leve. - Estou em paz comigo mesmo, porque por mais cruel que meu pai tenha sido, eu consegui perdoa-lo e só posso esperar que onde quer que ele esteja ele também tenha feito o mesmo, eu sei que é impossível, mas não custa nada ter uma pontinha de esperança, certo? - Abriu os olhos que até então não notara estarem marejados novamente e ergueu a cabeça um pouco para poder olhar o companheiro.
Queria que o francês falasse, e quando ele começou a única coisa que pode fazer foi ficar em silêncio e escutar. Queria perguntar sobre as coisas em questão e por que ele havia ficado decepcionado em primeiro lugar, mas talvez aquela não fosse a hora. Quem sabe outro dia pudessem discutir os assuntos abertos nos passados um do outro. O abraço fora bem vindo, e o esloveno fez questão de acariciar o membro com carinho. Não podia imaginar como era aquilo. Querer arrumar alguma coisa com uma família que não o quis. Nunca tinham aprofundado o assunto, mas havia pego nas entre linhas que o agora falecido duque não aceitava a sexualidade do filho. Não lhe ocorria conseguir gostar de alguém, amar alguém que não conseguia gostar ou amar de volta. Nossa, Marcellus era muito bom. Deu um pequeno aperto reconfortante no corpo alheio, tentando mostrar apóio quando ouvir sobre paz. Axel estava em paz consigo mesmo pelo jeito que acabou na Eslovênia? Não, caso contrario não se sentiria tão inseguro perto do irmão mais novo, não teria pesadelos sobre suas decisões e definitivamente não guardaria rancor contra seu pai. Certo, meu amor. Certo." respondeu beijando as pálpebras chorosas do outro. Queria poder fazer alguma coisa para espantar a dor, queria dizer algo mais elaborado, mas não tinha nada. Só seu conforto e solidez. "Você podia tentar rezar para Minerva lhe conceder uns minutos com ele, nem que só em sonhos." deu a idéia, sem saber como era a relação do francês com sua patrono. Por Triglav, eram tantas coisas que não sabiam um do outro que o deixava incomodado.

















