Axel, que parecia estar lendo um livro, estava olhando atentamente para Anthony, o bebê de um ano brincando na grama com seus dinossaurinhos de plástico. Ambos estavam em cima de um grosso cobertor vermelho perto da pracinha infantil do parque. Fazia pouco que tinha adotado a criança e, assim como havia sido com Pedro, Axel estava paranoico com o bem estar do seu filho. Uma sombra se fez presente vindo por trás do esloveno que automaticamente colocou a mão sob a do filho e virou para trás olhando o recém chegado. “Boa tarde! Veio aproveitar o sol?”
Marcellus passou seus braços em volta do pescoço do marido, o apertando brevemente em um abraço e depositando um beijo casto em uma de suas bochechas. “Na verdade só estou passando para dar um beijo no meu marido e no meu filho.” Marcellus sentou-se ao lado de Axel e pegou o pequeno Anthony em seu colo, ignorando o protesto do menino por querer continuar brincando com seus dinossauros. “Ah não, Tony, de um pouco de amor para o papai. Deu um beijinho na bochecha rosada do filho e se voltou para Axel. “Eu estava passando a caminho do trabalho, mas não resisti a cena, e precisei me aproximar… aAlguém já lhe disse o quão sexy você fica quando está bancando a babá?
Largou a mão da criança, sabendo que ninguém iria o sequestrar ou algo do tipo e recebeu o abraço do marido. O esloveno alcançou um dos brinquedos para o bebê que lutava contra o carinho do francês na tentativa de acalma-lo, o que acabou funcionando. Axel, que passava mais tempo com ele, já estava se acostumando as manias de Anthony, mas Marcellus, o pai que trabalhava fora, estava com dificuldades para entender que o menino não gostava de ser apertado. “Shhh, não fala essas coisas na frente das crianças.” disse rindo e lhe dando um beijo nos lábios. Era uma boa cidade aquela que haviam escolhido para morar, quase ninguém olhava estranho para os dois quando andavam de mãos dadas ou demonstravam seu amor em público. Bagunçou os cabelos da criança que estava alheia aos fatos gerais. “Se ele não estivesse aqui eu diria que eu posso te mostrar a babá mais tarde, mas, sabe como é, crianças e tal.” falou na tentativa de provocar algum riso do amado.
Graças às brincadeiras de Axel, Tony aquietou-se em seus braços. Era difícil aceitar que o bebê se desse melhor com o Esloveno que com ele, talvez fosse o caso de deixar o trabalho um pouco mais de lado e dedicar-se a sua família. "Tenho certeza de que o bebê não liga, ele quer que os pais dele estejam felizes, certo, Tony?" encarou a criança em seu colo, com um sorriso aberto, passando a mão livre sob o pescoço do marido e o puxando para mais um beijo logo em seguida. "Je' te ame, Baby, sei que não ando demonstrando isso com frequência, mas quero que saiba o quão feliz você me faz. Obrigado pela nossa família e obrigado por amar este homem ocupado que está sempre trabalhando e te deixando com as crianças." A mão deslizou pelas costas do Esloveno enquanto Marcellus juntava seus lábios aos dele novamente. "Eu juro que vou compensa-lo por isso."












