Palavras são palavras, e são reais.
Desprezo as incertezas ancoradas nos teus questionamentos emotivos e perdidos, o sofrimento e a dúvida não tem lugar na fila longa que esculpi durante minha dúbia existência.
Não acredito num deus temeroso e bondoso, apenas na crueldade do homem e na sagrada carne, acredito no sangue e no suor, e nos calos provenientes das lutas humanas.
Acredito no sacrifício, acredito no corpo, creio na história e duvido de tudo que não tenha, mesmo na certeza, acontecido.
Acredito na terra, na poeira, nos grãos de areia fecundados na minha pele.
Desprezo a sujeira infundada, desprezo a opinião daquele que diz saber muito, mas aprecio o dizer do que sente mais.
Desprezo minha própria crença e meu próprio existir. Me sinto incerto há tantas eras e me desprezo e continuarei a me desprezar por todo o resto de minha existência…