Atenção.
5 de abril.
“Ela me mandou um áudio bem fofinha, sussurrando. Qual a chance de eu ficar dando atenção para outra que não está nem ai pra mim, sabe?!”
O áudio era realmente fofo. Como boa amiga que sou, respondi um ligeiro e curto, “vai com calma” e com um grau de curiosidade, questionei se era apenas com ela.
“Comparei, ela é meio grossa demais. Comigo é diferente. Se eu começar a gostar, pulo fora.”
Avistei o futuro.
“Me fudi com ela porque acabei optando por encontrar a outra. Disse que consegui uma carona para ir para casa, e agora ela está toda grossa e brava comigo.”
“Ela disse que esperou me ver, mas não queria atrapalhar por querer muito.”
Fui clara. Quem muito quer, nada tem.
“Abro mão da outra, já que sou descartável? To confusa, já que quero as duas, ou mais. Você me deixa confusa. Falo de abrir mão da outra e você me confunde mais. São três.”
Reforço. Quem muito quer, se estrepa.
Outro áudio fofo. Não perdi a oportunidade. Sussurrei algumas palavras debochadas, e terminei com um belo “Tchau troxa”.










