“Baby, let's be honest about this There's only room for one in your heart So tell me, darlin', why are we like this? I must admit that I kind of like it.“

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@nxlucayang
“Baby, let's be honest about this There's only room for one in your heart So tell me, darlin', why are we like this? I must admit that I kind of like it.“
Flowers
@narixn
Em sua defesa, Nari nunca pensou que poderia fazer um garoto de tão apaixonado mostrasse sua cara de mais completa confusão, como se nunca tivesse mesmo cogitado a hipótese – ou então isso o assustara demais. Seus olhos piscaram, buscando um momento de ideias mais claras e o quanto o mais novo estava disposto a contar a ela para que pudesse ajudá-lo. Nari nunca julgaria ninguém, nem mesmo o maior ladrão de todos os tempos. Isso claro se o assunto for o coração, sabia o quanto era difícil, afinal, nem mesmo o seu escapava dessa história. Ela acabou dando uma risada por causa da repentina mudança de ideia. Por isso, com a maior delicadeza do mundo, aproximou-se do rapaz e assentiu de leve. “Flores nunca são demais. Elas representam o seu carinho. São como uma personificação de um sentimento bonito que damos as pessoas. Por isso são tão comuns em muitas épocas de nossa vida.” Não quis especificar em quais porque só de pensar nisso a fazia sentir-se mal. “Se acha exagerado… Por que não levar uma só?”
O garoto deixou um sorriso doce surgir em seus lábios, a mulher estava obtendo sucesso em mostrar a Luca que não tinha porque todos aqueles pensamentos indecisos e soluções para caso achasse um buquê too much para o momento, tudo isso com aquele jeitinho delicado. Ele maneou a cabeça positivamente num gesto que servia tanto por concordar com a sugestão dela, como num agradecimento disfarçado por suas palavras. “É uma boa ideia. Hm...“ Ele voltou a olhar as flores coloridas, pensando na melhor opção que não fosse as rosas vermelhas. “Acho que levarei umas duas… Mas não queria que fossem rosas vermelhas, muito extravagantes. Poderia me indicar alguma outra?” Olhou para a funcionária com uma expressão de perdido, querendo que ela desse mais uma luz a ele. As sobrancelhas se arquearam junto ao seu indicador que foi levantado ao ter lembrado de uma coisa. “Ah! Vocês possuem aquelas plantinhas pequenas que vem em uns vasinhos pra decorarmos a casa? Minha mãe adora, apesar de quem acaba cuidando sou eu.” Ele riu baixo.
First date
@nxarthur
Com os olhos fixos na tela - mas sem realmente prestar atenção em nenhum trailer -, uma das pernas balançando em puro nervoso e ansiedade, Arthur de vez em quando enchia a mão de pipoca e levava pra boca logo em seguida. Talvez devesse se ocupar mastigando para não ficar falando demais. Deu de ombros, tomando bastante ar. Nem ele mesmo sabia o motivo de estar agradecendo, será que fazia algum sentido? “Eu… Só queria agradecer por estar aqui comigo.” Falou, sem pensar muito em qual resposta dar. “Sua companhia me deixa feliz e faz com que eu me sinta bem. Por isso estou grato de estar passando um tempo com você.” Virou-se para fitar o rosto de Luca, mesmo com a fraca iluminação e abriu um sorriso antes de dar um beijo na testa do mais novo. Com mais um sorriso fraco, voltou a atenção para a tela, que agora já começava a exibir o começo do filme, e Arthur tentava, de alguma maneira, continuar com o contato físico com Luca, seja colando suas pernas, ou apoiando o braço na cadeira de forma que ficasse mais próximo do dongsaeng. E novamente, Arthur não estava 100% compenetrado no filme, porque continuava se xingando mentalmente por falar demais e parecer um idiota apaixonado logo no primeiro encontro. Só esperava que essas atitudes não assustassem demais a Luca.
No fundo, Luca já estava esperando algum agradecimento fofo daquele tipo, mesmo assim, lá estava ele sem reação alguma. Encarando o mais velho ali naquela sala sem quase luz alguma, o que foi uma vantagem pro mais novo que devia estar com a cara toda vermelha de tão quente que ficou quando recebeu aquele beijo na testa. Nesta hora, ele até apelou pro refrigerante, achando que o líquido gelado ajudaria a esfriar aquele calor que sentia em seu peito, quando na verdade deu em nada além de distraí-lo um pouquinho, bem pouquinho mesmo.
A sala do cinema não estava muito cheia e como escolheram aquele local um pouco afastado, o estudante sentiu seguro o suficiente para passar seu braço por debaixo do outro, agarrando-se a ele e assim poderia deitar sua cabeça em seu ombro. Ali, ele só desejava ter pego as pipocas com a outra mão, pois poderia segurar a mão de Arthur mais uma vez, porém seus dedos estavam sujos de sal. Não tinha problema, ao menos estavam agarradinhos. “Hyung… até que o filme não é ruim. A minha escolha foi boa.” Comentou baixinho, seguido por uma risada.
Aftersex
@nxminwook
Não esperava realmente ser seguido, portanto mal olhou para trás durante o trajeto para a cozinha. Esse foi o motivo do seu coração ter falhado uma batida quando se surpreendeu com os braços ao redor de seu corpo; puro susto, não satisfação, é claro. Por não estar sendo observado o sorriso nasceu livremente em sua expressão, mas as mãos continuaram a trabalhar em encher a caneca com o café, acrescentando o líquido em mais uma ao terminar. Mesmo que tentasse, não saberia descrever os motivos de suas ações sem parecer minimamente louco, e isso foi o que o levou a responder somente a segunda sentença. — Não quero que vá. Admitiu, entrelaçando seus dedos ao do garoto. Seu polegar deslizou pelas costas da mão alva em uma carícia antes de virar o rosto na direção do outro, permitindo que seu esboço de sorriso seja visualizado. — Quer café? Sussurrou, se virando nos braços do mais novo e mudando completamente de assunto. Lhe restava consciência o suficiente para saber que, caso desse continuidade a conversa anterior, as coisas poderiam se complicar mais do que já estavam. Apenas curtir o momento sem muitos questionamentos era a melhor opção. Pegou o copo já previamente cheio e estendeu na direção de Luca, se inclinando para selar seus lábios antes de entregar a louça.
O coração do mais novo se acalmou quando escutou Minwook dizendo que queria que Luca ficasse, ele sorriu contente, deixando alguns beijos no ombro do advogado ao que seus dedos entrelaçavam aos do outro. Aparentemente, a situação dos dois se normalizou naquele momento, ambos preferiram jogar aquilo para debaixo do tapete e aproveitar a atenção que podiam dar um ao outro ali. Ele acenou o rosto positivamente respondendo a pergunta do mais velho, afrouxando seus braços na cintura dele para que pudesse se virar, mas logo os fechou novamente, voltando ao abraço apertadinho. Em seus lábios se formou um sorriso quando selou os semelhantes, aproveitando o contato para conseguir mais uns dois daquele antes de pegar a caneca para dar um golinho no café quente. “Hmm… Está muito bom.” Comentou, dando mais um golinho logo em seguida. “Mas está faltando algo para ficar perfeito.” Ele entregou a caneca de volta para Minwook para que pudessem dividir, mas antes que ele tomasse o café, Luca pressionou o seu indicador contra a testa do mais velho, empurrando de levinho. “O cigarro que você pegou de mim, sabe?” Riu, colando mais seu corpo ao do outro enquanto a ponta de seus dedos passeavam naquelas costas em uma carícia.
“So don't regret me baby When you lay awake tonight… You knew that I could hurt you But you said I was worth the fight. “
The Carpenter
@nxyasu
Os lábios foram prensados um contra o outro, seguido de um mordido no inferior, tentando conter a vontade de rir do rapaz que procurava o papel como um louco desesperado. Bem, não pode conter muito, na verdade, não poderia deixar aquilo ir ainda mais longe, senão levaria outra bronca de seu pai por fazer coisas daquele tipo com os clientes, constrangendo-os. —Nós não usamos isso, é brincadeira. — Se deixou rir, não querendo prolongar aquilo para não deixa-lo envergonhado da situação, estendendo a mão para que pudesse pegar o documento de comprovante de que ele tinha alguma ligação com a dona do móvel. — Mas isso eu aceito.— Sorriu da forma singela de sempre, sendo tão simples que apenas era possível ver a linha do sorriso, aquilo era o suficiente para si em gentileza. — Nossos clientes sempre perdiam, então decidimos trabalhar só com nomes, documentos e assinaturas. É mais complexo, mas… — Olhou pelo documento, procurando o nome da mulher e vendo se tinha os mesmos ideogramas, algo que era difícil para si, somando que não estava escrito nem em japonês e muito menos em coreano. — Yoshi, está tudo certo! Eu vou trazer o móvel, me aguarde. — Deixou o documento nas mãos do dono, indo até o estoque dos fundos, onde pode pegar a penteadeira avermelhada, tomando o devido cuidado para não quebrar o espelho, até que colocasse à frente do rapaz, esfregando as mãos sempre enfaixadas e calejadas, isso quando não tinha vários machucados ali. — Eu posso por no seu carro se quiser.
O dedo de Luca já estava para pressionar o botão pra ligar para Dona Betty e reclamar do bendito boleto que ela se esqueceu quando foi informado que nem existia. O riso de alívio veio seguido daquele sorriso amarelo com a situação ocorrida, o estudante já estava pronto para reclamar um monte com a sua mãe e aquilo sempre resultava em uns sermões fodidos da taróloga. Ele entregou o documento e aproveitou para olhar o ambiente em sua volta mais uma vez, enquanto escutava o rapaz, Luca maneou a cabeça nem sabendo se o outro estava olhando para ele. “Entendi… Elizabeth seria uma destas pessoas, com certeza.” Mais um riso saiu do mais novo que agora observava o homem procurar pelo nome. Acenou a cabeça mais uma vez no que recebeu o documento novamente, atendendo ao pedido dele para aguardar ali. Foi só quando ele viu a penteadeira que a ficha caiu, como que diabos ele levaria aquilo para casa? O homem conseguiu trazer sozinho, mas nunca que Luca conseguiria carregar aquilo até em casa, ainda tinha um espelho… Deixar aquilo para Luca era desastre na certa. “É…” Ele riu sem jeito coçando a sua nuca. “Por um acaso vocês possuem algum serviço de entrega? Eu não tenho carro.” Estava tão sem graça que os ombros chegou até se encolheram, Luca já tava pedindo aos astros que fizessem o homem dizer sim, porque ele nem saberia o que fazer em outro caso.
Aftersex
@nxminwook
Estar com o Kwon podia se tornar uma experiência semelhante a pisar em ovos; um passo em falso e o momento se quebrava. — Mercenário. Um riso amargo acompanhou o tom sem emoção, de quem não esperava algo diferente. Os sentidos e ações antes amolecidos voltaram a se enrijecer, e o advogado se desvencilhou do encontro de lábios e peles, rumando à outra extremidade da cama macia. Pegou a carteira de couro, puxando um punhado de notas bem dobradas e entregou ao rapaz. — Aí tem o suficiente pro de hoje e um adicional pelas fotos. O cigarro, já gasto, voltou a ser tomado para si com certa rispidez, e foi necessário certo equilíbrio para que não queimasse nada conforme o homem mais velho se levantava e buscava pela própria peça íntima antes de vesti-la. — Está liberado se quiser, fica a vontade para se vestir. Sentenciou, mais uma vez sem emoção alguma transparecendo na voz, mas no fundo dos olhos — olhos estes que não fitavam o outro, e sim algum ponto além da porta — havia mágoa presente. — Vou pegar café. Anunciou, abandonando o cômodo. Era quase deplorável a forma como, de alguma maneira, esperava encontrar um respingo de afeto vindo de um garoto de programa, mas enquanto se enroscavam Minwook quase chegava a se esquecer que o único motivo que o mantinha ali era o dinheiro ao final do expediente, e que cada carícia fazia parte da performance. O pior, porém, era como sempre esperava estar enganado quanto a sua constatação.
Toda aquela reação foi inesperada, Luca chegava a olhar assustado para o mais velho quando o mesmo se afastou dele, seu cenho franziu quando o viu separar aquelas notas e entregá-las, as coisas ainda processavam em sua mente portanto ele somente pegou sem dizer nada, quando não deveria ter pego, mas que logo fora deixado sobre o colchão. Fechou os olhos e respirou bem fundo, se soubesse que seu charme fosse o afetar daquele jeito, teria ficado calado - mesmo que não estivesse de fato, errado. Se a questão ali fosse mesmo o dinheiro, Luca sequer teria entrado nessa vida, mas querer aproveitar o máximo da atenção que poderia receber dava abertura para situações difíceis de lidar. Talvez fosse sua culpa, por não impor um limite antes e não querer ficar sozinho novamente.
E neste sentimento de culpa, Luca se levantou da cama para ir atrás de Minwook sem nem se preocupar em se vestir. Em passos rápidos ele foi até o mais velho e o agarrou por trás, envolvendo seus braços na cintura dele em um abraço apertado. “Hyungie… Por que está me tratando desta forma? Eu só estava brincando com você.” A voz manhosa tomava conta do ambiente quieto, encostou a testa no ombro do advogado e suspirou baixo. “Você quer mesmo que eu vá embora?” Sua voz ficou mais baixa, mas tinha certeza que ele podia ouví-lo. Lá no fundo, sua consciência gritava dizendo que não deveria fazer aquilo, mas Luca preferiu dar ouvidos ao medo do abandono.
Pool Party
nxlucayang·:
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@nxtaehee
Luca estava totalmente sob o controle de Taehee, ele acatou a ordem dela sem chiar e largou o próprio sexo na hora em que ela ordenou, por mais que a mesma pulsasse pedindo por mais da atenção dele. Da posição em que se encontrava, não dava para ter uma visão privilegiada das reações de Taehee, mas dali ele podia ver que seu trabalho não estava ruim para uma primeira vez, seus suspiros e arrepios juntos aos comandos da mais velha que o guiava no que tinha de fazer somente o faziam se entregar cada vez mais ao ato. Mas eles não foram muito além, quando a confiança estava tomando espaço e ele sentia estar pegando o jeito da coisa, ela o afastou, levando-o a beijar sua boca. Tudo parecia durar muito pouco para aquela mente embriagada, quando começava a engatar no negócio, Taehee já estava fazendo outras coisas.
Quando percebeu, já estava sendo jogado na cama, a mente girou mas ele teve forças o suficiente para se apoiar nos cotovelos para que pudesse assistir a mais velha. Mordeu a pontinha do seu lábio inferior ao que concentrava seu olhar nos lábios da garota que beijava sua rigidez até o momento que passou a estimulá-lo com as duas mãos, o fazendo pender a cabeça pro lado e apertar seus olhos num gemido contido. Ele a respondeu somente com um manear positivo da cabeça enquanto seu rosto deixava nítido seu tesão naquela expressão de que ela não parasse. Luca não contia seus gemidos e foi num destes que deixou se seu apoio ceder, voltando a se deitar na cama. Os dedos se agarravam ao lençol com força, a voz saia arrastada e por vezes até manhosa em seus gemidos, sequer tentava parecer mais “masculino” naquele momento, a mente não o deixava focar em muitas coisas e se tivesse que escolher, seria no prazer proporcionado pela mulher. Ele jurava que não queria incomodar Taehee, mas sua pélvis era inquieta e por vezes se erguia indo contra o rosto da mais velha.
Aftersex
@nxminwook
Não tinha dúvidas de que toda a cena presenciada não passava de uma pitada de charme, e que ser usado como modelo massagearia, sim, o ego alheio — quem sabe isso não lhe rendesse futuros descontos? — Você sabe que está lindo. Afirmou, um sorriso torto surgindo de soslaio. Tomou o cigarro do outro, o levando aos lábios para uma longa tragada, e o encarou antes de devolvê-lo. Meneou a cabeça negativamente para a sentença do rapaz, soltando lentamente a fumaça tóxica enquanto seus olhos se fechavam para aproveitar a sensação. — Não são. Eu quero uma imagem sua que só eu veja. Assim que voltou a enxergar, arrastou-se de volta para os braços do garoto jovem, colando a boca em sua audição. — Não gosto de dividir. Segredou, utilizando um tom baixo e cauteloso, como quem conta algo importante que os demais não deveriam saber. — Além disso… O puxou para seu colo, um sorriso mais aberto pedindo espaço a ponto que a voz suavizava. — Tô tentando voltar a fotografar, sabia? Não gosta da ideia de ser minha musa? Brincou, rindo logo em seguida. Quem visse de longe poderia facilmente supor que os dois homens emaranhados entre os lençóis tinham algum envolvimento amoroso que ia além do cliente-contratado — o que, levando em conta o coração conturbado do mais velho, não era uma mentira total.
Ele usou o momento em que o cigarro fora tomado para dar uma espiada, verificando se aquela câmera já não estava mais mirada em sua direção para só então, tirar o braço de cima dos seus olhos. Seu cenho franziu no que uma das sobrancelhas arqueou quando escutou todo aquele papo de exclusividade vindo do mais velho, Luca somente conseguiu soltar uma risada baixa no que seus dedos se enfiaram entre os cabelos do mais velho, os acariciando e por vezes fechando-os ali. Era melhor que não respondesse nada quando não se tinha as palavras certas para usar, uma palavra errada ali e ele enchia o outro de esperanças ou perderia um contato que valia mais do que o dinheiro recebido.
Ali sentadinho no colo do mais velho, sua mão continuou a acariciar os cabelos do mesmo enquanto seu outro braço ficou apoiado no ombro alheio, esticado para manter o cigarro longe do mesmo após ter dado uma tragada maior. A fumaça foi expelida para cima um pouco antes dele rir junto a Min. “Não é uma má ideia. Mas você sabe que essa musa precisa de um incentivo…” Nisso, a mão que segurava o cigarro foi trazido para mais perto dele e esfregou o polegar e o anelar (já que o indicador e do meio estavam ocupados segurando o cigarro), fazendo aquele sinal que simbolizava dinheiro. Luca soltou mais um riso, este com os lábios já colando nos de Min, onde ele roçou de levinho e mordiscou o inferior, já encaixando num beijo gostoso com gostinho de cigarro na boca.
First date
@nxarthur
“Agora eu entendi o porquê de você me deixar com a missão de comprar a pipoca, tsc.”Acompanhou Luca na risada, já conseguindo se equilibrar melhor só com um copo e o pacote de pipoca. “Thank you, sweetie. I tried my best.” Mais uma daqueles sorrisos bobos apareceu no rosto de Arthur com as batidinhas em seu cabelo. Como se fosse grande coisa. A mente do chinês continuava o repreendendo por ter essas reações, mas ele estava gostando da sensação, então só mandava aquela vozinha chata calar a boca por um segundo e deixar que, pela primeira vez, Arthur fosse guiado mais por seus sentimentos do que outra coisa.
Leu o título no ingresso, concordando com a cabeça. Gostava de filmes de ação, mas sabia que ou eles eram muito bons, ou muito ruins, não tinha um meio termo. Porém, como já dito, não era nisso que Sicheng estava pensando agora. “É bom que não sera ruim mesmo. Você tinha uma missão, Luca Yang, escolhe rum bom filme no uni-duni-tê. Espero que não tenha falhado nisso.” Era óbvio que estava brincando, e deixava isso claro com o tom divertido e o sorriso que não saia de seus lábios. “Vamos.” mais uma vez, se deixou ser guiado por aí por Luca, até que estivessem dentro da sala. Olhou para o lugar indicado e assentiu, concordando. “Perfeito.” Sua mente completou com um ‘Ali dá pra eu te beijar sem ninguém atrapalhar’, mas achou melhor não dizer aquilo em voz alta, porque só estava pensando demais. Não podia dizer que não queria beijar Luca, mas não parecia ser exatamente o momento propício pra isso. E ele nem sabia se Luca também queria beijá-lo. Balançou a cabeça, deixando aquilo pra lá e abriu mais um sorriso para Luca, antes de ir para as cadeiras que foram indicadas pelo mais novo anteriormente, se ajeitando e deixando o copo no braço da cadeira. “Ei… Obrigado.”
Por mais óbvio que aquilo tivesse sido uma brincadeira, Luca sentiu uma pressão que ele mesmo impôs, agora se o filme fosse ruim, que péssima primeira impressão ele estaria passando? Tsc. Era o tipo de coisa que se passava na cabeça dele.
A pois aquele era o tipo de pensamento que se passava na mente do estudante, ali num cantinho mais reservado, os dois teriam um pouquinho mais de privacidade para que pelo menos ficassem mais agarradinhos a vontade, se fosse o caso. Assim como Arthur, Luca se ajeitou naquela cadeira, colocando o refrigerante no braço da mesma logo após de dar mais um golinho. A mão livre já foi direto no saco de pipoca, onde pegou um punhadinho que fora levado a própria boca, estava terminando de mastigar quando ia perguntar sobre aquele agradecimento solto pelo chinês quando sua atenção se voltou a tela grandona iniciando o filme ao que as luzes da sala se apagou. “Oh… já vai começar.” As pernas de Luca cruzaram para que ficasse mais confortável, a mãozinha já estava voltando pro saco de pipoca enquanto na tela ainda apresentava alguns trailers. Inclinou um pouco o corpo na direção do mais velho, pendendo a cabeça na direção dele. “Hyung…” Sussurrou para então virar o rosto em sua direção, com aquele rostinho curioso. “Obrigado pelo quê?”
The Carpenter
@nxyasu
Avoado, enquanto trabalhava, o japonês se encontrava entalhando um pequeno bloco de madeira pelo tédio que se alastrava, seu pai aos fundos passava verniz em alguns móveis, deixando a parte de atendimento com o garoto, que preferia mil vezes estar no lugar do pai. Entretanto, teve de deixar a pequena águia de lado quando viu um rapaz se aproximar, arrumando a postura e o ouvindo atentamente, que parecia sussurrar recluso. — Elizabeth Yang? Bem, eu tenho um móvel sim, é uma penteadeira de mogno, mas… Trouxe o boleto? Sem ele não posso entrega-lo. — Colocou a mão nos bolsos, esperando para ver o rapaz se desesperar por ter esquecido, pelo simples motivo de: eles não trabalharem com boletos e sim nomes e assinaturas. E sim, ele fazia isso com vários clientes apenas para vê-los em pânico por pensarem que perderiam suas mobilhas.
“Boleto?” O cenho franzido do mais novo só aguçava mais o olhar confuso que lançou para o carpinteiro, na mesma hora ele já começou a verificar os bolsos da calça e também a sua carteira, mesmo tendo quase certeza que sua mãe não havia lhe entregado nenhum boleto, nem sequer mencionado um, mas vai que… Esteve tão aéreo que tudo era possível. Cartões, documentos, dinheiro… nada de boleto. Não era possível, Luca não esqueceria algo importante assim. Seus olhos pequenos se fecharam por um instante no que ele passou a ponta dos seus dedos em sua testa, pensando no que faria agora. “Aish…” Resmungou. Pior que se não retirasse agora, teria que voltar só em outro dia e só de pensar já o fazia coçar a cabeça com aquela expressão de irritação. “É… Não tem mesmo retirar sem o boleto? Ela não me falou nada sobre boleto, mas estou com meus documentos pra mostrar que sou filho dela… Sei lá.” Luca tentou insistir, mas em último caso, o celular já tava na mão, discando o número de Betty - talvez ela conseguisse convencê-lo também.
First date
@nxarthur
Enquanto estava na fila para comprar as pipocas, Arthur dava algumas olhadelas para Luca, rindo fraco com a tentativa dele de escolher o filme. A expressão confusa podia ser vista de longe e Sicheng até se sentia meio culpado por ter deixado a decisão nas costas dele, mas de um jeito ou de outro, Arthur não iria reclamar do filme; Não estava ali por causa dele, afinal, e sim porque queria sair, conversar e passar um tempo com Luca. O filme era segundo plano, só. Ah, e aquele sorriso bobo não ia sair tão fácil de seu rosto.
Comprou um pacote bem grande de pipoca e dois copos de refrigerante, e já estava quase tendo um treco para conseguir segurar aquilo tudo sem deixar que tudo fosse pro chão junto com sua dignidade, quando o mais novo se aproximou e Arttie quase deu graças a Deus. “Honey! Pode pegar um dos copos? Eu não sou muito bom em equilibrar coisas, acabei de perceber.” Pediu com um tom divertido na voz, soltando um muxoxo quando umas três pipoquinhas caíram. Poxa, tinha se esforçado tanto para evitar que aquilo acontecesse. “Escolheu qual dois filmes, hon?”
Arthur precisava nem falar que Luca já foi chegando naquela intenção mesmo, só que primeiramente ele mirou naquele pacotão de pipoca que chamou sua atenção demais, mas aí ele foi no copo, pegando um destes para ele. “Omo… Já conseguiu ser melhor que eu, bae. Se fosse eu, pelo menos um dos copos já estaria no chão.” Comentou acenando positivamente a cabeça antes de se entregar a risada. “But you did a great job.” A mão que segurava os bilhetes foram para o topo da cabeça do mais velho, onde Luca bateu bem de levinho umas três vezes para não bagunçar o cabelo dele, voltando a rir logo em seguida.
Ele não resistiu em por a boca no canudo e dar um golinho no refrigerante, logo mostrando o bilhete para Arthur. “Hm… escolhi este aqui, porque já ia começar. É de ação, então não deve ser ruim.” Pelo menos ele torcia por isso, mas isso eles iam descobrir já já. “Hyung, vamos que a sessão já vai começar.” Nisso, Luca segurou no braço do mais velho (ali na voltinha entre o braço e o antebraço) para que fossem até a sala do filme escolhido.
Lá dentro, Luca já foi indo lá pro fundo, em direção as últimas fileiras. “Hyung, o que acha da gente sentar ali?” Apontou para um dos cantos da sala, não era encostado na parede, mas também não ficava no meio.
Midnight Caller
@taeohxn
Ainda que não estivesse esperando por nada na noite, Luca estava sempre grudado ao seu celular, atento as notificações que poderia receber daquele app. Receber mensagens aquela hora da noite não era incomum, mas poucos chamavam atenção do garoto que já estava todo ouriçadinho quando fora chamado por aquele tal de “c.hyung”. Não foram necessário trocar muitas mensagens para marcarem um local para se encontrarem e um horário que dava tempo o suficiente para Luca se aprontar. Não era do seu feitio se animar demais com as pessoas que contratavam seus serviços, mas se as poucas informações fossem verdadeiras, 1,89m e aquela foto que não era um corpo, era O corpo, já faziam as pernas darem aquela tremida.
Todo limpinho, bem perfumado e bem arrumado, Luca dava mais uma olhada no seu próprio reflexo de baixo a cima, sempre com aquele pensamento do quanto se achava atraente, antes de sair de casa. As ruas já não estavam mais tão movimentadas e Luca já estava acostumado com isso, ao olhar pro relógio viu que acabaria chegando até um pouco mais cedo do que o combinado.
The Carpenter
@nxyasu
Dona Betty era fogo! A mulher inventava de fazer as coisas, não avisava nada a Luca e ainda por cima deixava para ele fosse buscar, fazendo todo aquele drama de mãe dizendo que trabalhava demais e que aquele era só um favorzinho… Tsc. A mulher andou tão ocupada que nem avisou ao filho o que diabos ela havia mandado no carpinteiro arrumar e já fazia dias que o prazo dado a eles havia passado e ela se esqueceu. Pior que enquanto ele estava a caminho do endereço indicado, ele quebrava a cabeça tentando lembrar de algo que fizesse falta em casa, já que ele quem cuidava da casa, mas estava tão avoado esses dias que deu falta de nada.
Os olhos passaram curiosos pelo estabelecimento assim que havia chegado e passearam até que encontrassem a primeira pessoa que pudesse atendê-lo. “Com licença... “ Cumprimentou o homem com um curto curvar de sua cabeça antes que se aproximasse um pouco mais. “Eu vim buscar uma encomenda da Elizabeth… Elizabeth Yang. Acho que ficou pronto faz uns dias…” E ele olhou pro rapaz, torcendo para que soubesse do que se tratava, porque não era possível que tivesse errado o endereço.
Flowers
@narixn
O sentimento de luto bateu forte no peito de Nari e os dias que seguiram só fizeram com que a florista focasse no seu trabalho e ler mais e mais sobre jardinagem. Mesmo com a dona da loja quase obrigando a mulher a ir para casa, a maior parte do seu dia era passada na loja e quase sempre focado em flores. Tudo era mais doloroso quando Nari se lembrava da mãe, mas, no fim, iria passar, afinal, tudo passava. Lamentava-se enquanto ouviu a porta da lojinha fazer o típico barulho de alguém se aproximando. A mulher notou então as lágrimas em seu rosto que logo foram afastadas com um simples passar de mão.
Os pés movimentaram-se rapidamente na direção de quem quer que fosse. Nari instantaneamente abriu um sorriso – mesmo não sendo o maior do mundo. No entanto, ela observou um jovem mais novo olhando com um certo sorriso em seu rosto, o que a fez sorrir de verdade naquele dia. “Está apaixonado?” Não queria assustar e nem mesmo se meter na vida alheia, mas, mesmo sendo uma pessoa que não conhecia muito do amor, sabia reconhecer um rosto completamente apaixonado. Ela tinha visto várias vezes, primeiro com sua mãe e depois mais jovem, sendo o exemplo mais recente conhecido por ela ser Mai e Miki. “Gostaria de um presente para si ou para o seu amor?”
Sabia que não era intenção dela o assustar e, na verdade, se culpava por dar aquela tremidinha e olhar a moça sem entender nada, havia mergulhado tão fundo nos próprios pensamentos incertos que já não percebia direito os seus arredores e a funcionária o trouxe de volta com sua voz. “A-apaixonado?” Foi necessários uns dois segundinhos até a cabeça dele voltar a processar no ritmo normal e nisso as bochechas dele começaram a esquentar, provavelmente ficando levemente avermelhadas, seus olhos arregalaram um pouco e ele já começou a negar, movendo ambos os braços na altura do peito. “Não, Não…” Aí ele olhou de cantinhos pras flores, ainda incerto, mas tentado pelas fantasias boas. “Quer dizer... “ Ele voltou a falar, num tom mais baixo pela vergonha. “Eu… Estou gostando de uma pessoa. Mas ainda é meio recente, sabe?” O sorrisinho sem jeito começou a aparecer no rosto do estudante que entrelaçou os próprios dedos, segurando uma mão na outra. “Então, não sei se seria demais entregar umas flores para… esta pessoa.” Luca lançou um olhar tímido para a mulher que o atendia, esperando que a mesma o ajudasse a sair daquela incerteza.
Flowers
@narixn
Aquele era um sentimento esquisitinho, no peito um calorzinho aconchegante que vira e mexe trazia uns sorrisos bobos assim, do nada. Na barriga era um friozinho de ansiedade só de pensar na próxima vez que poderiam se ver novamente, era normal ele estar sentindo tudo aquilo quando se viram tão poucas vezes? Provavelmente não e ele precisava parar de dar corda para estas sensações, botar os pézinhos no chão e prevenir que a queda não fosse muito brusca. A era adolescente apaixonado havia finalmente chegado quando Luca já havia aceitado que aquilo não era para ele.
E foi no meio daqueles pensamentos de não se deixar voar nos céus da esperança que o estudante foi parar naquela floricultura, observando aquelas flores bem coloridas, de diferentes tipos. Luca sorriu, já fantasiando coisas que o faziam sentir seus pés se soltarem do chão novamente. Ele achava lindo presentear com flores, muito brega também, mas lindo. No entanto, sua consciência gritava de um lado, o fazendo se perguntar se aquilo não era demais e acabaria assustando de vez o hyung, do outro, ele se coçava de vontade de comprar uma lembrancinha daquela pois na sua mente, era muito bonitinho.
@caixn
a boca do cai tinha gosto de café preto disfarçado com uma balinha de menta que ele chupou nas pressas cinco minutos atrás, e ele engoliu o gosto da bala com um pouco do nervoso quando luca começou a beijar em outros lugares. era uma sensação quase que alienigena: a mecânica era a mesma, e cai já tinha beijado e transado com sua cota de pessoas na vida, mas ele não se sentia a mesma pessoa. como se os beijos na boca, no rosto, na orelha não fossem carinhos na pele dele.
a voz do luca trouxe cai e volta pra esse plano astral e ele sorriu, tentando se concentrar melhor ou, seguindo o conselho do próprio luca, se preocupar menos. isso mesmo, não havia com o que se preocupar - aquela era uma transação, um negócio. cai vai ter o que quer e luca vai ter o que precisa.
cai teve que abraçar no pescoço do luca por receio de perder o equilibrio de repente, mas os beijos eram uma boa motivação, e o cabelo dele cheirava bem também. ele não resistiu (talvez não precisasse resistir, também) enfiando os dedos nos cabelos pretod do luca, beijando a têmpora dele sem pressa nenhuma, já com os olhos fechados. “quais são as coisas que você gosta de fazer?”
Com um passo de cada vez, os dois estavam chegando a um resultado naquilo tudo. Ele fechou os olhos também e pressionou um pouco mais seus dedos na cintura de Cai, quando o mesmo tocou seus cabelos. Franziu o cenho quando recebeu aquela pergunta, aquela sim era uma situação um tanto incomum, visto que o que importava mais ali era os gostos daqueles que o contratavam - ainda que tivesse suas restrições - vê-los perguntarem quais seus gostos era algo que o deixava sem uma resposta imediata.
Ali acariciando a cintura alheia, puxando aos pouquinhos o tecido da camisa, Luca respondeu com os lábios ainda coladinhos ao pescoço do chinês. “Hm… Eu gosto de fazer aquilo que o faça me desejar mais…” Soltou um riso baixinho e breve, seus lábios deslizaram sobre a pele junto a ponta dos dedos que agora o tocava por dentro da camisa, arranhando bem de leve. “Mas, eu gosto muito de beijar.” Respondeu, ali de volta com o rosto frente a frente, perto o suficiente para que Luca pudesse mordiscar o lábio inferior de Cai.