Junho... Quase um novo semestre, novo ciclo, novo mês, novos dias…
Meu Deus abençoe cada segundinho.
Ensina à nossa vida que não há coragem inútil,
que os lugares do impossível se deslocam
quando a confiança toca o chão das coisas
e não é crença ornamental, alegoria.
Liberta a nossa vida do discurso da resignação
do derrotismo, que é a filosofia espontânea dos proletários.
Livra-nos, Senhor, do niilismo passivo, da crença desfeita —
as grandes portas abertas ao fascínio do terror,
livra-nos de tolerar o mundo,
a perversão à escala industrial, a conivência da morte.
Dá ao nosso corpo a graça das viagens sem bagagens,
sem outro futuro que a coragem,
sem outro combate que a justiça e o direito à diferença.
Arma os nossos olhos da paciência ardente
e os nossos braços da ternura real,
para acolhermos a aurora do teu Dia
no cruzamento do que em nós se repete e se interrompe,
e descubramos o esplendor da tua face
de mãos dadas com quantos,
de todos os horizontes te procuram