[One-shot] REAÇÃO DE MARION DIANTE DE UM KWAMI
- Na próxima semana eu volto! - disse Marion, ao despedir-se do seu professor de violino, já de idade, que mora no último andar de um prédio sozinho com o seu cachorro Óscar.
- Pratique as músicas que lhe disse e dê um beijo aos seus pais por mim, minha querida - despediu-se ele também.
- Pode deixar - ela piscou o olho e fechou a porta. Caminhou ao longo do corredor do edifício, chegou ao elevador e entrou. Um velho vizinho do professor e amigo dela também estava a sair do seu apartamento e então desceram juntos. Cumprimentaram-se e ele perguntou como iam as aulas de violino. Marion respondeu que estavam a correr bem e disse o nome de algumas músicas que andava a treinar. O elevador chegou ao rés do chão, ambos saíram dele e pararam à entrada do prédio para terminarem o diálogo.
A conversa acabou com um beijo de despedida. Marion montou na sua bicicleta, verificou se o seu estojo do violino estava bem seguro e iniciou a sua viagem.
Já em casa, a jovem foi ter com os seus pais para os cumprimentar. Dirigiu-se rapidamente ao seu quarto para pousar o seu violino e já se preparava para sair de casa novamente para ir ter com a sua colega de turma, mas algo a impediu de ir. Uma caixinha desconhecida encontrava-se em cima da secretária dela e interrogou-se o porquê de ela estar ali. Marion ia perguntar aos seus pais se haviam sido eles que a deixaram ali mas ela logo se abriu sozinha, saindo de lá algo que começou a voar pelo quarto, certamente um inseto estranho qualquer. A garota assustou-se, dando um passo para trás para pegar no seu taco de basebol, mas o dito inseto começou a falar, pedindo para que ela se acalmasse. Foi aí que a menina ficou bastante admirada, acabando por tropeçar e cair no chão.
- O q-que ou quem és t-tu…?! - perguntou ela, ainda com medo.
- A reação de todas é sempre a mesma… Enfim, eu já devia de estar habituado - murmurou ele - Perdão pelo meu aparecimento ter sido assim. Parece que ainda não nos apresentamos: eu sou o Berrie! - usou os seus poderes para fazer com que Marion se levantasse.
- Mas que raio de animal és tu…?! Hm, deixa-me adivinhar, vieste de Marte! - brincou ela, enquanto olhava para ele. Berrie deu uma risada e sentou-se na mesa.
- Ai minha cara amiga, nada disso! - ele foi interrompido pelos pais da garota, que perguntaram da sala com quem ela estava a falar.
- Estou ao telefone! - gritou como resposta.
- Enfim, como eu estava a dizer… Eu sou um kwami e serei eu quem te acompanhará nesta tua nova jornada!
- … como é que é?
- Irás ser uma heroína que protegerá Paris e eu serei uma espécie de… guardião para ti, talvez?
- Eu tenho milhentas coisas para fazer no meu dia-a-dia e ainda me vêm dizer que me vou tornar na heroína de Paris seja lá por que motivo?! Aliás, existem polícias e não acontece quase nada de mal aqui! … eh, eu estou a sonhar, não?
Berrie revirou os olhos e afirmou - Mademoiselle, temos muito que falar…
- Mas eu tenho uma colega à minha espera para fazer um trabalho!
- Parece que terá de ficar para outro dia, não é verdade?
Marion, com paciência, sentou-se na sua cadeira e começou a ouvi-lo com atenção.
- E eu prometo que nada disto será um incómodo para si, menina. Pelo contrário, eu farei de si a garota mais feliz de Paris - provocou ele, num tom atrevido, fazendo com que ela revirasse os olhos e fizesse um sorriso bobo - … tudo isto, em troca de morangos!
- Ahh, é mesmo?! Quem diria que alcançar a felicidade seria tão simples assim! - brincou ela, olhando para as horas - Esse papo todo deixou-me com fome e o jantar deve estar pronto. Fique aqui que eu trago algo para “sua alteza” comer. E não saia!
- Fique descansada, querida Marion, jante com calma que eu não a desapontarei - declarou ele, piscando o olho.
- Aaai, que bicho tonto - a jovem sai do quarto a rir baixo.
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