psiquê - na mitologia grega, é uma divindade que representa a personificação da alma e esposa de Eros ;
pelos deuses! aquele ali passeando na praia é PSIQUÊ? ah, não, é só OLÍVIA BRUSTAD, um arrumadeira e bailarina nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os 28 anos nesse novo corpo, segue tão resiliente e abnegada quanto na antiguidade. repararam também que ele lembra muito aslisha boe? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-lo como FUNCIONÁRIA do nosso hotel!
who's that girl?
- A família Brustad tinha sua importância dentro da Noruega, eram conhecidos por serem amantes das artes e financiarem diversos projetos no país, aos olhos de seus admiradores poderiam ser quase considerados perfeitos demais para serem realmente reais, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. Olívia era filha de uma prima bailarina inglesa que faleceu tragicamente em um acidente de carro quando ela tinha apenas 3 anos, o lutou tomou conta da família, a pequena Olívia fazia o que podia para manter o espirito de seu pai vivo e feliz. A dança era o que mantinha a garota conectada com a matriarca, e ela tinha muito talento, sendo considerada uma promessa no balé.
- Foram necessários alguns anos, para que o senhor Brustad se considerasse pronto para se casar novamente, afinal, ele ainda era jovem, rico e muito bonito. As pretendentes eram muitas, mas havia algo em Frida que chamara a atenção do homem desde o primeiro momento, ela vinha acompanhada de um casal de gêmeos, um menino e uma menina, praticamente da mesma idade de Olívia, e isso não poderia ser uma coincidência maior. O casamento se deu rápido, em cerca de alguns meses após se conhecerem, e de início, parecia um conto de fadas, uma segunda chance ao amor.
- Os problemas começaram quando o patriarca adoeceu, Olívia não deveria ter mais do que 10 anos quando aconteceu, e ela assistiu o pai definhar diante dos seus olhos. Com a doença do pai, a casa Brustad deixou de ser lar e passou a ser território de Frida. A princípio, a madrasta mascarava sua frieza com palavras de falsa preocupação, mas logo tornou-se evidente que a menina não teria mais o mesmo lugar de antes.
- Enquanto os gêmeos recebiam atenção e privilégios, Olívia foi sendo lentamente deslocada para as sombras, até que seus talentos artísticos passaram a ser ignorados e sua voz silenciada. Não demorou para que a madrasta, no melhor estilo contos de fada, encontrasse uma nova utilidade para a enteada: transformá-la em uma espécie de empregada pessoal, encarregada de todas as tarefas práticas da casa. Não que a família passasse por alguma dificuldades, muito pelo contrário, ainda gozavam de certo prestígio social e financeiro, mas a mulher fazia questão de deixar claro que o controle absoluto estava em suas mãos.
- Entre limpar, servir e obedecer, Olívia cresceu em meio à rigidez do trabalho forçado e ao peso da responsabilidade de enviar cada moeda possível para o tratamento do pai. A dança, antes fonte de alegria e conexão com sua mãe, tornou-se refúgio secreto, algo que praticava às escondidas, como se fosse uma lembrança proibida de uma vida que lhe escapara, e ainda sim, ela se permitia sonhar com um momento diferente, onde teria sua própria vida, sua liberdade.
- Foi nesse contexto que surgiu a promessa de um tratamento milagroso na Grécia. Frida enxergou nisso uma oportunidade de se livrar da enteada incômoda, enviando-a para o país sob o pretexto de cuidar do pai e sustentar os custos da viagem. Através de antigos contatos do pai, Olívia conseguiu um trabalho no Hotel Aletheia como arrumadeira, todos os anos cuidando da casa da família finalmente estava servindo para algo, afinal, experiencia com organização era algo que ela tinha de sobre, e nas horas vagas, bem, nesses momentos ela oferecia aulas de dança para os hospedes, guardando cada salário com disciplina para enviar à família. Mas, ainda que seu corpo trabalhasse sem descanso, era seu coração que carregava o verdadeiro peso: a sensação de estar eternamente em dívida, vivendo mais para os outros do que para si mesma.











