Olá, meu nome é Isadora e aqui há um pouco sobre a religiosidade no Brasil. Seja bem-vindo!
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Olá, meu nome é Isadora e aqui há um pouco sobre a religiosidade no Brasil. Seja bem-vindo!
Religiões Afro-brasileiras
Com a vinda dos escravos para o Brasil, seus costumes deram origem a diversas religiões, tais como o candomblé, que tem milhões de seguidores, principalmente entre a população negra, descendente de africanos. Estão concentradas em maior número nos grandes centros urbanos do Norte e do Nordeste do país, mas também com grande presença no Sudeste. Diferente do candomblé, que é a religião sobrevivente da África ocidental, há também a Umbanda, que representa o sincretismo religioso entre o catolicismo, espiritismo e os orixás africanos. As religiões de matriz africana foram e ainda são perseguidas e discriminadas no Brasil. E é sobre o candomblé e a umbanda que essa pequena pesquisa terá enfoque. As chamadas religiões afro-brasileiras compõem o candomblé que é dividido em várias nações, o batuque, o Xangô do Recife e o Xambá foram trazidas originalmente pelos escravos. Estes escravos cultuavam seu Deus, e as divindades chamadas Orixás, Voduns ou inkices com cantos e danças trazidos da África. Nas práticas atuais, os seguidores da umbanda deixam oferendas de alimentos, velas e flores em lugares públicos para os espíritos. Os terreiros de candomblé são discretos da vista geral, exceto em festas famosas, tais como a Festa de Iemanjá em todo o litoral brasileiro e Festa do Bonfim na Bahia. Estas religiões estão em todo o país.
O Brasil é bastante conhecido pelos ritmos alegres de sua música, como o Samba e a conhecida como MPB (música popular brasileira). Isto pode relacionar-se ao fato de que os antigos proprietários de escravos no Brasil permitiam que seus escravos continuassem sua tradição de tocar tambores(ao contrário dos proprietários de escravos dos Estados Unidos que temiam o uso dos tambores para comunicações).
A umbanda é considerada por muitos uma religião nascida no Brasil em 15 de novembro de 1908 no Rio de Janeiro. Embora existam relatos de outras datas e locais de manifestação desta religião antes e durante este período seus adeptos aceitam esta data como o início histórico da mesma.
Do Estado da Bahia para o Norte há também práticas diferentes tais como Pajelança, Catimbó, Jurema, Tambor-de-Mina e Terecô com fortes elementos indígenas.
A população brasileira é majoritariamente cristã (87%), sendo sua maior parte católica (64,4%). Herança da colonização portuguesa, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, que instituiu o Estado laico. Também estão presentes os movimentos básicos do protestantismo: adventismo, batistas, evangelicalismo, luteranos, metodismo e presbiterianismo. No entanto, existem muitas outras denominações religiosas no Brasil, algumas dessas igrejas são: pentecostais, episcopais, restauracionistas, entre outras. Há mais de três milhões e meio de espíritas (ou kardecistas) que seguem a doutrina espírita, codificada por Allan Kardec. Oanimismo também é forte dividindo-se em candomblé, umbanda, esoterismo, santo daime e tradições indígenas. Existe também uma minoria de muçulmanos, budistas, judeus e neopagãos. 8% da população (cerca de 15 milhões de pessoas) declarou-se sem religião no último censo, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas.
A religião no Brasil é muito diversificada e caracteriza-se pelo sincretismo. A Constituição prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico.
Religião tem uma definição?
Significado de Religião
s.f. Culto rendido à divindade.
Fé; convicções religiosas, crença: a religião transforma o indivíduo. Doutrina religiosa: religião cristã. Tendência para crer em um ente supremo. Acatamento às coisas santas. Fig. Coisa a que se vota respeito: o trabalho era para ele uma religião.
Tudo aquilo que te ilumina, que te faz acreditar é uma religião.
Não importa a religião que seguires contanto que na busca do teu Deus tu te encontres contigo.
Xangô (elemento: fogo; dia: quarta; cor: vermelho vibrante; signo: Sagitário) é a entidade mais forte do candomblé brasileiro: detém a força, o poder e a capacidade de fazer e desfazer todas as coisas, mas não age sem uma boa razão. Senhor dos raios e trovões, tem senso de justiça acentuado e não tolera a mentira, a desonestidade e a corrupção. Orgulhoso, encerra a dignidade própria de um príncipe (sua origem é relatada como sendo a de senhor de um império africano). Autoritário e dominador, detém uma energia inesgotável, devastadora. Foi sincretizado com São Jerônimo no Brasil.
Oxumaré (elemento: terra; dia: terça-feira; cores: amarelo, verde, vermelho e preto; signo: Escorpião) passa metade do ano como princesa e a outra metade como príncipe, ou como um demônio terrível. Amante do luxo e da riqueza, mantém um ar de superioridade e desdém. Extremamente divertido, não há quem resista a suas histórias. Força que governa a vida, Orixá da fertilidade, da arte, da cura e da abundância, é uma serpente que morde a própria cauda – o que simboliza a perpetuação da espécie.
Oxum (elemento: água; dia: sábado; cor: amarelo; signo: Touro) éa mais bela dos Orixás, sempre cercada de admiradores. Elegante e graciosa, usa artifícios para conseguir o que quer. Doce e meiga, não interfere na vida de ninguém e adora crianças. Símbolo da maternidade e da gestação, protege as mulheres grávidas e seus bebês. Seu lado maternal, no entanto, contrapõe-se à porção sedutora, que age com falsidade para atingir seus objetivos, principalmente no amor. Na Bahia, o sincretismo liga Oxum a Nossa Senhora das Candeias, festejada no dia 2 de fevereiro, e nesta data se organiza um solene presente para Iemanjá – isso mostra que o sincretismo entre os deuses africanos e os Santos da Igreja Católica não é de uma rigidez e de um rigor absolutos.
Oxóssi (elemento: terra; dia: quinta-feira; cor: azul-turquesa; signo: Câncer) é um guerreiro destemido, viril e aventureiro, senhor das matas e dos espíritos da floresta. É o mais belo dos Orixás masculinos. Conquista o coração das mulheres, mas mostra-se indiferente às investidas amorosas. Indomável e cheio de iniciativa, sabe o que quer. Na Bahia é sincretizado com São Jorge e, no Rio de Janeiro, com São Sebastião.
Oxalufã é a representação de Oxalá mais velho. Sempre calmo, é respeitado por todos os filhos e, como todo bom pai experiente, também é um tanto ou quanto teimoso.
Oxalá (elemento: ar; dia: sexta-feira; cor: branco; signo: Capricórnio) é o primeiro filho de Olorum e foi-lhe confiada a tarefa de criar o mundo. Altivo e obstinado, recusou-se a fazer oferendas a Exu – o “mensageiro” do candomblé que jurou vingança e o deixou com uma sede terrível. Para saciá-la, bebeu da seiva de uma palmeira e, embriagado, acabou se esquecendo da missão sagrada. Quando a bebedeira passou, inconformado pela trapaça, foi contar o que lhe acontecera ao pai que, para consolá-lo, encarregou-o de criar o homem e tudo o que povoa o mundo. Modelou os corpos em argila e insuflou neles o ar da vida. No entanto, às vezes voltava a se embriagar com a seiva, mesmo durante o trabalho. Com isso, acabava esculpindo figuras deformadas e, por esse motivo, todas as pessoas com defeitos físicos contam com a sua proteção. Na Bahia, é sincretizado com o Senhor do Bonfim.