♦ pisces, também conhecida como ambar orfebre é uma dama da casta 4, que veio de bonita para competir na seleção do príncipe Schreave. Aos seus vinte e sete anos, ambar é extremamente parecida com sofia carson.
* nome: ámbar orfebre (lê-se: âmbar orfêbre).
* apelidos: amby.
* ocupação: designer de joias (e ladra de algumas delas); falsa socialite.
* características: observadora, divertida, azarada, impressionável, elegante, ambiciosa, enganadora, supersticiosa.
* segredo: no meio social mais badalado de Bonita, a grande maioria de seus amigos acredita que é casta dois quando, na realidade, é casta quatro. Acabou sendo completamente desmascarada junto à divulgação das selecionadas em rede nacional, algo que ainda está tentando digerir para quando voltar para casa.
* pensamentos sobre a seleção: ambar não está na corrida pelo coração do príncipe, mas sim pelas experiências e a oportunidade de viver em meio a todo o luxo que sempre enfeitou seus sonhos mais caros. sua inscrição teve como pontapé uma chantagem do irmão e ela, vendo-se confinada na competição, espera apenas fazer um bom networking e tentar não ser presa no processo.
HEADCANONS
Não foi por acaso que a província na qual nasceu fora nomeada “Bonita”. De litorais exuberantes, o que antes pertencia à America central ostentava paisagens naturais belíssimas. E não apenas as praias enchiam os olhos dos colonizadores, mas também as minas de pedras preciosas tão rapidamente tomadas pela coroa Illéana – que ainda assim faziam a renda daquela família de casta 4. Linhagem extensa de ourives e joalheiros, os Orfebre confeccionavam acessórios a quem tivesse poder aquisitivo para encomendá-los. Ah, quantos brincos e anéis caríssimos já não haviam nascido das mãos daquele sobrenome. Mas é claro que, entre o preço de venda e o preço de aquisição, pouco realmente sobrava para os cofres da loja.
Ambar iniciou varrendo o chão como o pai e o avô antes dele (por que gastar dinheiro com um seis quando podia economizar construindo nas crianças caráter?). Observava não apenas a produção, mas a pompa dos clientes. Casais enamorados buscando alianças de compromisso, senhoras de casta alta e seus pescoços abarrotados por pérolas, uma mãe escolhendo brincos singelos para sua filha recém nascida… os casos eram inúmeros, mas uma coisa havia de comum entre todos: joias marcando momentos significativos. E a participação dos Orfebre em cada um deles. Quando chegara sua vez de desenhar os itens, tal ideal já estava preso na mente.
No núcleo familiar, cinco moravam sob o mesmo teto. Cinco era também o número da casta de sua mãe antes do casamento, uma atriz de teatro aposentada, cheia de maneirismos. Viviam confortáveis, era verdade. Não havia preocupação com o jantar (quase sempre preparado pelo irmão mais novo, inclinado à carreira culinária desde pequeno) e os closets possuíam variedade em roupas, ainda que não chegasse aos pés de alguém da casta dois; não sem os adornos brilhantes que exaltavam, sem qualquer necessidade de fala, o status daquele que os usava. Fato que sempre incomodou Ambar lá no fundo, se fosse sincera. Ver-se rodeada por luxo e não poder usufruir dele era… um exercício mental diário. Um que ela falhava vez ou outra, afanando pulseiras e brincos dos mostruários e os devolvendo dias depois como se nada tivesse acontecido. Gostava de fingir ser rica; andar com a postura ereta, conhecer rapazes e ostentar uma casta que não era sua. E mentia… Ah, como mentia. Se não podia ser atriz nos palcos, decerto seria na vida.
Talvez por isso o destino lhe castigava com tanto azar: nada além da mais pura ação do karma. Ou era nisso que ela acreditava, ao menos, embora não estivesse exatamente disposta a abrir mão do luxo. Pequenas boas ações diárias tinham portanto a intenção de igualar a balança, um mantra de compensação dela consigo mesma para, quem sabe, amenizar a fúria de um ser celestial que não era lá muito fã dos enganadores e trambiqueiros. Mas a ambição desmedida e a inclinação para moral ambígua, logo descobriu, não corriam apenas em suas veias -- num descuido, viu-se flagrada pelo irmão enquanto a nova coleção de turmalinas adornava o pulso e as orelhas. Chantagem foi o que se seguiu, atingindo-a numa mistura exótica de espanto e orgulho pela audácia daquele rapazote. Inscrever-se na seleção não era exatamente desejo ou prioridade, sendo sua liberdade sexual um bem tão precioso quanto qualquer peça daquela joalheria. Mas cedeu, no fim. Pequenas boas ações diárias, lembrou-se, pelo bem da família. E com a sorte que tinha, não era como se fosse mesmo ganhar.
Até que… É.
Incapaz de decidir se seu rosto estampado junto à lista das selecionadas era um sinal de fortuna ou de desgraça, fez o que fazia de melhor quando se colocava em situações inusitadas: Respirou fundo, jogou o cabelo para o lado em cascata, abriu um sorriso felino e decidiu que tiraria o melhor proveito daquilo. A vida era apenas uma, e desde cedo ela provava que, independente das adversidades, sabia vivê-la com estilo.
















