Dissimulado, falso, enganador...
Quebra a existência e força decisões...
Covarde, covarde, covarde!
Até aonde iremos nesse oceano de palavras?

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Dissimulado, falso, enganador...
Quebra a existência e força decisões...
Covarde, covarde, covarde!
Até aonde iremos nesse oceano de palavras?
Ha um som no escuro, uma água que cai, uma brisa que plaina.
Há solidão, mas não é triste. É a solidão mais companheira que já vi, uma que não é melancólica, mesmo envolta em medos e vozes inseguras e sem propósito.
É uma solidão que te compreende enquanto ainda está acompanhado, e assim acompanhando, sente conforto.
É a aceitação e também uma reforma.
Que vida, espero que seja comprida!
G.P.
Memórias de uma esquecida II
Faz pouco tempo que comecei a aceitar minha existência e querer aproveitar o máximo dela. Também faz pouco tempo que a vida começou a me jogar em provações para que me mantenha existindo.
Antes, não sei se você já passou por isso, mas já deve ter escutado sobre sobreviver...
Como dizia, antes, eu sobrevivia e corria, e nem sabia que existia e do que gostava e se gostava e como gostava, e como sonhava.
Venho dizendo muito a palavra "curiosidade", mas ela tem me determinado nesse período eterno de mudanças e aberturas. Curiosidade é a definição do que sinto, assim como medo e ansiedade também passaram a ser parte quase que imposta de uma nova rotina.
Reconhecer-se é algo fundamental! Portanto, entre muitas sobrevivências, eu nasci outra vez.
G.P.
see you next spring
watercolour
A vida é curiosa, muda constantemente.
A juventude é uma correria, muda sem dar adeus, pensamentos que saltam, convertem, se vestem de novas cores.
Assim, que vida curiosa! Instantes eternos que parecem que foram ontem. Sonhos que piscam, iluminam, titubeiam e partem em rodovias desconhecidas...
Assim, que vida curiosa! Que tempo desonestamente desavisado.
G.P.
Memoirs, diário e anotações de uma esquecida.
Memórias são coisas engraçadas, elas aparecem no canto do seu olho ou em um cheiro similar... Vivemos em luto por elas também, sempre relembrando, sempre mastigando aquele tempero adocicado e atraente que antes nos trouxe alguma emoção.
...Posso lembrar das velas, do calor, da nudez, do ritmo embalado no sabor da juventude. Também havia pânico e insegurança, medos adolescentes... Mas, acima de tudo, havia uma mágica, uma força energética que nos movia numa direção perigosa.
Provavelmente era o gosto de ser jovem, de estar escondido, da existência de segredos bobos que jamais serão revelados.
Aquelas poucas noites têm sabor de chocolate e cheiro de vela, uma visão francesa libertina... Como um quadro sendo pintado.
Eram pequenas magias da juventude, da despreocupação deliciosa, da pele e do medo.
...Ainda assim, uma brevidade honestamente marcada em cantos de um sala secreta em minha memória.
G.P.
E do romance se fez pó e no real ardor do sol se deitou.
Tentando desabotoar o casaco, fez mover as nuvens e tentando remover os sapatos... Perdeu as meias!
E quando vê que a nuvem era fina e dissiparia, e que as meias eram as mesmas, não havia importância ao perdê-las...
Disse a si mesmo: Tudo bem!
E seguiu diferente, encontrou uma lua debaixo do mesmo céu, e a si mesmo, embaixo de um mesmo mundo.
G.P.
Soberania!
Vivemos num mundo onde centrismos amontoam as portas de entrada da casa. Se auto preservar é algo maravilhoso, mas o fazer em pisoteios e egocentrismos, vulgo ‘soberânicos’, é o cumulo da crueldade.
O ato de viver num papel de palhaço e dizer palavras atoladas de crueldade, viciosidade e sem empatia alguma tornaram-se padrão (Longo e milenar padrão). Assim, o que esperar de migalhas quando nem o pombo as bicou?
É acatar esta morte lenta e penumbral que cerca e abraça nossos palácios mentais? Aguardar um fim perturbador?
Não deveríamos revidar? Não deveríamos, abertamente, lutar?
Eis aqui um silêncio inigualável, e não há culpados.
G.P.
A luz invade pelo canto da porta torta.
A escuridão da noite e o som da água a bailar...
Sem roupa e sem vontade, sem sensação a irradiar.
Tons de cores opostas que brilham na eterna condição de harmonia... Sem intenção ou certeza. Há aqui uma aspereza, porém, uma clareza doce do anoitecer quente e silencioso.
... até você irromper com seu escândalo de sons feitos de alegria, e a tudo findar numa única vez.
G.P
Em meio a pensamentos rasos, cheios de conclusões rasas, vemos o caminho estreito da desolação.
G.Perbeline.
Há uma palavra que nunca ousamos dizer.
Eis que a sociedade teme sua pura ideia.
És alicerce de tudo que chove.
És fim de tudo que vive.
Fruto do imaginário, entretanto, real.
Parte em ceifa inesperada, torna-se dor ou paz.
Atração da mente inquieta, e da quieta, predileção.
Eis que em teu nome jaz sossego e terror da imensidão.
Eis que és um sonho e um medo de antemão.
Contudo, também a espero, inominada condição.
Finda dos meus fios e corta-me a emoção.
Responda o pranto e, no entanto, cale-se!
Gabriella
Em silêncio, o turbilhão...
Na solidão, pranto.
Da planta que cresce
O que queres, então?
O som do silêncio tilinta sonoro.
No escuro da vida, uma lâmina a apontar.
Em norte finda...
Escurecem teus olhos e então vivereis.
Gabriella.
patreon
Não vês tuas grandezas, não enxergas os poderes que te alcançam.
Chora sob a lua nua, sem rumo e sem estrada.
Não vê que a consequência é fruto de nossa mais frágil inocência. À tudo aprenderemos, tudo devemos aprender.
O tempo não para, mas nós devemos seguir o tempo de dentro.
A dor e a labuta... Um dia após o outro, a ansiedade, a morte.
Tudo faz parte... E tudo parte!
Mas bem, tudo se reinventa, quando menos espera, quando o sol começa a nascer ao leste e o vento vem do oeste. O pranto que antes era de fome, agora é de alívio.
Um passo por vez, um pezinho na frente do outro! Você chega lá!
Basta enxergar o amanhã, e se no amanhã não enxergar, ainda existe o próximo dia e o próximo do próximo dia. E não deixe nenhuma agonia te exacerbar. Apenas sorria, chore ou deite, mas se deleite!
Amanhã você aprenderá tudo que não aprendeu hoje. E sempre há tempo, todo tempo até o último segundo. Quando a fome já é paz.
Gabriella.
Deixei os vagalumes e as escaladas nas árvores para trás...
Assim que segurei sua mão.
Senti um salto e um encaixe, coisas difíceis de compreender. Mas, você compreendeu! Desenrolou todo o embaraço de uma mente agitada e silenciosa, vivendo em um mundo de fantasias infantis.
Senti que era apenas um, tudo fluiu.
E não importa quantos anos passem, sempre me faz saltar e preencher o momento em que lembro da primeira vez em que segurou minha mão. E assim fomos, caminhando além das nuvens e dos barcos de papel, para longe da chuva, para dentro do céu.
Elephantstardus, me despeço desse nome e ao meu dou boas vindas.
Gabriella.
The past don't know its beauty.
I was afraid of becoming 30 when I was in my twenties.
I thought i was going to die when i become 30.
But i ended up becoming 30 and found myself living .
When i became 40, i realized how beautiful those days were.
I was afraid of becoming 40 when i was in my thirties.
I thought the world was going to end when becoming 40.
And i became 40, and was sadly fine.
When i became 50, i realized how beautiful that age was.
I'll feel that way about my fifties when i become 60.
I'll feel that way about my sixties when i become 70.
All of those days are going to be the pinnacle of life when i'm facing death.
All ages are like a flower.
You just don't know the beauty of it when you're in it.
박우현 시짐