𝘥𝘳𝘦𝘢𝘮𝘴 𝘢𝘳𝘦 𝘭𝘪𝘬𝘦 𝘰𝘤𝘦𝘢𝘯𝘴. 𝘴𝘰𝘮𝘦𝘵𝘪𝘮𝘦𝘴, 𝘵𝘩𝘦𝘺 𝘴𝘱𝘪𝘭𝘭 𝘰𝘷𝘦𝘳. 𝐎𝐓𝐓𝐎 𝐁𝐎𝐍𝐇𝐄𝐔𝐑 𝑖𝑠 𝑙𝑢𝑘𝑒 𝑐𝑟𝑎𝑖𝑛
Ei, parece que OTTO LUDWIG BONHEUR OLDENBURG renovou a matrícula na Université Monte Carlo! Conhecido pelo campus como LUKE CRAIN e com seus VINTE E DOIS ANOS, parece estar na lista negra do Ghostface… o que será que ele fez? Se quer encontrá-lo, basta procurá-lo na turma de RELAÇÕES INTERNACIONAIS ou procure alguém que se pareça com DREW STARKEY, você vai ver como são parecidos!
𝗦𝗞𝗘𝗟𝗘𝗧𝗢𝗡
se tragédia tivesse um rosto, tenho certeza que assumiria o seu. na nossa primeira interação, percebi que você soava conhecido. depois de algum tempo, eu soube que não era apenas sensação; realmente já havia lhe visto antes: verão de 2000 e algo. você era apenas um garotinho de sete anos quando sua mãe morreu e teve que lidar com reportagens sensacionalistas de todo o mundo afirmando que seu pai era o culpado. após ouvir histórias distintas de cada um, não me admira seu problema com figuras de autoridade, afinal. graças a eles, você aprendeu a mentir tão bem que engana até a si mesmo, sempre que afirma não precisar de ajuda. por tanto tempo, você conseguiu ocultar quem era e o que sentia, mas, no fundo, você sabe que as mentiras caem por terra no momento que as substâncias entram em seu corpo. desde a adolescência, você escondeu-se por trás de um vício e, agora, não sabe mais quem é sem ele. o affair entre alyssa, sua namorada, e antoine, seu melhor amigo, mexeu com sua confiança nas pessoas e é difícil identificar o que é real ou não, quem é real ou não. naquela noite, você estava tão drogado que nem consegue lembrar onde estava; é um efeito das drogas ou seu cérebro está tentando te proteger da culpa?
relação com os mortos: alyssa era a namorada de luke até algumas horas antes de sua morte; ele descobriu que ela estava o traindo com antoine, seu melhor amigo, e ele jurou que os dois iriam se arrepender. três alunos, no mínimo, ouviram a discussão entre eles.
𝗣𝗥𝗘-𝗠𝗢𝗡𝗧𝗘 𝗖𝗔𝗥𝗟𝗢
- otto foi o último filho do casamento entre o príncipe herdeiro da dinamarca e uma influente parisiense da alta sociedade européia, com quem ele e sua irmã eram extremamente apegados, aliás. desacostumados com o excesso (ou existência at all) de demonstrações afetivas por parte do pai, – que direcionavam esses a filha mais velha, – ele e allie tinham a mãe como alguém intocável, no mais alto pedestal, e a favoritavam acima de todos.
- portanto, não fora surpresa alguma ter sua personalidade moldada a partir do luto nos próximos anos que sucederam o falecimento da princesa. lidar com a perda de alguém tão importante, para alguém tão novo, significa a conveniência de um conforto, o que para os gêmeos inexistia da família. com a notícia do suicídio e as notas da mídia apontando seu pai como culpado, a disfunção entre a família e o desprezo de otto pelo mais velho apenas agravavam.
- enquanto a relação com a irmã gêmea, – que já era extremamente próxima, – apenas se tornava mais estreita a medida em que se uniam a mercê das negligências constantes do lugar, após a morte da princesa. se antes dividia um lugar com sua mãe, alice se tornou todo o entusiasmo do irmão e existe nada que otto não faria pela felicidade e segurança dela.
- sob a escusa de um seio familiar defeituoso, o bonheur cresceu procurando maneiras de entorpecer: fosse suas dores ou frustrações, raivas ou insuficiência, ele achava alívio nos narcóticos e bebidas alcoólicas quando ludibriava a governanta do palácio para se intoxicar.
- começou aos 14, com o estoque de uísque do príncipe, e logo chegou as drogas psicoativas e alucinógenas, primeiro estritamente para recreação nas festas assíduas, claro, e depois em base diária, porque as substâncias psicoativas conseguiam o divergir da hipocrisia do pai e os olhos fechados do resto da família às ações dele.
- se a convivência com o genitor ainda tinha pouco resquício de saúde, com provocações a nova madrasta e a culpa dele na morte da mãe, majoritariamente, morreu com os vícios óbvios em narcóticos, quando seu pai os descobriu. foram anos de tentativas para limpar o garoto, sem sucesso. até o fim do colegial, quando otto e allie decidiram frequentar a mesma universidade que a mãe e deixar o palácio real, assim como o nome da família do pai.
- o mais velho acatou, claro. eram duas dores de cabeça a menos para lidar, os filhos mais novos, não via a hora de poder mandá-los para longe e, assim que pôde, os despachou para frança.
𝗣𝗢𝗦-𝗠𝗢𝗡𝗧𝗘 𝗖𝗔𝗥𝗟𝗢
- poderia dizer que ter se aproximado, ainda que superficialmente, do mundo da mãe, fora algo que o converteu de todos os seus pecados. quase. entrou na pistris por influência de seu pai e do reitor. pelo sangue azul correndo em suas veias, decerto iria acabar na fraternidade da elie, ainda que não quisesse.
- conheceu lucius e antoine e se tornaram grandes amigos, melhores amigos. com antoine, não viam um sem o outro pelo campus ou nas festas gerenciadas pelos dois nos finais de semana. tudo ia bem, otto se sentia bem. havia diminuído a frequência que usava drogas, limitando-se à festas apenas, e se atentava a allie mais vezes, até riam mais, o que era raro na antiga dinâmica em casa.
- tudo desmoronou com a traição de antoine e alyssa, porém. quando descobriu, alyssa o admitiu os detalhes de como há anos se envolvia com antoine e de como não poderia ficar longe dele, ou como ela achava que era recíproco. otto não se sentiu mal pela traição dela, honestamente. mas pela de antoine. jamais imaginaria que o melhor amigo seria capaz de apunhalá-lo pelas costas assim, e ele o fez.
- a partir de então, o loiro voltara a seus velhos hábitos tóxicos, quase tão ruim quanto antigamente. se autodestruir se tornou uma especialidade sua, sem perceber, e aos poucos conseguia chegar ao limite de seu corpo.
- extremamente pacífico, mas is ready to kill se, por acaso, alguma situação chata o pedir para não ser mais.
𝗘𝗫𝗧𝗥𝗔𝗦
- normalmente, otto é muito simpático e gentil. embora, às vezes, ele tenha razões para ser insociável, não o faz. odeia ser rude com as pessoas e mais ainda quem é, traço que herdou de sua mãe.
- 99% do tempo é visto com vaper na mão, ou um cantil de bebida. either way, nunca está inteiramente limpo de substâncias em seu corpo. ele diz que ajuda a relaxar os músculos da tensão diária que é viver uma universidade; todo mundo sabe (os próximos, pelo menos) que está longe de ser por isso.
- desconfia de tudo e todos, exceto a irmã. desde o episódio com antoine e alyssa e os assassinatos do quarteto, otto se sente desconfortável inclusive com amizades antigas dentro do campus. quer dizer... antoine era seu melhor amigo, desde que entraram em monte carlo, e o traiu. não há garantias de que isso não aconteça de novo.
- é deveras carinhoso e protetor com os mais próximos, e o dobro com alice. a irmã gêmea é a única família que ainda tem, portanto, seu apoio a ela é incondicional, assim como seu mais absoluto cuidado.
- ainda no espectro protetor: toma as dores dos amigos e as desavenças deles se tornam suas. na maioria das vezes, sua empatia fala mais alto.
- deveras engraçadinho. em condições normais, é otto quem sempre tenta elevar os ânimos quando a situação não é a melhor. ultimamente, porém, tem estado distante e vazio, melancólico e preocupado o suficiente para sugar todas as suas energias.
𝗖𝗢𝗡𝗡𝗘𝗖𝗧𝗜𝗢𝗡𝗦
tree gelbman: ninguém conseguiria determinar qual o tipo de relação entre luke e tree, se tentassem. quando sóbrios, são amigos, não tão próximos, mas se dão bem o suficiente para serem vistos juntos no campus. em festas e momentos aleatórios do dia, se juntam para fazer uso de drogas lícitas e ilícitas, sem lembrar-se de muito que dizem nesses momentos. se acontece algo entre eles nesses momentos, ninguém sabe, e eles são discretos o suficiente para ocultar. tree se sente mal por apoiar o vício dele, mas não consegue cuidar de outro estando tão mal por dentro.
stu macher: quem mais poderia acolher um excluído como seu stoner local favorito? luke viu o que estava acontecendo com stu e, sem pensar previamente, decidiu que o acolheria em suas asas. percebeu que ele era muito mais do que um tapete para os outros e tornaram-se companheiros.
elaine: acostumada com tantos rapazes cansando dela depois de um tempo, elaine ficou surpresa quando luke não a usou e fingiu que não a conhece. eles ficaram duas vezes, mas a amizade continuou, ainda que ela não saiba lidar com rapazes decentes simpatizando com ela.
louis bloom: louis é, definitivamente, o único que consegue tirar luke do sério. não precisa de muito, mas ele sempre faz com que o rapaz mais simpático do campus revirar os olhos e sair de perto. não brigaram até hoje — e não foi por falta de tentativa de louis —, apenas porque luke não quis.












