Eu me lembro, que essas luzes eram bem escuras,
Que as sirenes tocavam e essa era a hora,
De voltarmos, para aquelas luzes escuras.
Eu podia ver seus lábios tremerem com o sabor da verdade.
Mas fui tolo, não soube decifrar,
O medo que corria em seu corpo, saia da sua pele em forma de suor.
Como um bitatá pegando fogo.
Eu me protegi, para ficar.
Eu jurei, mas me enganei.
Eu sou o acampamento de Porongos, não posso mentir para você, não.
Eu deveria saber que nunca você seria meu.
Eu deveria saber a estação que vem depois desse sentimento.
Eu não poderia saber quanto tempo você ficaria em meus braços.
Eu te amo, como ninguém amaria,
Eu mataria um Yacumã por você.
Se você me ama, diga isso.
Eu morreria pelo som essas palavras.
Se você em ama, diga isso.
Eu não suportaria na minha vida, imaginar que isso não seria possível.
Eu mataria um Anhangá por você.
Para depois, morrer lentamente,
Eu não a confederação dos Tamoios, não posso mentir para você, não.
Quando as luzes acenderam, quando as luzes acenderam,
Algo finamente ficou claro.
Todas as aquelas palavras, todos aqueles juramentos.
Não são nada por que não há verdade em nada que você diz
Você não podia ter feito isso comigo,
Não podia ter tirado minha graça.
Não poderia usar meu corpo e me deixar morrer.
Agora eu não quero mais ser livre, não.
Eu quero que justiça seja feita.
Eu deveria ter acendido todas as luzes, deveria ter deixado tudo queimar.
Agora que sabemos a verdade,
Isso não consegue de magoar!