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@outofmindword
Na fase que não tenho nem tesão na vida, nem fetiche com o pagamento da CLT, muito menos desejo de existir...
Escrevo porque não tenho pra quem contar as coisas do meu coração, da minha vida e do meu pensar!
Escrevo porque aconteceu e acontecem coisas das quais eu já podia esperar, mas, não deveriam acontecer.
Deixei de ser eu, venderam o que eu chamava de lar! Me tiraram do meu lugar, pela vida de outrem eu decidi ser outro. Caminho difícil de explicar.
Deixar a sua essência só é difícil pra quem a deixa. Hoje me vejo no chão da sala que não é minha, sob o tapete que não é meu e um lugar que eu não existo para ser, existo na passagem do dia.
Sinto que não há mais minha casa, não há mais meu canto e minhas coisas se resumem a gavetas. O que antes estava sob a mesa, hoje, está em caixas fragmentadas em uma dispensa que nem se sabe o que existe lá!
Me apoio em outras vivências, experiência e sinto que meu trabalho é o meu lar. Me acho melhor lá, lá fora, onde não existe nada além do nada.
Escrevo porque tenho vontade de falar, gritar e me expressar, mas, quando o fiz, me deram comprimidos que antes nunca precisei. Hoje tomo 3 doses pra suportar a minha existência inexistente.
Ninguém sente como a gente sente. Ninguém vê como a gente vê, logo eu, me sufocaram, acabaram com quem eu era e eu escolhi. Me deixaram sem chão, mas não sem apoio do que querem que seja. Me apoiam para ser moldado, transformado.
Me sinto mais não me encontro. Estou perdido, vivendo e sendo como posso. Remédios que não me deixam chorar... Sentimentos que só me fazem pensar e um desejo imenso de não desejar nada!
Queria voltar e escolher tudo de novo, sem emoção, precipitação e ansiedade. Queria que o passado fosse agora mas, sabendo das escolhas que faço.
Estou em um mar navegando por águas que desconheço, sendo impulsionado pelo vento que sobra firme. Fazendo de mim um novo ser, com um novo pensar. Crescer pode ser difícil, mas, não deveria ser assim. Eu literalmente queimei o barco comigo dentro. Só preciso achar forças pra continuar a remar...
É tão cansativo viver de incertezas...
Eu tinha, tenho e teimo em te dizer...
Teu mal foi o mal de acreditar não em mim, mas nos outros.
Nos outros olhares que não te querem bem como eu. Nos outros que não se importam com o ser em baixo dessa pele cansada que se faz de forte.
Teu mal foi não me quer, foi não me entender e enquanto eu me refazia e te entendia, você me negava e me deixava sem resposta, sem amor e sem você, quando tu sabias todas as respostas.
Respostas essas que você elaborava, desdobrava, recolocava e criava cenas, cenários, palcos e plateias. Nada real, tudo fruto da sua mente criativa e destrutiva.
Eu ali, paralisado sem saber se ficava, se partia se te entendia e me perdia.
Quando me dei por mim já era de manhã e você sustentando ideias ridículas, sustentando um universo de colapso pra ver meu fim. Justo eu.
Entendi e cai no seu jogo, te dei elementos, cartas e munição. Tiros levei quando deixei de lado meu colete de proteção.
Você disparou. Para outros braços, outros olhares, outras soluções para o seu algo que hoje não te faz diferença. Mas eu tinha, tenho e teimo em estar com você.
Eu não acreditava naquilo tudo e você fez. Hoje não acredito mais nem em mim.
Me destruiu, conseguiu, concluiu sua meta, seu sonho... teu desejo que eu mesmo ensinei.
Por amor a ti, cuide-se bem, meu bem.
@madeinvila
Eu devia ter lido isso uns 3 meses atrás.
Antes dele hackear meu celular e me jogar numa depressão que só eu tô vendo e me afundando em cocaina... caraio no na mera time. Vai passar...
“Coleciono presenças passageiras e ausências permanentes.”
— Anna Maia.
Eu penso nos outros
com a boca cheia de cacos.
Enquanto minha alma apodrece em silêncio,
eu ainda desejo que você fique bem.
Isso é altruísmo?
Ou só mais uma forma de me esquecer?
Carrego pessoas nas costas
com a coluna em ruínas.
Distribuo pedaços de mim
como quem joga carne aos cães,
esperando que alguém, por engano,
me devolva um osso com nome.
Eu abraço enquanto afundo.
Eu curo enquanto sangro.
Eu escuto gritos
com os ouvidos cheios de suicídio mudo.
Ser bom dói.
Ser humano dói mais ainda.
Há dias em que minha empatia
é só um pedido disfarçado:
fique… por favor…
mesmo que eu nunca diga.
Eu ofereço luz
com as mãos queimadas.
Penso no sofrimento alheio
para não encarar o meu.
Talvez o altruísmo
seja apenas isso:
uma forma elegante
de morrer aos poucos
sem incomodar ninguém.
Eu! Esse sou eu!
Mais uma noite regada a cachorro latindo na rua, numa pacata cidade do interior.
Me vejo em um lugar onde achei que não poderia chegar, no fim. Sobre a mesa, uma garrafa de água, computador e o justo caos que sobrou de você.
Já não são lembranças que você deixou, me enlouqueceu de tanto te querer ao ponto de me perder.
Uso as lembranças de ti em formato da relés névoa branca sobre a mesa, que me liga, me lembra e me impede de te esquecer e seguir.
Me vejo e me sinto sendo amarrado nesse aditivo, anti-depressivo, branco e destrutivo.
Você me deixou lembranças na alma, feridas que não se fecham, se adormecem. Você me deixou onde eu menos queria, no vício de te querer me ensinou a enlouquecer, não me viciou, me ensinou outro vício pra te esquecer.
Estou seguindo sendo cada vez mais dependente, entorpecido e sendo esquecido graças ao amor que sinti por você.
Nunca imaginei que ia chegar até aqui e ficar, no fundo da casa que não é minha, no fundo da solidão que não me pertence... sem festas, sem alegria, sem intenção. Fecharam se as cortinas do meu show. E nós bastidores do sorriso eu sigo entorpecido, calado e sorrindo.
Essa é a nossa diferença. O que é uma gota pra você, é o oceano pra mim.
Foi tão bom estar com você aquela noite, mas, só me lembro das coisas ruins agora!
Eu mudei!
Mudei meu mundo, meu eu, meu lar, meu tudo.
Mudei meu sonho, mudei meu andar.
Mudei tanto, tanto, que perdi até meu lugar.
Mudei por esperança pra poder sustentar o que só eu carregava no meu olhar.
Mudei e mudei por acreditar que seria o seu lar.
Mas...
Mudei tanto que esqueci do meu abrigo, do meu chão batido e do meu despertar.
Mudei por você, pra você e tu não quis sustentar.
Me desfez, me destruiu, me levou ao fundo e me sucumbiu, me destruiu.
Mudar por você, foi a mudança que eu não merecia, a mudança que eu até queria mas, você desistiu, desconstruiu tudo aquilo que me falava e prometia.
Mudei quei hoje estou mudo. Calado. Esperando a próxima mudança que sozinho farei, não mais por ti e sim por mim!
Tu fostes a mudança que eu precisava mudar, mas, não precisava me mostrar que o amor é bem mais fundo, profundo e tão difícil de se recuperar...