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@passi-o-nate
eu finjo que to conhecendo minha mulher pela primeira vez sempre que tenho oportunidade kkj
N quero falar sobre isso.
Todos os dias eu venço uma batalha.
Uma batalha invisível, dentro de mim.
“Eu” contra “eu” mesmo.
O meu “eu” prático quer acabar com tudo,
resolver todos os problemas de uma vez,
seja me prejudicando, me silenciando,
me colocando para dormir…
em um sono profundo, eterno.
Contra ele, está o meu “eu” persistente,
que vê um futuro, imagina um caminho e luta.
Planeja e executa.
Até hoje, ele tem ganhado.
Bravamente as batalhas tem travado.
Mas alguns o enfraquecem.
O fazem querer largar tudo,
deixar o “eu” prático vencer.
Querer regressar aos comprimidos,
que me colocam em outra versão.
As pílulas que me sedam,
me afastam da confusão.
Não quero voltar pra lá.
Quero ter o meu poder de pensar.
Mesmo que, às vezes, pense demais,
sei do que sou capaz.
O “eu” prático não é fraco por querer desistir
ele é sábio, pois sabe onde vale a pena insistir.
Por vezes, dou soco em ponta de agulha.
Me firo, me machuco, e sigo com a tortura:
psicológica, emocional e até física.
E tudo isso… por quem nem o mínimo realiza.
E tudo bem, que fique!
Mas mais longe.
Porque eu não tenho mais espaço em mim pra doer pelos outros.
Quero guardar meu amor pra quem sabe cuidar dele.
@passi-o-nate
Chico Buarque disse “amou daquela vez como se fosse a última” e eu completo dizendo que depois disso não quis amar mais ninguém.
sim, verdade!
até porque não tenho controle sobre isso
Buenas…
Não entender, apenas aceitar
Apesar de conhecer o erro, ainda faço. Você está me deixando inseguro e ansioso, Vendo minhas mensagens e não respondendo, Escolhendo ficar online em vários apps, Em vez de falar comigo.
Por que você me troca por um vídeo sem sentido? Sou narcisista por querer dez segundos seus A cada seis horas do dia? Estou implorando por migalhas. Mas eu mereço um banquete. Mereço que me chamem, me convidem, me conquistem.
Te vi online no app de relacionamentos. Mas o pior nem é você estar lá... É eu estar lá atrás de você, Procurando entender onde foi que eu errei, Tentando descobrir como posso te ser suficiente. Será que eu não basto? Não sou o bastante para você?
Você já disse que é só meu, E eu te respondi que também quero ser só seu. Então por que você ainda não corresponde A todo esse amor que tenho despejado sobre você?
Apesar de saber que, da minha parte, Eu apenas tenho que aceitar e não tentar entender, Fico me consumindo, Me martirizando, Querendo compreender algo que está fora do meu alcance. Algo que agora ... se tornou distante: você.
E tudo bem.
Que fique.
Mas mais longe.
Porque eu não tenho mais espaço em mim para doer pelos outros.
Quero guardar meu amor pra quem sabe cuidar dele.
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@passi-o-nate
Amo, mas não me faz bem!
Eu não quero esquecer. Porque tem coisas que a gente não precisa apagar da memória. Precisamos é lembrar pra nunca mais repetir.
A verdade é que hoje eu percebi: Eu o amo. Mas ele não me faz bem.
Não é por maldade. Não é por falta de sentimento. É porque a outra pessoa não se dá conta do impacto que tem. Porque vive como se nada fosse grave, como se nada exigisse decisão. E eu, que planejo, que me entrego, que sinto, fico sempre com a parte do peso que o outro não segura.
Ele me deixou na mão, de novo. E não foi só isso. Foi a forma como tudo aconteceu: sem aviso, sem posicionamento, sem considerar que eu tinha me planejado, saído de casa, perdido carona, carregado um presente na sacola, com a expectativa de um encontro.
O problema nunca foi a crise. Eu entendo crises. O problema foi não perceber que mesmo sem ter me tratado mal, ele me deixou sozinho numa situação que machuca. E ainda me disse que eu estava sendo intenso demais.
Mas eu não estava. Eu estava apenas sentindo. E o que dói é isso: sempre que eu sinto, o mundo espera que eu sinta menos.
Hoje eu compreendi que amizade não é só carinho, é presença, é responsabilidade afetiva. E ele, do jeito que é, talvez nunca consiga ser meu amigo de verdade. Não do jeito que me faz bem. Não do jeito que eu preciso. E tudo bem. Que fique. Mas mais longe. Porque eu não tenho mais espaço em mim pra doer pelos outros. Quero guardar meu amor pra quem sabe cuidar dele.
@passi-o-nate
Quatro dias
Esse foi o tempo que eu levei pra assistir todos os oito filmes de Harry Potter. Eu tenho 26 anos e, até então, nunca tinha assistido. Claro que eu tinha alguns cortes de um dois filmes na minha mente, mas não tinha noção da história ou sobre o que ela exatamente era.
Sempre me senti meio culpado por isso, principalmente por estar tão imerso nesse universo pop e nerd. Gosto da Marvel, da DC, curto histórias de magia, bruxaria, ficção científica, fantasia… e ainda assim, por algum motivo, Harry Potter nunca me atraiu de verdade.
Mas a verdade é que eu sempre tive um certo receio. Tenho TOC — Transtorno Obsessivo Compulsivo — e ele é bem forte. Sempre tive medo de mergulhar nesse universo e acabar ficando obcecado pelas casas, pelas vestes, pela escola de magia, por cada detalhe. Então eu evitava.
Até que, recentemente, uma pessoa especial me convidou pra ir numa exibição de Harry Potter. E mesmo sem saber quase nada, sem nem conhecer o nome dos personagens, fui. Uns dias dps, assistimos a uma parte do primeiro filme. E depois, sozinho, terminei o restante em quatro dias. Então, o que eu gostei e o que essa história toda me ensinou? Amizade.
A amizade da Hermione com o Harry é algo que me tocou profundamente. É o tipo de amizade que eu desejo ter na minha vida — e, mais ainda, o tipo de amigo que eu quero ser.
A Hermione, mesmo torturada, nunca deixou o Harry. O Rony, mesmo se afastando, voltou. E juntos, eles provaram que há amizades que resistem até ao que parece impossível. E é esse tipo de vínculo que eu quero construir. Lealdade, cuidado, parceria real.
A relação entre a Hermione e o Rony também é linda. Eles começaram apenas como amigos, e ver aquilo se transformar num relacionamento real, construído no tempo e no cuidado, foi especial de assistir. Já o Harry e a Gina … Zero química.
Bom, outra coisa que achei marcante foi perceber como o Harry, em muitos momentos, acreditava que tudo girava em torno dele. Como se fosse o mais importante da história. E sim, ele é importante. Mas as pessoas não morriam por ele — morriam pela causa. Isso me fez refletir muito. Às vezes, a gente se coloca como centro só porque estamos representando algo. E esquece que o que realmente importa não somos nós, e sim o que defendemos. A causa. A luta. O coletivo.
Essas foram as coisas que eu mais gostei e aprendi com Harry Potter.
Talvez eu assista de novo e aprenda ainda mais coisas. Não sei. Mas sei que esse universo, agora, faz parte de mim — mesmo que tenha demorado 26 anos pra chegar até aqui.
@passi-o-nate
Vejo agora que, no fundo,
sempre quis ser ela.
Sempre fico em segundo plano.
Ela está à frente —
seja lá com quem eu me envolva,
ela me ultrapassa,
furta minha cena,
rouba meu momento
e toma o meu homem.
Ah, Conan,
por que você me apresentou essa Heather?
Eu a vejo em todo canto.
E toda vez… eu perco o encanto.
Ele te olha diferente.
Te trata melhor.
E comparada a você, Heather,
eu sou tão menor.
Querendo ser notado,
eu me esforço,
me desdobro,
grito e dou tudo de mim.
E nem um “oi” eu consigo arrancar.
O que ele faz é apenas me tolerar.
Mas você, Heather…
basta existir,
que já basta para ele sorrir.
Te busca,
te liga,
manda mensagens,
te dá atenção…
Ahhh, como eu queria ser você.