Se você fosse um animal, qual seria?
Escolho o lobo, pois não sou rebanho.
Há um provérbio que diz que a ovelha passou a vida toda temendo o lobo, e no final foi o pastor que a devorou.
Não sigo o pastor só porque ele tem um cajado. Não sigo ordens ou padrões pré-estabelecidos pela sociedade cegamente. Não aceito qualquer coisa, porque sei o meu valor e os meus valores.
Tenho instinto para perceber as entrelinhas e reflexo para lidar com as adversidades. Debato, discuto, questiono, avalio, calculo e reajo com estratégia.
Onde piso, fica o rastro. Onde descanso, fica o cheiro. Não invado o território do outro sem ser convidado, mas também não abro mão do meu.
O meu território é meu corpo, minha mente, meu lar, minhas escolhas. Quem entra, entra sabendo das regras e sabendo que o lobo não se dobra.
Um lobo sem território é só um cachorro perdido, e eu não sou cachorro de ninguém.
Até então, lobo solitário, porque a matilha certa ainda não apareceu. Enquanto não aparece, não vou latir para qualquer um. Quando aparecer, vai saber que eu não sigo, eu caminho junto.
É o livre-arbítrio em conformidade com o senso de sobrevivência. Contribuição de Paulo Vitor Amaral Campos 26 de maio de 2026
















