Amy Judd

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Amy Judd
Ser resiliente.
Belo Horizonte, 4 de dezembro de 2017.
Muita coisa mudou desde a ultima vez que eu parei para escrever. Escrever sobre o que eu sentia, ou para quem eu gostava. E esse tempo que passou, não foi nada fácil. Sei que na minha vida eu tenho muitos problemas, mas nesse pequeno tempo, percebi que minha mente acabou fazendo desses pequenos problemas como se fossem os maiores da minha vida. Meu maior desafio tem sido ser leve. Ficar tranquila e deixar tudo fluir da melhor maneira. Sem me preocupar com o amanhã, o depois. Só pensar no agora. Nesse desafio se incluiu deixar uma das pessoas que eu mais gostei na minha vida – até hoje, pois pode ter sido o primeiro com essa paixão devastadora, mas não foi o último – e saber lidar com isso, deixar tudo ir. Teve dias que era difícil até sair da cama, teve momentos em que pensei tantas besteiras, até como se eu não estivesse mais aqui, seria muito mais fácil. Mas obviamente, não me deixei decair a esse ponto, pois eu amo muito minha vida e as pessoas que habitam nela. Uma das duas coisas que me ajudou e ainda ajudam é que a cada dia que passa, eu tento me redescobrir. Há muito tempo eu não sabia quem eu era. Não me reconhecia mais. Nem lembrava das coisas que eu gostava, ou me deixavam feliz, como uma tarde sozinha assistindo séries e comendo alguma besteira que eu tanto gosto. Era como se a cada dia que passava, eu percebia que perdia cada vez mais minha essência. Não sabia mais o que era ser sozinha. E ser sozinha nunca foi um problema para mim. – E não deveria ser para ninguém, né. Pois nascemos sozinhos, crescemos sozinhos, fazemos tudo de importante em nossas vidas sozinhos, e ainda morremos sozinhos. – A outra coisa foi voltar a terapia. Preciso sempre lembrar que em episódios em que precisar parar um tempo, jamais demorar a voltar. Ter alguém que possa te ouvir, te aconselhar – não diretamente, mas com ideias que façam pensar melhor, ou até mesmo te mostrar melhor o caminho certo - é a melhor coisa do mundo. E terapia não é só quando a gente realmente está mal, mas sim sempre. E só a minha psicóloga conseguiu tirar o peso e o medo em que eu tinha nos meus peitos, na minha cabeça e no meu estômago. E desde então, pude respirar sem pesos me impedindo. E no final, soube lidar com minha solidão da melhor maneira possível, e compreendi que minha melhor companhia, quem sempre vai me fazer bem e tem que querer o meu bem, é sempre eu mesma. Confesso que tem dias que a nostalgia ainda me pega de surpresa. Às vezes, é só abrir os olhos que ela está ali, como se fosse um tapa na cara. Às vezes, sinto uma leve falta dele. Mas, confesso que sinto mais como o amigo que eu sempre tinha, pois éramos muito amigos – tanto que sempre percebi que éramos mais amigos do que namorados. – Mas sei que continuar amigos não me ajudaria nesse processo doloroso que passei. Tem vezes que me pego pensando como seriam as coisas se tivessem permanecido na minha vida. Será que de fato, as minhas mil e uma tentativas, em algum momento, teriam surgido efeito? Sinceramente, acredito piamente que não. Hoje, com a cabeça leve e vazia, consigo perceber que nesses quase 5 meses de tanta turbulência, só eu fiz minha parte. Eu dava 100% de mim, quando a outra pessoa estava bem do jeito que fosse. Para ela, só de eu estar ali já era alguma coisa. Mas o que adianta você estar com alguém, sendo que esse alguém não está com você? Acredito que se tivesse continuado no mesmo barco em que estava a quase dois meses atrás, eu estaria pior. Praticamente como um Titanic, que afundou e levou tudo junto de si. Mas como eu disse, não me arrependo de ter perdido tanto tempo nisso, porque todos nós aprendemos com nossos erros. Eu no começo o culpava demais, por ele ser ruim assim, e nem se dava conta disso. Depois, quando deixei o rancor e a mágoa saírem, consegui perceber com a leveza que habita em mim, que esse era o jeito dele. Ele não deve nunca mudar, apesar de ser tão necessário para si próprio – e que deveria ser o único motivo de mudança, ELE mesmo – mas… Não tenho porque me importar com isso. A única pessoa da vida dele sempre será ele mesmo. Um dia, quem sabe, ele entende? Confesso que também bate uma leve curiosidade para saber como ele está, se ele aceitou isso melhor que eu, ou ainda vive na deprê em que ele sempre esteve. Torço sempre pelo melhor dele mesmo de longe, pois no fundo sei que ele é uma pessoa muito boa. Mas que infelizmente, não acrescenta em nada mais na minha vida. Hoje posso entender como isso tudo, minhas crises de ansiedade, de medo de seguir em frente ou simplesmente deixar ele ir, pois não fazia mais parte da minha vida, a preocupação e os inúmeros pesos que eu senti, me ajudaram a construir um novo escudo, e fizeram me dar conta do quão extraordinária e maravilhosa que eu sou. Nesse tempo também aprendi o significado da palavra resiliência, que são fases pesadas em que pessoas se adaptam a elas, mas logo voltam a sua forma original. Ou seja: são fortes, independentemente do que aconteça. É preciso saber ser resiliente na vida.
HAPPIEST SEASON (2020) DIR. CLEA DUVALL
Never Have I Ever Season 1, Episode 5 - “… started a nuclear war”
The Eclipse Soundtrack (x)
(last two were in the credits so I improvised)
The New Moon Soundtrack (x)
(last two were in the credits so I improvised)
The Twilight Soundtrack (x)
charlie and bella “sharing is caring” swan and the plaid shirt™
Twilight (2008) // Good Time (2017) // The Batman (2021)
That night Edward starred in my dreams, as usual. However, the climate of my unconsciousness had changed. It thrilled with the same electricity that had charged the afternoon, and I tossed and turned restlessly, waking often. – TWILIGHT
There was no peace in Bella’s dreams. And no peace for me, watching her twitch restlessly and hearing her whisper my name over and over. The physical pull, that overwhelming chemistry from the darkened classroom, was even stronger here in her night-black bedroom. Though she was not aware of my presence, she seemed to feel it, too. – MIDNIGHT SUN
I wish I could tell you about Jake. He makes me feel better. I mean…he makes me feel alive. The hole in my chest…well, when I’m with Jake it’s like it’s almost healed…for a while. But even Jake can’t keep the dreams away.
THE TWILIGHT SAGA: NEW MOON 2009 – Chris Weitz
TWILIGHT (2008)
DIR. CATHERINE HARDWICKE
cinematic parallels
Robert Pattinson in The Batman Trailer
Music in TWILIGHT (2008) (insp.)
duda beat + pabllo vittar no sarará